RAINHA DA PAZ VIAGENS [SANTA JULIANA-MG/BRASIL]

MENSAGENS, ORAÇÕES, HISTÓRIAS, VIAGENS, TEXTOS BÍBLICOS, E MUITO MAIS.

A CRIAÇÃO RECONCILIADA !

31 31UTC dezembro 31UTC 2008

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas do mundo mineral, vegetal e animal, especialmente pelo irmão sol que nos dá luz, calor e energia e é tão belo e grandioso que nos faz lembrar de ti.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão oxigênio, tão invisível e precioso, através de quem tu nos dás o sopro da vida, e pela chuva que rega os nossos campos, e as estações que se sucedem embrando-nos as estações da vida, pela biosfera que cicatriza todas as feridas que lhe são infligidas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que ainda brota das rochas e ainda é a mesma de sempre, transparente, clara e fresca, que mata a sede, limpa e dá energia; sê louvado pelo orvalho, que alegra o nosso coração e nos faz pensar no suor da terra que trabalha.

Louvado sejas, meu Senhor, pela terra, que é nossa irmã e nossa mãe, pelas sementes que geram outras sementes, pela natureza selvagem, pelas estepes e as árvores solitárias, em cuja sombra o homem cansado repousa e na companhia de outros sabe fazer festa.

Louvado sejas, meu Senhor, pelas numerosas espécies vegetais e animais e pela exuberância da vida e pela capacidade que ela tem de auto-regeneração, pelo perfume da erva cortada, e pelas pedras e sua resistência.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã árvore que produz oxigênio para nós, e pelas flores do campo
que alegram os nossos olhos, pelos campos que nos fornecem os alimentos e por todos os animais que transmitem harmonia e nos fazem companhia.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã minhoca que trabalha a terra por nós, pelo irmão pássaro que é livre e sabe voar silenciosamente,
e pelos peixes e a flora marinha,
que humilde e ocultamente enchem os mares.

Louvado sejas, meu Senhor, por nossos irmãos mais humildes e mais pobres da terra, que nos perdoaram e que sem dúvida são testemunhas
do teu amor e que sofreram e sofrem desprezo, doença e morte.
Bem-aventurados nós se formos concretamente solidários com seus esforços de vida e liberdade e se não colaborarmos com projetos de morte contra eles, porque só assim entraremos no teu projeto do Reino.

Louvado sejas, meu Senhor, pela morte corporal, também ela nossa irmã, por aquela dos mártires, dos profetas e dos santos nunca proclamados e nem reconhecidos.
Dessa morte nenhum de nós poderá jamais ter medo.

Ai daqueles que colaboraram com projetos que destroem a vida.
Felizes, porém, aqueles que criaram e conservaram a vida dentro de si e ao redor de si, porque se assemelharão a ti, portanto, sentar-se-ão à mesa contigo no banquete
que preparaste para festejar quanto é bela e maravilhosa a tua criação.

Louvai e bendizei todos ao Pai comum que nos torna irmãos.
Agradecei-lhe por todos os dons que nos deu e que continua a dar-nos e continuai a servi-lo com humildade e perseverança.

Giuliana Martirani

Do livro: A civilização da ternura - Paulinas

A PAZ DE DEUS !

30 30UTC dezembro 30UTC 2008

A paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão,
guardará em Jesus Cristo o coração
e os pensamentos de vocês.
Fl 4,7
 

FAMÍLIA: UM DOM SAGRADO !

29 29UTC dezembro 29UTC 2008


‘Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela’. (Efésios 5,21-25)

A família têm duas dimensões, a primeira é o "casal" e a segunda são os "filhos". São Paulo compara o casal, marido e mulher, a Cristo e a Igreja. Na Antiga Aliança, tínhamos o casamento entre Javé e Israel e, quando alguém se casava, era de costume comemorar durante sete dias aquele casamento. Deus ficava irado quando o seu povo [o povo de Israel] adorava outros deuses. O Senhor se sentia como um marido traído. Na Nova Aliança, o casamento é entre Cristo e a Igreja.

Os missionários Renata Coelho e Brais Oss, juntos com a pequena Sophia

 


Deus quis que, na raíz da família, houvesse uma aliança e, por isso, os casais hoje trazem um anel em suas mãos como símbolo desta união. O Papa João Paulo II pedia: "casais cristãos, sejam para o mundo um sinal do amor de Deus"; de forma que, quando as pessoas virem um casal superando os problemas que existem no mundo, possam ver o amor de Deus.

É dogma de fé que a Igreja é santa; nunca podemos dizer que ela tem pecado, pois os pecados são dos filhos da Igreja, eles são nossos. Por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula. Desta forma São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas, você está disposto a amar a sua esposa ao ponto de se entregar por ela?

A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus quis dar uma ajuda adequada ao homem e por isso deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação de Deus, foi o ápice da criação. Adão ficou feliz por receber a mulher e Deus olhou para os dois e disse aquilo que é a essência do casamento, “por isso o homem deixa seu pai, deixa sua mãe, une-se a sua mulher e sereis uma só carne”.

O que Deus quer? Deus quer que, com o casamento, homem e mulher sejam uma só carne, um só coração, uma só alma, um só espírito, pois há pessoas que estão casados há anos, porém, ainda não parecem estar casados. Pela mentira, o demônio quer destruir os casamentos. Quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o demônio entrar na vida da sua família.

Erika Torres, Lis e Marcos Araujo, sócios da Canção Nova

 


Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém separa. São Paulo diz que o amor é paciente, bondoso, não busca os próprios interesses, o amor não acaba nunca, só ele faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro. É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isto vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia e na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, porque tem forças para superar todos os problemas.

Pai e mãe, vocês devem conquistar os seus filhos. Um dia, vi uma frase em um carro que dizia: "Conquiste o seu filho antes que o traficante o faça" e pensei: "Tenho cinco filhos e preciso conquistá-los". Você não conquista o seu filho pelo que você dá a ele, mas pelo que você é para ele. Se você é um pai ou uma mãe honrados, conquistará seu filho.

Que Nossa Senhora guarde nossas famílias, nossos filhos, para que possamos conduzi-los a Deus.

Trecho retirado da pregação feita pelo professor Felipe Aquino, durante o Acampamento para as Famílias, de 18 a 20 de julho de 2008.
( Fonte Canção Nova )

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ESPERANÇA MILENAR !

Aguardamos, cheios de esperança,
Um Novo Ano;
Assim dizem os que ainda têm
Uma viva chama em seu ser.
Obrigado, história passada!

Somos novos como crianças,
Nossas vidas se revestem de novo
Com sentimentos profundos de
Expectativa de dias melhores.
Queremos que esta nova etapa
Seja livre e sem fronteiras,
Pois Deus, que é Pai de todos nós,
Não conhece barreiras.

A chegada de um Novo Ano,Com fé e muito amor,
Nos preparamos
Como resposta e convite
A uma fé que decididos
Nós professamos.
Mil anos… dois mil anos
Vividos com dedicação
Na busca de Deus
E dos nossos irmãos.
E com uma
Esperança, ainda
Mais forte,
O Novo Ano acolhemos!

Márcia Maria Souza ( Fonte Paulinas )

A SUA META

28 28UTC dezembro 28UTC 2008

Lanço-me em direção à meta,
em vista do prêmio do alto,
que Deus nos chama a receber em Jesus Cristo.
Fl 3,14

 

NÃO PARE NOS LIMITES , DETENHA-SE NAS OPORTUNIDADES

27 27UTC dezembro 27UTC 2008

 
Aquele que cria oportunidades, está contigo

 

Quero voar… não posso!

Quero me bilocar… não posso!

Quero ficar invisível… não posso!

E você?

Bem-vindo aos limites humanos, ele é a incapacidade de agir, é a dificuldade de superar a si mesmo em questões do dia-a-dia. Romper esse processo significa acreditar em você e, acima de tudo, em um Deus que é ilimitado.

 

Quando olho para Jesus, fascino-me com seus limites. Limite que O fez chorar quando seu amigo Lázaro morreu. Limite que O fez quebrar aquelas bancas dos vendedores que estavam no templo provando o limite de ser gente. Limite de Jesus que se sentiu abandonado pelo Pai naquela tarde do calvário.

Quando olho para mim, também me vejo com limites. Limites no poder ou não poder, no agir ou não agir, nos propósitos e nas realizações. Mas vejo também que sou visitado nestas horas pelo Ilimitado.

 

Um Deus tão grande que se fez pequeno, limitado. Isso, só o Ilimitado pode realizar. Um Deus que, ao se encarnar nos limites da carne, quis entender (entrar na tenda) como era ser gente para, desta forma, aproveitar todas as oportunidades que porta meu limite.

Toda pessoa tem obstáculos na vida com complexidades diferentes, que resultam em ações diferenciadas em nosso comportamento.

 

A complexidade da situação que enfrentamos gera um pensamento e um obstáculo imediato. É nesta hora que mais podemos encontrar Deus, pois ‘quando somos fracos, é que somos fortes’. Em minhas fraquezas, vejo e contemplo um Deus que não desiste de mim, mas que acredita quando ninguém mais acredita. Força que brota do poder de Deus.

Não sei quais são seus limites e fraquezas, mas posso dizer: "Aí está Deus, Aquele que cria a oportunidade de se encontrar contigo".

Não pare no limite, mas se detenha na oportunidade de Deus!

 

 

 

Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com
Adriano é apresentador do programa Revolução Jesus. vai ao ar todos as 2ª,3º,4ª e sexta-feiras na Tv Canção Nova. Programa jovem que tem como finalidade levar o telespectador a um encontro profundo e determinante com Jesus.

 

NATAL DE PAZ !

Que estes votos ecoem sonoros,
em todos os lares do nosso planeta globalizado
acordando o autor de um novo tempo de muita paz, fraternidade e harmonia.

Que nossas vozes se unam em coro para dizer a todas as pessoas que um outro Natal chegou carregado de mensagens de amor, esperança, justiça e solidariedade.

Que este Natal interligue as famílias, povos, raças, línguas e nações da terra para entoarmos em tom harmonioso o hino da compreensão e do perdão:
"Glória a Deus nas alturas e paz na terra a todas as pessoas que têm boa vontade".

É Natal! Festa da vida, da alegria e da família,
por isso lhe desejo, com toda ternura, um Natal de paz e amor!


Celina Helena ( Paulinas )

AMOR DE CRISTO

Quem nos separará do amor de Cristo?
Tribulação, angústia, perseguição,
fome, nudez, perigo, espada?
Em tudo isso, somos mais que vencedores,
graças àquele que nos amou.
Rm 8,35-37
 

A SUA META !

26 26UTC dezembro 26UTC 2008

Agora, porém, libertados do pecado
e como servos de Deus, produzem frutos
para a santificação de vocês,
tendo como meta a vida eterna.
Rm 6,22

NASCEU O REI MENINO !

25 25UTC dezembro 25UTC 2008

 

A noite, que já foi tão escura,
resplandece com o astro divino.
Cantem, flautas alegres, toquem, repiquem os sinos!
Venham, pastores, camponeses,
gente vizinha e distante!
Nem sedas nem tapetes macios,
mas como disseram nos livros,
há quatro mil anos os profetas,
só um pouco de palha lhe serve de leito.
Por quatro mil anos esperaram essa hora, soberana de todas as horas.

Nasceu! Nasceu Jesus!
Nasceu no nosso lugarejo!
A noite, que já foi tão escura,
Resplandece com o astro divino.

Nasceu o rei menino!
Nasceu!
Aleleuia, Aleluia
!

Guido Gozzano

DEUS ENVIOU SEU FILHO !

Quando chegou a plenitude do tempo,
Deus enviou o seu Filho.
Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei,
para resgatar aqueles que estavam sujeitos à Lei,
a fim de que fôssemos adotados como filhos.
Gl 4,4-5

NATAL, O DEUS CONOSCO !

24 24UTC dezembro 24UTC 2008

 
Natal é noite feliz, porque Deus não iludiu nossa esperança

Preparando-nos para o encontro com Jesus Cristo, que nasce para nossa salvação nesta festa bonita, que hoje estamos comemorando, a Igreja nos recordava o texto profético de Isaias: “nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém, que um Deus, exceto Tu, tenha feito tanto pelos que em ti põem a esperança” (Is 64, 2b). Sim. Deus fez tanto por nós que nos deu seu Filho para ser nosso companheiro e assim não nos afastarmos dos seus caminhos.

 

 

Era uma noite de paz, quando Ele chegou. Parece-nos até, num devaneio de quem sonha, que a pomba, que Noé soltou pela janela da arca – asas abertas e pandas – volta para nós trazendo no bico o pequenino ramo verde da esperança e da paz. Gostaríamos de soltar, pela vastidão do espaço, bandos dessas aves graciosas, portadores da alvissareira mensagem de paz e amor, que os anjos anunciaram nos céus de Belém.

 

Pena que, para muitos, o Natal de Jesus, que é Deus vindo ao nosso encontro, se transformou em uma fúria comercial de troca de presentes. Os mensageiros celestes anunciaram aos pastores a chegada do Messias. Este é o grande presente de Deus para a humanidade: “Nasceu hoje na cidade de Davi para vós o Salvador” (Lc 2, 10).

 

Natal é festa de amor. Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho, revestido de nossa natureza humana, para morar conosco e ensinar-nos os caminhos do bem. Desde a noite do Natal, Deus não está distante; está perto de nós. Por isto a Escritura Sacra o chama com razão de “Emanuel”, isto é, Deus conosco.

 

Há pois necessidade de nos encontrarmos com Jesus, pois veio não só para estarmos com Ele, mas para o amar, ouvi-lo e seguir-lhe os passos, não por alguns momentos passageiros, mas com a perseverança de quem crê que Ele é o Filho de Deus, nosso único Senhor e Salvador.

 

Sabemos pois quem é Este que vem a nosso encontro e para que vem. Somos convidados nesta noite bendita a contemplar a cena da família sagrada na pobreza da gruta de Belém: José, o homem forte e casto; Maria, a mulher, invocada pela liturgia grega como “Theotókos”, cujo seio “foi a âmbula primeira de Jesus”; o Menino dormindo no embalo carinhoso dos braços de sua Mãe. Natal é noite feliz, porque Deus não iludiu nossa esperança. Veio e ficou conosco: Emanuel!

 

PS.: Santo Natal e muitas graças de Deus no Ano Novo aos meus caros leitores.

 

 

Dom Benedicto de Ulhôa Vieira

( Fonte Canção Nova )

A RIQUEZA DA GRAÇA DE DEUS

23 23UTC dezembro 23UTC 2008

Na pessoa de Jesus Cristo, Deus nos ressuscitou
e nos fez sentar no céu. Assim, com sua bondade
para conosco em Jesus Cristo,
ele quis mostrar, para os tempos futuros,
a incomparável riqueza da sua graça.
Ef 2,6-7

SINOS DE NATAL !

22 22UTC dezembro 22UTC 2008

O natal é uma festa musical.
A música sensibiliza,
toca profundamente nossos sentimentos,
provoca em nós emoções, ações e
nos introduz ao mistério mais profundo
da comunhão e do amor, assim é o natal.

Para este natal, ousamos criar
um orquestra diferente, composta por diversos sinos:

- Sinos da fé,
em um Deus que por amor veio para o meio de nós
e entre nós fez sua morada.

- Sinos de vida,
batidas do coração de cada ser e seiva que corre
por toda parte em toda criação.

- Sinos de amor,
por Deus, pelo outro por si.
Amor que não termina, multiplica-se.

- Sinos de solidariedade,
partilha de palavras, gestos e bens entre todos.

- Sinos de esperança,
promessa de paz, dignidade e justiça.

- Sinos de saudades,
de outros natais, vividos em outros tempos.

- Sinos de família,
sagrada, unida, núcleo de amor.

- Sinos de comunidade,
fraterna, evangélica, missionária e comunicadora.

Estes sinos tocam…
Insistem, advertem, anunciam em linguagem musical,
que sempre pode ser Natal.
Deus veio para o meio de nós!

Feliz natal!

Rosa Ramalho (Fonte Paulinas )

ORAÇÃO DO ANGELUS: PAPA CONVIDA OS FIÉIS A ACOLHEREM COM ALEGRIA “JESUS QUE VEM”

21 21UTC dezembro 21UTC 2008

Cidade do Vaticano, 21 dez (RV) – Bento XVI apareceu ao meio-dia de hoje à janela de seus aposentos, no último andar da Residência Apostólica Vaticana, para rezar a oração do Ângelus, com os milhares de peregrinos e fiéis, presentes na Praça São Pedro.

Antes da oração mariana, como faz habitualmente, o Papa pronunciou uma alocução recordando que a Liturgia deste quarto e último domingo de Advento volta a propor-nos a Anunciação do Senhor, que recitamos sempre na oração do Ângelus.

Esta oração, disse o Pontífice, nos faz reviver o momento decisivo em que Deus bateu à porta do coração de Maria e recebeu seu “sim”:

Faltam poucos dias para a festa de Natal. Por isso, somos convidados a fixar o olhar no mistério inefável que Maria manteve por nove meses no seu seio virginal: o mistério de Deus que se faz homem. Esta é a primeira essência da redenção. A segunda é a morte e ressurreição de Jesus. Ambas as essências são inseparáveis e manifestam o único desígnio divino: salvar a humanidade e a sua história. 
O mistério da salvação, explicou Bento XVI, além de ser histórico tem também uma dimensão cósmica: Cristo é o sol da graça, que, com a sua luz, transfigura e ilumina o universo.

A própria colocação da festa de Natal é ligada ao solstício invernal. A propósito, talvez poucos sabem, disse o Papa, que a Praça São Pedro é também uma meridiana: o grande obelisco lança a sua sombra para a fonte, que está sob esta janela. A meridiana, que antigamente servia para marcar o verdadeiro meio-dia, regulava os demais relógios. Eis, pois o significado da oração mariana ao meio-dia!

Aqui, o Santo Padre aproveitou para cumprimentar todos aqueles que participarão, em vários níveis, das iniciativas do Ano Mundial da Astronomia em 2009, por ocasião do IV centenário das primeiras observações de Galileu Galilei com seu telescópio. E o Papa concluiu exortando:

Dirijamos, agora, nossos olhares para Maria e José, que aguardam o nascimento de Jesus e aprendamos deles o segredo do recolhimento para experimentar a alegria do Natal. Preparemo-nos para acolher, com fé, o Redentor que vem entre nós, como Palavra de amor de Deus para a humanidade de todos os tempos. 
Ao término da alocução dominical, o Pontífice passou a cumprimentar os presentes na Praça São Pedro, em várias línguas: francês, inglês, alemão, espanhol, polonês e italiano.

O Santo Padre aproveitou o ensejo para cumprimentar os 50 neo-sacerdotes Legionários de Cristo, ordenados ontem pelo Decano do Colégio Cardinalício, Ângelo Sodano, na Basílica papal de São Paulo fora dos Muros. A eles o Papa fez votos “de que o amor de Cristo, que guiou São Paulo na sua missão, anime sempre o seu ministério sacerdotal”.

Por fim, Bento XVI concedeu a sua Bênção Apostólica, desejando a todos um bom domingo e um “Feliz Natal” de alegria e de paz.

( Fonte Rádio Vaticano )

EVANGELHO ( Lucas 1, 26-38 )

 

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”
35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



 

 

 

BELÉM !

A caminho de Belém distante
Para a vida dar sentido novo
Sem desistir seguiram avante
Nasce Jesus para o bem do povo

Uma luz forte brilhou no céu
Rasgaram-se as cortinas para o bem
Partiu como em um encanto véu
A vida que agora não mais se detém

Muitos foram ao encontro seu
Para suas bênçãos receber
Salve Jesus- Menino judeu
Seu amor se fez perceber

Belém está entre nós
Naquele que chora e ri
Ecoa pelo mundo uma voz
Paz! Para sempre por aqui

Sim, Natal é tempo de descoberta
De ver em cada ser o amor reinar
De ter o coração sem ferida aberta
Onde o ódio possa não porfiar

Viva! hoje é noite de Natal!
Bimbalham os sinos sem cessar
Brilha a luz de Deus celestial
Em coro Noite feliz a cantar

Mas eu não podia deixar de falar
Um gesto por mais simples que seja
Pode uma vida sem esperança salvar
Este é o Natal que Jesus almeja

Na simplicidade como ele escolheu trilhar.
Este é o exemplo que hoje se festeja
Natal feliz
Natal de paz
Com perfume de lis
Vamos juntos, sem olhar pra trás

Leonardo J. D. Campos ( Fonte Paulinas )

O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS !

Sabemos que tudo contribui para o bem
daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados
segundo o seu desígnio.
Rm 8,28

NATAL

20 20UTC dezembro 20UTC 2008

Enquanto o silêncio envolvia a terra e a noite seguia seu percurso, tu desceste, ó Verbo de Deus…

É Natal! Tempo de esperança, de alegria, de ternura, de paz. Tempo de realização da grande promessa de Deus: Eis, vem o Emanuel, o Senhor, Deus conosco. Exulta de alegria, renova o teu amor, alegra-te, como nos dias de festa. O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz. Desataram-se as correntes dos prisioneiros; os coxos puseram-se a correr, os doentes recuperaram a saúde, e aqueles que se encontravam longe de casa puderam abraçar os seus entes queridos. Todos viram a salvação de nosso Deus. E, finalmente, nosso coração encontrou a serenidade, porque as promessas de Deus se realizaram.

Caminhamos na esperança do "já e do ainda não". A noite prossegue. Ainda há escuridão sobre a Terra. Em cada canto dos continentes os ventos de guerra continuam a soprar, a violência espalha, por toda parte, nuvens de medo e faz vítimas fatais, a fome e a pobreza se alastram, ceifando novas vítimas. Também a Igreja sente forte o peso da provação e do mistério da iniqüidade. No coração das pessoas de boa vontade nasce a dúvida: Será que o Deus, justo e misericordioso, cansou-se de nós? Teria o Deus do amor e da ternura abandonado seu povo?

Todavia, do íntimo do coração dos que crêem renasce a esperança: O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa, resplandeceu uma luz… pois, um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Sobre seus ombros está o sinal da soberania e é chamado: Conselheiro admirável, Deus poderoso, Pai para sempre, Príncipe da paz. Grande será seu domínio e a paz não terá fim.

Este menino é Jesus, o Filho de Maria, o Deus conosco. Na pobreza da manjedoura, na escuridão do mundo, no silêncio de nosso coração, na alegria de estarmos juntos, no encontro com o povo, saboreamos em Jesus o amor e a alegria da salvação. Confirmamos a certeza de que todas as promessas de Deus tornaram-se "sim" em Jesus Cristo que se fez um de nós, nosso companheiro de caminhada, amigo sempre fiel, único Salvador.

Depois de ter percorrido no silêncio, na oração, na serena fraternidade o caminho do Advento, detenhamo-nos agora diante do presépio. Em Jesus menino contemplemos o amor do Pai que nos convida a sermos suas filhas, seus filhos, irmãs e irmãos entre nós, comunicadores da boa notícia, anunciadores de esperança, testemunhas do Verbo feito carne que vive no meio de nós. Então, será verdadeiro Natal para cada um, para os povos, para as nações. E poderemos, de coração livre e alegre, dizer a todos e a cada um: BOM NATAL!

Maria Antonieta Bruscato ( Paulinas )

PROCUREM O AMOR

Procurem o amor.
Entretanto, aspirem aos dons do Espírito,
especialmente o de anunciar a mensagem de Deus.
1Cor 14,1

O AMOR DE DEUS

19 19UTC dezembro 19UTC 2008

Estou convencido de que nem a morte
nem a vida, nem os anjos nem os principados,
nem o presente nem o futuro, nem os poderes
nem as forças das alturas ou das profundidades,
nem qualquer outra criatura,
nada nos poderá separar do amor de Deus,
manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor.


Rm 8,38-39

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA MISSA NA PARÓQUIA !

18 18UTC dezembro 18UTC 2008

A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.

Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: "Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus". A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.

Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: "Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações" (cf. Atos 2, 41-42).

 

Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.

 

Lembro-me, com muito carinho, da minha "paróquia mãe", a Catedral de Sant’Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d’Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: "Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.

 

D.40.1 Celebração dominical, centro da vida da Igreja:

§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. "O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência."

"Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos".

 

Domingo primeiro dia da semana

§1166 "Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo". O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, "o primeiro dia da semana", memorial do primeiro dia da criação, e o "oitavo dia" em que Cristo, depois de seu "repouso" do grande sábado, inaugura o dia "que O Senhor fez", o "dia que não conhece ocaso". A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.

 

§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os ‘regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.

 

Domingo dia principal da celebração eucarística:

§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.

 

D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:

§1389 A Igreja obriga os fiéis "a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos" e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.

 

§2042 O primeiro mandamento da Igreja ("Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho") ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição

do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

 

Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.

 

Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?

 

Nunca é tarde para recomeçar. Minha benção fraterna+.

 

Padre Luizinho
Sacerdote Missionário da Canção Nova

 

ÍNDIA: APELO POR UM NATAL SEM EXAGEROS E SOLIDÁRIO

Mumbai, 18 dez (RV) - O Fórum Cristão Unido para os Direitos Humanos de Gujarat (GUCFHR) na Índia, lançou um apelo à comunidade local de fiéis, para que celebre o Natal sem exageros e em solidariedade para com as vítimas do terrorismo em Mumbai e das perseguições em Orissa.

"Nós, bispos e responsáveis pelas Igrejas presentes no Fórum Cristão Unido para os Direitos Humanos, de Gujarat, reunidos em Ahmedabad, no dia 15 de dezembro – lê-se no documento – depois de termos refletido sobre as iminentes celebrações das festividades do Natal, à luz dos violentos eventos em Mumbai e no restante do país, lançamos um apelo a nossos fiéis e instituições, a fim de que sejam evitadas ostentações durante as celebrações natalinas."

"O Natal _ prossegue o apelo _ permanecerá sempre um evento alegre, porque nós celebramos a vinda de Deus que se fez homem entre nós. Mas, em solidariedade para com as vítimas dos ataques terroristas e dos dolorosos episódios em Orissa e em outras áreas do país, pedimos que as manifestações exteriores da nossa alegria sejam mais amenas. Recomendamos ainda, que poupem dinheiro, utilizando-o para aliviar os sofrimentos dos nossos irmãos."

O Fórum Cristão Unido para os Direitos Humanos, de Gujarat, recorda, em seguida, que "o Natal exprime a nossa fé em Deus que se fez homem. Por isso, esta festividade nos pede para encontrarmos Deus em cada ser humano, independentemente do nível social, da religião e da raça".

"É uma ocasião _ conclui o texto _ para darmos passos concretos, que promovam a harmonia entre todos."

( Fonte Rádio Vaticano )

BENTO XVI A DIPLOMATAS: O EMBAIXADOR PODE E DEVE SER UM ARTESÃO DA PAZ

Cidade do Vaticano, 18 dez (RV) - Bento XVI recebeu em audiência, na manhã desta quinta-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, onze novos embaixadores junto à Santa Sé, para a apresentação de suas credenciais.

Trata-se de diplomatas provenientes do Malauí, Suécia, Serra Leoa, Islândia, Luxemburgo, Madagascar, Belize, Tunísia, Cazaquistão, Barein e ilhas Fiji.

Na reflexão que fez aos diplomatas, o papa falou sobre os desafios da função que desempenham como mediadores internacionais: "A promoção da paz é a essência da missão de um embaixador" _ ressaltou o Santo Padre em seu discurso.

"O embaixador por e deve ser um construtor de paz. O artesão de paz de que se fala aqui não é apenas a pessoa de temperamento conciliador, que deseja viver bem com todos e, se possível, evitar os conflitos, mas também alguém que se coloca totalmente a serviço da paz e se empenha ativamente para construí-la, às vezes, a ponto de dar a própria vida."

Se, no passado, a humanidade fez a experiência de uma "indigna escravidão" no âmbito de sistemas políticos e econômicos que _ observou o papa _ por muito tempo "buscaram se impor através da demagogia e da violência", hoje existe uma exigência de "paz autêntica", que não pode ser satisfeita _ insistiu Bento XVI _ "senão quando reina a justiça".

"A Santa Sé publicou, às vésperas da Conferência de Doha que se concluiu há poucos dias, uma nota sobre a atual crise financeira e seu impacto na sociedade e nas pessoas. Estes são alguns pontos de reflexão destinados a promover o diálogo acerca de vários aspectos éticos que deveriam nortear as relações entre as finanças e o progresso, e encorajar governos e responsáveis pela economia a buscarem soluções duradouras e a solidariedade, pelo bem de todos, em particular daqueles que são mais vulneráveis às dramáticas conseqüências da crise."

Nos discursos dirigidos aos diplomatas europeus, o Santo Padre manifestou sua preocupação pelo projeto de lei que busca aprovar a eutanásia e o suicídio assistido, em tramitação no Parlamento de Luxemburgo, invocando respeito pela vida e pela dignidade de todo ser humano.

Da mesma forma, exortou a embaixadora da Suécia, a solicitar o próprio Governo a garantir a tutela jurídica da família e dos nascituros. Falando à diplomata, o papa não deixou de manifestar seu apreço, pela abertura da Suécia aos milhares de cristãos em fuga do Iraque, assegurando suas constantes orações pela situação dos cristãos no Oriente Médio.

A promoção da paz, o valor da liberdade religiosa, a necessidade de diálogo entre as culturas, assim como empenho em favor de um crescimento econômico sustentável e solidário foram os temas abordados pelo Santo Padre em seus discursos de boas-vindas aos embaixadores dos quatro países de maioria islâmica, presentes na audiência: da Tunísia, do Cazaquistão, de Bahrein e de Serra Leoa.

A crescente distância entre o Norte e o Sul do mundo, e entre ricos e pobres foi o eixo do discurso de Bento XVI ao embaixador de Madagascar, país que viu piorar consideravelmente a própria situação socioeconômica após a passagem de devastadores ciclones. Essa constatação deu ao pontífice a oportunidade de exortar a comunidade internacional a não reduzir duas ajudas às nações mais pobres, tomando como pretexto a crise financeira mundial.

Ao embaixador de Belize, nação centro-americana, o papa recomendou que exortasse os jovens a colherem a herança de tradições culturais e religiosas que são fruto de uma história de cooperação e respeito mútuo. Valores aos quais hoje se contrapõem _ observou Bento XVI _ modelos culturais importados e alienantes, que alimentam um clima de cinismo e favorecem o abuso do álcool e das drogas, além de enfraquecerem o idealismo, a generosidade e a esperança dos jovens. Diante desses fenômenos _ reiterou o papa _ a família se coloca como baluarte para o futuro da sociedade e para a defesa da dignidade humana.

Ao embaixador de Malauí o papa frisou a necessidade urgente de que os países africanos se unam para enfrentar os desafios do futuro e assegurar um desenvolvimento integral de seus povos. Além disso, o pontífice pediu mais esforços para garantir a segurança alimentar, acabar com a pobreza e combater as doenças, sobretudo o vírus HIV.

O papa se congratulou com o embaixador das ilhas Fiji, pelos progressos realizados a fim de restabelecer um governo democrático no país, após o golpe de Estado de 2006. E finalizando, pediu a cooperação dos países do Pacífico, a fim de enfrentar os desafios das mudanças climáticas e assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável

MEU NATAL

 

 

No meu Natal, sempre teve amor, ternura
Saudades do que se passou e do que ainda não vivi. No meu Natal, nunca teve Papai Noel. Nem sapatinhos na janela, nem Árvore de Natal. No presépio tão pequeno, os pastores Maria, José e o Menino.

Luzes, muitas luzes…
Roupa simples, coração em festa
Sem panetones, nem Ceia, apenas o jantar
Depois, a família, todos juntos numa prece
Para que o mundo seja mais feliz
Acolhendo o Menino, que acaba de nascer.

O meu Natal não tem o frio da neve
Mas, às vezes, tem a frieza do egoísmo
Porque ainda não aprendi a lição
Que o Menino veio trazer.
Às vezes tem tristeza, porque mais uma vez é Natal. E eu pouco fiz por um mundo melhor.

O Natal sempre toca o nosso coração
Ficamos mais sensíveis, mais amáveis
Ou apenas permitimos que a nossa carência
De amor se manifeste
E é uma criança, uma frágil criança
Que vem ao nosso encontro e nos ensina o Amor.

Parece impossível, um belo filme, uma ficção
Um Menino nasce tão simples, tão humano
Enche-nos de esperança, de paz, de bonança
Muda a nossa história, une raças e línguas
Desconhecidos se dão as mãos numa canção.

No meu Natal, há muita teimosia
Este Menino insiste sempre em nascer
E nos dá muita alegria
Carregando em si a essência da VIDA
Fazendo o nosso coração renascer.

O maior Presente: Deus se faz criança
E nos dá seu amor, na ternura de um Menino
Por isso, quando toda vida for amada e respeitada
Quando toda vida tiver mais vida
Então o meu Natal, o nosso natal, será todo dia.
Feliz Natal!


Verônica Firmino ( Fonte Paulinas )

MENSAGEM DE NATAL DO CONSELHO ECUMÊNICO DAS IGREJAS

17 17UTC dezembro 17UTC 2008

Genebra, 17 dez (RV) - “O Verbo se fez carne e veio habitar entre nós e nós vemos a sua glória”: é o Evangelho de João a inspirar a Mensagem de Natal do Conselho Ecumênico das Igrejas (COE). “A glória é uma palavra, um grito, um canto usado para exprimir a maravilha do ser humano diante da majestade de Deus – lê-se no texto, assinado pelo Secretário-geral do Conselho, reverendo Samuel Kobia – quando Jesus nasceu, os anjos cantavam Glória a Deus no alto dos Céus e no testemunho de vida de Cristo sobre a terra nós vimos a sua glória, cheia de graça e de verdade.”

“Celebrando o Natal – continua a mensagem – nós reconhecemos a vinda de Jesus como ponto de encontro entre Céu e Terra, o meio para reconstruir as nossas relações interrompidas com Deus, de vencer a nossa hostilidade para com os outros e de renovar a nossa determinação em conseguir a paz no mundo.”

Portanto, o Rev. Kobia sublinha que “a reconciliação é uma mensagem magnífica. Esta mensagem oferece a promessa que os pecados do passado serão reparados, que a verdade será atingida em todos os casos, que o perdão será pedido e também os antigos inimigos poderão viver juntos no respeito recíproco.”

“Trata-se – lê-se ainda no texto – de uma mensagem de misericórdia e de esperança que reflete o grande dom do amor de Deus em Jesus Cristo.” Em seguida o Secretário-geral do Conselho recorda que 2009 foi proclamado pela ONU “Ano Internacional da Reconciliação” e que, por isso, as Nações Unidos se apelam a todas as sociedades em conflito a fim de que “coloquem em ato processos de reconciliação para estabelecer uma paz sólida e duradoura.”

E na mesma linha se coloca o Conselho Ecumênico das Igrejas que, conclui o Rev. Kobia, deu início ao projeto decenal “Vencer a violência: as Igrejas em busca da reconciliação e da paz”, que se concluirá em 2010.

CATEQUESE NA AUDIÊNCIA GERAL: NATIVIDADE DE JESUS, FESTA DO “DOM DA VIDA”

Cidade do Vaticano, 17 dez (RV) Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países, para a Audiência Geral.

Em sua catequese semanal, o Papa falou da Novena de Natal, que se inicia hoje, em preparação imediata à festa do nascimento de Jesus. Trata-se de uma festa que enaltece o dom da vida.

A contemplação do Menino Jesus no presépio nos faz pensar nas crianças pobres, naquelas que são concebidas, rejeitadas ou recém-nascidas, que não têm meios para sobreviver.

Por isso, o Santo Padre convidou os fiéis a descobrirem o autêntico valor da Natividade, deixando de lado tudo o que obscurece seu significado genuíno. Nestes dias santos, os cristãos não comemoram apenas o nascimento de um grande personagem ou o início de uma nova temporada. A Natividade recorda um fato fundamental: na escuridão da noite de Belém apareceu uma grande luz: o criador do universo encarnou-se, unindo-se indissoluvelmente à natureza humana, sem deixar de ser realmente Deus de Deus e Luz da Luz e se tornando verdadeiro homem.

O Verbo encarnado, disse o pontífice, é uma pessoa que se interessa por cada pessoa; é o Filho de Deus vivo, que se fez pequeno para vencer a nossa soberba, tornando-nos autenticamente livres, livres para amá-Lo.

No final da Audiência Geral o Papa manteve um breve encontro com os participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, sobre o tema: “Responsabilidade dos líderes religiosos, especialmente em tempos de crise”.

OBSTÁCULO !

Perante  o  obstáculo  e  o  desafio,  permaneça tranquilo.

Diante  de  alguma  situação  difícil,  mais exigente,

não  perca  a serenidade. Deus  é  tudo,  mas  pede

nossa  confiança  filial e  nossa  colaboração.

Reze  com  Paulo  apóstolo  em  todos  os  momentos  da  vida:

" Tudo  posso  naquele  que  me  fortalece. "

( Pe.Roque Schneider )

Mensagem do dia !

16 16UTC dezembro 16UTC 2008

 

O  exemplo  é  o  melhor  dos  sermões.

( Bernardo )

Maior  que  a  tristeza  de  não  haver  vencido,

  é  a  vergonha  de  não  haver  lutado.

( Rui Barbosa )

PESSOAS FELIZES E REALIZADAS

15 15UTC dezembro 15UTC 2008

 

A Bíblia e os documentos da Igreja usam esta expressão: "os desígnios de Deus".

Desígnio é mais que um simples desejo, são as disposições de Deus: seus planos, projetos, propósitos de amor para conosco. Ele tem desígnios de amor para a nossa vida, por isso, necessitamos entrar nos propósitos de Deus.

Se caminharmos segundo a vontade de Deus, a nossa vida seguirá como um rio: tortuoso sim, com muitos obstáculos no seu leito, mas seguro em seu curso natural. Por outro lado, se não formos dóceis à vontade d’Ele, não seremos pessoas felizes e realizadas.

Uma árvore, mesmo não produzindo nenhuma flor e nenhum fruto, já realiza o seu papel. Durante a noite, ela transforma o gás carbônico e toda a poluição em oxigênio.
Todo ser que realiza a finalidade de sua existência é uma bênção para si e para os outros. E aquele que faz tudo ao contrário do que Deus lhe pede e foge da razão da sua própria existência torna-se um infeliz, um frustrado, um verdadeiro desgraçado, porque fugiu da graça.

A criatura humana foi criada para Deus. Quando se encaminha para Ele, torna-se uma felicidade e uma bênção para si e o para os demais.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

( Canção Nova )

NATAIS DE ONTEM E DE HOJE !

 

Os dias vão se cumprindo um a um,
e mais um Natal se aproxima.
E dos tempos passados,
Natais de antigamente, quem não se lembra?
Família, missa, enfeites poucos,
os mesmos de anos passados.

Menino Jesus, bolas de vidro e a comida, a melhor do ano.
Que alegria enfeitar a casa, limpeza do ano,
as paredes ganhavam cores, os corações revestiam-se de paz.
Passaram-se os anos, tantos Natais!
Quem mudou? Nós, ou o Natal?
De que Natal lembrarão nossas crianças?

Os presépios não encontram lugar junto às vitrines,
as propagandas da televisão não divulgam a Grande Notícia.
Os corais nos ajudam a dizer: "estamos em clima de paz!"
Voltemos a Belém!
Maria e José não encontraram um lugar.
Os animais e a palha aqueceram o menino.

E os humildes pastores foram visitá-lo!
e o coro dos anjos, cantava entre nós:
"Glória a Deus no mais alto do céu e paz por toda parte!"
Há ainda quem faça novena.
Ha ainda quem busque sentido.
Natal é mistério! Mistério revelado de amor!

Estamos em tempos onde as luzes do natal brilham muito,
mas nos dizem pouco e não nos introduzem no real sentido do Natal!
Deixemo-nos guiar pela Luz verdadeira!
Aquela que ilumina a todos!
Ela nos mostrará em que direção está Deus
e nos guiará no caminho rumo a Ele.

Rosa Maria Ramalho, fsp

CORTESIA

14 14UTC dezembro 14UTC 2008

 

“ A  cortesia  é  a  companheira  inseparável  da  virtude.”

( Thomas  Fuller )

“ Se  a  cortesia  é  honra  para  quem  a recebe,  muito  mais  o  é  para  quem  a  faz.”

( Santa  Tereza  de  Jesus )

“ A  cortesia  abre  qualquer  porta.”

( Mary Montagu )

 


 

A  única  recompensa  da  cortesia  é  a  cortesia. Ela  abre  qualquer  porta. Não  está   somente  nas  ações,  gestos  e  atitudes,  mas  reside  principalmente  no  coração.  Somente  quando  experimentamos  a  vida  e  descobrimos  a  nós  mesmos  é  que  podemos  valorizar  cada  amanhecer  e  cada  anoitecer,  descobrir  delicadeza  dos  simples  gestos  e  atitudes.  Seja  cortês  com  todos,  principalmente  com  as  pessoas  mais  simples  e  modestas.  Se  a  cortesia  é  honra  para  quem  a  recebe,  muito  mais  o  é  para  quem  a  faz.

 

A  pessoa  cortês   está  certa  de  que  seu  coração  não  será  jamais  uma  ilha solitária.  A  cortesia  é  a  companheira  inseparável  da  virtude.  Esteja  empenhado  num  trabalho  de  conhecimento  das  falhas,  fraquezas  e  limites  e  de  tudo  aquilo  que  faz  você  ser  o  que  realmente  é.  Não  devemos  nos  trancar  dentro  de  nós  mesmos  par  evitar  os  enganos.  A  cortesia  é  uma  arte  e  exige  aprendizado,  dedicação  e  constante  exercício.

Luciano Lester

 

 

A PUREZA DO OLHAR.

 

É olhar com carinho para o outro

 

Ter olhos puros é ter uma conexão direta com nosso coração. Quando Deus transforma o nosso jeito de pensar, modifica também o nosso jeito de olhar as coisas e as pessoas. Vemos as coisas com os olhos da pureza, sem preconceito. Olhar as pessoas com pureza significa permitir que elas sejam vistas por nós como se estivessem sendo vistas por Jesus.

 

É muito bonito descobrirmos que, na oportunidade de encontrar o outro, também encontramos um pouquinho daquilo que somos. Há duas formas da fazermos isso: nos alegrando quando vemos, refletido no outro, um pouco daquilo que temos de bom. Mas também podemos nos entristecer, quando vemos o que o outro tem de ruim e descobrimos que somos ruins também daquele jeito.

Por isso é natural que, muitas vezes, aquilo que eu escuto de ruim do outro eu acabo não gostando, porque, na verdade, ele me mostra o que eu sou.

 

Ter a pureza no olhar significa você se despir de tudo e começar a olhar com carinho e liberdade para aquilo que o outro é, permitindo que esse seja o encontro frutuoso, tanto para nos mostrar o que temos de bom e para nos indicar no que precisamos ser melhor.

 

 Desejo que todos nós tenhamos os olhos puros.

 

 

 

 

Padre Fábio de Melo

Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

 

MENSAGEM DO DIA !

A noite avançou e o dia se aproxima.
Portanto, deixemos as obras das trevas
e vistamos a armadura da luz.
Rm 13,12

NATAL

13 13UTC dezembro 13UTC 2008

 

 

 

A grande roda da história sempre girou numa só direção: da periferia para o centro, do pequeno para o grande, o pouco a serviço do muito, que nada mais é que a lei do mais forte, o peixe graúdo que devora o miúdo.

Foi o que aconteceu na grande família humana… Quando o Filho de Deus, quando Jesus nasceu, lá, na periferia dos grandes impérios, na periferia das capitais, fora também da pequena cidade, Belém, na estrebaria, na manjedoura, a grande roda da história por breve instante parou.

Alguma coisa começou a rodar em sentido contrário ou, melhor, no verdadeiro sentido da vida, da história de uma verdadeira família, no sentido do Reino de Deus: do centro para a periferia, do grande para o pequeno, os reis Magos para o menino na manjedoura, o muito a serviço do pouco, para que o pequeno cresça e se estabeleça assim a igualdade, e na igualdade a comunhão mais autêntica, como em Deus, no modelo da Trindade: comunhão das pessoas iguais e distintas.

Então, o maior, o infinito, será encontrado no menor. Esse foi realmente o ano zero da história!É válido contar os anos a partir desse dia em que Deus se fez um Deus Menor e a opção preferencial pelos excluídos surgiu como luz das nações.


Giuliana Martirani

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

12 12UTC dezembro 12UTC 2008

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

 

A importância das aparições

 


Em 1531, os missionários espanhóis franciscanos e dominicanos evangelizavam os índios maias e astecas no México, e tinham muita dificuldade nessa missão porque esses índios eram idólatras e ofereciam aos seus muitos deuses sacrifícios humanos de milhares de rapazes e de virgens, nos altos das muitas pirâmides que podem ser visitadas ainda hoje no México. Um sacerdote cortava fora o coração de vítima, com uma faca de pedra pouco afiada e o oferecia aos deuses.

 

Nesse ano a Virgem Mãe de Deus apareceu ao piedoso índio São João Diego, na colina de Tepeyac, perto da capital do México. Com muito carinho ela pediu que ele fosse ao bispo pedir-lhe que nesse lugar construísse um Santuário em sua honra. D.João de Zumárraga, primeiro bispo do México, franciscano, vindo da Espanha, retardou a resposta a fim de averiguar cuidadosamente o ocorrido. Quando o índio, movido por uma segunda aparição e nova insistência da Virgem, renovou suas súplicas entre lágrimas, ordenou-lhe o bispo que pedisse a Nossa Senhora um sinal de que a ordem vinha realmente da grande Mãe de Deus.

 

Então Nossa Senhora enviou ao Bispo o conhecido sinla milagroso das rosas. Ela disse ao índio: “Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é o meu embaixador e merece a minha confiança… Quando chegar diante do Bispo, desdobre a sua tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém só na presença do bispo. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omitindo…”

 

Essas rosas só davam em Castela na Espanha, de onde era procedente o bispo. João Diego obedeceu e, ao despejar as flores perante o bispo, eis que surge no seu manto a linda pintura milagrosa de Nossa Senhora tal como ela lhe apareceu. O bispo acompanhou João ao local designado por Nossa Senhora.

 

O ícone de Nossa Senhora de Guadalupe é repleto de sinais milagrosos. Até hoje os cientistas não conseguem explicá-lo. Não sabem que produto tingiu o manto; não é deste mundo. A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar respeitosamente a santa Imagem na capela do paço episcopal. Mais tarde, após várias construções e ampliações, chegou-se ao templo atual.

 

Em 1754, escrevia o papa Bento XIV: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, pode-se enxergar o povo e a nave da Igreja tão facilmente como através de um filó; uma Imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem no brilho de suas cores, pelas emanações do lago vizinho que, todavia, corroem a prata, o ouro e o bronze… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação.”

 

A partir das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe os missionários passaram a evangelizar os índios em massa; mais de sete milhões foram batizados em poucos anos e o México é hoje o país que mais católicos têm (94% da população).

 

Em 1910 o Papa S. Pio X proclamou Nossa Senhora de Guadalupe “Padroeira da América Latina”, e em 1945, o Papa Pio XII a proclamou “Imperatriz da América Latina”. Há hoje, infelizmente, uma mentalidade muito errada em nossos meios acadêmicos que quer ver na civilização asteca algo melhor que nossa atual civilização cristã; nada mais triste. A turma do “politicamente correto”, inclusive os adeptos da perigosa teologia da libertação, quer desprezar os missionários espanhóis, que “impuseram uma religião estrangeira sobre os inocentes nativos que encontraram.” Inocentes nativos?

 

As grandes sociedades asteca e maia foram construídas com base na conquista de povos não-astecas e não-maias, com a mão-de-obra escrava e o assassinato ritual daqueles escravos. Seus elogiados canais e magníficos templos foram construídos por escravos. Estas culturas se man­tiveram baseadas no medo. Quem se indispusesse com os sacerdotes, pagos pelo Estado; tinha seu coração arrancado fora. Numa única cerimônia os astecas cortaram fora os corações de 10 mil virgens obtidas com o seqüestro de moças e meninas dos povoados vizinhos. Esses corações eram oferecidos aos deuses. (cf. “Astecas eram escravocratas e genocidas”, William A. Hamilton, escritor e colunista, artigo para a “USA Today”). Nelson Ascher, jornalista Integrado à equipe de articulistas da “Folha de São Paulo”, no seu artigo Canibalismo dos Astecas”, diz entre outras coisas que:

 

“Sabe-se que o centro da religião asteca era a sacrifício humano, mas a escala em que era realizado aponta para urna realidade ainda mais sinistra. Segundo palavras do padre espanhol Sahgun, o mais minucioso historiador de então da civilização indígena do México, pode-se ver a descrição do sacrifício humano no topo das pirâmides: a vítima, segura por quatro sacerdotes, tinha o peito aberto por um quinto com uma faca de obsidiana, e seu coração pulsante arrancado -, após ser o cadáver arrojado escada abaixo culminava com um singelo: “Después, lo cocian Y lo comian’ (Depois cozinhavam-no e comiam)”.

 

“Carne humana era muito apreciada com tomate nativo da região, e provavelmente temperada com chili. Num festival de quatro dias, em finais do século 15, os astecas te­riam “abatido” vinte mil prisioneiros. Parece que este era também o consumo anual médio só na capital.”

 

“Os astecas inclusive promoviam suas numerosas guerras com a única finalidade de capturar prisioneiros para seus rituais sofisticados que incluíam, em um de seus meses, o esfolamento após a qual os sacerdotes se vestiam com as peles das vítimas.”

 

Podemos chamar isso de civilização?

 

Infelizmente essas cruentas práticas dos maias e astecas são acoberta­das, enquanto as práticas dos espanhóis são anunciadas aos quatro ventos. Mostram-se em planetários os feitos dos astecas e maias no campo da astronomia, mas as o assassi­nato ritual e rotineiro de milhões de pessoas é maliciosamente encoberto.

 

Como pode uma “civilização” desta ser melhor do que o Cristianismo, que prega amor até aos inimigos? É um contra senso; uma grande incoerência. Por isso a chegada de Fernando Cortez em 1521 no México e os esforços para converter os povos indígenas ao cristianismo são tratados com desdém.

 

O Papa Bento XVI no seu discurso de abertura do V CELAM, em Aparecida, falou da importância da evangelização da América Latina que começou com Cristóvão Colombo em 12 de outubro de 1492. Ele disse:

 

“O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha”.

 

“Para os povos pré-colombianos, a evangelização significou conhecer e acolher a Cristo, o Deus desconhecido que seus antepassados, sem sabê-lo, procuravam em suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que desejavam silenciosamente”.

 

“Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que os fez filhos de Deus por adoção; ter recebido, além disso, o Espírito Santo que veio a fecundar suas culturas, as purificando e desenvolvendo os numerosos germens e sementes que o Verbo encarnado tinha posto nelas, as orientando assim pelos caminhos do Evangelho”.

 

“A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, a não ser um retrocesso. Em realidade seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado”.

 

É verdade que houve muitos erros e abusos por parte dos espanhóis que para cá vieram; muitos saíram das prisões na Espanha; mas o Evangelho livrou o México da barbárie asteca e maia. E isso graças a Nossa Senhora de Guadalupe, Aquela que “esmaga a cabeça da serpente”, e aos valorosos franciscanos e dominicanos.

 

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".

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MENSAGENS !

Antes  perder  a  vida  que  a  esperança.

( Quintiliano)

 

Os homens, quando  ensinam,  aprendem.

( Sêneca )

DESAFIO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO !

11 11UTC dezembro 11UTC 2008

Qual será o anúncio da Missão a que somos chamados a executar?

O anúncio do Evangelho, por dois mil anos, ofereceu à Europa e muitos outros paises a mais profunda possibilidade de transformação, enquanto influenciou suas culturas com a sua novidade. Hoje, porém, essa evangelização não pode ser considerada como conquista definitiva.

 

Tantos cristãos identificam a fé com uma série de práticas devotas, mas não como plena adesão a Cristo. Outros foram colocados em crise pela difundida cultura secularizada e niilista e assumiram modelos éticos longe do Evangelho. O secularismo é o abandono da fé, da religião e da Igreja: uma vida sem Deus. O relativismo é o abandono das leis, dos mandamentos e da verdade: cada um decide como quer. Outros ainda são atraídos por experiências de espiritualidades que não têm raízes no húmus cristão. O próprio diálogo inter-religioso, que é um valor a ser cultivado convictamente, suscita, em muitos, dúvidas sobre a própria fé: por que crer à maneira cristã, e não à maneira dos muçulmanos ou dos budistas ou dos hinduístas?

 

A 5ª Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe, em Aparecida, apontou também, como desafio à evangelização, a iniqüidade social. Na Bíblia, o mistério da iniqüidade é o anti-Cristo, anti-reino, é o mal organizado, uma realidade diabólica. O continente latino americano tem o maior número de católicos e também a maior iniqüidade social. A globalização é um processo promotor de iniqüidades: criando estruturas que favorecem sistema econômico iníquo, onde a exploração dos mais pobres, a opressão e a exclusão geram o desprezo aos considerados descartáveis por não produzirem, pesados à previdência de saúde e aposentadoria.

 

Põe-se hoje o problema de uma fé consciente, que nos faça crer e anunciar com força quanto recebemos da Palavra de Deus: “Ao nome de Jesus dobre-se todo joelho nos céus, na terra e nos abismos; e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor!” (Filipenses 2, 10-11).

Ao início do terceiro milênio, João Paulo II convidou a Igreja para “partir de novo de Cristo” e indicou as linhas fundamentais de uma pastoral animada pela contemplação do Rosto de Cristo. Assim os bispos do Brasil apontaram o objetivo do plano de pastoral: Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida, para sermos discípulos de Jesus e missionários do Evangelho.

 

Bento XVI quis caracterizar o ano pastoral corrente como “Ano Paulino”, justamente quando transcorrem dois milênios de seu nascimento. “O apóstolo Paulo, figura excelsa e quase inimitável, mas de qualquer maneira estimulante, está diante de nós como exemplo de total dedicação ao Senhor e à sua Igreja, bem como de grande abertura à humanidade e às suas culturas. Portanto, é justo que lhe reservemos lugar especial, não só na nossa veneração, mas também no esforço de compreender aquilo que ele tem para nos dizer, a nós cristãos de hoje.”

 

Qual será o anúncio da Missão a que somos chamados a executar? É o kerigma de Cristo nosso Deus e Salvador, morto e ressuscitado por nós. Pode ser sintetizado na Palavra de Deus escrita por João 3, 17: “Deus não mandou o Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo se salve por meio dele”. É oferta e não imposição de Deus para nossa aceitação. O gesto de amor espera resposta de amor à iniciativa de amor de Deus. No texto evangélico estão sintetizados os elementos que estruturam a nossa fé em Jesus. De um lado, nós o proclamamos Filho de Deus, “gerado, não criado, da mesma substância do Pai”; de outro lado, anunciamos que ele se fez homem para nossa salvação. O nome de Jesus significa “Deus salva”.

 

Este anúncio vai ao coração das expectativas, esperanças do homem. Como não estar interessados na salvação? Muitas vezes, na verdade, contentamo-nos de referi-la a aspectos parciais de nossa esperança: a saúde, o trabalho, a economia, a família, o ambiente… A salvação trazida por Jesus não exclui a vida terrena, mas nos traz outras expectativas: o dom do infinito de que ele nos faz participantes da sua vida. O cristianismo é a notícia de que aquele infinito, ao qual aspira o coração humano, nos veio ao encontro com o rosto e o coração de Cristo, vivido e testemunhado pelos cristãos que se fizeram verdadeiros discípulos e enviados de Cristo.

 

 

Cardeal Geraldo Majella Agnelo
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O SILÊNCIO !

O  SILÊNCIO  É,  DEPOIS  DA  PALAVRA,  A  SEGUNDA  POTÊNCIA  DO  MUNDO.

( Lacordaire )

VEM SENHOR JESUS !

10 10UTC dezembro 10UTC 2008

Nas primeiras reflexões deste ciclo em que meditaremos o Evangelho de São Marcos – Ano B – , começamo-las na expectativa da vinda do Senhor. A espera do Povo Eleito é a mesma espera do Povo Cristão. Aquele aguardava, ansioso, o Messias que viria libertá-lo do cativeiro. Hoje, esperamos o seu retorno glorioso.

Esse esperar, no entanto, não é algo estagnado, esperando apenas. Essa espera é alimentada pela esperança que nos faz, antagonicamente, caminhar em busca de algo. E nesse avanço constante para o Alto, devemos ir semeando a caridade, “ao encontro dos que praticam a justiça e recordam os caminhos do Senhor” (Is 63,17). Enquanto aguardamos, vamos nos preparando, pois não sabemos quando chegará o Senhor.

Mas estarão os homens e as mulheres de nosso tempo aguardando o retorno glorioso de Jesus? O mundo materialista, consumista, que tão bem se expressa nesta época do ano, conserva, ainda, o lugar que Deus deve ocupar em toda sociedade? Preserva, a humanidade, esse lugar, também, em seu coração?

Numa primeira análise, infelizmente, parece-nos que não. A crescente mistificação de seitas que vão se disseminando é um dos atestados disso. Não se busca o Deus verdadeiro, mas o ídolo que corresponde, da melhor maneira, à expectativa de cada um. Os interesses mais odientos são os que movem o coração de grande parte da humanidade. Por isso, vemos as conseqüências trágicas, assumindo os inocentes pela irresponsabilidade dos celerados. E, talvez como o povo que vagou quarenta anos pelo deserto, estamos, agora, peregrinando em busca de algo que Deus já cultivou em nosso coração, necessitando apenas compartilharmos das sementes dos frutos que nos tornamos em graça e misericórdia, pelas trilhas que vamos palmilhando em nossa existência, cultivando a esperança da bem-aventurança eterna.

“Ostende nobis, Domine, faciem tuam et salvos erro” – “Mostrai-nos, Senhor, a Vossa face e seremos salvos”, é este o cântico do salmista na Liturgia deste Primeiro Domingo do Advento. Ora, se nos dirigimos ao Senhor Onipotente suplicando sua misericórdia e a graça da contemplação, é porque já atingimos um determinado grau que nos possibilita, detemidamente, como que adentrar ao “Santo dos Santos” e gozar dessa convivência íntima com Deus.

Mas para que aguardar pelo que já vivemos? Não é na Eucaristia que nos unimos a Cristo, por esse Sacramento do Amor? Não é na atenção à Palavra que nos guiamos a caminho da plenitude do Amor? Não é na abertura de nosso coração que nos permitimos os efeitos da graça do Espírito Santificador?

Deus está continuamente conosco, se vivemos em união com Ele, na partilha com o próximo, na efusão dos dons que Ele nos concede. Assim, como nos diz São Paulo na Epístola deste domingo, tornaremos firmes, nos crentes, o testemunho de Cristo e os incitaremos a estarem vigilantes, aguardando aquEle que vem ao nosso encontro.

“Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento” (Mc 13,33). A advertência messiânica, com uma forte e muito explorada interpretação escatológica, é um alerta, principalmente, para nossa vida cristã. “Vigiai!” É o verbo imperativo que Nosso Senhor sopra aos nossos ouvidos. Vigiai-vos contra as tentações. Vigiais-vos contra as más inclinações. Vigiai-vos contra a omissão. Vigiai-vos contra o comodismo. Vigiai-vos contra o indiferentismo. Vigiai-vos contra a falta de caridade. Vigiai-vos, enfim, contra o mundo, contra a carne e contra o demônio.

Vigiemo-nos, todos.

Enquanto aguardamos a vinda definitiva de Jesus, caminhemos com coragem e perseverantes, dando o testemunho de nossa fé, na missão de discípulos e missionários que pelo Batismo nos foi conferida. Desta forma, contribuiremos para a construção do Reino de Deus, semeando o amor, colhendo a paz, edificando uma sociedade baseada nos princípios cristãos, de justiça, de caridade e de fraternidade.

Dom Eurico dos Santos Veloso 

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OLHAR O PRESÉPIO !

 

Olhar o presépio com os olhos do coração.

Sejamos como Maria: na contemplação, um olhar de ternura ao Menino Jesus e um coração capaz de acolher as surpresas de Deus.

Sejamos como José: no silêncio, a não-compreensão dos fatos, mas a plena aceitação do mistério de Deus.

Sejamos como os anjos: na alegria, o canto de glória por todos o céu e por toda a terra. "eis que anuncio a vocês uma grande alegria: um menino nasceu, um Filho nos foi dado" (Lc 2,10).

Sejamos como os pastores: na simplicidade, os passos apressados… apressados porque na direção Daquele que era o prometido, a esperança dos pobres e pequenos.

Sejamos como o boi e o burro: na generosidade, o cumprimento da própria missão. Nada melhor do que fazer bem o próprio papel, em tempo e lugar. Estar a serviço… o mundo precisa do que somos mais do que aquilo que temos ou fazemos.

Sejamos como a estrela: um percurso feito na calada da noite, de modo brilhante e convincente. Anunciar… a notícia se faz grande, percorre quilômetros e aponta a direção.

Sejamos como os Reis Magos: na esperança, o acreditar! Caminhar seguindo a estrela, acreditar seguindo o coração.

Sejamos, enfim, como Jesus: humilde, pequeno, pobre e simples. Na comunhão com o Infinito, com o Criador, um sim à vida. Eis-me aqui… vim para fazer a tua vontade.

Feliz natal!

Padre Antônio Geraldo Dalla Costa

 

 

JESUS QUER NASCER DE NOVO EM NÓS !

9 09UTC dezembro 09UTC 2008

Jesus quer de novo nascer em nós. Basta que tenhamos sensibilidade para ouvir o seu convite, e abertura de coração para acolhê-lo em nossa vida.
É claro que somos livres para aceitá-lo ou não, mas precisamos deixar a salvação entrar em nossa casa e em toda a nossa existência, como verdadeiros filhos de Nossa Senhora.

"Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,38)

A nossa verdadeira felicidade consiste em dizermos sim à prpoposta de amor de Deus a cada um de nós.
Jesus, eu confio em vós!

Luzia Santiago( Canção Nova )

É NATAL QUE SE APROXIMA !

É o Natal que se aproxima.
Final do ano.

Andando pelas ruas das cidades, percebemos que as casas começam a ser enfeitadas.
O comércio apresenta suas fachadas luminosas, vitrines decoradas com muitas cores.
Atrativos os mais diversos para o consumo.

É o Natal do mundo materialista.
Do velhinho de barbas.
É o Natal que se aproxima.
Nós nos transformamos.
Floresce o espírito de fraternidade, solidariedade, caridade e amor, como nunca.
Festas de confraternização são organizadas.

Trocam-se presentes. Doam-se cestas de alimentos.
Famílias se reúnem. Ceias e almoços se realizam.
É o Natal que se aproxima.
E o aniversariante!
Sabemos de fato o que representa o Natal?
Jesus! O Salvador.

A verdadeira razão do Natal não tem vez.
É o Natal que se aproxima.
Natal é todo dia e começa em nossos lares; no trabalho; no grupo de amigos; no clube que freqüentamos; é a vivência e a prática dos ensinamentos do Mestre.

Se Jesus, "o aniversariante", ocupasse em nossos corações o espaço que lhe é de direito, o mundo seria bem melhor.
Não haveria tanta violência; crianças e pedintes pelas ruas; casamentos desfeitos; traições;
guerras; tantas doenças provocadas pela prática desenfreada do sexo;
os nossos políticos pensariam, com certeza, nos menos favorecidos;
não haveria tantas injustiças sociais; o empresário não seria tão ganancioso;
o empregado seria mais consciente de suas obrigações; não haveria tanto desemprego;
não seríamos falsos cristãos que freqüentamos missas e cultos, mas não vivificamos os ensinamentos de Jesus.

É o Natal que se aproxima. Natal é partilhar o que somos e o que temos, principalmente com aqueles que não são respeitados como gente.
Natal é todo dia.
É saber perdoar, dialogar e esquecer as ofensas recebidas; é ouvir; deixar o egoísmo e descobrir que o mundo não existe apenas em volta de você;
é reconhecer o erro e pedir desculpas; é respeitar a esposa(o); fazer do lar um lar verdadeiramente cristão;
é os cristãos se respeitando e deixando de lado suas diferenças doutrinárias para juntos anunciarem a boa nova que é Jesus Cristo.

É saber fazer uso do dinheiro;
o sexo por amor e não pelo desejo;é ter humildade e não fazer do poder o objetivo da própria existência.
Natal é todo dia.
É pensar como Jesus pensou; é procurar fazer o que ele fez e amar como ele amou.
O Natal que eu quero e desejo para você é o verdadeiro Natal cristão.

O Natal que eu quero e desejo para você é um Natal diário, repleto de amor e paz, cheio da presença de Jesus Cristo.
"Que a paz de Jesus esteja convosco!".

Reinaldo C. Moscatto

EM MARIA CONTEMPLAMOS O REFLEXO DA BELEZA DE DEUS

8 08UTC dezembro 08UTC 2008

"Em Maria contemplamos o reflexo da beleza de Deus", diz Papa

Da Redação, com Rádio Vaticano

Hoje, 8, Solenidade da Imaculada Conceição, o Santo Padre o Papa Bento XVI, rezou a oração do Ângelus com os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Santo Padre refletiu sobre o pecado original, sobre a grande presença do mal no mundo que interroga cada crente, e finalmente sobre a graça de Cristo que vencerá o mal.

"O mal, aquele que a Igreja chama, ‘pecado original’, é uma evidência esmagadora no mundo e dentro das pessoas, salientou Bento XVI. "A existência de tanto mal", explicou, "vem do drama da liberdade, que Deus, como diz o livro do Gênesis, deixou ao homem. O Papa recordou como Maria, a nova Eva, foi escolhida entre todas as mulheres para criar o caminho para a santidade e a vitória sobre o pecado".

Bento XVI salientou que em Maria Imaculada, "contemplamos o reflexo da Beleza que salva o mundo: a beleza de Deus que resplandece no rosto de Cristo".

"Em Maria esta beleza é totalmente pura, livre de qualquer soberba e presunção. Foi assim que Maria se mostrou a Santa Bernardette, há 150 anos em Lourdes, e assim é venerada em tantos santuários", afirmou o Papa.

O Santo Padre recordou depois, que esta tarde se deslocará à Praça de Espanha para prestar homenagem a Imaculada Conceição junto do monumento erguido em sua honra nesta praça do centro histórico de Roma.

Missa na Basílica de Santa Maria Maior

Milhares de pessoas participaram esta manhã da Missa pela solenidade da Imaculada Conceição, celebrada pelo secretario de estado, Cardeal Tarcisio Bertone, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Na Basílica encontra-se também a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, objeto de devoção e peregrinação, constante.

Na homilia o cardeal Bertone dirigiu-se em particular aos muitos doentes presentes, juntamente com a associação UNITALSI, que organiza as viagens a Lourdes, recordando a viagem recente de Bento XVI à França e a Lourdes em particular, onde renovou o seu convite aos doentes a erguerem o olhar para Maria, no momento do sofrimento.

O Cardeal Bertone concluiu sua homilia com uma invocação à Imaculada Conceição para que "proteja dos assaltos do mal não só os doentes, mas cada pessoa, a Igreja e o mundo inteiro".

ESTRELA DE BELÉM !

Ó estrela divina,
que brilhas como o olhar de uma criança,
guiados por tua luz
caminhamos na esperança
de encontrar o presépio e contemplar Jesus.

Ó estrela das estrelas,
tua claridade revela-nos
que é tempo de conversão e libertação.
Cristãos celebram com ardor
a vinda do Salvador, Príncipe da Paz.

Ó estrela de Belém,
envia-nos um menino,
um mensageiro libertador,
que reinará vitorioso
ao longo deste Ano Novo.

É Estrela Universal,
bem-aventurada seja tu!
Luz, esperança, revelação de paz no Natal.

Luizinho Bastos

A MAIOR DAS VITÓRIAS, É A NOSSA FÉ !

7 07UTC dezembro 07UTC 2008

Faça-se conforme a vossa fé" (Mt 9,29b).

A fé abre os nossos olhos, e impulsiona-nos a superarmos grandes desafios. O que não somos capazes de fazer somente pela nossa força humana, pela fé tudo acontece. Na nossa vida tudo se dá pela fé. A fé perseverante dos dois cegos que narra hoje o evangelho, alcançou-lhes um grande milagre, porque eles eram cegos, e passaram a enxergar.

"Partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: Tem piedade de nós, filho de Davi! Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: Vós acreditais que eu posso fazer isso? Eles responderam: Sim, Senhor. Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: faça-se conforme a vossa fé!" (Mt 9, 27-29).

Senhor, dá-nos uma fé viva neste dia, capaz de superar os desafios que a vida nos propõe, e de proclamarmos as vitórias de Deus.
Jesus, eu confio em vós!

Luzia Santiago (Canção Nova )

A BELEZA !

6 06UTC dezembro 06UTC 2008

A  BELEZA  NÃO  ESTÁ  NAS  COISAS,  MAS  NA  ALMA.

( M.del Picchia )

PESAR DO PAPA PELA MORTE DO PATRIARCA …………

5 05UTC dezembro 05UTC 2008

PESAR DO PAPA PELA MORTE DO PATRIARCA ORTODOXO RUSSO ALEKSEJ II

Moscou, 05 dez (RV) - Faleceu nesta sexta-feira, aos 79 anos de idade, o patriarca ortodoxo de Moscou e de Todas as Rússias, Aleksej II. O anúncio foi feito por um porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, citado pela agência oficial "Itar-Tass". Durante os últimos anos, Aleksej II, teve graves problemas de saúde.

Bento XVI enviou hoje uma mensagem de pesar ao Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa.

"Recebi com viva comoção a triste notícia da morte de Sua Santidade Aleksej II, e com fraterno afeto desejo expressar ao Santo Sínodo e a todos os membros da Igreja Ortodoxa Russa as minhas mais sinceras condolências, garantindo a minha solidariedade neste momento de grande tristeza."

O papa eleva súplicas ao Senhor para que acolha no seu Reino de paz e de alegria eterna esse "incansável ministro" e doe consolação e conforto aos que choram a morte do patriarca.

"Mêmore do comum empenho no caminho da recíproca compreensão e colaboração entre ortodoxos e católicos, recordo os esforços que o patriarca fez para o renascimento da Igreja, depois da dura opressão ideológica que causou o martírio de muitas testemunhas da fé cristã", acrescentou.

Em especial, o pontífice recordou a batalha pela defesa dos valores humanos e evangélicos que o patriarca conduziu em particular no Continente europeu, auspiciando que o seu empenho produza frutos de paz e de autêntico progresso humano, social e espiritual.

Também o secretário de Estado, Card. Tarcisio Bertone, enviou um telegrama ao Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa. Já o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, emitiu um comunicado no qual reconhece a importância do seu ministério patriarcal "em um período de grandes mudanças".

"Sua liderança permitiu à Igreja enfrentar a transição da era soviética para a era presente com uma renovada vitalidade interior", explicou. Aleksej II, acrescentou o purpurado, "foi um instrumento na promoção do enorme crescimento de dioceses, paróquias, mosteiros e instituições educativas, que deram vida a uma Igreja que sofreu muito durante muito tempo".

A Rádio Vaticano entrevistou o cardeal: "Recebemos a notícia com grande pesar e tristeza. O Patriarca Aleksej II foi certamente um dos maiores líderes religiosos na época difícil de mudança do sistema comunista para a situação atual. Ele tem o grande mérito de ter reconstruído, praticamente do nada, a Igreja. Pessoalmente, encontrei várias vezes o Patriarca Aleksej II, desde a época em que era bispo de Rottenburg-Stuttgart. Sempre fui recebido de modo muito cordial e aberto".

O Cardeal Kasper comentou ainda o "grande empenho" do Patriarca russo para a reaproximação da sua Igreja com a Igreja Católica: "Não tenho a menor dúvida de que ele tinha interesse em uma aproximação entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica, apesar de todas as dificuldades, apesar de todas as tensões ocasionais que se verificaram. Sobretudo nos últimos anos, as relações com Moscou melhoraram sensivelmente e temos boas esperanças de poder melhorá-las ainda mais. Pedimos a Deus que o recompense pelo bem que realizou no seu longo e difícil serviço à Igreja de Jesus Cristo".

Aleksej II nasceu em 23 de fevereiro de 1929 em Tallín, Estônia. Depois da morte do patriarca Pimen I, em 1990, Aleksej foi designado para dirigir a Igreja Ortodoxa Russa.

BENTO XVI: MEDIAÇÃO PONTIFÍCIA É SINAL DE ……..

BENTO XVI: MEDIAÇÃO PONTIFÍCIA É SINAL DE QUE O DESÂNIMO SEMPRE DEVE SER VENCIDO

Cidade do Vaticano, 05 dez (RV) - Bento XVI enviou uma mensagem de felicitações às presidentes de Argentina e Chile, recordando os 30 anos da mediação pontifícia entre os dois países, que na época disputam a soberania da zona austral.

Tendo em vista essa data, no dia 29 de novembro o papa nomeou o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, seu enviado extraordinário em missão especial para as cerimônias desse aniversário, celebrado hoje em Monte Aymond, na Argentina, com a presença das presidentes da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e a do Chile, Michelle Bachelet.

Em sua mensagem, Bento XVI recordou os primeiros dias de 1978, "quando os dirigentes dessas queridas nações chegaram a pensar que havia se esgotado toda possibilidade de se chegar a um acordo que pusesse fim à controvérsia; mais ainda, lhes parecia difícil acolher a sugestão que o pontífice fizera, em uma mensagem na qual insistia em uma análise serena e responsável do problema".

João Paulo II, disse Bento XVI, "impulsionado por sua especial sensibilidade para concretizar a missão recebida pelo Príncipe da Paz, sentiu a necessidade de oferecer uma nova e peculiar intervenção, de caráter mais pessoal".

Para o papa, a decisão de João Paulo II de enviar o Cardeal Antonio Samoré deteve de modo providencial o confronto bélico e levou à assinatura dos Acordos de Montevidéu, em 8 de janeiro de 1979.

"Este êxito, que causou uma agradável e inesperada surpresa no mundo, foi um exemplo de como, diante de qualquer controvérsia, sempre se deve vencer o desânimo, e nunca dar por esgotado o caminho do diálogo paciente e da negociação conduzida com sabedoria e prudência, para alcançar uma solução justa e digna", escreveu Bento XVI.

O pontífice recordou que a história recente está repleta de várias intenções falidas e de soluções drásticas que geraram gravíssimas conseqüências em várias partes do mundo. A mediação pontifica de 30 anos atrás evitou que fossem cometidas atrocidades contra os povos argentino e chileno e a realidade de hoje, marcada pela colaboração, é uma testemunha exemplar e inegável dos frutos da paz.

No Monte Aymond, na fronteira entre Chile e Argentina, foi celebrada a santa missa; abençoada a primeira pedra de um “monumento comemorativo à paz entre os povos”; e foi lida a referida mensagem do papa.

As presidentes Bachelet e Kirchner visitarão ainda a cidade chilena de Punta Arenas, onde será inaugurada uma placa comemorativa dedicada a João Paulo II.

A mensagem do papa “é uma mensagem de felicitações para reforçar as relações de amizade e colaboração” entre os dois países, comentou o arcebispo de São Paulo, Cardeal Scherer, pouco após a sua chegada a Punta Arenas, sul do Chile.

 

OS POETAS !

OS  POETAS  SÃO   HOMENS  QUE  CONSERVARAM  OLHOS  DE  CRIANÇAS.

 

( Alphonse Daudet )

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