RAINHA DA PAZ VIAGENS [SANTA JULIANA-MG/BRASIL]

MENSAGENS, ORAÇÕES, HISTÓRIAS, VIAGENS, TEXTOS BÍBLICOS, E MUITO MAIS.

VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES ?

8 08UTC janeiro 08UTC 2009

Os milagres não se destinam a satisfazer a curiosidade

Suponhamos que haja alguém doente, e essa doença esteja atrapalhando sua caminhada. O Senhor, que ama essa pessoa e quer tirá-la dessa situação dolorosa, usa de alguém repleto do Espírito Santo: quem cura não é a pessoa em quem o Espírito se manifesta, mas o próprio Espírito, por meio dela [pessoa]. Alguém desorientado precisa da condução de Deus. O Senhor ama essa pessoa, quer vir em seu auxílio, então se manifesta em alguém repleto do Divino Amigo, para comunicar a palavra de sabedoria, de discernimento, para resolver a situação de ansiedade.

 

A eletricidade, por exemplo, se manifesta de diversas maneiras, gerando luz, som, calo, gelo… Mas ela não anda sozinha por aí; são necessários fios condutores. Se desligarmos a tomada, acabará a energia elétrica. Acontece o mesmo com o Espírito Santo, que se utiliza de uma rede de pessoas repletas d’Ele, que manifestam os dons: ora é uma palavra de sabedoria, ora de profecia; ora é uma cura; ora é um milagre; ora é discernimento; ora é ciência…. de acordo com a vontade do Senhor e a necessidade do povo d’Ele.

 

Nunca estive nos Estados Unidos. Por isso, não posso provar o que passo a relatar. Contudo, pelas inúmeras fotos que me foram apresentadas, algo de estranho realmente aconteceu em Santa Fé, no Estado do Novo México, há aproximadamente 130 anos, por volta de 1880. Aliás, se 250.000 pessoas visitam o local todos os anos, não será por nada!

 

Vamos aos fatos. Naquela cidade, há um colégio dirigido por religiosas. No final do século XIX, elas quiseram enriquecer seu educandário com uma nova e bonita capela. Mas, ao terminarem os trabalhos da construção, perceberam que havia sido esquecido… um detalhe: para chegar ao coro, colocado no alto da porta principal da igreja, os cantores não sabiam por onde subir, já que ninguém pensara na escada!

 

E agora, o que fazer para não prejudicar a arte e o estilo da capela? Para não cometer uma nova gafe, as religiosas, muito devotas, pensaram, antes de tudo, em rezar. Fizeram uma novena a São José, já que o Evangelho o apresenta como carpinteiro. No último dia, um desconhecido bateu à porta do convento. Dizendo-se entendido em marcenaria, prometeu resolver o problema. No final de uma semana, sem a ajuda de ninguém, ele entregou a escada, por todos considerada um prodígio da carpintaria e uma obra de arte. Desde logo, o fato suscitou inúmeras dúvidas e perguntas.

 

Primeiramente, ninguém sabe como a escada ficou e continua de pé até hoje, já que não dispõe de nenhum suporte central. Arquitetos, engenheiros e cientistas não entendem como se mantenha em equilíbrio. O construtor não usou pregos nem cola, mas cada pedaço de madeira está encaixado no outro. Por falar em madeira, não se sabe donde veio. Foram feitas inúmeras análises e não se descobriu nada parecido em toda a região. De sua parte, mal terminou a obra, o carpinteiro sumiu, sem deixar vestígios e sem esperar pelo pagamento. Por fim, um último “enigma”: a escada tem 33 degraus, a idade com que Cristo findou a sua jornada terrena.

 

Tantas coisas estranhas levaram as religiosas e o povo a pensar num milagre. O misterioso carpinteiro seria o próprio São José, que tivera compaixão das irmãs, não muito entendidas na arte da construção. Desde então, a escada passou a ser objeto de veneração, vista como um sinal do imenso amor com que Deus vem em socorro de seus filhos.

 

Mas não é apenas Santa Fé que se orgulha de apresentar fatos inexplicáveis. São centenas as cidades que alardeiam casos semelhantes – e não apenas dentro da Igreja Católica. Quem não ouviu falar dos milagres Eucarísticos de Lanciano ou do Pe. Cícero, para citar apenas dois exemplos? Pode ser que até mesmo na vida de alguns dos leitores aconteçam, ou tenham acontecido, coisas anormais – ou paranormais!

 

Mas, tais fatos, serão sempre milagres? E se o forem, por que acontecem? A esse respeito, o Catecismo da Igreja Católica tenta uma explicação: «Os milagres fortificam a fé naquele que realiza as obras de seu Pai; testemunham que Ele é o Filho de Deus. Não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos. Ao libertar certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte, Jesus operou sinais messiânicos; não veio, no entanto, para abolir todos os males da terra, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os entrava em sua vocação de filhos de Deus e causa todas as suas escravidões humanas».

 

Foi exatamente isso que Cristo quis ensinar ao atender pessoas em busca de milagres e prodígios. Sempre me impressionou um fato narrado pelo evangelista Mateus. Um grupo de amigos leva um paralítico a Jesus para que o cure. O Senhor, porém, “finge” não entender e oferece ao doente a liberdade e a paz, por meio do perdão dos pecados, coisa que ninguém havia pedido. Para Deus, a saúde física tem sentido se existe a saúde espiritual: «Para que se saiba que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados – disse, então, ao paralítico –, levanta-te, toma a tua maca e vai para casa!» (Mt 96).

 

Os milagres visam sempre o amadurecimento na fé, o crescimento na santidade e a decisão de fazer da própria vida um serviço aos irmãos. Foi o que fez a sogra de Pedro: ao ser curada por Jesus, «ela se levantou e se pôs a servir» (Mc 1,31). Não se trata de milagres, ou seja, de intervenções divinas, se o que se tem em vista são apenas caprichos e vaidades. Aliás, mesmo que Deus atendesse a todos os pedidos que o homem lhe dirige, este nunca se sentiria saciado, teria sempre uma queixa a fazer e, na melhor das hipóteses, no final da vida – como diz o salmo 49 – «seria semelhante ao gado gordo pronto para o matadouro».

 

Se Jesus apresentou a sua morte e ressurreição como o maior sinal para quantos desejam acreditar n’Ele (Cf. Mt 12,40), converter-se, mudar de atitudes e ficar de pé nas tempestades da vida é sempre o grande milagre operado por Deus em quantos o buscam de coração sincero.

 

Dom Redovino Rizzardo, cs
domredovino@terra.com.br

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A CRISE ESTA AÍ; DEUS TAMBÉM ESTÁ

2 02UTC janeiro 02UTC 2009

 
Deus é maior do que todas as crises mundiais e financeiras

 

Hoje, Deus quer falar sobre a necessidade de você ser um homem e uma mulher incendiados no fogo do Espírito Santo. Ouvimos em todas as mídias seculares (Rádio, TV e Internet) que 2009 será um ano de crise, um ano difícil. As projeções são de crise financeira, que vai desencadear crises familiares, pois, sem dinheiro para comprar as coisas necessárias para a casa, marido e mulher entram em pé de guerra.

 

Humanamente falando, ficamos preocupados com o futuro do mundo e das nossas vidas. Mas nós cristãos não podemos nos deixar levar por essa onda de incertezas e de medo. Eu digo para você, em nome de Jesus, que 2009 será uma bênção para aqueles que confiam no Senhor!

 

Precisamos nos colocar na fé. Se todo mundo disser que o ano será difícil, você diz o contrário. Mergulhe na bênção. Temos de confiar que 2009 não será um inferno econômico, mas uma bênção para os filhos de Deus.

 

Na Bíblia, existem cerca de 30 mil promessas de Deus, promessas de prosperidade, felicidade e alegria. Nenhuma crise vai tirar de nós essas promessas do Senhor. No entanto, elas só são cumpridas no coração daqueles que crêem. Agarre-as!

 

O Espírito Santo precisa estar com você o tempo todo, porque é Ele quem vai manter reavivada a sua fé. Ou você crê ou você não crê. Tome posse dessa verdade: 2009 será um ano de graça. Não caia na incredulidade.

 

Você precisa ser realista; não alienado. Precisamos crer no invisível, não no visível. Deus é maior do que todas as crises mundiais e financeiras. Deus não vai abandonar você. Precisamos nos organizar para receber a bênção.

 

No Evangelho de São Mateus 15, 29-39, encontramos:

 

“Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali. Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou, de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel. Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho. Disseram-lhe os discípulos: De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão? Pergunta-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Sete, e alguns peixinhos, responderam eles. Mandou, então, a multidão assentar-se no chão, tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão. Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos. Ora, os que se alimentaram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças. Jesus então despediu o povo, subiu para a barca e retornou à região de Magadã”.

 

Essa passagem fala sobre a segunda multiplicação dos pães. Quanto mais a crise apertar, mais Jesus vai se manifestar. Ele quer realizar prodígios, milagres e sinais. Não tenha medo, Ele vai cuidar de você. Ele proverá o necessário para você e sua família. "Deus provê, Deus proverá, sua misericórdia não faltará".

 

É preciso organizar-se para que a bênção chegue até você. Semeie fé e colha fé em 2009. Não podemos ficar dispersos como as outras pessoas, não podemos nos desesperar com essa crise financeira mundial. Não faltará nada para você e, se faltar, peça a Deus a graça da fé para enxergar o motivo dessa falta. Às vezes, ela pode ser para o nosso amadurecimento no amor do Senhor e na esperança.

 

Humanamente falando, passaremos por um "vale escuro", então, precisamos andar com os olhos da nossa fé. Precisamos mostrar para o mundo que confiamos em Deus, por isso, não tememos nada. Não se desespere, o Senhor está criando novos céus e nova terra. Mesmo que você esteja no "vale escuro", agarre as promessas de Deus para você.

 

O seu Ano Novo será diferente se você deixar o Senhor ser o centro da sua casa.

 

Flavinho - Com. Canção Nova

 

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A PAZ DE DEUS ESTÁ SOBRE MIM !

1 01UTC janeiro 01UTC 2009

É nesta liturgia que Deus nos dá a condução daquilo que Ele quer para nós neste ano.

Hoje é dia da Santa Mãe de Deus, a Nossa Senhora que trás Jesus nos braços. Hoje é o dia em que nós rezamos pela paz. Mas o que é a paz?

Como acontece todo ano, as pessoas nesta época vão para as lojas comprar roupas brancas porque querem começar o ano em paz, dizem que vestir branco trás paz para todo ano.

O que a Sagrada Escritura fala sobre essa paz que as pessoas tanto buscam?

A primeira leitura que está no livro de Números 6, 22-27 diz:
O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão e seus filhos o seguinte: eis como abençoares os filhos de Israel: O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! 26.O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz! E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei”.

Na língua hebraica, a palavra shalom quer dizer paz. Mas na verdade a palavra shalom não quer dizer simplesmente paz, é muito mais que paz. Quando Deus diz para Moisés falar ao povo, Ele está dizendo: “que esse povo tenha segurança, saúde, que tenham contentamento, plenitude, sucesso”. Olha o que Deus está dizendo para nós no primeiro dia ano: que você tenha sucesso, plenitude.

Eu não estou falando da teologia da prosperidade, não é essa paz que Deus está dando. É a paz em meio ao conflito. Quando Deus diz shalom, que se tenha conforto, saúde segurança, é algo tão maravilhoso, que só pode vir d’Ele e de mais ninguém, nem de uma camisa branca, só pode vir d’Ele.

Essa é a compreensão que nós cristãos precisamos ter. A palavra bênção quer dizer isso: que a mão de Deus esteja sobre mim. Shalom, a mão de Deus sobre mim, sobre meus filhos, sobre minha casa. No primeiro dia do ano Deus está querendo dá para nós essa graça.

Essa paz que Deus quer nos dar caminha sobre o povo de Israel.

“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz” (Isaías 09, 02).

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 09, 02).

Essa criança que nos foi dada Isaías diz: é Ele o Senhor.

Em Efésios São Paulo nos diz: “Ele é a nossa paz” (Efésios 2, 14).

Aquele Menino que está nos braços de Maria, Ele é paz que o mundo tanto quer e espera, é o grande shalom. Porque Ele é a nossa paz, expressa Paulo, fez de dois povos um povo só. Ele é a nossa paz. “Tu és Jesus a minha paz, a única paz”.

“Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus” (Filipenses 4, 6).

Se você não se inquietar com nada, a paz que excede toda inteligência vai permanecer sobre você.

“Vai Arão, abençoa meu povo e minha face se voltará para ele, e eles irão receber o shalom”.

Se eu não permitir que a face de Deus se volte para mim, eu não terei paz. Mas a face de Deus já se voltou para nós, para que nada inquiete o nosso coração.

“Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor” (Lucas 2,9). Quando os pastores viram a glória de Deus ficaram com medo, mas o anjo disse a eles que não ficassem com medo, pois ele trazia a boa nova.

“O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo” (Lucas 2,10).

Na hora que os anjos cantaram Glória, os serafins desceram todos do céu naquele lugar para dizerem “glória a Deus nas alturas”, ali a paz começou a chegar.

“Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura”. (Lucas 2,16).

Os pastores depois de ouvirem o anjo foram correndo ao encontro do Menino, e saíram alegres anunciando o nascimento, foram em paz.

A paz não é alguém colocar a mão sobre sua cabeça e descer algo que te dê paz. Paz não é aquilo que se sente após usar droga. Essa não é a paz, a paz tem um nome Jesus Cristo. A verdadeira paz tem um nome.

Pastores corram e vocês verão o príncipe da paz, a paz não é um estado, é uma pessoa, é aquele que nós adoramos. Ele é a paz, não tem outra paz, é a única. Quando tomamos consciência de que temos essa paz nós ficamos seguros.
A paz em Jesus Cristo não é uma paz sem conflito, é uma paz com conflito. Ele me envolve e me protege dentro dele. Pode acontecer o que for, mas estou em paz. Talvez possa acontecer coisas que você jamais poderia imaginar, mas creia que a paz está do seu lado, não entre em desespero.

Em 1996 eu fui para Bahia, era seminarista e estava com meus irmãos de Comunidade, mas o bispo que ia ordenar-me sacerdote disse que eu teria que ir para uma paróquia distante e sozinho. Fui e fiquei lá, foi um pouco sofrido porque eu não conhecia ninguém. Quando estava prestes para ser diácono, apareceu uma hérnia em mim, e fui ao médico e ele me disse que teria que operar naquela hora senão eu iria morrer. Estava sozinho, sem meus irmãos de Comunidade. E agora? Pedi para ir em casa pegar roupa, aproveitei e liguei para padre Jonas que me disse: “é providencia meu filho”. Eu estava sem segurança, era eu e o Príncipe da Paz.

Deitei na cama e fui levado. Estava rindo, mas com medo, será que eu volto? Quando eu cheguei na sala de cirurgia, não tinha anestesista, e o médico disse: você precisa acreditar em mim. E agora? Só sobrou eu e o príncipe da paz, mais uma vez. Eu estava numa situação difícil, o médico aplicou a anestesia, eu apaguei, quando voltei estava na cama.

O que estava em mim que me mantinha em paz, era a certeza que Deus estava comigo. Deu para entender o que significa a paz? É ter as situações difíceis, mas estar em paz. Aplique isso em sua vida.

Shalom significa conformidade com a vontade de Deus nas diversas situações que nos acontece. Eu não estou dizendo que 2009 será um ano de sacrifício, mas existe uma coisa na nossa vida que se chama cruz, por que ainda não estamos no céu, mas precisamos terminar o ano de 2009 em paz, porque o Shalom esteve conosco. Essa paz precisa permanecer dentro do nosso coração durante todo esse ano.

O príncipe da paz caminha com você e com os seus, não O abandone por nada, pois você irá experimentar uma paz que só Ele poderá lhe dar.

Transcrição e adaptação: Willieny Isaias
( Fonte Canção Nova )

 

 

 

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FAMÍLIA: UM DOM SAGRADO !

29 29UTC dezembro 29UTC 2008


‘Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela’. (Efésios 5,21-25)

A família têm duas dimensões, a primeira é o "casal" e a segunda são os "filhos". São Paulo compara o casal, marido e mulher, a Cristo e a Igreja. Na Antiga Aliança, tínhamos o casamento entre Javé e Israel e, quando alguém se casava, era de costume comemorar durante sete dias aquele casamento. Deus ficava irado quando o seu povo [o povo de Israel] adorava outros deuses. O Senhor se sentia como um marido traído. Na Nova Aliança, o casamento é entre Cristo e a Igreja.

Os missionários Renata Coelho e Brais Oss, juntos com a pequena Sophia

 


Deus quis que, na raíz da família, houvesse uma aliança e, por isso, os casais hoje trazem um anel em suas mãos como símbolo desta união. O Papa João Paulo II pedia: "casais cristãos, sejam para o mundo um sinal do amor de Deus"; de forma que, quando as pessoas virem um casal superando os problemas que existem no mundo, possam ver o amor de Deus.

É dogma de fé que a Igreja é santa; nunca podemos dizer que ela tem pecado, pois os pecados são dos filhos da Igreja, eles são nossos. Por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula. Desta forma São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas, você está disposto a amar a sua esposa ao ponto de se entregar por ela?

A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus quis dar uma ajuda adequada ao homem e por isso deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação de Deus, foi o ápice da criação. Adão ficou feliz por receber a mulher e Deus olhou para os dois e disse aquilo que é a essência do casamento, “por isso o homem deixa seu pai, deixa sua mãe, une-se a sua mulher e sereis uma só carne”.

O que Deus quer? Deus quer que, com o casamento, homem e mulher sejam uma só carne, um só coração, uma só alma, um só espírito, pois há pessoas que estão casados há anos, porém, ainda não parecem estar casados. Pela mentira, o demônio quer destruir os casamentos. Quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o demônio entrar na vida da sua família.

Erika Torres, Lis e Marcos Araujo, sócios da Canção Nova

 


Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém separa. São Paulo diz que o amor é paciente, bondoso, não busca os próprios interesses, o amor não acaba nunca, só ele faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro. É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isto vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia e na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, porque tem forças para superar todos os problemas.

Pai e mãe, vocês devem conquistar os seus filhos. Um dia, vi uma frase em um carro que dizia: "Conquiste o seu filho antes que o traficante o faça" e pensei: "Tenho cinco filhos e preciso conquistá-los". Você não conquista o seu filho pelo que você dá a ele, mas pelo que você é para ele. Se você é um pai ou uma mãe honrados, conquistará seu filho.

Que Nossa Senhora guarde nossas famílias, nossos filhos, para que possamos conduzi-los a Deus.

Trecho retirado da pregação feita pelo professor Felipe Aquino, durante o Acampamento para as Famílias, de 18 a 20 de julho de 2008.
( Fonte Canção Nova )

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NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

12 12UTC dezembro 12UTC 2008

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

 

A importância das aparições

 


Em 1531, os missionários espanhóis franciscanos e dominicanos evangelizavam os índios maias e astecas no México, e tinham muita dificuldade nessa missão porque esses índios eram idólatras e ofereciam aos seus muitos deuses sacrifícios humanos de milhares de rapazes e de virgens, nos altos das muitas pirâmides que podem ser visitadas ainda hoje no México. Um sacerdote cortava fora o coração de vítima, com uma faca de pedra pouco afiada e o oferecia aos deuses.

 

Nesse ano a Virgem Mãe de Deus apareceu ao piedoso índio São João Diego, na colina de Tepeyac, perto da capital do México. Com muito carinho ela pediu que ele fosse ao bispo pedir-lhe que nesse lugar construísse um Santuário em sua honra. D.João de Zumárraga, primeiro bispo do México, franciscano, vindo da Espanha, retardou a resposta a fim de averiguar cuidadosamente o ocorrido. Quando o índio, movido por uma segunda aparição e nova insistência da Virgem, renovou suas súplicas entre lágrimas, ordenou-lhe o bispo que pedisse a Nossa Senhora um sinal de que a ordem vinha realmente da grande Mãe de Deus.

 

Então Nossa Senhora enviou ao Bispo o conhecido sinla milagroso das rosas. Ela disse ao índio: “Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é o meu embaixador e merece a minha confiança… Quando chegar diante do Bispo, desdobre a sua tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém só na presença do bispo. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omitindo…”

 

Essas rosas só davam em Castela na Espanha, de onde era procedente o bispo. João Diego obedeceu e, ao despejar as flores perante o bispo, eis que surge no seu manto a linda pintura milagrosa de Nossa Senhora tal como ela lhe apareceu. O bispo acompanhou João ao local designado por Nossa Senhora.

 

O ícone de Nossa Senhora de Guadalupe é repleto de sinais milagrosos. Até hoje os cientistas não conseguem explicá-lo. Não sabem que produto tingiu o manto; não é deste mundo. A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar respeitosamente a santa Imagem na capela do paço episcopal. Mais tarde, após várias construções e ampliações, chegou-se ao templo atual.

 

Em 1754, escrevia o papa Bento XIV: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, pode-se enxergar o povo e a nave da Igreja tão facilmente como através de um filó; uma Imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem no brilho de suas cores, pelas emanações do lago vizinho que, todavia, corroem a prata, o ouro e o bronze… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação.”

 

A partir das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe os missionários passaram a evangelizar os índios em massa; mais de sete milhões foram batizados em poucos anos e o México é hoje o país que mais católicos têm (94% da população).

 

Em 1910 o Papa S. Pio X proclamou Nossa Senhora de Guadalupe “Padroeira da América Latina”, e em 1945, o Papa Pio XII a proclamou “Imperatriz da América Latina”. Há hoje, infelizmente, uma mentalidade muito errada em nossos meios acadêmicos que quer ver na civilização asteca algo melhor que nossa atual civilização cristã; nada mais triste. A turma do “politicamente correto”, inclusive os adeptos da perigosa teologia da libertação, quer desprezar os missionários espanhóis, que “impuseram uma religião estrangeira sobre os inocentes nativos que encontraram.” Inocentes nativos?

 

As grandes sociedades asteca e maia foram construídas com base na conquista de povos não-astecas e não-maias, com a mão-de-obra escrava e o assassinato ritual daqueles escravos. Seus elogiados canais e magníficos templos foram construídos por escravos. Estas culturas se man­tiveram baseadas no medo. Quem se indispusesse com os sacerdotes, pagos pelo Estado; tinha seu coração arrancado fora. Numa única cerimônia os astecas cortaram fora os corações de 10 mil virgens obtidas com o seqüestro de moças e meninas dos povoados vizinhos. Esses corações eram oferecidos aos deuses. (cf. “Astecas eram escravocratas e genocidas”, William A. Hamilton, escritor e colunista, artigo para a “USA Today”). Nelson Ascher, jornalista Integrado à equipe de articulistas da “Folha de São Paulo”, no seu artigo Canibalismo dos Astecas”, diz entre outras coisas que:

 

“Sabe-se que o centro da religião asteca era a sacrifício humano, mas a escala em que era realizado aponta para urna realidade ainda mais sinistra. Segundo palavras do padre espanhol Sahgun, o mais minucioso historiador de então da civilização indígena do México, pode-se ver a descrição do sacrifício humano no topo das pirâmides: a vítima, segura por quatro sacerdotes, tinha o peito aberto por um quinto com uma faca de obsidiana, e seu coração pulsante arrancado -, após ser o cadáver arrojado escada abaixo culminava com um singelo: “Después, lo cocian Y lo comian’ (Depois cozinhavam-no e comiam)”.

 

“Carne humana era muito apreciada com tomate nativo da região, e provavelmente temperada com chili. Num festival de quatro dias, em finais do século 15, os astecas te­riam “abatido” vinte mil prisioneiros. Parece que este era também o consumo anual médio só na capital.”

 

“Os astecas inclusive promoviam suas numerosas guerras com a única finalidade de capturar prisioneiros para seus rituais sofisticados que incluíam, em um de seus meses, o esfolamento após a qual os sacerdotes se vestiam com as peles das vítimas.”

 

Podemos chamar isso de civilização?

 

Infelizmente essas cruentas práticas dos maias e astecas são acoberta­das, enquanto as práticas dos espanhóis são anunciadas aos quatro ventos. Mostram-se em planetários os feitos dos astecas e maias no campo da astronomia, mas as o assassi­nato ritual e rotineiro de milhões de pessoas é maliciosamente encoberto.

 

Como pode uma “civilização” desta ser melhor do que o Cristianismo, que prega amor até aos inimigos? É um contra senso; uma grande incoerência. Por isso a chegada de Fernando Cortez em 1521 no México e os esforços para converter os povos indígenas ao cristianismo são tratados com desdém.

 

O Papa Bento XVI no seu discurso de abertura do V CELAM, em Aparecida, falou da importância da evangelização da América Latina que começou com Cristóvão Colombo em 12 de outubro de 1492. Ele disse:

 

“O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha”.

 

“Para os povos pré-colombianos, a evangelização significou conhecer e acolher a Cristo, o Deus desconhecido que seus antepassados, sem sabê-lo, procuravam em suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que desejavam silenciosamente”.

 

“Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que os fez filhos de Deus por adoção; ter recebido, além disso, o Espírito Santo que veio a fecundar suas culturas, as purificando e desenvolvendo os numerosos germens e sementes que o Verbo encarnado tinha posto nelas, as orientando assim pelos caminhos do Evangelho”.

 

“A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, a não ser um retrocesso. Em realidade seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado”.

 

É verdade que houve muitos erros e abusos por parte dos espanhóis que para cá vieram; muitos saíram das prisões na Espanha; mas o Evangelho livrou o México da barbárie asteca e maia. E isso graças a Nossa Senhora de Guadalupe, Aquela que “esmaga a cabeça da serpente”, e aos valorosos franciscanos e dominicanos.

 

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".

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DESAFIO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO !

11 11UTC dezembro 11UTC 2008

Qual será o anúncio da Missão a que somos chamados a executar?

O anúncio do Evangelho, por dois mil anos, ofereceu à Europa e muitos outros paises a mais profunda possibilidade de transformação, enquanto influenciou suas culturas com a sua novidade. Hoje, porém, essa evangelização não pode ser considerada como conquista definitiva.

 

Tantos cristãos identificam a fé com uma série de práticas devotas, mas não como plena adesão a Cristo. Outros foram colocados em crise pela difundida cultura secularizada e niilista e assumiram modelos éticos longe do Evangelho. O secularismo é o abandono da fé, da religião e da Igreja: uma vida sem Deus. O relativismo é o abandono das leis, dos mandamentos e da verdade: cada um decide como quer. Outros ainda são atraídos por experiências de espiritualidades que não têm raízes no húmus cristão. O próprio diálogo inter-religioso, que é um valor a ser cultivado convictamente, suscita, em muitos, dúvidas sobre a própria fé: por que crer à maneira cristã, e não à maneira dos muçulmanos ou dos budistas ou dos hinduístas?

 

A 5ª Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe, em Aparecida, apontou também, como desafio à evangelização, a iniqüidade social. Na Bíblia, o mistério da iniqüidade é o anti-Cristo, anti-reino, é o mal organizado, uma realidade diabólica. O continente latino americano tem o maior número de católicos e também a maior iniqüidade social. A globalização é um processo promotor de iniqüidades: criando estruturas que favorecem sistema econômico iníquo, onde a exploração dos mais pobres, a opressão e a exclusão geram o desprezo aos considerados descartáveis por não produzirem, pesados à previdência de saúde e aposentadoria.

 

Põe-se hoje o problema de uma fé consciente, que nos faça crer e anunciar com força quanto recebemos da Palavra de Deus: “Ao nome de Jesus dobre-se todo joelho nos céus, na terra e nos abismos; e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor!” (Filipenses 2, 10-11).

Ao início do terceiro milênio, João Paulo II convidou a Igreja para “partir de novo de Cristo” e indicou as linhas fundamentais de uma pastoral animada pela contemplação do Rosto de Cristo. Assim os bispos do Brasil apontaram o objetivo do plano de pastoral: Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida, para sermos discípulos de Jesus e missionários do Evangelho.

 

Bento XVI quis caracterizar o ano pastoral corrente como “Ano Paulino”, justamente quando transcorrem dois milênios de seu nascimento. “O apóstolo Paulo, figura excelsa e quase inimitável, mas de qualquer maneira estimulante, está diante de nós como exemplo de total dedicação ao Senhor e à sua Igreja, bem como de grande abertura à humanidade e às suas culturas. Portanto, é justo que lhe reservemos lugar especial, não só na nossa veneração, mas também no esforço de compreender aquilo que ele tem para nos dizer, a nós cristãos de hoje.”

 

Qual será o anúncio da Missão a que somos chamados a executar? É o kerigma de Cristo nosso Deus e Salvador, morto e ressuscitado por nós. Pode ser sintetizado na Palavra de Deus escrita por João 3, 17: “Deus não mandou o Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo se salve por meio dele”. É oferta e não imposição de Deus para nossa aceitação. O gesto de amor espera resposta de amor à iniciativa de amor de Deus. No texto evangélico estão sintetizados os elementos que estruturam a nossa fé em Jesus. De um lado, nós o proclamamos Filho de Deus, “gerado, não criado, da mesma substância do Pai”; de outro lado, anunciamos que ele se fez homem para nossa salvação. O nome de Jesus significa “Deus salva”.

 

Este anúncio vai ao coração das expectativas, esperanças do homem. Como não estar interessados na salvação? Muitas vezes, na verdade, contentamo-nos de referi-la a aspectos parciais de nossa esperança: a saúde, o trabalho, a economia, a família, o ambiente… A salvação trazida por Jesus não exclui a vida terrena, mas nos traz outras expectativas: o dom do infinito de que ele nos faz participantes da sua vida. O cristianismo é a notícia de que aquele infinito, ao qual aspira o coração humano, nos veio ao encontro com o rosto e o coração de Cristo, vivido e testemunhado pelos cristãos que se fizeram verdadeiros discípulos e enviados de Cristo.

 

 

Cardeal Geraldo Majella Agnelo
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VEM SENHOR JESUS !

10 10UTC dezembro 10UTC 2008

Nas primeiras reflexões deste ciclo em que meditaremos o Evangelho de São Marcos – Ano B – , começamo-las na expectativa da vinda do Senhor. A espera do Povo Eleito é a mesma espera do Povo Cristão. Aquele aguardava, ansioso, o Messias que viria libertá-lo do cativeiro. Hoje, esperamos o seu retorno glorioso.

Esse esperar, no entanto, não é algo estagnado, esperando apenas. Essa espera é alimentada pela esperança que nos faz, antagonicamente, caminhar em busca de algo. E nesse avanço constante para o Alto, devemos ir semeando a caridade, “ao encontro dos que praticam a justiça e recordam os caminhos do Senhor” (Is 63,17). Enquanto aguardamos, vamos nos preparando, pois não sabemos quando chegará o Senhor.

Mas estarão os homens e as mulheres de nosso tempo aguardando o retorno glorioso de Jesus? O mundo materialista, consumista, que tão bem se expressa nesta época do ano, conserva, ainda, o lugar que Deus deve ocupar em toda sociedade? Preserva, a humanidade, esse lugar, também, em seu coração?

Numa primeira análise, infelizmente, parece-nos que não. A crescente mistificação de seitas que vão se disseminando é um dos atestados disso. Não se busca o Deus verdadeiro, mas o ídolo que corresponde, da melhor maneira, à expectativa de cada um. Os interesses mais odientos são os que movem o coração de grande parte da humanidade. Por isso, vemos as conseqüências trágicas, assumindo os inocentes pela irresponsabilidade dos celerados. E, talvez como o povo que vagou quarenta anos pelo deserto, estamos, agora, peregrinando em busca de algo que Deus já cultivou em nosso coração, necessitando apenas compartilharmos das sementes dos frutos que nos tornamos em graça e misericórdia, pelas trilhas que vamos palmilhando em nossa existência, cultivando a esperança da bem-aventurança eterna.

“Ostende nobis, Domine, faciem tuam et salvos erro” – “Mostrai-nos, Senhor, a Vossa face e seremos salvos”, é este o cântico do salmista na Liturgia deste Primeiro Domingo do Advento. Ora, se nos dirigimos ao Senhor Onipotente suplicando sua misericórdia e a graça da contemplação, é porque já atingimos um determinado grau que nos possibilita, detemidamente, como que adentrar ao “Santo dos Santos” e gozar dessa convivência íntima com Deus.

Mas para que aguardar pelo que já vivemos? Não é na Eucaristia que nos unimos a Cristo, por esse Sacramento do Amor? Não é na atenção à Palavra que nos guiamos a caminho da plenitude do Amor? Não é na abertura de nosso coração que nos permitimos os efeitos da graça do Espírito Santificador?

Deus está continuamente conosco, se vivemos em união com Ele, na partilha com o próximo, na efusão dos dons que Ele nos concede. Assim, como nos diz São Paulo na Epístola deste domingo, tornaremos firmes, nos crentes, o testemunho de Cristo e os incitaremos a estarem vigilantes, aguardando aquEle que vem ao nosso encontro.

“Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento” (Mc 13,33). A advertência messiânica, com uma forte e muito explorada interpretação escatológica, é um alerta, principalmente, para nossa vida cristã. “Vigiai!” É o verbo imperativo que Nosso Senhor sopra aos nossos ouvidos. Vigiai-vos contra as tentações. Vigiais-vos contra as más inclinações. Vigiai-vos contra a omissão. Vigiai-vos contra o comodismo. Vigiai-vos contra o indiferentismo. Vigiai-vos contra a falta de caridade. Vigiai-vos, enfim, contra o mundo, contra a carne e contra o demônio.

Vigiemo-nos, todos.

Enquanto aguardamos a vinda definitiva de Jesus, caminhemos com coragem e perseverantes, dando o testemunho de nossa fé, na missão de discípulos e missionários que pelo Batismo nos foi conferida. Desta forma, contribuiremos para a construção do Reino de Deus, semeando o amor, colhendo a paz, edificando uma sociedade baseada nos princípios cristãos, de justiça, de caridade e de fraternidade.

Dom Eurico dos Santos Veloso 

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SÓ DEUS PREENCHE O CORAÇÃO DO HOMEM !

29 29UTC novembro 29UTC 2008

Nós sabemos que o homem pode ter tudo neste mundo, mas se o homem não tem Deus, ele não tem paz e nem felicidade. Uma vez fui visitar uma família e a mãe me disse que o filho não saia de casa há anos, era uma casa muito rica e a mulher me dizia: “Nelsinho meu filho tem tudo, tem faculdade, carro do ano, mas faz anos que ele não sai de casa”. E então eu fui ao quarto daquele rapaz e comecei a falar que Deus o amava, no começo ele não queria aceitar, até aumentou o som para não me ouvir, mas eu insisti e disse a ele que Deus o amava muito. Depois fui embora e outro dia a mãe daquele rapaz me disse que ele decidiu sair do quarto, foi jogar bola, e voltou a trabalhar. A parábola do filho pródigo diz de um rapaz que pediu a parte da herança dele ao pai e saiu pelo mundo, enquanto tinha dinheiro estava cheio de amigos acabou o dinheiro, os “amigos” foram embora. Tem muita gente que se acha bonitão, tem dinheiro e muita gente envolta dele, mas quando acaba o dinheiro cadê os amigos? Quem nunca fez uma arte? Quem já levou uma surra do pai ou da mãe? Eu lembro que meu irmão e eu começávamos a mexer um com o outro e nossa mãe batia nos dois, ficávamos de castigo e daqui a pouco um olhava para o outro e começava rir e minha mãe ficava brava. Uma vez só por que joguei um tijolo no telhado da vizinha minha mãe queria me pegar, mas teve um certo dia em que eu fiz uma arte e voltei para casa e minha mãe dizia que ia me pegar, naquele dia eu agi diferente, eu parei próximo a ela e disse: “mãe pode vir me pegar!”. Ela pensou que eu ia correr, mas foi ao meu encontro, me abraçou, me beijou, e eu estava esperando aquela surra, eu sabia que ia apanhar, mas naquele dia não apanhei e para mim foi a pior surra da minha vida, pois vi ali o perdão e o carinho da minha mãe. Deus nos trata assim, com muito carinho e amor, hoje é o dia de você voltar para Deus. Deus como Pai sabe que a gente vai voltar, mesmo estrupiado, mas Ele sabe que voltaremos. Deus é nosso Pai, nossa mãe que nos conhece por dentro e por isso sempre vai ter volta para nós, quando voltamos para a casa as vezes é duro esta volta, pois voltamos machucados e o pai tem que cuidar de nossas feridas, dói, mas o Pai cuida de nós. Muitas vezes queremos fazer as nossas artes, mas não queremos o remédio, tem gente que não gosta de injeção, de remédio ruim, mas precisamos do remédio. O nosso coração tem um lugar que só Deus ocupa. Tem gente que diz: “hoje eu trabalhei que nem um jumento!”, mas o pior é que é assim mesmo, pois trabalha para comer, trabalha para se vestir, mas não reza. Tem gente que tem tempo para tudo, mas não tem tempo para Deus. Você pode ter tudo neste mundo, mas se não tiver Deus, você é o mais miserável do mundo. Conhecemos e vimos os grandes ídolos deste mundo que não são exemplo, não tinham a Deus e eram vazios, mas nós precisamos ter Deus em nossas vidas. Há um tempo em que Deus entra em nossas vidas e hoje Deus precisa entrar na sua vida. Muitas vezes as pessoas dizem que quem não vai à Deus pelo amor vai pela dor, isso também é verdade, mas Deus também vem a nós após os grandes sofrimentos da vida. O Geraldo foi um destes homens, Deus o chamou e ele ouviu e atendeu. Geraldo não gostava de padres, mas começou a ajudar na comunidade e passou a freqüentar alguns encontros foi convidado pelo padre Jonas a entrar para a comunidade e aquele Geraldo que era durão e não conhecia a Deus começou a se abrir a Deus, recebeu o batismo do Espírito Santo, recebeu os dons e entrou para a comunidade e ajuda a comunidade Canção Nova com seu trabalho. Nós hoje estamos aqui no Canção Nova Sertaneja para fazer uma experiência de Deus. Adriano Morais As nossas experiências com Deus nos fazem ficar diferentes, mudam as nossas vidas. Um dia um repórter perguntou a mim após eu ganhar um título mundial se aquele dia era o dia mais feliz da minha vida, por eu ter ganhado o título mundial e eu respondi a ele: “Este não é o dia mais feliz da minha vida, o dia mais feliz da minha vida foi o dia do meu encontro com Deus!”. E hoje eu digo se você não teve seu encontro com Deus, busque! Pois não há nada neste mundo melhor do que a experiência com o amor de Deus. Você tem um espaço no seu coração que só Deus pode preencher e quem morre sem Deus, morre com um buraco no coração. Sem Deus talvez eu estaria bebendo, estaria me drogando, por estar com um vazio em meu coração e tentaria preencher com estas coisas. Eu posso ter a fazenda mais bonita deste mundo, posso ter os galos mais brigadores do mundo, mas se não tiver a Deus, não tenho nada! Mesmo sem você saber por que você luta, por que você não desiste, por que você não larga da sua esposa ou do seu marido, saiba que é o Espirito Santo que age em nós. Os ídolos da televisão estão preocupados com quanto vai ganhar, e nós somos diferentes, nós nos preocupamos uns com os outros, nós vivemos em comunidade. Temos que tomar cuidado e também saber quem estão sendo os ídolos dos nossos filhos. Diácono Nelsinho Corrêa Comunidade Canção Nova

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NÓS CREMOS NA VIDA ETERNA !

Acreditar na vida eterna é trazer seus frutos para a nossa vida atual 

O Advento é o tempo da esperança cristã. O Papa Bento XVI, em sua Encíclica "Spe Salvi" (Esperança da Salvação), apresenta ao mundo uma forma de entendimento da fé e da esperança na vida eterna muito peculiar. Ele apresenta uma interpretação da Carta aos Hebreus, no capítulo 11, versículo 1, na qual o autor sagrado aproxima a fé e a esperança: "A fé é hypostasis das coisas que se esperam; prova das coisas que não se vêem". Hypostasis é uma expressão grega que ao ser traduzida para o latim, corresponde a substantia, no português "substância". Então podemos ler: "A fé é a ’substância’ das coisas que se esperam; a prova das coisas que não se vêem."

O Sumo Pontífice, nessa interpretação, nos apresenta que o cristão materializa hoje aquilo que espera para o amanhã. A vida eterna, para a qual fomos criados, é antecipada pela fé. Nós cremos na vida eterna, e por isso mesmo podemos desde já experimentá-la. Acreditar na vida eterna, portanto, é trazer todos os seus frutos para a nossa vivência atual, na carne. Somos destinados a uma vida nova, no paraíso, na presença de Deus com os Seus anjos, com os santos, com a Virgem Maria, e Jesus, o nosso Redentor. Esta é a esperança cristã: nascemos e passamos pela vida da carne, para ressuscitar pela força de Cristo, para esta vida eterna.

E como alcançar esta meta: pela fé. Mas uma fé "materializada", isto é, uma crença ativa, que comporta ações que antecipam o céu. Isso porque as pessoas que não vivem em conformidade com a santidade que existe no céu, não poderão estar eternamente nele. No céu só há lugar para o que é puro e santo. A nossa vida presente terá que apresentar a Deus uma santidade compatível com Ele, para estarmos em na presença d’Ele. Mas como alcançar isso? Pela fé em Jesus Cristo, pela participação em Sua vida, pela Liturgia, especialmente pela Eucaristia, na qual o pão se torna outra substância: o próprio Cristo.

Em Jesus Cristo somos capazes do céu. Por isso há a necessidade de cada pessoa humana se encontrar pessoalmente com o Senhor, com a Sua doutrina, e acreditando n’Ele, comungando-O no banquete Eucarístico, possuir a vida eterna. Crer na vida eterna é viver em conformidade com Cristo. São Paulo nos atesta: "Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim" quando teve seu encontro com o Messias e aderiu ao projeto de amor d’Ele, de forma incondicional.

Nós cristãos cremos na vida eterna e que a nossa vida presente é um caminho para chegarmos à nossa verdadeira morada. Mas isso implica uma revisão de vida, uma luta constante, para que nossa fé em Jesus Cristo se cristalize em atos de amor ao próximo, que é a expressão daquilo que existe no céu: o amor. A fé precisa materializar-se como amor entre as pessoas, pois é nessa perspectiva que podemos afirmar nossa crença, não com palavras, mas em gestos concretos. Muitos, neste tempo do Advento em que se pensa no final dos tempos, poderiam mudar os seus discursos e se preocuparem com a vida: as suas próprias vidas, a vida de seus semelhantes, e fixarem os olhos na esperança futura, cujo penhor nos foi dado por Jesus Cristo Nosso Senhor. É nisto que queremos crer: na vida eterna, que nasce numa vida em comunhão de amor com Cristo e com os irmãos.

Diácono Paulo Lourenço
Comunidade Canção Nova

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ECONOMIA E PÃO PARA TODOS !

28 28UTC novembro 28UTC 2008

A solidariedade ajuda-nos a ver o outro como um nosso semelhante

Um dos princípios basilares da Doutrina Social da Igreja é o da destinação universal dos bens criados. Em linguagem religiosa significa que Deus criou o universo para o bem dos seres humanos, de todos eles. Esse princípio é a explicitação da dignidade inviolável da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus A pessoa não pode ser instrumentalizada para nenhum fim. A ordem social deve ser tal que cada pessoa humana tenha reconhecida, na prática, sua dignidade e possa desenvolver-se até chegar à plenitude de sua humanidade.

A pessoa deve ser, por isso, ela mesma, o sujeito do processo de seu desenvolvimento e não pode ser substituída por outra instância no que diz respeito às decisões sobre si e sobre seu destino. É que não há realização da pessoa humana sem a liberdade. Liberdade é, antes de tudo, o poder de decidir sobre si e sobre a própria vida. O fato de a humanidade ser formada por uma multidão de pessoas coloca, entretanto, um limite para a liberdade de um indivíduo: o “outro” que ele mesmo.

O outro é pessoa. Daí surgiram duas regras fundamentais de comportamento:

a) Não faças ao outro o que não queres que o outro te faça;

b) Deves fazer ao outro tudo o que desejas que o outro te faça.

Kant, na mesma linha, sentenciou: “Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer que se torne uma lei universal”.

Na revelação do Antigo Testamento assim aparece esta regra de ouro: “Ama o próximo como a ti mesmo”. O outro, portanto, não é, em primeiro lugar, um obstáculo para a minha liberdade, é seu destino. Ele põe, sim, um limite a meu desejo de onipotência, lembra-me que não sou a totalidade do real. Mas o outro é, sobretudo, apelo a que eu cuide nele da humanidade da qual também ele participa. Jesus deu como lei suprema para Seus discípulos um mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros”.

Se todos cuidassem de todos, o mundo seria, sem dúvida, o paraíso: um lugar de imensa paz. Precisamente porque este mundo pode ser o paraíso é que temos do paraíso saudades. Jesus não só ensinou, Ele fez. Por isso pôde acrescentar: “Como eu vos amei”.

Do outro não posso tirar a vida, mesmo que ainda esteja em seu mais remoto começo - embrião ou feto -, mas ao outro posso e devo doar a vida. Não posso matar o outro, mas posso morrer por ele. Essa é a grande lição do Cristianismo, da qual nós estamos longe de pôr em prática. Uma vez que a vida depende do pão de cada dia, Jesus ensinou-nos a rezar: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”.

Tira-se a vida não só quando se mata em ação direta - como se faz nos abortamentos e similares -, mas também quando se rouba o pão do irmão. Também quando não se sabe repartir. Esse problema é o problema maior da humanidade. O Evangelho não nos deixa mentir.

Escute, leitor, o que ensinou Jesus: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer…” E disse também: “apartai-vos de mim malditos para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome e não me deste de comer…” (cf Mt 25,31-46).

Ora, se a vida econômica da sociedade se organiza de tal forma que os bens – “pão” significa todos os bens necessários para uma vida digna – deste mundo se concentram nas mãos de uma parte da humanidade em detrimento da outra, estamos diante de uma situação de injustiça, embutida na ordem econômica.

Ora, o momento em que vivemos está a nos dizer da necessidade de ordem econômica mais justa. É curioso e sintomático que, para enfrentar a presente crise, o presidente Bush reúna os oito grandes e que, subseqüentemente, queira reunir os vinte emergentes. E as outras nações? Elas não têm nada a dizer da atual (des)ordem econômica internacional?

Em 2004 o Compêndio da Doutrina Social da Igreja advertia: “Nos organismos internacionais devem ser equitativamente representados os interesses da grande família humana; é necessário que estas instituições, ao avaliarem as conseqüências das suas decisões, tenham em devida conta aqueles povos e países que têm escasso peso no mercado internacional, mas em si concentram as necessidades mais graves e dolorosas, e necessitam de maior apoio para o seu desenvolvimento” (n. 371).

João Paulo II ensinava em uma de suas encíclicas sociais: “A solidariedade ajuda-nos a ver o outro — pessoa, povo ou nação — não como um instrumento qualquer, do qual se explora, a baixo preço, a capacidade de trabalho e a resistência física, para o abandonar quando já não serve; mas sim, como um nosso semelhante, um auxílio (cf. Gén 2, 18. 20), que deverá se tornar participante, como nós, no banquete da vida, para o qual todos os homens são igualmente convidados por Deus. Donde a importância de despertar a consciência religiosa dos homens e dos povos”.

Na mesa da humanidade devem poder se assentar todos os seres humanos.

D. Eduardo Benes ( Fonte Canção Nova )

 

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O PODER DA PALAVRA IMPERATIVA !

26 26UTC novembro 26UTC 2008

O amor é o melhor jeito de responder às questões do mundo

IImperar é atributo que sugere poder.

O imperador comanda o império, rege com autoridade.

Imperativo é tudo o que ordena, o que governa.

Na linguagem temos os verbos imperativos. São aqueles que dão ordens.

Sempre que os leio escuto gritos, vozes querendo me convencer do conteúdo que sugerem.

O verbo é a casa da ação. Dele se desdobram movimentos.

Verbos mobilizam os sujeitos. É a regra da gramática, mas é também a regra da vida.

Penso nas palavras que me ordenam. Quero compreender a razão de gritarem tanto sobre os meus ouvidos e de me moverem para a vida que vivo.

A interpretação que faço do mundo passa pelos verbos que imperam sobre mim. Por isso, a qualidade da vida depende dos verbos que imperam sobre ela.

Gosto de conjugar o verbo “amar” no imperativo – “Ame!” Não há necessidade de complementos. Ame este ou aquele. Ame agora ou depois. Não há justificativas. É só amar.

É só seguir a ordem que o verbo sugere. “Ame!” Repito.

Não escuto gritos, mas uma voz mansa com poder de conselho. Voz que reconheço ser a de Jesus a me conduzir por um caminho seguro que me fará viver melhor. “Ame!” Ele repete! “Ame!” Ele aconselha.

Tenho aprendido que o amor é o melhor jeito de responder às questões do mundo. Experimento isso na carne.

Eu fico melhor cada vez que amo. Digo isso como homem religioso que sou.

A religião é a casa do amor, assim como o verbo é a casa da ação. Se não o é, não é religião. É esconderijo onde acomodamos nossa hipocrisia. É lugar onde justificamos nossas intolerâncias. É guerra fria que fazemos em nome de Deus.

Eu ainda acredito que o amor é a religião que o mundo precisa. Jesus ensinou isso. Morreu por crer assim. Elevou à potência máxima o imperativo do amor e não fugiu das conseqüências.

Tenho medo quando nos especializamos em qualificar as pessoas como boas ou ruins, em nome da religião.

Tenho medo de deixar que outros verbos imperem sobre minha vida.

Verbos que excluem, abandonam, jogam fora e que condenam a partir de aparências…

É nesta hora que eu me recordo do imperativo de meu Mestre - “Ame!” E só assim eu descanso.

Eu sei que você também costuma se perder em tantas realidades desta vida.

Eu sei que o seguimento de Jesus costuma nos colocar em encruzilhadas, porque não há seguimento sem escolhas.

É natural que nasçam dúvidas e a gente se pergunte – E agora? Como ser de Deus no meio de tantas realidades contrárias? Como manter o olhar fixo no que cremos sem que a gente precise cometer o absurdo de desprezar os que crêem diferente de nós?

Nem sempre conseguimos acertar, fazer da melhor forma.

Quer um conselho? Ame!

Padre Fábio de Melo

 

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TEOLOGIA DA ESPERANÇA !

25 25UTC novembro 25UTC 2008

ESPERANÇA  E  FORÇAS  ESTÃO  DIRETAMENTE  LIGADAS !

 

Pensa-se muitas vezes que a esperança está relacionada ao desejo de um futuro tranqüilo, no entanto, não é tão simples assim, já que se esta não apontar a direção da verdadeira felicidade será ilusão.

Na vida possuímos poucas certezas e muito do que possuímos nos pode ser tirado a qualquer momento. Temos e podemos perder a qualquer instante a nossa saúde, bens, amigos, familiares, etc.. Podemos perder até mesmo nossa própria vida; contudo, existem algumas coisas que compõem as certezas maiores, dentre elas está o nosso passado, a história que temos, a qual não pode ser roubada de nós. Pode-se até mudar a interpretação dela, mas ela mesma não pode ser mudada. Até o próprio Deus respeita isso e pode mudar o curso da nossa história (futuro) e o reflexo dela em nós (presente), mas o passado mesmo o Senhor não mexe. O passado que temos é realmente estável e, por isso, imutável. Assim surge a necessidade de uma boa reconciliação com ele, com a história de nossa vida, com os dias que já vivemos, já que eles não serão mudados. De um olhar misericordioso sobre a própria história encontramos o desejo de um futuro imensamente melhor.

Nesse contexto encontramos a presença de Deus na Sagrada Escritura, o Senhor muda o curso da vida de um povo a partir de Abraão (cf. Gn 12) e dessa mudança vai dando sinais de que é confiável, revela seu nome (cf. Ex 3,14), retira o povo da escravidão do Egito (cf. Ex 13-14) e cumpre todas as promessas que faz. Para que isso? Para dar ao povo d’Ele a certeza de ser confiável e escrever na história dos homens a história de Seu amor, uma história divina. Todas essas coisas já aconteceram e fazem parte do passado, pois fatos ocorridos fazem parte de uma história que não muda.

Aqui reside a esperança, o seu fundamento: olhando os fatos do passado sente-se o desejo de experimentá-los no presente e de tê-los em plenitude no futuro. A esperança tem seu fundamento na história pessoal e também em toda a história do mundo. Vemos que a vida pode ser vivida e ter mais sentido do que a vivemos e temos, e aqui encontramos a alegria e a motivação para viver, sabendo que mesmo que a trajetória seja dura, marcada por dificuldades, o ponto de chegada é capaz de nos animar.

O que esperar?

Nossa esperança precisa apontar na direção das coisas que não possuem data de validade, ou seja, que hoje estão conosco e amanhã nos abandonam. Lembra-nos o salmista “Sei que a glória do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes” (Sl 26,13), e diante disso percebendo que a glória de Deus se realiza nas vitórias diárias, grandes e pequenas, que ocorrem na dureza de nossas vidas, ainda incentiva: “Espera no Senhor e sê forte! Fortifique o teu coração e espera no Senhor” (Sl 26,14). Esperança e força estão diretamente ligadas. Não como um apenas aguardar, mas como alguém que se coloca em ação, por isso que a qualidade de nossa vida depende do fôlego de esperança que temos. 

Pe. Xavier

Fonte Canção Nova.

 

 

 

 

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O MOMENTO EXATO DO ENCONTRO !

22 22UTC novembro 22UTC 2008

 

Pode uma pessoa que não acredita em Deus e até briga com aqueles que rezam se converter? Neste ano, o Papa Bento XVI celebra o Ano Paulino, celebra a conversão de Paulo, que foi uma pessoa que não acreditava em Jesus e mais ainda: que O perseguia, mas que se converteu. Se o Apóstolo dos gentios se converteu, imagine aqueles pelos quais você reza e entrega ao Senhor? Coloque-os então nas mãos do Senhor e confie. Paulo perseguia os cristãos, assim como está escrito em Atos dos Apóstolos 22, 4: “E persegui este caminho até à morte, prendendo, e pondo em prisões, tanto homens como mulheres. Como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos. E, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer maniatados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados” . Ele perseguia a todos os cristãos. Nós temos a impressão de que os nossos nunca irão se converter, e parece até que a cada dia eles pioram. Mas Paulo era um fariseu, seguidor da doutrina judaica e dizia que se tornou fariseu aos pés de Gamaliel e que ele e os seus companheiros perseguiam todos os cristãos e queriam matá-los. Ele dizia que os cristãos estavam acabando com a religião dos judeus. Paulo era um perseguidor. E continuando em Atos dos apóstolos 26, 9ss “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui”. Era isso que estava no coração do apóstolo Paulo e assim também ocorre no coração daqueles que vivem conosco, pelos quais estamos pedimos a conversão, por aqueles que temos entregando ao Senhor. Mas tenha calma, pois há uma possibilidade porque precisamos tomar posse daquilo que está nas Escrituras, que é muito importante: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6, 37-40). Essa é a promessa de Deus que está dizendo que aquele que vê o Filho, e crê nele, terá a vida eterna e será ressuscitado no último dia (cf. João 6, 40). E isso acontece com o grande apóstolo, pois ele vê e crê em Jesus: “E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhöes. E ele, tremendo e atónito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer” (Atos dos Apóstolos 9, 2-6). Pense sobre o que se passa na cabeça de Paulo: ele sabia que Jesus já havia sido crucificado, mas depois disso, os discípulos d’Ele afirmavam que Cristo havia ressuscitado. Com isso ele vivia atrás dos cristãos para matá-los e não acreditava na ressurreição de Jesus. Nessa passagem, quando vem a luz sobre Paulo, ele conhece a Jesus e vê que o Senhor realmente está vivo e agindo no meio de nós. Aonde está a sua fé? Enquanto muitos estão dizendo que isso é uma mentira, nós sabemos que Jesus não está morto, mas sim, vivo! Quando vemos uma cruz sabemos que foi por ela que Jesus morreu para nos salvar. Paulo viu com os próprios olhos, assim como está no Evangelho: que quem vê crerá. As pessoas que você está entregando ao Senhor O verão também assim como você já O viu. Cristo está ressuscitado! Nós não fomos abandonados por Deus! Somos de Jesus porque cremos que Ele está vivo no meio de nós. Este é o fundamento de tudo. Pode ser que diga que não O viu, mas então aguarde que você O verá! Se Ele transformou a vida de um homem como Paulo que O perseguia, imagina os seus. Quando Paulo vê Jesus há uma transformação de vida. É preciso termos esse encontro com o Ressuscitado. Então reze para que esta pessoa por quem está orando para que ela tenha esse encontro com o Senhor. Reze para os seus, porque assim como Jesus entrou na vida de Paulo, Ele entrará também na vida deles. Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou. Muitos acham que Ele está morto e não faz nada, mas nós cristãos acreditamos que Ele está vivo. O essencial é Deus! O encontro com Deus não é somente uma emoção, mas o Senhor nos fala “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3, 20). Abra o seu coração e O aceite. Cristo entrou na vida de Paulo e entrará ou já entrou em sua vida. Só de estar lendo esta matéria é uma prova de que você viu Jesus e teve o seu encontro com Ele. Não tenha medo do Senhor. Celebrar o Ano Paulino é celebrar a vida de um homem que perseguia Nosso Senhor Jesus Cristo e se tornou um apaixonado por Ele. Não tenha vergonha de dizer que é apaixonado por Cristo! Somos apaixonados por uma Pessoa que desceu do céu para dar a vida por nós! Morreu de amor por nós! É hora de a Igreja manifestar o amor a Jesus, assim como Paulo foi um apaixonado por Ele, porque Cristo vive em nós! Aleluia! Diante de qualquer situação que está vivendo, fique tranqüilo que tudo isso vai passar, pois tudo nesta vida passa. Só há uma coisa que há dois mil anos ainda não passou e não vai passar: Jesus Cristo! Cristo vive em nós! E se Cristo vive em você, também viverá na vida dos seus! Eliziane Alves ————————————————————– Padre José Augusto Padre da Comunidade Canção Nova

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MÚSICA !


imagem indizível e pura do palpitar da vida que o Criador infunde na natureza. Melodia, ritmo, harmonia e timbres, fluindo no tempo que passa, criam o contato que nos faz conviver com o universo e o transcendente. A música, como a vida, é a arte do encontro Atravessa todas as fronteiras e para além das palavras se faz entender na linguagem do coração Flui como a água do rio e desliza como a brisa, criando o milagre da convergência entre o efêmero e o eterno, entre o antigo e o novo, entre o ser humano e o universo. Arte de encontro no momento que passa, mas que perdura por toda uma vida, porque a música transforma os sentimentos, revela novos horizontes e abre uma janela para o infinito.
M.L. Ricciardi

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SANTA CECÍLIA !


Santa Cecília, padroeira dos músicos

Sabe-se pouco sobre a vida de Santa Cecília, que viveu provavelmente durante o império de Alexandre Severo, na Roma pagã. Ela foi martirizada por volta do ano 230; mas o suficiente para torná-la amada e venerada com especial devoção. Ela é exaltada como o modelo mais perfeito – depois de Maria – de mulher cristã. Era assídua à celebração da Eucaristia, presidida pelo Papa Urbano nas catacumbas da via Ápia; à saída, era aguardada por uma multidão de pobres, que conheciam a sua generosidade. Tomada de profundo amor por Deus, prometeu-lhe guardar a virgindade. No entanto, sua família a comprometeu com Valeriano. Não obstante a proximidade do matrimônio, Cecília intercedia constantemente, em especial junto ao seu anjo da guarda, para que também o noivo se convertesse e aceitasse um casamento especial, sem o ato conjugal. No dia das núpcias, enquanto os instrumentos tocavam, ela cantava em seu coração somente para o Senhor e pedia a graça da conversão do esposo. A sós, com o jovem, ela confessou-lhe: “Nenhuma mão humana pode me tocar, pois sou protegida por um anjo. Se você me respeitar, ele amará você, como me ama”. Valeriano converteu-se ao cristianismo: fez-se instruir e batizar pelo Papa Urbano e abraçou o ideal da esposa de virgindade no matrimônio. Naquela época, ser cristão era um “crime”, uma traição a Roma. O cristianismo era considerado uma seita altamente perigosa. Então, quando os cristãos eram descobertos, eram submetidos ao martírio, e isso ocorreu com Cecília e o marido. O martírio de Santa Cecília tem um aspecto todo particular. Houve uma primeira tentativa de asfixia, depois, foi condenada à decapitação. Tendo recebido três golpes de machado, sua cabeça não se desprendeu. Ela havia pedido a Deus a graça de não morrer sem antes receber os sacramentos das mãos do Papa Urbano, e alcançou essa graça. Assim, morreu três dias após os ferimentos do machado. Enquanto pôde, cantou a glória do Senhor; depois que a voz sumiu, expressou sua fé no Deus Uno e Trino com os dedos. Pela alusão à canção do coração no matrimônio e ao louvor explícito durante o martírio, Santa Cecília foi sendo associada à música, até que no século XV foi proclamada padroeira da música. Ela é invocada por ministros de música. Mas não apenas por eles, pois os músicos seculares também têm certa proximidade com ela, como exemplo, é possível citar os "Cecilian Festivals" na Inglaterra, assim como a antiga revista americana "Caecilia" e os contemporâneos conservatórios, universidades, orquestras, bandas e corais que levam seu nome, bem como a conhecidíssima Academia Santa Cecilia da Itália. Assim, a cada ano, no dia 22 de novembro, a Igreja celebra a festa desta grande santa, virgem e mártir, padroeira da música. Em Roma é bastante visitada a catacumba de São Calixto, onde está sepultada essa grande serva de Deus. As catacumbas são testemunhas vivas de como os primeiros fiéis viviam o cristianismo e de como encaravam a morte, num período em que a conversão significava candidatar-se à morte. Na parede esquerda do local, na parte de baixo, abre-se um grande nicho no qual está colocado o sarcófago que abriga o corpo de Cecília. A estátua ali colocada para veneração dos fiéis é uma cópia da célebre estátua de Stefano Maderno (1566-1636), esculpida em 1599. Nela, o artista ressalta o corte produzido pelo machado e a posição dos dedos: três abertos na mão direita – professando a fé no Deus Trino – e um dedo aberto na mão esquerda – a fé no Deus Uno.
 Fonte: Revista Shalom Maná

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SOBRE A VIRGEM MARIA !

21 21UTC novembro 21UTC 2008

´No Cristo que nasce de Maria, é a humanidade toda que renasce à vida, a solidariedade existente entre Cristo e os homens traz esta consequência: a concepção e o nascimento de Jesus já são a redenção por antecipação dos homens.´ ´Como por uma virgem desobediente foi o homem ferido, caiu e morreu, assim também por meio de uma virgem obediente à palavra de Deus, o homem recobrou a vida. Era justo e necessário que Adão fosse restaurado em Cristo, e que Eva fosse restaurada em Maria, a fim de que uma virgem feita advogada de uma virgem, apagasse e abolisse por sua obediência virginal a desobediência de uma virgem.
Santo Ireneu (140´202)

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CRIAR ESPAÇO PARA DEUS !

20 20UTC novembro 20UTC 2008

A ascese cristã tem uma dimensão evangélica apaixonante
Hoje, damo-nos conta do esforço ascético que muitos exigem de si próprios só por uma dimensão humana, às vezes puramente física: o esforço ascético exigido aos atletas; o esforço ascético para manter a elegância ou andar na moda. O ideal que leva ao esforço para alcançar um título acadêmico, passar num concurso, vencer um campeonato, não deixa de comportar uma ascese, talvez puramente humana ou simplesmente fisiológica. A ascese cristã, seguindo a Palavra e o exemplo de Cristo, tem uma dimensão evangélica apaixonante. Daí que a frase do Senhor: "O que quiser ser meu discípulo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me", coloca diante de nós todo o dinamismo da ascese cristã. Não se trata da ascese pela ascese, do esforço pelo esforço, da penitência pela penitência; mas a ascese cristã, porque não é um puro ascetismo despido de vida, nega para afirmar, despoja-se para enriquecer, abandona o seu eu para se encher do divino, perde para ganhar. Se Deus é amor infinito e deseja dar-se ao homem, este necessita de criar em si, no seu interior e na sua existência concreta, espaço para acolher o Senhor. Esse esforço de “criar espaço para Deus” implica ser pobre e humilde, despojar-se de si mesmo para possuir o divino e encher-se dele. Por outro lado, para amar a Deus, para se dar ao Senhor que o quer acolher, o cristão precisa se esquecer de si, renunciar a si mesmo, despojar-se para encontrar Deus-amor e dar-se a Ele. O próprio dinamismo do amor implica e exige esse esforço ascético. Para amar é preciso “morrer para si próprio”, renegar-se, despojar-se. Caso contrário, não há amor, que é dom pobre e humilde, que é entrega ao outro e acolhimento do outro”.
 Dos escritos de Padre Dario Pedroso fonte: http://blog.cancaonova.com/cancaonovaformacao Vera Lúcia

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O CRISTÃO E O RESPEITO HUMANO !

19 19UTC novembro 19UTC 2008

Chama-se de “respeito humano” o pecado de ter vergonha de assumir a posição de cristão, sobretudo de católico, nos meios em que se vive. Assim, muitos escondem sua identidade católica, não rezam em público, não participam, por exemplo, das Procissões nas ruas, e outras atividades, com receio de manifestarem os sinais exteriores da fé católica. Temem a zombaria e coisas semelhantes. Esta situação tem se agravado ainda mais porque o mundo ocidental começa a zombar da religião, sobretudo do catolicismo. Em Oxford, na Inglaterra, a prefeitura da cidade proibiu de chamar as festividades de final de ano de “Festividade de Natal”, chamando de “Festival das luzes de Inverno”. Cristo foi expulso da vida pública de Oxford… Por outro lado, o Cardeal Stanislau Rylko, Presidente do Pontifício Conselho de Leigos, do Vaticano, fez um apelo para que os cristãos não sejam dominados por um “complexo de inferioridade”. O Cardeal denunciou no dia 14.nov.2008 (www.zenit.org), a existência de um “novo anti-cristianismo” também no Ocidente. Disse o Cardeal: “Para os cristãos, chegou o momento de libertar-se do falso complexo de inferioridade para com o chamado mundo leigo, para poderem ser valentes testemunhas de Cristo.” Ele analisou a situação atual das sociedades ocidentais, caracterizadas pela “ditadura do relativismo”, e denunciou a aparição de um “novo anti-cristianismo” que “faz passar por politicamente correto atacar os cristãos, e em particular os católicos”. Hoje, advertiu o Cardeal, “quem quer viver e atuar segundo o Evangelho de Cristo deve pagar um preço, inclusive nas sumamente liberais sociedades ocidentais”. “Está ganhando espaço a pretensão de criar um homem novo completamente desarraigado da tradição judaico-cristã, uma nova ordem mundial”. O problema, explicou o cardeal Rylko, não é “o de sermos uma minoria, mas o de ter-nos transformado em marginais, irrelevantes, por falta de valor, para que nos deixem em paz, por mediocridade”. Este momento, explicou, é a “hora dos leigos”, de sua “responsabilidade nos diversos âmbitos da vida pública, desde a política à promoção da vida e da família, do trabalho à economia, da educação à formação dos jovens”. Lamentavelmente hoje existe uma pressão anti-católica, sobretudo sobre os jovens, na universidade e nos meios de comunicação, tentando impor-lhes uma cultura maldosa de que a Igreja Católica é obscurantista, atrasada, inimiga da ciência, opressora e poderosa. Assim, a juventude, que não conhece a verdade, vai sendo levada a ter ódio da Igreja e vergonha de ser católica. Por outro lado se esconde tudo de bom e de belo que a Igreja fez para salvar o mundo ocidental. Este laicismo anti-católico, tende agora a aceitar tudo o que venha de outras religiões, menos do catolicismo. De fato é “a hora dos leigos” convictos de sua fé, defenderem Cristo, a Igreja Católica e a “ã doutrina da fé” (Tt1, 9), como muitos têm feito, sem medo, sem vergonha, sem respeito humano. Lembremo-nos de que Jesus disse que quem se envergonhar Dele perante este mundo, Ele também se envergonhará dele diante do seu Pai.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

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TRANSFORME O TEMPO EM UM ALIADO !

Aproveitar bem o tempo não significa fazer um milhão de coisas

Administrar bem o tempo não significa correr contra o relógio. O planejamento é mais eficiente do que a rapidez na execução de tarefas. Aproveitar bem o tempo não significa fazer um milhão de coisas num período curto, nem chegar ao fim do dia com a agenda repleta de compromissos cumpridos. Significa fazer aquilo que deve ser feito. E fazer com qualidade. Estabelecer prioridades, saber lidar com imprevistos e utilizar recursos, como Palm e celular, que facilitam a execução de tarefas, são o kit básico para quem quer aproveitar melhor o tempo. O tempo para o profissional passou a ser tão importante hoje que já existem até especialistas no assunto. O consultor Renato Bernhoeft é um deles. Com dois livros escritos sobre o tema – Desperdiçadores de Tempo e Administração do Tempo –, Bernhoeft diz que o mais importante no trabalho é conseguir um equilíbrio qualitativo, e não quantitativo. “Hoje há pessoas que entregam a alma à empresa, mas chegam ao fim da vida sem terem construído nada no âmbito pessoal. Como empresários, são brilhantes, mas como maridos, esposas, pais ou mães são um fracasso”, afirma o consultor. Para equilibrar a balança das prioridades, o ideal é estabelecer uma escala de valores para elas. “Isso ajuda a amenizar e até a eliminar conflitos. Se o principal para mim, por exemplo, é a família, vou pensar duas vezes antes de aceitar uma situação no trabalho que exija mais horas investidas no escritório e que me prejudique no relacionamento familiar”, exemplifica o diretor-geral da consultoria FranklinCovey Brasil, Paulo Kretly. Outra fonte de mau aproveitamento do tempo é a relação amistosa que muitas pessoas mantêm com os “ladrões de tempo”. Em princípio, os tais “ladrões”, a exemplo dos e-mails e dos MSNs (conversas via internet), deveriam facilitar a execução de algumas tarefas, mas por serem utilizados de forma desorganizada, tornam-se os principais ralos por onde escoam minutos e até horas inteiras do dia. Além dos e-mails e dos MSNs, contam-se: o telefone, o celular, as reuniões de última hora, as conversas informais entre colegas e as pausas para o “cafezinho”. Por tudo isso, é fácil perceber que o tempo é algo muito necessário, difícil de ser bem utilizado e impossível de ser retido. Entretanto, é um “bem” acessível e democrático: qualquer pessoa tem as mesmas 24 horas todos os dias. E aqui surge um paradoxo interessante: o que torna uma pessoa mais “rica de tempo” é a forma inteligente como ela o gasta em suas atividades. Planeje hoje o amanhã

 fonte: http://blog.cancaonova.com/acorrentados/ Sabrina Duran

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A SERPENTE E O PASSARINHO !

18 18UTC novembro 18UTC 2008

Ninguém cai num erro da noite para o dia
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 Um sacerdote contava que, certo dia, passeava em um bosque e viu no chão um passarinho todo entretido com alguma coisa que não se via bem. Foi então aproximando-se para ver o que era, parecia uma minhoca o que o passarinho espreitava, decidiu então chegar mais perto para ver. Que surpresa! Lá estava ela, imóvel, só com a língua de fora a fazer graça ao passarinho, e o pobrezinho, tonto, cada vez mais perto, encantado, acreditando que ia fazer uma bela refeição, sem perceber que a refeição era ele. Não deu outra! O bote foi certeiro, fatal! É exatamente isso que a tentação faz conosco. Não podendo subir até nós para nos atingir, atrai-nos até o que é mais baixo, por meio do encantamento das ocasiões. Para dizer "não" ao pecado é também necessário considerar a ocasião, isto é, fugir das ocasiões, pois elas exercem sobre a pessoa um fascínio, um encantamento, e surge em nós como que uma "vozinha" a dizer: "Aproveita a ocasião, ninguém está vendo, esta oportunidade não voltará a se repetir…"; e, à medida que damos ouvidos a essa voz, vai se fazendo um rombo em nossa vontade, por onde se escoam todas as nossas forças. É interessante perceber que ninguém cai no alcoolismo da noite para o dia, as ocasiões o arrastam; ninguém comete adultério de uma hora para outra, é preciso criar a ocasião. O jovem que queira ser casto não conseguirá buscando namorar em casa sozinho, ou num estacionamento às escuras e a sós.

 Trecho extraído do livro Quando só Deus é a resposta

 Márcio Mendes marciomendes@cancaonova.com Missionário da Comunidade Canção Nova, estudante teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".

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SEM CONHECIMENTO NÃO EXISTE AMOR !

17 17UTC novembro 17UTC 2008

Como amar o outro com suas fraquezas, limites e incoerências?

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 Amadeo Cencini, no seu livro: “Amarás o Senhor teu Deus” nos fala do amor ao próximo. Hoje, quero apresentar um resumo do que ele nos fala, por acreditar que pode ser muito rico para você. A primeira coisa que precisamos entender é que o centro de todo ser humano é positivo, mas no seu todo o ser é limitado. Essa é a condição humana. Ou seja, existem em todo homem e em toda mulher virtudes e defeitos, riquezas notáveis e impulsos incoerentes com a estrutura pessoal, mas que são partes dela. É importante sabermos separar a fraqueza do irmão e o seu valor como pessoa para assumirmos a responsabilidade de que temos por ele e pelo seu crescimento. O verdadeiro amor não está fundamentado nas qualidades e defeitos, mas sim no valor radicado em seu próprio ser. Isso significa dizer que não basta pensar bem, não se trata de fechar os olhos para os aspectos negativos dos outros, nem é um simples gesto de cortesia. O amor verdadeiro leva a uma percepção profunda do outro, a um olhar agudo e límpido para descobrir o valor interior e a verdade deste. Com isso, dizemos que todo ser humano é digno de ser amado, independentemente de sua conduta ou de seus merecimentos e qualidades. O amor aos nossos irmãos deve estar ligado aos valores fundamentais da sua existência e como tal é incancelável, apesar da aparente indignidade deles. Não é possível sermos santos e agradar a Deus, sem tomar conhecimento de quem está ao nosso lado. Muitas vezes, ignoramos "onde estava" nosso irmão, como Caim, que não quis se sentir responsável pelo irmão (cf. Gen 4, 9). Quem estima sinceramente seu irmão se sente responsável por ele, pela sua salvação, fará de tudo para estimulá-lo, dia a dia, ao bem, a Deus. É sinal de estima sincera e de amor verdadeiro estimular o outro ao seu bem, o que é estimulá-lo ao centro da vontade de Deus. O verdadeiro amigo não adula nem rejeita o outro, mas o estimula a amar. Mesmo que o irmão se desvie do verdadeiro bem com o seu comportamento, não podemos perder a esperança de que ele pode, um dia, descobrir e crer na sua capacidade positiva de melhorar e perceber que é muito melhor do que parece e poderá ser fiel àquele projeto que Deus tem para ele. Essa confiança no outro é uma força estimuladora, é maior do que o pecado e gera a força de vencer o mal porque é capaz de redescobrir o bem ou de salvar a intenção, de dar novamente esperança ou de convidar o outro de novo a caminhar para Deus, nem que seja juntos quando o outro não está muito interessado. Além disso, pode ser o estímulo necessário para mudar o irmão, ainda que a longo prazo, com muita paciência e discrição, sem paternalismo, mas com desejo sincero de levá-lo a crescer na amizade com Deus. Não amamos para transformar ninguém, e sim, para levá-lo a experiência com Deus, para levá-lo ao amor de Deus, para levá-lo a verdade de Deus; e isso não se realiza pela força das nossas palavras nem pelas nossas críticas. Amar é pôr-se diante do outro numa atitude de grande respeito por suas opções e tomadas de decisão, suas demoras, seus ritmos de crescimento, para que sua autonomia amadureça sempre mais e a relação vá progredindo em direção à profundidade. O amor tem que se traduzir em atos que exprimam aquilo que se vive, traduzir-se em gestos que gerem outro amor. Não basta dizer a uma pessoa que você a ama. É necessário também que ela o perceba através dos atos. Por isso, faça o que for necessário para que, de sua parte, floresça a confiança, a familiaridade e a intimidade. Mas como traduzir em atos o amor? Que expressão escolher? Dando o melhor de si mesmo ao outro. Exemplos: uma saudação, uma carta, um encontro, o tratar-se com familiaridade e intimidade, um aperto de mãos, um gesto de carinho, uma ajuda esperada, a lembrança de uma data particular, uma palavra de estima, de conforto e de estímulo. Sem conhecimento não existe amor. O conhecimento da pessoa que se quer amar não se detém na periferia, mas chega ao fundo de sua vida e de seu ser. Amar é conhecer o núcleo desta vida e deste ser escondido nela. Toda pessoa é muito mais do que aquilo que aparenta aos olhos dos outros.

 Manuela Melo psicologia@cancaonova.com Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

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SER SÓBRIO E VIGILANTE !

16 16UTC novembro 16UTC 2008

A palavra de ordem da liturgia de hoje é: “vigilância”, por que nós não sabemos a data exata de quando o Senhor voltará, mas acreditamos na segunda vinda do Senhor. O verdadeiro cristão não é aquele que procura saber a data ou hora em que o Senhor virá, mas aquele que espera o Senhor em atitude de vigilância. Todos nós queremos ir para o céu, mas se Deus nos chamasse hoje, será que quereríamos ir? Eu tenho o costume de rezar para que eu tenha uma boa morte e muita gente pensa que o melhor é morrer de repente do coração, ou numa cama dormindo, mas a boa morte acontece quando estamos preparados! Jesus espera de nós vigilância, mas não se trata de uma vigilância passiva, mas uma vigilância dinâmica e ativa, ou seja, assumir os dons que Deus nos deu e colocá-los em prática para salvar um povo que não conhece a Deus. Se olharmos para nós mesmos veremos que temos muitos talentos, as vezes a vida vai passando e nós nos esquecemos que recebemos tantos talentos de Deus que nos ama, esquecemos que somos frutos do amor de Deus, que somos únicos e que recebemos talentos para multiplicá-los. No Evangelho de hoje vemos que dois daqueles homens ao receberem os talentos tiveram uma atitude de multiplicá-los, pois tinham uma relação de amizade com o Senhor, mas o terceiro homem teve a atitude de enterrar aquele único talento que recebeu, pois tinha medo do patrão e achava ser mais seguro enterrá-lo. E na volta do Senhor os dois que multiplicaram seus talentos foram elogiados pelo Senhor, pois foram fiéis no que foi dado a eles, diferente do outro servo que foi tido como um servo mal e preguiçoso. Temos que ser fiéis a Deus, o seminarista que não for fiel como seminarista, não será como padre, o namorado que não for fiel a sua namorada no namoro também não será no casamento. Nós precisamos ser fiéis nas pequenas e nas grandes coisas, Deus nos confiará mais, Ele nos dará a vida eterna.Nós fomos feitos por Deus e para Deus nos voltaremos e no fundo tudo aquilo que buscamos neste mundo não nos preenche, pois só Deus pode nos saciar. É preciso ser vigilante, pois o inimigo de Deus quer nos tentar e ele vai usar de meios sutis para que não percebamos, então precisamos permanecer em Deus para discernir as artimanhas do inimigo. Mesmo um dom nosso pode se tornar motivo de pecado para nós, podemos cair no orgulho, precisamos estar sempre atentos. Para sermos vigilantes precisamos pedir a ajuda de Deus, pedir o Espírito Santo, pedir a Deus através das nossas orações, rezar é tão importante quanto comer. Toda nossa vida deve ser uma oração, precisamos buscar tempo para rezar. A Palavra de Deus é outra forma de estarmos atentos, hoje temos muitos católicos que não conhecem a Palavra de Deus e é preciso lê-la e conhecê-la com a comunidade. Participar da Eucaristia deve também ser prioridade em nossas vidas, se Deus é uma prioridade nas nossas vidas nós encontraremos tempo para estar com Ele. Você e eu dependemos de Deus e é Ele a quem devemos buscar para dizer não ao pecado! Que o Senhor com o seu Espírito Santo nos dê o discernimento dos dons que Ele nos deu para que sejamos bons administradores destes talentos.
Padre Leomar Fraternidade Jesus Salvador ( Fonte Canção Nova )

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COMO ESCUTAR A VOZ DE DEUS !

15 15UTC novembro 15UTC 2008

O importante é adquirir a prática de ouvir a Deus. Ouvir não com o ouvido, mas com o coração. Ouvir a Deus é colher no coração o que Ele inspira. A resposta do Senhor é semeada no nosso coração, no mais íntimo do nosso ser, no mais profundo de nós mesmos, no cerne de nós mesmos, lá onde Deus habita, lá onde Deus mora. Se eu quiser saber a resposta de Deus, devo procurar lá dentro, dentro de mim mesmo. Tenho de aprender a entrar no meu interior, a buscar dentro de mim. Não fora, não no barulho, não na movimentação, nem na minha cabeça. Muitas vezes, queremos resolver todas as coisas com a cabeça, saber tudo com a cabeça. Precisamos ir, realmente, buscar, entrar em nós mesmos, em oração.Todos sabemos como é bom orar, principalmente, em línguas, cantar em línguas, e depois ficar naquele silêncio. O que experimentamos não é um silêncio vazio, pelo contrario, é um silêncio pleno, um silêncio gostoso. Um silêncio pelo qual entramos dentro de nós mesmos. É lá que Deus vai semear as respostas de tudo aquilo que perguntamos. Tudo é questão de aprender a ouvir a Deus. Ouvir não com os ouvidos, mas com a sabedoria de que Deus infunde no recesso do coração que reza. Tempos atrás, um jovem estudava na Escola de Especialista da Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP) e participava de um de nossos grupos. O trabalho dele era com rádio de aviação. Ele disse que todos os estudantes passavam por treinamentos muito duros, em que eram obrigados a entender mensagens em inglês, no meio de muito barulho, de muita interferência, e aqueles aparelhos zunindo com ruído. Eles tinham que afinar o ouvido para entender com precisão a mensagem. Eram treinados nisso, para ficar com o ouvido muito, muito apurado, apesar dos ruídos, apesar das interferências, para poderem captar a mensagem. Na vida prática, quando estiverem nos aeroportos ou nos aviões, precisam ter a audição muito apurada, muito precisa, porque terão vidas sobre suas responsabilidades. Se não entenderem a mensagem, ou se a entenderem mal, porão em risco muitas vidas. Na vida espiritual é a mesma coisa. Precisamos aprender a ouvir de Deus. Se não tivermos a facilidade de ouvir a Deus, se não tivermos habilidade de ouvi-Lo, arriscaremos em primeiro lugar a nossa vida, e depois a vida de muita gente. A sabedoria de Deus está a nosso alcance. Precisamos captá-la, e a verdade é que a sabedoria divina é posta em nós, lá no centro de nós mesmos, mas rodeada de muito barulho, de muito ruído. Não que Deus não queira, mas porque já há muito ruído dentro de nós: mil vozes, mil coisas, mil preocupações a nosso redor. É difícil nós podermos fazer silêncio, podermos parar e entrar dentro de si mesmo. O mundo nos solicita o tempo todo. É barulho de rádio, de televisão, de carro, de rua, de máquina, e a gente nesse torvelinho. E por causa disso, o barulho está na nossa cabeça. Parece que a gente se acostuma com aquele barulho, com aqueles sons, e a nossa cabeça vai no mesmo ritmo dos barulhos ao nosso redor. Temos de treinar a entrar em nós mesmos, e é por isso que Deus vem em nosso auxilio e nos dá Seus dons. Pensemos na preciosidade do dom de línguas, de orar e cantar em línguas. Ele nos ajuda maravilhosamente a romper com todo o barulho interior que já ficou em nós, para entrarmos no silêncio de nós mesmos e encontrarmos Deus e Sua mensagem. Além disso, quando o Senhor infunde Sua resposta em nós, a nossa inteligência faz um tremendo barulho. A nossa cabeça quer resolver todas as coisas e, muitas vezes, vai na frente. ( Fonte Canção Nova )

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O HOMEM SÓ É LIVRE PELA………………………

14 14UTC novembro 14UTC 2008

O  HOMEM  SÓ  É  LIVRE  PELA  PARTICIPAÇÃO  NA  LIBERDADE  DE  DEUS !
A liberdade pode ser definida como a faculdade de tomar posição em face de uma exigência de Deus, mas somente pela participação da liberdade divina. Em si mesma a liberdade é somente a faculdade de fazer voluntáriamente o bem. A possibilidade de fazer o mal não pertence à sua essência. Só há liberdade onde há força de vencer o mal; onde a pessoa pode, no mais íntimo de si mesma, tomar posição em face de uma requisição do bem ou de uma solicitação do mal. O homem é livre à imagem de Deus. O homem como ser criado e radicalmente livre foi criado em liberdade. Claro que a liberdade foi doada por Deus ao homem, é um dom. Mas a liberdade leva o homem a uma abertura para a realidade do plano salvífico de Deus. Na realidade, no pecado, o mau uso da liberdade constitui o mais baixo grau de participação na liberdade de Deus, por isso, uma diminuição da própria liberdade humana. Ao contrário, a mais alta participação na liberdade divina, portanto, a mais nobre liberdade humana, consiste em agir totalmente sob a influência da graça. Negar que o homem é capaz de escolher entre o bem e o mal, é supor que ele não é capaz de decidir e estar radicalmente sob a imposição de Deus. Uma vez que o homem faz mau uso de sua liberdade, há um enfraquecimento daquela liberdade original, conduzindo-o a uma rejeição do plano salvífico de Deus. A grandeza da liberdade humana manifesta-se da maneira mais sublime quando ela se abandona totalmente à direção da graça e se torna forte para dizer a Deus, em Cristo o sim de um amor filialmente obediente. A liberdade é um dom e um dever. No ato da nossa criação Deus nos fez livres. A liberdade pode crescer até ao grau em que o homem se deixa conduzir totalmente pelo Espirito de Deus: “ Ora, o Senhor é Espirito; e onde há o Espirito do Senhor aí há liberdade” ( 2 Cor 3, 17). A liberdade humana está sujeita a muitas formas de restrições: o temperamento individual, ao ambiente e o meio social . “ Mas é só na liberdade que o homem se pode converter ao bem. Os homens de hoje apreciam grandemente e procuram com ardor esta liberdade; e com toda a razão. Muitas vezes, porém, fomentam-na dum modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo o mal, contanto que agrade. A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina no homem. Pois Deus quis «deixar o homem entregue à sua própria decisão» , para que busque por si mesmo o seu Criador e livremente chegue à total e beatífica perfeição, aderindo a Ele. Exige, portanto, a dignidadedo homem que ele proceda segundo a própria consciência e por livre adesão, ou seja movido e induzido pessoalmente desde dentro e não levado por cegos impulsos interiores ou por mera coacção externa. Ohomem atinge esta dignidade quando, libertando-se da escravidão das paixões, tende para o fim pela livre escolha do bem e procura a sério e com diligente iniciativa os meios convenientes. A liberdade do homem, ferida pelo pecado, só com a ajuda da graça divina pode tornar plenamente efectiva esta orientação para Deus. E cada um deve dar conta da própria vida perante o tribunal de Deus, segundo o bem ou o mal que tiver praticado” ( Gaudium et Spes, 17). O homem é diretamente responsável por todo o objeto de sua decisão livre referente a uma ação ou uma omissão. ( Pe.Reinaldo, Canção Nova )

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DEUS NOS FEZ PESCADORES !

12 12UTC novembro 12UTC 2008

Ele escolhe vasos de barro para depositar o Seu tesouro

O Evangelho nos fala da vocação de São Pedro. Jesus estava à beira da praia pregando e as pessoas se aproximaram d’Ele. Então, Ele sobe na barca de Pedro e a usa para falar às multidões. O grande apóstolo mal sabia que ali seria sua última pescaria. Ele estava dentro da barca enquanto o Senhor pregava. Ele ouvia tudo que o Mestre dizia; e ficamos a imaginar que experiência extraordinária deve ter sido essa. Enquanto Cristo pregava, aquelas pessoas eram "pescadas", e Pedro o foi também. Jesus, para converter as pessoas, não começava fazendo milagres. Ele primeiro pregava a Palavra. E da pregação brotava a fé nas pessoas. Cristo Jesus escolhe Pedro para estar com Ele e para ser pescador de homens com Ele. Mas antes, o discípulo teve de reconhecer que era pecador e assumir que Deus podia usar de um homem assim para ser pescador de homens. Deus escolhe o vaso de barro para colocar o tesouro dentro, para que ninguém se confunda e adore o vaso. E sim, que se reconheça o tesouro. Deus nos chama para Si, Ele quer separar a todos para Si, levar todos para Si. Isso é pescaria e precisamos ser pescados. Nós não estamos neste mundo por um momento ou por uma temporada. Não estamos aqui para sempre. Estamos aqui, mas não somos para este mundo. Por isso, sentimos que nada nos satisfaz. Mesmo que tenhamos saúde, família, casa, dinheiro, nos sentimos "estrangeiros". Neste mundo nada vai saciar o nosso ser. Esta vida não é ruim, não é má. Ela é boa, mas não estamos aqui para este mundo. O Senhor nos colocou aqui para prepararmos a vida com Ele. Uma vez que fomos pescados pelo amor de Cristo, nos sentimos meio fora de lugar aqui. Essa é a pescaria que você precisa fazer no seu apostolado e com seus filhos. Isso é testemunhar seu ser cristão. A vida cristã precisa ser bela e apontar para o alto, para o céu. Isso é pescar homens e mulheres para Deus.

(Artigo produzido a partir da pregação do autor, transcrita por Nara Bessa) Pe. Paulo Ricardo, Fonte Canção Nova.

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A CHAVE DO PASSADO !

10 10UTC novembro 10UTC 2008

Nossos valores são maiores que nossos erros

A cada novo dia vivemos novas experiências e sempre temos decisões a tomar. Em razão dessas escolhas podemos acertar ou errar. Na vida a dois, reconhecemos que algumas atitudes assumidas foram malsucedidas, contudo, não deixam de fazer parte da nossa história. Sem haver a menor possibilidade de apagar os erros do passado, deles só podemos tirar a lição de não reincidir nos mesmos enganos. Ainda que as pessoas nos alertem sobre alguns cuidados para evitar os sofrimentos, em alguns momentos, estaremos arriscando a nossa liberdade – mesmo não sendo intencional – de também errar. A cada dia, o casal participa mutuamente da história do outro, e não sendo possível apagar de nossa vida as más experiências, não será difícil, em certo momento, o (a) companheiro (a) tomar conhecimento dessas situações. Diante dessas descobertas - que poderão não ser tão doces quanto gostaríamos – o desejo do cônjuge de continuar a jornada do convívio com aquele por quem se dizia estar apaixonado pode esfriar. Sob o domínio das decepções, pode-se rotular ou condenar o outro ao escárnio; difamando-o a fim de justificar o sentimento de decepção e recusando-lhe o direito da “boa fama”. Pois, na sua natureza egoística, imagina não ser o único a saber da história do (a) parceiro (a) e considera vergonhoso partilhar a vida com alguém após tomar conhecimento do passado da pessoa amada. Aceitamos e justificamos os nossos erros, mas não suportamos os deslizes do outro. Com memória curta ou anestesiada pela soberba deixamos perder em nossas lembranças o fato de que não somos irrepreensíveis. Esquecemos que também temos um “telhado de vidro” e por outras inúmeras vezes fomos objeto da misericórdia e da complacência de outras pessoas, quando nos víamos numa esparrela sem saída. Na odisséia em que nos colocamos a viver no comum de um relacionamento, estará aquela pessoa que escolhemos para ser o nosso “co-piloto”. Juntos, faremos novas descobertas sobre os segredos da convivência. Assim, ninguém poderá fazer do nosso passado uma arma, disparando-a quando quiser nos ofender, chantagear ou aprisionar. A pessoa com quem nos relacionamos é muito mais que um simples produto que - uma vez “arranhado” ou com “data de validade vencida”- perde seu valor e sua integridade. A beleza de cada ser humano está na sua capacidade infinita de desejar viver uma nova história. Mesmo que ele tenha vivido um passado maculado pelas contingências, nenhum de nós é íntegro o bastante para julgá-lo. Apesar de termos caído em algumas armadilhas, a nossa vida e os nossos valores não ficaram presos às “arapucas” das quais fomos vítimas. Um abraço,

José Eduardo Moura webenglish@cancaonova.com Trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o portal Canção Nova, como articulista.

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O MUNDO NÃO PENSA NA MORTE !

7 07UTC novembro 07UTC 2008

No último dia 2 de novembro celebramos o Dia de Finados. Um dia no qual muitos de nós vamos ao cemitério, rezamos pelos fiéis defuntos e pelos nossos entes queridos que se foram. Mas, para mim, esse dia, bem como todas as vezes em que participo de alguma celebração de exéquias, de algum velório ou enterro, é um momento propício para refletir não somente na morte, mas na vida através da morte. Pois a vida que levamos dirá sobre a morte que teremos.

A doutora da Igreja, Santa Teresa de Lisieux, mais conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, nos explica que a morte é o fim de todo ser humano e que, por isso, precisamos tomar cuidado com a vida que levamos. Diz ela:

“Os amigos que tínhamos eram muito dados ao mundo, e usavam suas tretas para conciliar, demasiadamente, as alegrias da terra com o serviço de Deus. Não pensavam bastante na morte e, no entanto, veio a morte visitar grande número de pessoas minhas conhecidas, jovens, ricas e ditosas!” (“História de uma alma” – pag. 87-88).

Somos tentados, a todo o instante, a acreditar que nossa vida se resume a conquistas de riquezas, fama e poder aqui na terra. Ou que podemos conciliar uma vida de serviço a Deus e a busca das riquezas terrenas.

Santa Teresinha continua sua reflexão afirmando: “E vejo que debaixo do sol tudo é vaidade e aflição de espírito […] que o único bem consiste em amar a Deus de todo coração e ser pobre de espírito aqui na terra […]”.

Pobre em espírito é uma referência ao Sermão da Montanha no qual Jesus declara felizes os pobres de espírito. Para alguns biblistas essa referência ao termo “pobre”, no grego “ptchoi”, se refere ao hebraico “anawim”, que significa literalmente “os pobres de bens materiais”. Quanto ao complemento “em espírito”, alguns entendem como algo interior, ou seja, que pobre em espírito quer dizer que a pessoa pode buscar as riquezas, desde que, tenha um coração bondoso. Mas eu prefiro entender que “pobres em espírito” está mais ligado a uma livre opção por uma vida simples e modesta de acordo com a vida e a pregação de Jesus.

Digo isso porque o Evangelho de São Mateus nos apresenta claramente um projeto de vida: o projeto do Reino dos Céus. A pobreza de espírito diz respeito a colocar as posses em seu devido lugar e em não fazer da riqueza um projeto de vida. A concepção desse Evangelho [São Mateus] é a de opor o projeto de riqueza ao projeto do Reino dos Céus. Ambos os projetos são opostos, pois tanto um quanto o outro ocupam todas as dimensões da vida e não se pode investir a vida em duas propostas distintas.

Mas, mesmo no projeto do Reino dos Céus, apresentado no Evangelho de Mateus, os bens materiais não são negados, mas utilizados com equilíbrio - na partilha, comunhão e ajuda mútua. Todos esses fatores, além de garantirem a subsistência, são importantes para a construção do Reino dos Céus aqui na terra.

Assim, como Santa Teresinha nos ensina, precisamos amar a Deus de todo o coração, e a partir daí, pensar sobre qual é o nosso projeto de vida. Projetamos nossa vida para o Reino dos Céus ou a projetamos para alcançar as riquezas aqui na terra? Pensemos mais na nossa morte e em como vale a pena viver e morrer. Nosso projeto de vida precisa ser o Reino dos Céus, pois assim, vivendo o céu aqui na terra, continuaremos nossa vida, ressuscitados com Jesus, no Reino de Deus nos Céus, pois somente o Cristo tem o poder de vencer a morte! Aleluia!

Denis Duarte
denisufv@yahoo.com.br
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião Autor dos livros: A Experiência de Ouvir e Transmitir a Voz de Deus e Se Creres, Verás a Glória de Deus (no nome dos livros coloque o blog.cancaonova.com/denisduarte
Precisamos tomar cuidado com a vida que levamos

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O SEGREDO !

5 05UTC novembro 05UTC 2008

O silêncio profundo da alma de Jesus, em sua Paixão, guardava um precioso segredo: o mistério de sua Paixão interior, seu sofrimento moral. Segredo que nenhum cineasta e nenhum poeta, por mais talentosos e inspirados que fossem, saberiam expressar. Segredo de Deus, do Filho de Deus. Segredo do Homem, do Filho do Homem.

Era costume, entre os judeus, matarem um cordeiro em memória da primeira Páscoa. O sangue do animal, sem mancha, macho, de um ano, era a garantia de que as famílias que marcassem as entradas de suas casas com ele seriam preservadas da morte de seus filhos primogênitos.

Costume, também, era utilizar um bode para, por meio de um ritual, pôr sobre ele a culpa e os pecados dos fiéis, soltando-o, em seguida, para a morte no deserto. Era o “bode expiatório”, aquele cuja vida era tomada em troca do pecado do fiel que procurava os sacerdotes do Templo.

Jesus, ofertando-se como Cordeiro, preserva (assim, no presente do indicativo) toda a família humana, de todos os tempos, da morte eterna. Mais que isso: abre para ela as portas da vida eterna, inclusive em nosso corpo a ser feito glorioso por ocasião da ressurreição dos mortos.

Tomando sobre si o peso do pecado do homem, de cada homem, de todos os tempos, Cristo expia, dá-se como pagamento de todo pecado, faz-se expiação, uma troca que todo judeu entendia muito bem.

E aqui reside segredo: ao tomar sobre si o pecado, “fez-se pecado” e iniciou a dor de sua Paixão interior. Fazer-se pecado, por amor a você, trouxe-lhe o indescritível sofrimento humano pelo afastamento do Pai, que não tem nenhuma parte com o pecado.

Essa foi sua verdadeira Paixão, mais lancinante que toda chicotada; mais mortal que toda tetania; mais cruel e injusta que toda cruz. O Amor Encarnado viu-se separado do Amor que O sustentava.

De sua parte, o Pai, em Seu segredo de amor, suportava, por amor, o sofrimento da separação do Filho, que entregava para, n’Ele, acolher o pecador que, a Seus olhos, não mais tem o rosto do pecado, mas o rosto amado de Seu Filho.

Maria Emmir Nogueira
Co-fundadora da Comunidade Shalom

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CANÇÃO NOVA A SERVIÇO DA IGREJA !

4 04UTC novembro 04UTC 2008

Você é participante de tudo isso
     
                                                               

O Reconhecimento Pontifício dos Estatutos da Canção Nova é uma grande graça de Deus, não somente para a nossa Comunidade, mas para toda a grande família que hoje somos e da qual você faz parte.

O fato de ser reconhecida como uma Associação Internacional de Fiéis significa que a Santa Sé, através do Conselho Pontifício para os Leigos, atesta que a Canção Nova está apta e suficientemente preparada para servir à Igreja, não somente numa Diocese e num país, no nosso caso, o Brasil, mas em qualquer parte do mundo.

Ela, hoje, é internacional. Ela está a serviço não só da Igreja local, mas da Igreja Universal. O Reconhecimento Canônico da nossa Comunidade significa que o Conselho Pontifício para os Leigos atesta nossa comunhão com a Igreja, isto é, que estamos realizando a nossa missão em comunhão com o Santo Padre, o Papa, o Sucessor de Pedro, e com os bispos, os sucessores dos apóstolos.

É uma grande vitória: a Santa Sé reconhece que somos Igreja e estamos a serviço dela. Mas, ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade. Mais do que nunca, precisamos corresponder a tudo o que a Igreja espera de nós. Ela acolhe a Canção Nova como um dom de Deus, um carisma útil e necessário para o bem dela [Igreja] e do mundo. Um carisma cuja missão é uma graça não somente para uma Diocese ou para uma Conferência Episcopal, mas para a catolicidade, para a Igreja Universal. Um carisma que passa a participar do ministério apostólico do Santo Padre, o Papa.

É um novo tempo! É um ponto de chegada e um ponto de partida! É importante salientar que com esta aprovação a Igreja quer que a Canção Nova realize a sua missão não apenas por um tempo, mas que ela se perpetue no seu carisma e realize toda a missão que Deus lhe confiou, até o fim. Isso depende muito de nós, da nossa entrega, da nossa correspondência e da nossa fidelidade.

É tempo de festa! Precisamos comemorar este grande acontecimento. Mas também iniciamos um tempo de muita responsabilidade.

Preciso dizer com muita clareza que você é participante de tudo isso. Você que ama a Canção Nova e por isso acreditou nela, que contribui para que ela realize toda a sua missão de evangelizar, especialmente através dos meios de comunicação. Você que reza por nós, que perdoa as nossas falhas, porque queremos realizar com ardor a nossa missão, mas somos humanos e erramos muitas vezes. Enfim, você que é Família Canção Nova contribuiu eficazmente para construirmos, juntos, esta linda história de trinta anos da nossa Comunidade. E justamente nesse aniversário tão significativo, receber o maravilhoso presente do nosso Reconhecimento Pontifício.

Muito obrigado por tudo! Deus lhe pague!

Aos trinta anos, como Jesus, começamos a nossa vida pública. Conto com você para levarmos em frente essa aventura de fé.

Deus abençoe você e sua família.

Padre Jonas Abib
pejonas@cancaonova.com
Fundador da Comunidade Canção Nova e Presidente da Fundação João Paulo II. É autor de diversos livros, milhares de palestras em áudio e vídeo, viajando o Brasil e o mundo em encontros de evangelização
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SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS !

1 01UTC novembro 01UTC 2008

 

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de TODOS.

Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de TODOS para a felicidade Eterna.
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." Todos são chamados à santidade: " Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeitto" (Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do Sermão do abade São Bernando: "Para quê louvar os santos, para que glorificá-los? Para quê, enfim, esta solenidade?
Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles"
Sabemos que desde os primeiros séculos que os cristãos praticam o culto dos Santos, a começar pelos Mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade.
Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas"(Apoc 7, 9).
Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, Sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares, ou Religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide viver o Evangelho que funciona na Igreja e na Sociedade.

Portanto a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constitue o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos Santos, sois da Família de Deus"(Ef 2,19).
Neste dia a Mãe faz este apelo a todos nós seus filhos: " O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã s
ó tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os Santos de Deus…rogai por nós!

Fonte Canção Nova.

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SÓ DEUS NÃO VAI EMBORA !

31 31UTC outubro 31UTC 2008

 

Saber lidar com perdas é nossa busca constante

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Uma perda é sempre algo que nos incomoda. Pode ser a perda de uma chave, do ônibus, de dinheiro, de um sonho…. E claro, a perda de alguém. Saber lidar com perdas é uma busca constante que temos, nesses momentos tentamos nos agarrar a pequenos detalhes, a pequenas desculpas ou a soluções para nos confortar.

A morte tornou-se um tabu em nossa sociedade. Foi confinada às UTIs dos hospitais, escondida das crianças, apagada das conversas… Numa cultura que valoriza o prazer e o sucesso, ninguém gosta de se lembrar da existência das perdas.

Fiz uma experiência linda com uma garota que conheci em uma missão que fui. No intervalo, entre uma pregação e outra, ela apareceu, tocou em meus ombros e começou a abrir o coração. Levou-me ao dia em que perdeu a mãe. Assassinada pelo namorado com várias facadas. No primeiro instante, fiquei chocado pelo ato em si, mas depois olhando nos olhos daquela menina de 19 anos, que havia 5 anos que havia perdido a mãe, vi que não se perde ninguém quando se traz essa pessoa no coração, eternizando a quem amamos. Ela me pregou o Evangelho quando disse que não guardava rancor do assassino. Evangelho da vida!

Nos olhos daquela menina percebi que a morte em si não tem a última palavra. A vida, sim, tem a última palavra! Palavra de ressurreição! Aquela menina de olhos serenos não se perdeu de si mesma com a perda da genitora. Mas, guardando-a no coração adentrou no mistério de eternidade. Todos vão embora. Só Deus não vai embora. Mas quando guardamos o outro em Deus, este também não vai embora.

De maneira geral, temos muita dificuldade em lidar com perdas. Luto não é só quando morre alguém; sofremos perdas desde que nascemos: perda de emprego, divórcio, mudanças repentinas. Também há fases do desenvolvimento humano que envolvem perdas, por exemplo, para se chegar à adolescência é preciso perder a infância. Essas são questões existenciais que precisamos enfrentar. Saber lidar com o limite é saudável, não só do ponto de vista humano, mas também do cristão.

Acredito que nos olhos daquela menina que não perdeu a mãe, aprendi que muitos morrem estando vivos. É o luto diário que vivemos. Ver os que amamos indo embora ainda estando. Uma perda que dói, pois vemos e não temos!


Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com
Adriano é apresentador do programa Revolução Jesus. vai ao ar todos as 2ª,3º,4ª e sexta-feiras na Tv Canção Nova. Programa jovem que tem como finalidade levar o telespectador a um encontro profundo e determinante com Jesus.

 

 

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E A FESTA DOS HALLOWEEN?

30 30UTC outubro 30UTC 2008

Há suspeitas sobre o significado de tais celebrações

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Em síntese: A Festa dos Halloween é de origem céltica; tem sua inspiração no druidismo ou na religião dos sacerdotes celtas, que muito marcaram o pensamento dos povos da Irlanda, da Escócia e de regiões da Inglaterra. Supunha-se que os mortos vinham a terra visitar seus familiares na noite de 31/10 para 1º/11; em conseqüência disso os homens e mulheres se vestiam com trajes fantasiosos a fim de não serem reconhecidos e arrebatados pelos visitantes do além. A essas concepções se associava o festival de fim do ano celta celebrado no dia 31/10 com presentes e orgias. Esse fundo de idéias e práticas pagãs foi, tanto quanto possível, cristianizado pela Igreja, que instituiu a Festa de Todos os Santos a 1º/11 e a comemoração de Finados a 2/11.

Ainda hoje os Halloween são festejados nos Estados Unidos, levados para lá pelos imigrantes irlandeses. Todavia muitos abusos se têm registrado em tais celebrações.

No Brasil a Festa dos Halloween toma o caráter de um pequeno carnaval, em que as crianças trajam suas fantasias e recebem presentes. O apreço dessa celebração em alguns lugares decorre da onda neo-pagã que tem invadido a civilização ocidental.

À tarde de 31/10 celebra-se em alguns lugares a vigília da Festa dos Halloween (Allhallowseven).

Muitas pessoas, um tanto estupefatas, perguntam: que festa é essa?

1. As origens da festa

À primeira vista, quem considera a Festa dos Halloween, como é celebrada no Brasil, dirá que é uma comemoração folclórica, popular e inofensiva: as crianças então se vestem de fantasias (quase carnavalescas) e põem seus sapatos à porta da residência dos vizinhos, para que estes lhe dêem presentes. Há, porém, quem levante suspeitas sobre o significado de tais celebrações, suspeitas, aliás, justificadas, dada a origem dos Halloween.

Com efeito, a Festa dos Halloween tem seu berço entre os povos celtas. Estes emigraram da Ásia para o Continente Europeu nos séculos anteriores a Cristo e se fixaram principalmente na Gália, na Irlanda, na cerdotal dos druídas, guardiões das tradições religiosas de sua gente, que tinham conhecimentos de astronomia, medicina e direito. Os druídas exerciam as funções de juízes e líderes, dotados de “dons proféticos” ou da capacidade de prever o futuro. Acreditavam na imortalidade da alma e de metempsicose ou na migração das almas dos falecidos. Eles foram um fator de unidade do mundo celta: por isso foram combatidos pelos romanos, que conquistaram a Gália e as Ilhas Britânicas.

De modo especial, os celtas valorizavam a noite de 31/10 para 1º/11. E isso por dois motivos:

1) O ano celta terminava em 31/10, dia do olho de Samhain. Tal dia era celebrado com ritos religiosos e agrários. Nessa ocasião comiam-se alimentos especiais, como nozes, maçãs e preparavam-se os alimentos para o inverno.

2) Na noite de 31/10 para 1º/11 julgava-se que os mortos desciam do além para a terra a fim de visitar seus familiares à procura de calor e bom ânimo frente ao frio do inverno que se aproximava.

Dessa maneira, Samhain assinalava o fim de um ano e o começo de outro, juntamente com o festival dos mortos. A celebração respectiva implicava todo um folclore típico. Os homens e as mulheres vestiam trajes fantasiosos a fim de se dissimilarem e não serem arrebatados pelos espíritos dos falecidos para o além. Por estarem começando novo ano, desejavam uns aos outros plena felicidade. Havia magos que procuravam saber “profeticamente” quem haveria de se casar e quem haveria de morrer no próximo ano; tentavam adivinhar também quais as melhores oportunidades de êxito em seus empreendimentos. Ao lado desse aspecto festivo, havia o apavorante: julgava-se que as bruxas, as fadas e os gnomos lançavam o terror no povo: eram tidos como seres de um mundo superior que roubavam crianças, destruíam colheitas e matavam o gado.

Dentro desse quadro de festa e pavor, os homens acendiam lanternas no topo das colinas sob o olhar de Samhain; o fogo luminoso podia servir para guiar os espíritos até a casa dos familiares, como também para matar ou afugentar as bruxas.

Tais são os elementos dos quais dependem a festa moderna dos Halloween. Além desses dados de origem céltica, julga-se que os Halloween trazem também resquícios da festa romana da colheita dita “Pomona”, resquícios, porém, muito mais pálidos do que os de origem céltica.

O Cristianismo, ao penetrar nas regiões da Gália e das Ilhas Britânicas, encontrou aí a celebração pagã mencionada. A Igreja procurou eliminar os elementos mitológicos do festival. Assim o dia 1º de novembro foi “cristianizado”. Com efeito, o Papa Gregório III (731-741) escolheu a data de 1º/11 para celebrar a festa da consagração de uma capela na basílica de São Pedro em honra de Todos os Santos. Em 834, o Papa Gregório IV estendeu a festa à Igreja inteira; dessa maneira, procurava-se dar um sentido cristão à celebração da vinda dos espíritos dos falecidos praticada pelo druidismo.

A cristianização foi corroborada pelo fato de que em 908 Santo Odilon, abade de Cluny (França), começou a celebrar a memória de todos os fiéis defuntos aos 2/11. Os cristãos tentaram assim neutralizar os efeitos dos antigos ritos pagãos.

Todavia não foi possível aos cristãos retirarem todo o resquício mitológico. Na Idade Média dava-se grande importância às bruxas, que eram tidas como agentes do demônio; como se dizia, estes desciam sobre as bruxas em “sabbaths”, quando havia banquetes e orgias. Um dos mais importantes “sabbaths” era precisamente o dia da noite de 31 de outubro; supunha-se que as bruxas iam a esses bacanais voando em cabo de vassoura, acompanhadas de gatos pretos.

Na época moderna os festivais de Halloween caíram em desuso na Europa, exceto na Irlanda, na Escócia e em regiões do País de Gales. Mesmo aí degeneraram, muitas vezes, tomando o caráter de desmandos com pilhagem e saques. Grupos de festeiros itinerantes bloqueiam as portas das casas com carretas; roubam grades e maquinaria, batem nas janelas, arremessam hortaliças contra os portões, entopem as chaminés para que a fumaça não possa sair. Em alguns lugares os rapazes e as moças vestem trajes ou fantasias do sexo oposto, usam máscaras e assim invadem as casas vizinhas para se divertir com os moradores. Fazem as vezes de bruxas, fadas e gnomos.

Para preparar a tarde de Halloween, muitos adeptos da festa vão de casa em casa pedindo donativos, especialmente alimentos (nozes, maçãs…). Os doadores generosos são gratificados com promessas de prosperidade, ao passo que os opositores são ameaçados de castigos. Essas contribuições são, muitas vezes, solicitadas em nome de Muck Olla, antiga divindade dos druídas, ou também em nome de São Columba Cille, missionário na Irlanda do século VI.

Nos Estados Unidos a Festa dos Halloween foi introduzida pelos imigrantes irlandeses a partir de 1840; e tem sido celebrada com vandalismo e danos para muitas famílias.

No Brasil também há redutos de Halloween, com fantasias e presentes para as crianças. Tal festividade tem caráter ambíguo, fomentado pela onda de paganismo renascente.


fonte: Revista "PERGUNTE E RESPONDEREMOS

D. Estevão Bettencourt, osb.

Canção Nova.

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MONSTEIRO, UM LUGAR MARCADO PELO SILÊNCIO !

29 29UTC outubro 29UTC 2008

 

Voltemos para o sagrado que habita em nós

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Há pouco tempo tive a oportunidade de conhecer o Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Éramos um grupo de pesquisadores em Ciências da Religião desejosos de conhecer a literatura bíblica retratada na arte visual do local nos seus afrescos, pinturas, ícones, esculturas, vitrais, entre outros. Foi, sem dúvida, uma experiência magnífica. Mas uma coisa me chamou muita atenção, e não foram somente as várias manifestações artísticas presentes no interior do templo, mas a localização daquele mosteiro e sua igreja.

O Mosteiro de São Bento está situado na região central da cidade de São Paulo. Um lugar movimentadíssimo, extremamente confuso, com muitas ruas de comércio e trânsito intenso. Ao redor estão a Praça da Sé, o Mercado Central, a 25 de Março, o Viaduto Santa Efigênia… Enfim, uma região marcada pela agitação e pelo barulho.

E no meio disso tudo – está o Mosteiro - um lugar marcado pelo silêncio, oração, trabalho, meditação e contemplação. Ao perceber isso, me extasiei com este fato: no meio da agitação e do barulho, um lugar de silêncio e de retiro!

Observei algumas pessoas que entravam na igreja do local para rezar um pouco. Mesmo que por breves minutos, elas entravam caminhando apressadas, em geral com o rosto cansado e pesado. Sentavam-se e a impressão que se tinha era a de que, ao caírem sentadas no banco da igreja, elas despejassem não só o peso do corpo, mas também o peso da mente e do coração. Ali recuperavam o fôlego, as forças, e quando saíam, não mais caminhavam apressadas, mas tranqüilamente, com calma e aliviadas.

Vendo esses fatos, entendi que todos devemos ter esse “mosteiro” na nossa vida diária. Nosso ritmo é acelerado, nossa vida é agitada e, muitas vezes, barulhenta; não adianta fugir. Mas, em vez de fugir, podemos fazer como os monges ou como aqueles que vão a esse local no centro de São Paulo: podemos nos retirar. Isso mesmo! Algumas vezes no dia, podemos parar e buscar o “mosteiro” que existe dentro de nós. Um lugar para onde nos retiramos. Distanciarmo-nos dos problemas, da agitação e do barulho, para ali, nos voltarmos para o sagrado que habita em nós. “Sagrado” quer dizer exatamente isso: “retirado”.

E é justamente essa, creio eu, a proposta dos beneditinos: serem um sinal de contemplação, de silêncio, de meditação, de encontro com eles mesmos e com Deus, em meio a esse mundo pós-contemporâneo, marcado pela pressa, pela agitação e pelo distanciamento do sagrado. Façamos como nos ensina essa presença beneditina no mundo: quando os problemas, a agitação e o barulho tentarem nos dominar, nos retiremos, corramos ao nosso lugar sagrado. Saiamos do mundo e entremos no céu. E lá, iremos ouvir a doce voz de Jesus, que nos diz:

“Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para as vossas almas, pois meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).

E voltemos para o mundo, na certeza de que sempre que precisarmos e quisermos podemos recorrer a esse espaço interior no qual Jesus nos direciona, inspira e impulsiona.

São Bento, rogai por nós!


Denis Duarte
denisufv@yahoo.com.br
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião Autor dos livros: A Experiência de Ouvir e Transmitir a Voz de Deus e Se Creres, Verás a Glória de Deus (no nome dos livros coloque o blog.cancaonova.com/denisduarte

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VIVER O PRESENTE !

28 28UTC outubro 28UTC 2008

 

A nossa vida precisa ser construída a cada dia na presença de Deus

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“A vontade de Deus está escrita no seu coração; ela não é inacessível”. Esses dias eu fiquei pensando nessa frase que ouvi de uma grande pregadora e fui constatando que isso é uma grande verdade. Quantas vezes ficamos na dúvida se é ou não da vontade de Deus determinada decisão, projeto, e certos planos que temos. Dessa forma, ficamos vivendo num grande martírio e, muitas vezes, num grande marasmo na nossa vida espiritual, profissional e sentimental, não é verdade?

Toda decisão causa em nós muito medo, porque queremos ter a segurança de que estamos certos no que estamos fazendo naquele exato momento. Se não tivermos a coragem de ir em frente, de viver o que Deus nos aponta no presente, não teremos a certeza do amanhã…

A nossa vida precisa ser construída a cada dia na presença de Deus, e em cada situação necessitamos dar o nosso ‘sim’ ou o ‘não’, fazendo escolhas acertadas de acordo com a vontade do Senhor.

Não tem como querermos saber o que vai acontecer amanhã sem passarmos pelo hoje. É necessário treinar-nos no hoje, no momento presente, porque as resoluções do amanhã ainda não chegaram e não temos como vivê-las no agora.

Existem situações pelas quais sofremos à toa, porque não sabemos viver o presente e a descoberta de cada dia, não é mesmo? É sempre assim: mal começamos a namorar e já nos preocupamos se o casamento vai dar certo ou não, e, muitas vezes, nos esquecemos de viver o hoje, de descobrir e conhecer essa pessoa no hoje para poder constatar e tocar na vontade de Deus.

Viver o presente é uma arte e um dom de Deus, pois a Palavra de Deus nos diz: “A cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6,34).

Aprendamos a viver o presente, pois há muitas descobertas a serem feitas se buscarmos não nos atropelar na nossa própria ansiedade e pressa de tocar no amanhã. Lembro-me de que quando era criança tinha muita curiosidade sobre o que aconteceria na minha vida quando crescesse e como ela seria (coisas de criança…). Hoje, constato que a melhor forma de descobrir isso é vivendo o cuidado de cada dia, pois Deus se comunica por inteiro no instante presente de nossas vidas.

Que possamos pedir essa graça de viver cada dia o seu cuidado para não nos perdermos em nossas próprias vontades.

Deus abençoe você!

Com carinhos e orações

Cicera Gonçalves
Missão de São José do Rio Preto/SP

Fonte Canção Nova.

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QUANDO OS FILHOS VÊM !

27 27UTC outubro 27UTC 2008

Alguns casais acham que o relacionamento está esfriando

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Dentro do casamento, com a chegada dos filhos, os casais experimentam a passagem do estado de vida de marido e mulher para pai e mãe. Com o nascimento do filho, a vida tranqüila estabelecida entre os cônjuges pode parecer, para os mais carentes, que estão deixando de ser amados, pois já não têm a mesma atenção de antes. Para outros casais, a criança veio roubar toda a atenção e o cuidado do mundo, e acreditam que, justamente por causa do bebê, o relacionamento está esfriando.

Dentre as muitas adequações que precisamos viver com o nosso cônjuge, a paternidade nos impõe outras mudanças naquilo que antes era vivido apenas entre duas pessoas. O que era necessário para a promoção da harmonia do convívio a dois, passa a ser uma exigência dentro de um triângulo amoroso - pai-mãe-filho.
A mudança repentina de casais de namorados para família faz com que os cônjuges se sintam, momentaneamente, perdidos sobre como administrar as novas tarefas. Novos hábitos deverão ser assimilados pelos casais, pois, aumentam-se os afazeres e o dia continua com as mesmas 24 horas. A criança, recém-chegada, já estabelece aos pais a obrigação de trocar suas fraldas, arrumar a mamadeira e define ao casal novos horários para dormir e acordar, além de fazer costumeiras interrupções do sono durante a madrugada.

Nas 24 horas do dia o “filhote” exigirá dos pais uma atenção dedicada. Tudo aquilo que era vivido entre marido e mulher - os namoros, as atividades de finais de semana, os compromissos sem hora marcada - passa a ser, agora, vivido em função dos horários permitidos pelo bebê. Conseqüentemente, todas essas novas atividades, facilmente, vão alterar os ânimos, e a relação conjugal poderá ficar muito limitada; até que sejam estabelecidas novas fórmulas para compensar tantas mudanças.

Alguns casais, diante dessa novidade, podem se sentir “maiores abandonados” ou “mal-amados” em razão da desatenção ou falta de solidariedade do companheiro para o cumprimento das novas tarefas como pais.

Antes mesmo de se fazer um diagnóstico condenando a relação conjugal, é interessante lembrar que na proposta do casamento estão implícitas a aceitação e a educação dos filhos. Assim, se os casais não estiverem unidos no mesmo compromisso ou considerarem que os cuidados com o filho cabem apenas à genitora, problemas certamente vão surgir. Novamente, caberá aos casais o desafio de descobrirem no marido o pai e na esposa a mãe, os quais antes de se tornarem pais, continuam sendo as mesmas pessoas “enamoradas e apaixonados” de 9 meses atrás.

Se desejamos ter os mesmos carinhos e atenção de antes, é necessário manifestar a disposição para acolher outras mudanças, que começarão na partilha das tarefas, na paciência e na flexibilidade dos conceitos para o novo que a paternidade e a maternidade traz.

Com a chegada da “cegonha” muitos novos hábitos deverão ser assimilados pelos casais, sem que necessitem abandonar os carinhos de marido e mulher.

Dividir as obrigações alivia a responsabilidade do cônjuge; por conseguinte, propicia o tempinho, suficiente, para se viver com qualidade o momento de pai, agora apaixonado pela mãe.

Um abraço,

José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o portal Canção Nova, como articulista.

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A IMPOTÊNCIA COMO LUGAR DA REVELAÇÃO !

21 21UTC outubro 21UTC 2008

Quando o homem dá a Deus a oportunidade de agir em sua vida

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Não são raras as vezes em que nos percebemos em situações de concreta impotência. Diante de uma dor, da rejeição, de uma traição, de alguma enfermidade, ou diante do intenso sofrimento de alguém ou diante de alguma perda; enfim, muitas vezes e de diversos modos a impotência faz questão de visitar o coração do homem no intuito de povoá-lo de angústia e incompreensão.

São pais diante de conflitos na educação dos filhos; filhos deparando com dificuldades no entendimento com os pais; esposos e esposas enfrentando o desafio de superarem as diferenças entre si. Muitas adversidades se levantam na vida, fazendo com que nos encontremos com problemas maiores que nossas próprias forças, instaurando, dessa forma, no coração um profundo sentimento de incapacidade e frustração.
A compreensão da situação de impotência se manifesta a partir do momento em que percebemos que as coisas fugiram do nosso controle, saindo da rota de nossos esquemas e projetos. Essa situação frustra nossas expectativas e bagunça nossas certezas. Porém, quando o horizonte dos passos se centra no “Sol” que aquece e fortalece a vida, a impotência – sensação de não saber enfrentar a dificuldade e de não ter mais o que fazer diante do problema – pode ser desvendada como um fecundo espaço de Revelação.

O ser humano traz em si a tendência ao orgulho e à auto-suficiência, e a impotência – vista sob a ótica da Graça – pode se transformar em um lugar de abertura Àquele que é maior que o homem e seus dramas, sendo assim um território de rompimento com o egoísmo e de encontro com o Sagrado.

Em situações de impotência temos a oportunidade de confiar não na própria força e capacidade, mas no poder de Deus, dando a Ele – a partir de nossa fé – a possibilidade de realizar o que para nós é impossível.

Dessa forma, o homem dá a Deus a oportunidade de ser Deus em sua vida e de fazer a Sua obra do Seu jeito, sem querer condicioná-lo às suas vontades e à sua compreensão das coisas.

Na impotência nossas crenças e convicções são reviradas e o nosso interior se choca com a desordem. E o bonito é perceber que Deus é atraído por nossa desordem… Exemplo concreto disso é a Encarnação, por meio da qual Deus se tornou homem para ordenar a nossa vida e nos ensinar a sermos homens de verdade.

Quando temos muitas certezas e estamos muito seguros de tudo, corremos o risco de querer ser os “oleiros”, fazendo de Deus o nosso pobre “barro”. Quem acredita mais na força de seus próprios esquemas e projetos do que na Ação e Condução de Deus, deixa de crescer e de descobrir os novos caminhos que a Divina Providência deseja inaugurar em sua história.

Somente na pobreza de certezas e seguranças temos a possibilidade de confiar inteiramente em Deus, acreditando que Ele está agindo e que fará o melhor para nós, mesmo quando as coisas não acontecem do jeito que gostaríamos. A impotência também é lugar de restauração e recomeço, pois, somente quando um antigo edifício é derrubado – quando antigas convicções se “bagunçam e caem…” – é que pode ser feita uma nova obra, mais consistente e que possa corresponder melhor às exigências do tempo presente.

A impotência revela a nossa pequenez e o nosso “nada”, mas pode revelar também a grandeza do Deus que cuida de nós e que pode transformar todas as coisas.

O ponto de partida para a eficaz ação de Deus no homem é o seu nada, pois é no nada deste que se manifesta o tudo de Deus (cf. 2 Cor 12,10b).

Confiemos em Deus e não nos desesperemos diante daquilo que foge ao nosso controle. Aproveitemos – essas difíceis situações – para nos lançarmos nos cuidados d’Aquele que está sempre pronto a nos sustentar com Seu poder e busquemos n’Ele a resposta e o sentido para as dores e lutas que compõem essa vida.

Adriano Zandoná
artigos@cancaonova.com
Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .

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JESUS, MÉDICO E REMÉDIO !

19 19UTC outubro 19UTC 2008

 

Deus quer dar um presente a cada um de nós e hoje você levará este presente, que é a paz. Por onde você for, você levará esta paz.
Hoje é dia de São Lucas, e ele tem a ver com luz, e esta luz que tem a ver com Lucas vem de Jesus. O evangelista apresenta Jesus como o médico que cura a humanidade, o médico que enche os nossos corações de luz, e por isso que temos a paz.

Maria é destacada no Evangelho de São Lucas. Ele também destaca as mulheres presentes na missão e a misericórdia de Deus.
Deus não desiste de você, não desiste de te procurar, não desiste de te amar. Neste dia somos chamados a trabalhar na messe do Senhor, e convidados a renovar a misericórdia.

Misericórdia é um coração que se move em direção ao outro, por isso Jesus é médico porque Ele nos ensina isso, o coração de Deus se move por você, Ele não desiste de te encontrar. Nos Evangelhos nós vemos as ações de Jesus. No livro dos Atos dos Apóstolos vemos as ações da Igreja. Tanto em um, quanto no outro, nós vemos o movimento de Deus em favor do outro e o movimento da Igreja em favor dos outros.

Jesus levantou tantos coxos, levantou tantas pessoas caídas e nós percebemos que isso acontece em todo Evangelho. Queridos irmãos e irmãs, neste dia de São Lucas podemos dizer com toda certeza que o próprio Jesus te trouxe aqui para curar as suas feridas, te colocar de pé e te fazer andar de novo.

Assim como no passado Jesus, o médico, curou tantas feridas, hoje Jesus toca em suas feridas e as cura. Também a Igreja hoje pega na tua mão e diz: “Levanta e anda você não nasceu para ficar caído, você nasceu para ficar de pé!”. A ferida para ser curada tem que ser mexida. Lembra quando éramos crianças e caíamos de bicicleta, nos machucávamos e para curar aquela ferida tinha que passar mertiolate, tinha que mexer para sarar. Deus é tão maravilhoso que Ele nos cura e não deixa nada, mas temos que deixar que se mexa na ferida.

Deus tem colocado tantas pessoas em minha vida, pessoas com as feridas abertas causadas pelos relacionamentos e eu tenho tentado ajuda-las, mas você tem que mexer em sua ferida. Você que tem câncer, não tenha medo ou vergonha, assuma e mexa na ferida para que Jesus que é o médico e também o remédio cure suas feridas. Você que é homem assuma suas feridas, seus medos, você até não quer chorar, mas quem disse que homem não pode chorar? Às vezes a pessoa está morrendo e diz que está tudo bem, mas na verdade não está, vai ficar bem, mas assuma que não está tudo bem e deixe Jesus te curar. Quanto mais formos capazes e corajosos, até sem entender, de agradecer os sofrimentos pelos quais passamos, este sofrimento se tornará o caminho para a libertação, para a cura e para uma vida nova. Agradeça a Deus pelos seus sofrimentos, sejam eles quais forem, agradeça!

Na sua gratidão, no seu agradecimento, Jesus lhe ajudará em teu sofrimento. Muitos casais estão com a ferida da traição em seu casamento. Não faça de conta que está tudo bem não, toque na ferida, agradeça ao Senhor e Ele te ajudará a curar esta sua ferida. Peça que seu marido ou sua esposa, seu filho ou sua filha que saiu de casa, volte, mas volte diferente. Quantos jovens perderam o sentido da vida, quantos já desistiram de viver, estão caídos na porta do templo, estão caídos pelas estradas da vida? Se você é uma destas pessoas em que a ferida tirou a vontade de viver, eu te digo: “Levanta e anda!” . Deus te quer feliz, realizado, o sofrimento faz parte da vida, mas a vida não é só sofrimento.

Eu peço que Jesus derrame seu bálsamo sobre as nossas feridas, nos cure da ferida do pânico, da depressão, do desejo de suicídio. Cura-nos Jesus!

Que Jesus o médico e o remédio cure as suas feridas!
Transcrição e adaptação: Flávio Costa

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Padre Silvio Andrei

Sacerdote Palotino há quase 10 anos. Atualmente é Pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, que pertence à Região Episcopal Sé da A

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O SOFRIMENTO BATE À PORTA !

18 18UTC outubro 18UTC 2008

 

No Evangelho de Lucas 22, 39, Jesus está no Horto da Oliveiras pedindo a Deus Pai: “Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.”

O sofrer figura como uma realidade das mais decorrentes, pois é causa de muito dizer, pensar e refletir. No sofrimento de Jesus, a angústia suprema que O abate é revelada a nós. Ele, por ser Filho de Deus, sofreu; isso é para nos identificar que a cruz não é uma representação nem um teatro, pois Ele não estava representando, mas vivendo na realidade humana por escolha da dura realidade, da conseqüência do Seu viver. Naquele momento, Ele estava com medo.

Temos o direito de chorar e dizer que estamos com medo, porque o peso da vida está sobre nós. Tornamo-nos diferenciado por que nos tornamos humanos demais. Nós ainda não encontramos maquiagem que maqueie nossa dor. O sofrimento é humano, real e concreto. Jesus pede ao Pai : “Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua” . Ele sabia que este momento era uma transição e precisava de Deus para vencer a batalha. Nem o Filho de Deus escapou do sofrimento. Não podemos mudar o sofrimento, mas podemos pedir o milagre de saber conviver com ele. Ainda estou convencido de que o pior dos sofrimentos, nesta vida, é o sofrimento de não saber sofrer.

Quantas vezes você pediu para que o Senhor nos tirasse o sofrimento? Nós não temos como mudar isso. Quando o sofrer bater à sua porta, é melhor abri-la. Se não a abrir, ele vai ficar insistindo. Temos medo de abrir a porta para o desconhecido.

Não podemos negar a realidade por pior que ela pareça. Ela está à nossa frente e precisamos fazer alguma coisa. Por que nós sofremos, então? Porque há, em nós, o conceito de limite. Desde criança nós testamos nosso limite e sofremos por esbarrar nas limitações que nos são estabelecidas.

Nós nascemos porque o organismo de nossa mãe nos expulsou, não agüentava mais, foi porque a relação entre eles (o bebê e a mãe) chegou ao limite. Quando nascemos, a primeira coisa que fazemos é chorar para dizer que estamos no mundo. O organismo da mãe expulsa o filho por amor; e começamos nosso processo humano do sofrimento. Por isso que o ser humano não está pronto, porque precisa superar o próprio limite.

Você sabe que está doente pela dor; se está doendo, é porque ele está pedindo ajuda. Quantas vezes negligenciamos a dor do nosso corpo por não aceitar o nosso limite! O sofrimento físico é um grito de alerta para prestarmos atenção naquilo que não vai bem.

Quando existe algo que dói dentro de nós, mas os exames não acusam, temos a sensação de que a vida não tem mais graça. É a contração da vida; são os limites da alma.

Quais são os grandes sofrimentos que você identifica nos últimos tempos e que são capazes de deixá-lo infeliz? Esses são nossos limites. Se uma criança encara o nascimento como o fim, então ela já morre. Se ela encara, naquela contração, como um mundo diferente a desbravar, uma nova experiência, então ela supera o limite do nascimento.
Sofrimento é porta, mas se não atravesso essa porta, nunca vou chegar a saber o que ela vai me falar. Não aceito o desafio de passar pelo caminho estreito e mais difícil. As pessoas têm medo de atravessar a porta e ficam chorando e chorando; não vai em frente.

O que você está fazendo para mudar? Você fica olhando para a porta e não a atravessa. Temos de ser capazes de olhar os nossos limites e saber que quem manda neles somos nós. Somos nós quem administramos os nossos problemas.

Não seja um aborto humano. Muitas pessoas são abortadas da vida, porque não são capazes de entender que chegou a hora de ’sair’. Nunca estaremos prontos; experimentamos, na carne, os nossos desejos e vemos a vida passar. Por isso temos que desejar coisas maiores, para sempre termos desafios, pois é isso o que nos faz sobreviver.

Não quero que Deus retire o sofrimento de sua vida, mas que Ele o modifique em seu jeito de olhar para os problemas. Não há mágica de transformar pessoas. O sofrimento é o momento em que nos purificamos; o momento em que você foi mais infeliz, é o momento no qual você mais cresceu. Aceitar o limite é a melhor forma de acolher o sofrimento e superá-lo.

O maior milagre operado é quando Deus muda nosso jeito de pensar; o milagre da Palavra transformadora. Não adianta estar curado no corpo, se não estamos curados na alma para interpretar a vida que vem depois. Estamos, o tempo todo, pedindo para que Deus tire nosso sofrimento, mas, hoje, tenha a coragem de pedir para que o Senhor nos ajude a ver diferente o nosso sofrimento. Deus nos toca naquilo que nos modifica, não podemos tirar o sofrimento do nosso coração, mas o Pai vai nos fazer interpretar a vida de um jeito novo e saber que, esse sofrimento, não é o fim, mas o início de uma vida nova.

Vamos sofrer a dor do nascimento; mas felizes, pois Deus tem um lugar para nós.

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Padre Fábio de Melo

Padre que evangeliza como cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

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JESUS DEU SENTIDO AO SOFRIMENTO !

 

Pregação com Professor Felipe Aquino 14h Toda a Palavra de Deus está ligada ao sofrimento, à morte; mas, para nós cristãos, ela tem um sentido. O cristão não sofre de forma desesperada, porque tem a sabedoria de Deus para enfrentar o sofrimento. Jesus fez do sofrimento uma matéria-prima da humanidade. Ele o usou para salvar o mundo.

Quando você apaga a luz, fica só a escuridão. Então a ausência de luz é treva. Quando o bem se retira, o mal toma conta, mas Deus é o bem perfeito. O sofrimento vem, em primeiro lugar, pelas nossas fraquezas e imperfeições; em segundo é o pecado. “O salário do pecado é a morte”(Rm 6, 23). A conseqüência do pecado é a morte. Eu não sofro só por causa do meu pecado, mas também pelo pecado dos outros.

Jesus veio ao mundo para tirar todo pecado. Deus escolheu João Batista para anunciar Seu Filho: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele vai ser imolado para tirar o pecado do mundo, pois é a raiz do nosso sofrimento. É isso que fez entrar a morte no mundo.

A morte só vai deixar de existir quando o pecado deixar de existir. Cada um de nós cooperamos para o sofrimento do mundo, por isso devemos lutar contra ele. Esse é o primeiro ponto.

Uma das maneiras de Deus nos curar é pelos médicos, por isso temos que ter bons médicos. Outras formas de recebermos a cura de Deus é pela oração. Tudo vem de Deus.

Temos também o sofrimento da alma, assim como a depressão. É um mal do mundo moderno que oprime o homem. A alma do homem está ficando doente. O corpo está sendo curado, mas a alma não.

Não sabemos por que o outro está sofrendo. Aprenda com o sofrimento dele, aprenda também com o sofrimento dos seus pais. Muitas vezes, desprezamos estes sofrimentos, mas eles são uma riqueza para nós. O mundo de hoje tem muita técnica e é muito prático, mas não tem sabedoria. Precisamos cultivá-las, conversar com as pessoas sábias e de ‘cabelos brancos’. Se as escutarmos, não sofreríamos tanto.
Por que nos afundamos no sofrimento? Por que afundamos em nosso medo e ficamos olhando para o barulho do mar e para o vento, como se esses barulhos fossem maior que o poder de Deus? Olhamos para os problemas e para as doenças, ao invés de olhar para o Senhor.

Não deixe o problema ficar “em cima” de você. O problema é real, mas não pode ficar sobre você, em nome de Jesus. Não aceite que ele tome conta de sua vida. “Não diga que você tem um grande problema, mas diga ao problema que você tem um grande Deus, que é maior do que ele”. Temos um Deus maior que os nossos problemas.

Deus é amor e Pai. Nenhum pai deixa seu filho sofrer à toa. Os pais levam as crianças para tomar injeções para não pegar uma infecção; isso dói, mas é para um bem maior. Isso é sofrer na fé. “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus”( Romanos 8, 28).

Santo Agostinho nos diz se Deus não soubesse, do mal, tirar o bem; ele nunca permitiria que o mal nos atingisse. “Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.” (I Tessalonicense 5, 17). Você não vai dar graças pelo mal, mas pelo bem que Deus vai tirar deste mal.

Você quer oferecer o seu sofrimento para salvar o mundo? “O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Col. 1,24). Paulo nos fala que o seu corpo que é Igreja, por isso nos exorta. Ofereça a Jesus Cristo, no cálice da Missa, no cálice do Senhor, todo o sofrimento. É a sua oferta para Ele salvar o mundo.

Ofereça a Jesus o seu sofrimento.

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Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com Formado em Matemática, tendo concluído o Mestrado e o Doutorado em Engenharia Mecânica. É pregador de Retiros de Aprofundamentos, em todo o país.
Fonte Canção Nova.

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MÊS DAS MISSÕES !

Nós também somos chamados para o anúncio de Cristo

 

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Neste mês de outubro, a Igreja se volta para a necessária compreensão das Missões, isto é, da permanente preocupação pelo anúncio do Evangelho a todos os povos. A vinda de Cristo à terra foi para nos revelar o mistério de Deus e ensinar-nos a caminhar para vivermos na sua graça e assim merecermos uma felicidade que não tem fim, que é o céu. São muitos os povos ainda hoje, aos quais a revelação divina de Cristo não os iluminou. Não conhecem o Salvador, a sua vinda histórica, a sua doutrina e o destino feliz a que Deus nos chama.

A ordem de Cristo – “Pregai a boa nova do Evangelho a toda criatura” – nos impulsiona a levar ao mundo todo a notícia feliz que, desde o nascimento de Cristo em Belém, foi anunciada pelos anjos aos pastores e a nós: “Nasceu hoje para nós o Salvador”. Aquela parábola (Mt 20), em que, nas diversas horas do dia, o Senhor convida os trabalhadores para sua vinha, é um chamado a cada um para pôr-se a serviço do Evangelho.

Há uma cena que nos deixa bem claro como o Senhor chama para a honrosa missão de anunciar a todos a salvação. É quando Jesus passa pela banca de impostos de Mateus e o chama – a ele pecador público, como era considerado – para fazer parte dos seus seguidores. De cobrador de impostos tornou-se imediatamente seguidor fervoroso de Jesus. A graça transforma.

Neste mês, a Igreja insiste na necessidade da missão, isto é, de anunciar a salvação, que nos é dada, pelo conhecimento de Jesus e pela adesão fiel e resoluta a Ele, no Messias Salvador.

Cristo nos chama. Não foi só Mateus que foi chamado. Também Paulo, no caminho de Damasco que fez dele o mais ardoroso anunciador de Cristo. A graça agiu nele, transformando-o de perigoso perseguidor em apóstolo, cujo “viver era Cristo”, como ele mesmo confessa. Nós também fomos chamados e isto é a nossa felicidade.

Causa porém tristeza ver como muitíssimos cristãos não têm pelo Senhor Jesus fervoroso entusiasmo, a tal ponto que os leve a anunciá-lo aos que ainda não o conhecem, anunciá-lo pelo testemunho da própria vida oportunamente, sem medo, sem fanatismo, mas com a sinceridade da fé e do amor. Anunciá-lo pela palavra, quando oportuna e pelo testemunho. Outubro é o mês em que a Igreja procura acender o zelo de seus filhos para o anúncio de Cristo em favor dos que O não conhecem e estimular o testemunho dEle para a sociedade em que vivemos.

Dom Benedicto de Ulhôa Vieira

Fonte Canção Nova.

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SER CRISTÃO, UM CAMINHO A SEGUIR !

17 17UTC outubro 17UTC 2008

Deus é sempre fiel e conta com a nossa fidelidade nas intenções

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Pois é … Os antigos cristãos, logo nos primeiros anos do cristianismo, eram chamados de aqueles que seguiam o “Caminho” (Cf. At 9, 2). Era o termo usado para o cristianismo nascente. Os relatos bíblicos falam que, em Antioquia, eles foram, pela primeira vez, chamados de cristãos (Cf. At 11, 26).

Alguns estudiosos dizem que o nome "cristãos" foi dado pelos romanos, - que queriam denominar aqueles que seguiam a Jesus, o chamado "Cristo" ("ungido" em grego) -, os quais [cristãos] faziam parte desse movimento religioso cujas convicções religiosas diferiam das do Império Romano. Para os romanos, isso era algo depreciativo e que representava, em determinado momento da história, uma ameaça à soberania dos imperadores romanos. Porém, alguns outros afirmam que o nome “cristão” foi utilizado para descrever uma qualificação dos seguidores de Jesus, ou seja, aqueles que também eram portadores da unção que era recebida com o batismo.

Porém, quer seja um nome depreciativo ou uma qualidade atribuída pelos moradores de Antioquia, o fato é que ser cristão não é um título ou um apelido, é uma questão de ser. Desde sempre, o ser cristão é algo que pressupõe responsabilidade. Somos seguidores do Caminho, que é Jesus. Estamos a caminho do céu. Este céu que já começa aqui e se plenifica na eternidade, pois Jesus trouxe os valores do Reino de Deus, com a Sua entrada na história, no tempo, no espaço, em vista da plenitude dos tempos.

Deus é sempre fiel e conta com a nossa fidelidade - nas intenções e nas atitudes - para promovermos o bem. E nós contamos sempre com a graça divina para sermos cada vez mais transformados. Somos “caminheiros” e no “Caminho” que seguimos temos quedas, encontramos atalhos, passamos por obstáculos, andamos em passos mais largos ou mais lentamente. O importante é ter os olhos fixos na nossa meta que é o Céu, andando pela via da nossa salvação, ou seja, olhando fixamente para Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida, pois Ele já fixou o olhar sobre nós por primeiro e nos amou com um amor sem limites.

Nessa certeza de que somos chamados, sigamos o Caminho, como os primeiros cristãos, sabendo que Jesus é a nossa força e a nossa salvação. 


Tarciana Barreto
Fonte Canção Nova.

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A PALAVRA DE DEUS NA VIDA E MISSÃO DA IGREJA!

16 16UTC outubro 16UTC 2008

 

Anunciar e transmitir Cristo por meio da nossa conduta de vida

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Em toda a história da Igreja e do povo de Deus a Palavra de Deus sempre ocupou um lugar fundamental, a começar pelos princípios de nossa existência, ou seja, pela nossa própria criação. Deus criou o mundo e o edificou através da Palavra, ao longo do tempo. Ela foi comunicada aos homens e transmitida a eles - por intermédio dos que foram escolhidos e enviados pelo próprio Deus - para que se comunicassem entre si conduzindo e orientando a humanidade ao longo da história. No tempo oportuno, a própria Palavra: “O Verbo se fez carne e veio habitar no meio de nós” (Jo 1,14).

Mediante essa revelação, portanto, o Deus invisível, levado por Seu grande amor, fala aos homens como amigos e com eles se entretém. Assim chegamos ao longo dos tempos e percursos da história, guiados e orientados por esta Palavra, que constitui sustentáculo e vigor para a Igreja e para seus filhos firmeza da fé, alimento da alma, pura e perene fonte da vida espiritual.

“Nós queremos confirmar uma vez mais ainda que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja!” (Trecho da Declaração dos padres sinodais ao final do Grande Sínodo de 1974).

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Mc 16,15).

O mandato e o envio de Jesus aos Seus apóstolos é bem claro e evidente. Eis a grande missão da Igreja. São Mateus o completa: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado” (Mt 28,19-20).

Todo esse anúncio está contido em Jesus. Ele é a Palavra, o Verbo de Deus (cf. Jo 1). Toda a missão e o ministério de Cristo partem da Palavra do Pai, a Palavra de Deus. Aí está expresso, para nós, o princípio da missão. “O espírito do Senhor está sobre mim, porque me conferiu a unção; a anunciar a Boa Nova” (Lc 4,18).

Ao longo da história do Povo de Deus, o próprio Deus se comunica com os Seus escolhidos e os envia a falar aos homens: “Vai, portanto, que eu estarei com tua boca e te ensinarei o que deverás dizer” (Ex 4,12).

A missão parte da Palavra. Ela continua a ser sempre atual, sobretudo, quando ela é portadora da força divina, assim também como mantêm todo o seu vigor as mesmas palavras do apóstolo Paulo: “Logo a fé vem pela pregação e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10,17).

E o que nos apresenta a Palavra de Cristo? A grande Boa Nova do Reino de Deus, um programa de vida, um estilo de vida, “pois não haverá humanidade nova, se não houver em primeiro lugar homens novos, pela novidade do batismo e da vida segundo o Evangelho” (Paulo VI, Evangelli Nuntiandi).

Esse programa de vida nos apresenta um caminho: a verdade e a própria vida contida em Jesus e apresentada por Ele e por todos aqueles que são enviados em Seu nome. Vivemos novos tempos e conseqüentemente desafios novos provenientes do tempo em que vivemos, no qual a busca e a sede pelo conhecimento tornam-se a cada dia mais intensos. Novas linhas de pensamento e mentalidades nas quais, muitas vezes, a “verdade” é transmitida por conveniência e a mentira se camufla e se disfarça de verdade.

Atual continua a ser o envio de Jesus a nós, os discípulos de hoje, “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”. Precisamos dar e ser essa resposta aos desafios e necessidades atuais desta grande missão, nos tempos de hoje, dentro do contexto no qual estamos inseridos, não temendo os desafios e tudo aquilo que vier por conseqüência da missão. Precisamos anunciar a Palavra com a nossa vida: “Para que se alguns não obedecem a Palavra venham a ser conquistados sem palavras, pelo procedimento. Será, pois, pelo seu comportamento, pela sua vida, que a Igreja , antes de mais nada, evangelizara este mundo; ou seja, pelo seu testemunho vivido com fidelidade ao Senhor Jesus (…)” (Paulo VI).

Há muitos lugares onde a Boa Nova, isto é, a Palavra de Deus, já foi anunciada e o está sendo; mas também há muitos aos quais ela ainda não chegou. E há outros nos quais, por motivos políticos e religiosos dominantes, não se pode expressar a fé. Muitos são os homens e mulheres que têm dado a sua vida e a estão transformando num anúncio, sem palavras, da própria Palavra. Estão anunciando o Reino de Deus com a própria vida. Eis o grande desafio para os discípulos de hoje e a grande necessidade para o tempo em que vivemos: transmitir a Palavra de Deus por meio do nosso testemunho de vida. Como discípulos e missionários essa é a nossa grande resposta à missão dada e orientada por Cristo-Palavra: anunciá-Lo e transmiti-Lo por meio da nossa conduta de vida.


André Felipe - Com. Obra de Maria
andre@obrademaria.com.br

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AO PROFESSOR COM CARINHO !

15 15UTC outubro 15UTC 2008

 

Mestre!
És mais que uma pessoa, és símbolo, paixão, ideal, sonho!
Mito de um ser que tudo sabe,
Ídolo dos belos anos da adolescência, companheiro, amigo, mão que se estende na complexidade dos caminhos da vida.

Muitos mitos, ídolos, amigos, companheiros passaram por nossa vida, comunicaram conhecimentos, abriram nossas mentes, proporcionaram parâmetros, despertaram valores.

Mas, os anos foram passando…
Conhecimentos esquecidos, normas ultrapassadas, novas formas, novos hábitos, novos costumes, mas, no nicho sagrado das lembranças, permanece o Mestre.
Ele será para sempre alguém muito especial, referência segura que ilumina e faz discernir caminhos.

Quem nos comunicou vida, carinho, bondade, quem deu por nós horas de sono, de dedicação, de empenho,
Plantou para sempre uma semente em nosso coração.
Os nossos conhecimentos foram evoluindo, mas a lembrança dos mestres permanece sempre, eles atingiram o profundo de nossas vidas. Temos em nós algo do seu coração.
Obrigado, professor!

Natália Maccari

Referência: Mensagens para o ano todo
Fonte Paulinas.

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NÃO NOS PERCAMOS PELAS COISAS INSIGNIFICANTES !

13 13UTC outubro 13UTC 2008

O que plantamos hoje, colhemos amanhã

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"As coisas mais insignificantes têm, às vezes, maior importância e é geralmente por elas que a gente se perde…" (Dostoiévski)

Essa afirmação pertence ao grande escritor russo Fiódor Dostoiévski em uma de suas mais belas obras: “Crime e Castigo”. São palavras do protagonista do livro, um jovem estudante de nome Raskólnikov, que comete um homicídio e encontra a redenção pelo crime cometido por meio de sua amizade com uma prostituta, que lhe apresenta, no Evangelho, a narrativa da Ressurreição de Lázaro.

Essa frase foi dita pelo estudante no momento em que repensava e ensaiava cada passo que daria ao cometer o crime. Ele pensou exaustivamente cada pormenor e não queria deixar nenhum detalhe de fora, pois para ele: “As coisas mais insignificantes têm, às vezes, maior importância e é geralmente por elas que a gente se perde…”

Ao ler “Crime e Castigo” essa frase me chamou muito a atenção, e ao trazê-la para diversas circunstâncias da vida, ela faz muito sentido e pode ajudar-nos a refletir e a vivermos melhor.

Quando pensamos nos grandes problemas e dificuldades que enfrentamos, logo tentamos buscar a causa dessas situações. Buscamos na memória o que fizemos para que tal mal acontecesse.

Nessa hora, geralmente, nos esquecemos de que as situações difíceis na nossa vida quase sempre são frutos das pequenas circunstâncias. Por exemplo: Um casal não se separa por causa de uma briga, mas por problemas não resolvidos no dia-a-dia, os quais vão se acumulando e se tornando grandes. Da mesma forma, um jovem não se vicia do dia para a noite, mas começa com um “baseado” hoje e vai aumentando a dose e usando drogas mais fortes gradativamente. Assim como, uma pessoa não se torna cheia de dívidas de repente, ela faz empréstimos para dívidas pequenas e, antes de quitá-las, continua comprando e comprando…

Essa é uma lei bíblica e da natureza: o que plantamos hoje, colhemos amanhã. E não nos esqueçamos de que toda semente é pequenina, mas a árvore pode alcançar grandes proporções. Jesus nos ensinou como cuidarmos para que não nos percamos pelas coisas que hoje são insignificantes, e que se tornarão grandes no futuro próximo: “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta seu cuidado (Mt 6,34).

Essa é uma regra de ouro para quem quer ter qualidade de vida e, além disso, colher boas coisas no futuro: viver um dia de cada vez e, ao fazer isso, viver intensamente o dia, cuidando das pequenas coisas cotidianas para que por elas não nos percamos, mas sim, alcancemos boas e grandes conseqüências.

Traduzindo na prática as palavras de Jesus: que os casais passem mais tempo um com o outro; que os pais se dediquem mais aos seus filhos; que os jovens pensem melhor nas suas pequenas escolhas; que o profissional execute bem o seu trabalho diário… Para que, nas tarefas e funções de cada dia, redescubramos o valor do que somos e temos, em especial das nossas relações humanas e, dessa maneira, possamos inverter a afirmação de Dostoiévsky a nosso favor, pois assim: As coisas mais insignificantes têm às vezes maior importância e é geralmente por elas que a gente se SALVA…


Que Deus nos abençoe!
Denis Duarte
denisufv@yahoo.com.br
Denis Duarte é pesquisador, professor, escritor, especialista em Bíblia e mestrando em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico.
Autor dos livros: "Se creres, verás glória de Deus" e "Experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus"
Acesse: blog.cancaonova.com/denisduarte

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REFLEXÕES !

Reflexões a partir de uma crise sem precedentes

 

Dr. Frei Antônio Moser
Teólogo
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Em todos os meios de comunicação, as últimas semanas foram marcadas pela expressão "crise sem precedentes", ou por outras semelhantes. Claro que se trata da crise financeira que assustou, e continua assustando, não só os norte-americanos, mas literalmente o mundo inteiro. Ainda que algumas nações talvez não tenham se apercebido da profundidade da crise, com certeza nenhuma deixará de sentir, com maior ou menor intensidade, suas consequências.

As análises e os diagnósticos são os mais contraditórios. No fundo isso revela que ninguém está entendendo bem o que está ocorrendo, e por isso mesmo ninguém consegue entrever por onde se encontra a saída. Em assim sendo não adianta insistir nem nos diagnósticos nem nos prognósticos. A única coisa que parece estranha em todas as análises é o silêncio quase absoluto sobre os trilhões gastos pelos norteamericanos em guerras absurdas, como se isto nada tivesse a ver com a crise financeira.

Pressupondo o que já foi analisado sob os mais diversos ângulos, parece que se pode dar um passo adiante no sentido de entrever aspectos positivos de uma crise como esta. Todos sabemos que a própria palavra "crise" está ligada a purificação. Ou seja, sempre podem ser tiradas algumas lições.

Entre as muitas lições possíveis emerge como primeira a volatilidade não apenas do "mercado", hoje mais virtual do que real, como também a fragilidade de qualquer instituição humana. Ninguém pode esquecer o trecho do Evangelho de Mateus ( 6,19-23 ), que alerta para o risco de investir em tesouros que poderão ser devorados pela ferrugem e pelas traças, quando não são levados pelos ladrões. Convém ter presente ainda aquela outra passagem que se refere à pouca inteligência dos que constroem sua casa sobre a areia ( Mt 7, 26).

Curiosas neste contexto, duas frases pronunciadas pelo presidente do Banco Mundial (Bird), Robert B. Zoellick: "Essa é uma catástrofe construída pelo homem. Portanto, as ações e respostas para superá-la estão em nossas mãos".

Se a responsabilidade é nossa, então só nos resta tomar medidas adequadas. E essas passam, naturalmente, não mais por ações isoladas de nações isoladas, mas por ações globais, no sentido mais exato da palavra. Ademais, a profundidade da crise mostra que não bastam remendos; o que está em jogo é toda uma concepção de vida, uma concepção de economia, uma concepção de política. Ou seja, agora, mais do que nunca, impõe-se uma revisão profunda sobre nossa maneira de ser e de viver neste mundo.

Felizmente, até que enfim uma crise verdadeira conseguiu o que até agora não passava de um sonho um tanto longínquo: se todos estamos no mesmo barco, todos temos que juntar nossas inteligências para enfrentar esta "crise sem precedentes". Felizmente, ela está se apresentando como uma "oportunidade sem precedentes" para uma nova tomada de consciência sobre a nossa condição humana na terra: ou juntamos nossas forças, ou todos seremos engolidos pelo dilúvio que não poupa ninguém.

Fonte Canção Nova.

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NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA !

12 12UTC outubro 12UTC 2008

Com muita alegria nós brasileiros, mais do que nunca, lembramos celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e famílias brasileiras: Nossa Senhora Aparecida.

Tudo começou em 1717, a humildade de três pescadores: Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves. Estes foram pescar no Rio Paraíba, quando já desanimados lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede. A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um Oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos , para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria.

Com o passar do tempo e aumento dos devotos da Senhora de cor negra, foi preciso construir uma grande Capela e depois um Templo inaugurado em 1888.

No final do século, o Bispo Diocesano elevou a honra de Santuário e chamou os redentoristas para propagar o amor à Maria e ajudar o povo. O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene e elevou a Basílica o Santuário. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção a Virgem, foi quando o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e aumento cada vez mais de devotos a Imaculada Mãe de Deus". Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto a Mãe de Deus.

Com o crescimento das romarias, devido às graças que o Senhor derramou por Maria, começou-se em 1950 a grande construção da nova Basílica, que foi solenemente consagrada pelo Papa João Paulo II em 1980, quando nos visitou e assim nos confirmou neste sobria devoção a Nossa Senhora Aparecida.

Nossa Senhora Aparecida… rogai por nós!

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BENDITA VIRGEM DO CALVÁRIO !

11 11UTC outubro 11UTC 2008

Falar da Virgem sempre nos traz uma alegria profunda ao coração. Poder colocar em nossos lábios o que a Igreja nos ensina e recebeu do Senhor, dando-nos o coração da Virgem. No Evangelho de hoje, Maria recebe um grande elogio, onde o seu ventre e o seu seio são chamados como pessoas. Quando aquela mulher diz: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”.

Na Virgem tudo é único, tudo é bendito, tudo é bem aventurado. A mulher grita na multidão por causa de Jesus: “Feliz os seios que te amamentaram, bendito o ventre que te trouxe!”, a Virgem tem que ser tratada assim, pois tudo nela é belo, tudo nela é bendito.

A Virgem tem seu seio e seu ventre bem aventurados, pois o único ventre que pode ser chamado de “feliz” é o dela. Há uma ligação tremenda entre o ventre e o seio: o ventre é onde nove meses o Verbo de Deus foi gerado, Ele foi gerado, não criado. É o ventre feliz, que contém a Hóstia Santa. E o Senhor vem à vida para ser amamentado. Aquela mulher tinha que ter gritado mesmo, pois somente o Senhor pôde pôr sua boca naquele seio e foi amamentado.

A mulher viu o que o Senhor estava fazendo, os milagres, as maravilhas e por isso possuída pelo Espírito Santo grita: “Feliz este ventre”. Ó Virgem que nos dá um santo orgulho! Tu és a catedral mais bela, tu és santa! E essa mesma Virgem vai ser levada pelo Espírito ao Calvário, e a Igreja diz que o que o Senhor Jesus sofria na carne, ela sofria na alma.

Quem teria coragem de gritar no momento do Calvário, senão aquela mulher? Eu quero ver se no momento do calvário em sua vida você teria coragem de gritar como esta mulher gritou, pois mesmo com o Senhor na cruz, sendo tão maltratado, ela foi capaz de gritar. Toda mãe sabe que o sangue de seu filho é parte dela, quanto mais Jesus que só veio de Maria. O Senhor é muito parecido com sua mãe, pois Ele tudo dela recebeu.
E ao ver o Sangue de seu filho sendo derramado no Calvário, a Virgem olhando para si mesmo e para seu filho no estado de inocência e sacrifício, sabia que ali também estava parte do seu leite materno. A Virgem poderia até gritar: “filho o que corre de ti também tem minha parte”. Nós não podemos tirar nunca a Virgem Maria da nossas vidas, não podemos negligenciar aquilo que ela é para a Igreja.

Ó ventre imaculado e bendito! Senhor Jesus, Tu saístes da Virgem! É claro que temos que manter na nossa alma os mistérios da Virgem, por isso lá no coração, na nossa alma, nós não admitimos que a Virgem não é virgem. Quando nós comungamos na Missa também temos contato com a maternidade tão bonita, tão bela.

Aos pés da cruz Maria vê o sangue do seu Filho, o mesmo da Santa Missa, este mesmo sangue a Virgem viu descer do corpo de Deus, do seu Filho. Ninguém pode tirar de Maria a maternidade divina que ela recebeu, nem satanás, nem ninguém! A Virgem teve seu seio tingido pelo Sangue do Senhor ao tirá-Lo da cruz.

Vocês mulheres precisam aprender a ter o silêncio da Virgem, o silêncio que guarda vidas, que salva. Bendita seja a grande mãe de Deus! Bendito o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram. A ela nosso louvor e exaltação!

Transcrição e adptação: Flávio Costa

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ADQUIRA ESTA PALESTRA PELO TELEFONE:
(12) 3186-2600

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Padre Roberto Lettieri

Fundador da Fraternidade Toca de Assis que tem como principal carisma a adoração ao Santíssimo Sacramento e o acolhimento aos mais necessitados. Prega diversos encontros e retiros por todo o Brasil.

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NÃO SE CANSE DE AMAR !

9 09UTC outubro 09UTC 2008

 

Vejamos o Evangelho de hoje que se encontra em São Lucas 11, 5-13:

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá. Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!"

O Senhor Jesus, hoje, nos fala que o Pai pode dar o Espirito Santo àqueles que o pedem. Quero relembrar você como o Espirito é dado a nós em situações que muitas vezes não queremos compreender. Mas ele é dado e você muitas vezes pediu e nem se lembra mais de O ter recebido.

Está escrito no Evangelho que Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espirito Santo e ali ele foi tentado por Satanás 40 dias e 40 noites, não comeu e não bebeu. Preste atenção: foi conduzido pelo Espirito. Mas ele venceu às tentações. E você, recebeu o Espirito e venceu as tentações?

Você acredita que o Espirito vem em você de forma extraordinária quando assume a sua fraqueza? Se você pedir o Espirito, Ele será dado. Mas é preciso zelar pelo que o Espirito te deu. Muitas pessoas começam no Espirito e terminam na carne, ou seja, terminam olhando para si mesmos, nas suas vontades. Ir a carne é sair da vontade do Senhor.

Ser um homem do Espirito Santo é saber admitir a sua fraqueza e humilhar-se. Não deixe nada tirar você do caminho que o Espirito trilhou. Quantas tentações nós temos? É mais fácil ir para a sabedoria humana do que seguir os caminhos cristãos.

Não desvie a sua vida do altar, porque ai você aprende que quando o Espirito entra você a sua vida é conduzida por Ele. Bendita a mulher que guarda as fraquezas do seu marido para ela, que ama acima de tudo. A mulher de Deus é aquela que guarda a fraqueza do seu marido e zela por ela na oração.

Jesus te diz hoje, meu filho e minha filha: não canse de perdoar, de ser misericordioso. Não se canse de amar, senão você volta para a carne. Se o seu marido é alcoólatra e chega bêbado em casa todos os dias, vai amando, vai amando, sempre amando. Não negue os três pães a quem te pede. Dê a trindade as pessoas. Quem deixa a sua fraqueza ser tomada pelo Senhor, é feliz.

Quando você perdoa alguém – é importante frisar que perdoar não é sinônimo de esquecer - você devolve a inocência ao seu irmão. O perdão não é um ato de amnésia, mas sim é a manifestação da misericórdia do Senhor em ti. Você vai conseguir ver quem te faz sofrer com a mesma inocência que você via antes.

O amor é a mais sublime forma de misericórdia, é a face de Jesus. É um sentimento que não se cansa, não se esgota. Por isso, vocês devem pedir o Espirito Santo, que é o amor. Mas não se esqueçam que estão O pedindo.

Não adianta pedir o Espirito Santo, recebê-Lo e não mudar. Ele quer te levar onde Ele quer. Seja obediente! Não podemos ter medo de amar incondicionalmente.

Você tem o Espirito Santo para ser como Jesus é, para ter o coração e o olhar d’Ele. Deixa o Espirito Santo te levar. Você será tentado, mas o amor permanecerá. Louvado seja o nosso Senhor Jesus cristo. Para sempre seja louvado.

Transcrição e adaptação: Ariane Fonseca

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ADQUIRA ESTA PALESTRA PELO TELEFONE (12) 3186 2600

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Padre Roberto Lettieri

Fundador da Fraternidade Toca de Assis que tem como principal carisma a adoração ao Santíssimo Sacramento e o acolhimento aos mais necessitados. Prega diversos encontros e retiros por todo o Brasil.

Fonte Canção Nova.

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DAR UM F5′ NA MINHA VIDA !

‘AUMENTE  A  MEMÓRIA’  DE SEU  RELACIONAMENTO COM  DEUS

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Estou atualizando minha vida. Como passa o tempo e "notícia velha irrita muita gente", eu procuro atualizar minha vida a cada momento. "Dar um F5" é ter a certeza de que algo de bom aconteceu naquela situação que estava parada na janela do meu "Windows".

Às vezes, no ato de atualizar, "dar F5", encontro situações que "não respondem ao sistema". Situações que "travam" outros "programas". Privam-me de ter acesso aos meus relacionamentos. Nessa hora é preciso ter coragem de dar um "Ctrl + Alt + Del", bloquear situações, fechar janelas. E se preciso for, "desligar" ou fazer "logoff".

Lembro-me do passado como um aprendizado, não como uma prisão; vivo o presente semeando no hoje os frutos do amanhã. E deixo "arquivado" aquilo que me promove como pessoa.

Revejo atitudes, analiso se algo não precisa ser mudado; se descobrir que sim, procuro não me envolver com a angústia, e sim, com a serenidade que é o primeiro passo para que a mudança ocorra. "Lixeiras" também precisam ser esvaziadas. É preciso ter coragem de "formatar" nossa história.

Vivo o luto, porque se não chorarmos nossas dores, não podemos fechar um ciclo e iniciar outro, e a vida é constante renovação. Então, não paralisemos nossos passos nem nos tornemos descrentes; aprendamos a viver.

Um novo "comando" pode ser dado!

Agora envio para você este "SMS":


"Aumente a memória de seu relacionamento com Deus e compartilhe com os que ama aquilo que foi registrado em seu coração".


Creia: ser gente é ter capacidade de dar "ESC" quando precisar; "F5" a cada dia, e também "reiniciar" quando tudo deu errado, na certeza de que novas "janelas" lhe são oferecidas.

Tamu junto! 

Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com
Adriano é apresentador do programa Revolução Jesus. vai ao ar todos as 2ª,3º,4ª e sexta-feiras na Tv Canção Nova. Programa jovem que tem como finalidade levar o telespectador a um encontro profundo e determinante com Jesus.

 

 

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JESUS PRECISA CURAR AS FERIDAS FAMILIARES !

A rejeição provoca rupturas interiores profundas no laço do relacionamento humano

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Na vida familiar acontecem situações que provocam feridas profundas nas pessoas que a compõe: esposo, esposa e filhos. Quantos sofrimentos são gerados por causa de comportamentos que se observam nas pessoas, os quais acabam ferindo as outras.

Neste texto, quero partilhar (o que colhi em minhas pesquisas e experiência de vida) três causas importantes que provocam as feridas que precisam ser curadas na vida familiar.

Primeira causa: A Rejeição

No seio da família acontecem muitos casos de rejeição: pai que rejeita o filho porque este apresenta algum comportamento negativo, ou não de acordo com suas expectativas; mãe que rejeita a filha, porque esta tem manias ou por ciúme e até inveja; filha ou filho que rejeita o pai porque este bebe, fuma ou tem outros pecados; esposa que rejeita o marido (até em situações de sexualidade conjugal); esposo que rejeita a esposa, e assim por diante.

A rejeição provoca rupturas interiores profundas no laço do relacionamento humano, a qual se manifesta em sentimentos de mágoa, fechamento e individualismo; e pior: a pessoa acaba se sentindo rejeitada por todos e até por Deus. Para fechar essa ferida é preciso pedir a força do Espírito Santo e o exercício da acolhida mútua, da aceitação do outro como ele é, com defeitos, imperfeições e pecados. No lugar da atitude de rejeitar, colocar a atitude de aceitar e amar.

Segunda causa: A Desavença

Você pode observar como a raiz de todas as brigas na família é porque demos lugar a essa doença da desavença, da agressão, das brigas. São discussões enormes, as pessoas acabam não se entendendo mais e, por qualquer coisa, acabam se agredindo com palavras e, às vezes, até com socos e tapas. O que mais acontece é a agressão moral: palavras que destroem, de acusação e constrangimento. São pais que ainda agridem seus filhos: batem, brigam, xingam e ofendem. Filhos que perderam totalmente o respeito pelos seus pais. Esposos que agridem suas esposas e as humilham e isso, muitas vezes, na frente dos filhos. Tudo isso gera sentimento de ódio e vingança, revolta e indignação, perda de sentido da própria vida.

Como curar isso? Com as palavras de Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. E exercitar a virtude da TOLERÂNCIA, voltarmos a ser tolerantes e a pedir a graça de sermos controlados em nosso temperamento pelo Espírito Santo. Precisamos rezar e pedir um coração manso e humilde como o de Jesus, para sermos curados dessas feridas todas. E buscar o diálogo, a conversa franca e amiga.

Terceira causa: A Indiferença

Em muitas famílias não acontece a rejeição, nem qualquer tipo de agressão, mas as pessoas deixaram de ser carinhosas e atenciosas entre si. As situações de trabalho e a correria do dia-a-dia levaram-nas a ter atitudes de indiferença. Pais que não estão nem preocupados com seus filhos, que deixaram de colocá-los no colo e de lhes fazer um gesto de carinho e afeto. Entre irmãos vemos que cada um vive sua vida de forma independente e sem qualquer tipo de envolvimento afetivo. Entre cônjuges, então, a situação é caótica: as vezes até têm relações conjugais, mas com frieza e cada um buscando o seu próprio prazer. Isso tudo provoca a fuga (bebida, drogas, fumo) para compensar a necessidade humana de amar e ser amado. Dessa forma, acontecem os divórcios e separações. Filhos que saem de casa para viverem suas vidas, por não suportarem um relacionamento frio e sem amor.

Jesus pede que recebamos um novo Pentecostes, como um derramamento do Espírito Santo, para que transborde o Amor de Deus de nós e passemos a distribuir amor e carinho principalmente entre os de casa. É essa a vontade de Deus, como disse o saudoso Papa João Paulo II: que se construa uma civilização do Amor, no seio familiar (Familiares Consortio).

Depois dessa reflexão que o nosso coração rejeite tudo que destrói nossos relacionamentos e nos apropriemos da graça de começar de novo, de retomar uma vida vivida no amor. Que Deus nos ajude nisso.

Diácono Paulo Lourenço

Fonte Canção Nova.

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