RAINHA DA PAZ VIAGENS [SANTA JULIANA-MG/BRASIL]

MENSAGENS, ORAÇÕES, HISTÓRIAS, VIAGENS, TEXTOS BÍBLICOS, E MUITO MAIS.

TODO BATIZADO É FILHO DE DEUS, DIZ PAPA

11 11UTC janeiro 11UTC 2009

Da Redação, com Rádio Vaticano


Na festa do Batismo do Senhor, o Papa Bento XVI presidiu esta manhã, 11, na Capela Sistina, à Celebração Eucarística durante a qual administrou o sacramento do Batismo a treze crianças.

Em sua homilia, o Santo Padre explicou que se o Natal e a Epifania servem, sobretudo, a nos tornar capazes de ver, de abrir os olhos e o coração ao mistério de um Deus que vem estar conosco, a festa do Batismo de Jesus nos introduz à cotidianidade de uma relação pessoal com Ele.

De fato, mediante a imersão nas águas do Jordão, Jesus se uniu a nós. O Batismo é, por assim dizer, a ponte que Ele construiu entre ele e nós, o caminho através do qual Ele se torna acessível; é o arco-íris divino sobre a nossa vida, a porta da esperança e, ao mesmo tempo, o sinal que nos indica o caminho a percorrer de modo ativo e alegre para encontrá-Lo e sentirmo-nos amados por Ele.

Significado do Batismo

O Batismo, explicou o Papa, comporta restituir a Deus o que veio d’Ele: "A criança não é propriedade dos pais, mas é confiada à sua responsabilidade pelo Criador, para que a ajudem a ser um livre filho de Deus. Somente se os pais amadurecerem esta consciência, poderão encontrar o justo equilíbrio entre a pretensão de poder dispor dos próprios filhos como se fossem propriedade privada, plasmando-os com base nas próprias idéias e desejos, e a atitude de liberdade, que se expressa em deixá-los crescer em plena autonomia".

Com este sacramento, continuou o Papa, o neobatizado se torna filho adotivo de Deus, por isso é preciso ensinar-lhe a reconhecer Deus como seu Pai e a relacionar-se com Ele como filho.

"Portanto, quando as crianças são batizadas, introduzindo-as na luz de Deus e dos seus ensinamentos, não estamos exercitando violência, mas doando a elas a riqueza da vida divina na qual se funda a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus; uma liberdade que deverá ser educada e formada com o passar dos anos, para que se torne capaz de escolhas pessoais responsáveis", afirmou.

Aos pais

Dirigindo-se aos pais, o Papa recordou que o sacramento do Batismo introduz as crianças em uma nova família, maior e mais estável, mais aberta e mais numerosa do que o núcleo familiar. Esta nova família é a família dos fiéis, da Igreja, uma família cujo Pai é Deus e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo. A preocupação dos pais deve ser educar as crianças na fé, ensinar-lhes a rezar e a crescer, como fazia Jesus, em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens.

Com o Batismo, concluiu Bento XVI, não nos emergimos simplesmente nas águas do Jordão para proclamar o nosso empenho de conversão, mas se efunde sobre nós o sangue redentor do Cristo, que nos purifica e nos salva. "É o Filho do Pai que nos reconquista a dignidade e a alegria de sermos realmente ‘filhos’ de Deus."

Seguiu-se, então, o rito próprio do Batismo, a invocação a Deus para destruir o poder do mal e libertar as crianças do pecado original, dando-lhes "luz infinita".

Um a um, os bebês foram levados diante do Papa, que derramou a água sobre suas cabeças, como símbolo da purificação. Os recém-nascidos, nove meninos e cinco meninas, eram todos filhos de funcionários do Vaticano.

 

( Fonte Canção nova notícias )

SOLENIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA REÚNE MILHARES DE FIÉIS !

1 01UTC janeiro 01UTC 2009

Rádio Vaticano

Hoje, 1º de janeiro de 2009, solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e 42º Dia Mundial da Paz, Bento XVI presidiu à Capela Papal, na Basílica de São Pedro.

Em sua homilia, depois de ter saudado de modo particular o presidente do Pontifício Conselho da "Justiça e da Paz", Cardeal Renato Raffaele Martino, manifestando seu reconhecimento pelo precioso serviço que presta, juntamente com seus colaboradores, o papa recordou que "a história terrena de Jesus é o início de um mundo novo, porque inaugurou, realmente, uma nova humanidade, capaz, sempre com a graça de Cristo, de operar uma "revolução" pacífica".

"Uma revolução não ideológica, mas espiritual – sublinhou o pontífice – não utópica, mas real, e por isso uma revolução que necessita de infinita paciência, de tempos às vezes muito longos, evitando a tentação de cortar caminho e percorrendo a estrada mais difícil: a estrada do amadurecimento da responsabilidade nas consciências."

Nesse contexto, explicou as razões da escolha do tema deste 42º Dia Mundial da Paz: "Combater a pobreza, construir a paz". Existem dois tipos de pobreza – ilustrou o Santo Padre – a pobreza por opção e a pobreza imposta. A primeira foi aquela que Deus escolheu para vir ao mundo.

"O nascimento de Jesus em Belém – disse o papa – nos revela que Deus escolheu a pobreza para si mesmo na sua vinda em meio a nós. A cena que os pastores viram e que confirmou o anúncio que lhes fora feito pelo anjo, foi a de uma estrebaria, onde Maria e José haviam buscado refúgio, e de uma manjedoura na qual a Virgem havia colocado o Recém-nascido, envolvido em faixas."

São Francisco também foi indicado como exemplo por Bento XVI, para ilustrar a pobreza evangélica, a pobreza como opção de vida: uma opção "que tanto bem fez e continua a fazer à Igreja e à família humana", sublinhou.

42º Dia Mundial da Paz

Mas existe outra forma de pobreza: a indigência que Deus não quer e que deve ser combatida, como diz o tema deste 42º Dia Mundial da Paz: "Uma pobreza que impede que as pessoas e as famílias vivam segundo sua dignidade; uma pobreza que ofende a justiça e a igualdade e que, como tal, ameaça a convivência pacífica. Nesta acepção negativa se situam ainda as formas de pobreza não material que encontramos também nas sociedades ricas e desenvolvidas: marginalização, miséria de relações, miséria moral e miséria espiritual."

Em minha mensagem – sublinhou o Santo Padre – na linha de meus predecessores, quis considerar atentamente o complexo fenômeno da globalização, para avaliar suas relações com a pobreza em ampla escala. "Diante das chagas das doenças pandêmicas, da pobreza das crianças e da crise alimentar, tive, infelizmente, que denunciar a inaceitável corrida aos armamentos."

"De um lado – prosseguiu Bento XVI – se celebra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, enquanto de outro, se aumentam as despesas militares, violando a própria Carta das Nações Unidas, que empenha a reduzi-las ao mínimo."

O papa advertiu sobre a necessidade de estarmos vigilantes, de não abaixarmos a guarda, porque o perigo dos conflitos ronda continuamente a humanidade. E podemos fazê-lo, mantendo elevado o nível da solidariedade. Nesse contexto, indicou a atual crise econômica mundial como um "banco de prova", perguntando se estamos prontos a ler esta crise, na sua complexidade, como um desafio para o futuro e não apenas como uma emergência para a qual encontrar uma solução imediata.

"Para combater a pobreza iníquia, que oprime tantos homens e mulheres e ameaça a paz de todos – advertiu o pontífice – é preciso redescobrir a sobriedade e a solidariedade como valores evangélicos e, ao mesmo tempo, universais. Mais concretamente, não de pode combater eficazmente a miséria, se não se tem em mente o que escreve Paulo aos Coríntios, ou seja, se não se busca "alcançar a igualdade", reduzindo o desnível entre aqueles que esbanjam o supérfluo e aqueles aos quais falta até mesmo o necessário."

"Isso comporta – alertou o papa – opções de justiça e de sobriedade, opções forçadas pela exigência de administrar de modo sábio os limitados recursos da terra. Quando afirma que Jesus nos enriqueceu "com a sua pobreza", São Paulo nos oferece uma indicação importante, não apenas do ponto de vista teológico, mas também do ponto de vista sociológico. Não no sentido que a pobreza seja um valor em si mesma, mas porque ela é condição para realizar a solidariedade."

Concluindo, o Santo Padre pediu a Maria Santíssima Mãe de Deus, nesta sua solenidade, que nos ajude a seguir as pegadas de seu Filho, e que nos enriqueça com a sua pobreza repleta de amor. "A Ela confiamos _ disse Bento XVI _ o profundo desejo de viver em paz, que se eleva do coração da grande maioria das populações israelense e palestina, que se encontram novamente em risco, em virtude da maciça violência desencadeada na Faixa de Gaza, em resposta a outra violência. Também a violência, o ódio e a desconfiança são formas de pobreza, e talvez as piores, a serem combatidas."

"Aos pés de Maria – disse o papa – colocamos as nossas preocupações pelo presente e os nossos temores pelo futuro, mas também a esperança de que, com a sábia e ponderada contribuição de todos, seja possível escutar-se reciprocamente, encontrar-se e individuar respostas concretas às aspirações de viver em paz e segurança, e com dignidade!"

Ângelus

Ao término da santa missa, o papa rezou a oração mariana do Angelus. Em sua alocução, reiterou a disponibilidade da Igreja, para auxiliar na construção da tão desejada civilização da paz: "Desejo, uma vez mais, dialogar com os responsáveis pelas Nações e pelos organismos internacionais, oferecendo a contribuição da Igreja Católica para promover uma ordem mundial digna do homem", sublinhou.

Após a oração mariana do Angelus, a primeira deste ano que se inicia, o papa agradeceu a todos aqueles que lhe enviaram mensagens de Feliz Ano Novo, e concedeu a todos a sua bênção apostólica.
( Fonte Canção Nova )

ORAÇÃO DO ANGELUS: PAPA CONVIDA OS FIÉIS A ACOLHEREM COM ALEGRIA “JESUS QUE VEM”

21 21UTC dezembro 21UTC 2008

Cidade do Vaticano, 21 dez (RV) – Bento XVI apareceu ao meio-dia de hoje à janela de seus aposentos, no último andar da Residência Apostólica Vaticana, para rezar a oração do Ângelus, com os milhares de peregrinos e fiéis, presentes na Praça São Pedro.

Antes da oração mariana, como faz habitualmente, o Papa pronunciou uma alocução recordando que a Liturgia deste quarto e último domingo de Advento volta a propor-nos a Anunciação do Senhor, que recitamos sempre na oração do Ângelus.

Esta oração, disse o Pontífice, nos faz reviver o momento decisivo em que Deus bateu à porta do coração de Maria e recebeu seu “sim”:

Faltam poucos dias para a festa de Natal. Por isso, somos convidados a fixar o olhar no mistério inefável que Maria manteve por nove meses no seu seio virginal: o mistério de Deus que se faz homem. Esta é a primeira essência da redenção. A segunda é a morte e ressurreição de Jesus. Ambas as essências são inseparáveis e manifestam o único desígnio divino: salvar a humanidade e a sua história. 
O mistério da salvação, explicou Bento XVI, além de ser histórico tem também uma dimensão cósmica: Cristo é o sol da graça, que, com a sua luz, transfigura e ilumina o universo.

A própria colocação da festa de Natal é ligada ao solstício invernal. A propósito, talvez poucos sabem, disse o Papa, que a Praça São Pedro é também uma meridiana: o grande obelisco lança a sua sombra para a fonte, que está sob esta janela. A meridiana, que antigamente servia para marcar o verdadeiro meio-dia, regulava os demais relógios. Eis, pois o significado da oração mariana ao meio-dia!

Aqui, o Santo Padre aproveitou para cumprimentar todos aqueles que participarão, em vários níveis, das iniciativas do Ano Mundial da Astronomia em 2009, por ocasião do IV centenário das primeiras observações de Galileu Galilei com seu telescópio. E o Papa concluiu exortando:

Dirijamos, agora, nossos olhares para Maria e José, que aguardam o nascimento de Jesus e aprendamos deles o segredo do recolhimento para experimentar a alegria do Natal. Preparemo-nos para acolher, com fé, o Redentor que vem entre nós, como Palavra de amor de Deus para a humanidade de todos os tempos. 
Ao término da alocução dominical, o Pontífice passou a cumprimentar os presentes na Praça São Pedro, em várias línguas: francês, inglês, alemão, espanhol, polonês e italiano.

O Santo Padre aproveitou o ensejo para cumprimentar os 50 neo-sacerdotes Legionários de Cristo, ordenados ontem pelo Decano do Colégio Cardinalício, Ângelo Sodano, na Basílica papal de São Paulo fora dos Muros. A eles o Papa fez votos “de que o amor de Cristo, que guiou São Paulo na sua missão, anime sempre o seu ministério sacerdotal”.

Por fim, Bento XVI concedeu a sua Bênção Apostólica, desejando a todos um bom domingo e um “Feliz Natal” de alegria e de paz.

( Fonte Rádio Vaticano )

ÍNDIA: APELO POR UM NATAL SEM EXAGEROS E SOLIDÁRIO

18 18UTC dezembro 18UTC 2008

Mumbai, 18 dez (RV) - O Fórum Cristão Unido para os Direitos Humanos de Gujarat (GUCFHR) na Índia, lançou um apelo à comunidade local de fiéis, para que celebre o Natal sem exageros e em solidariedade para com as vítimas do terrorismo em Mumbai e das perseguições em Orissa.

"Nós, bispos e responsáveis pelas Igrejas presentes no Fórum Cristão Unido para os Direitos Humanos, de Gujarat, reunidos em Ahmedabad, no dia 15 de dezembro – lê-se no documento – depois de termos refletido sobre as iminentes celebrações das festividades do Natal, à luz dos violentos eventos em Mumbai e no restante do país, lançamos um apelo a nossos fiéis e instituições, a fim de que sejam evitadas ostentações durante as celebrações natalinas."

"O Natal _ prossegue o apelo _ permanecerá sempre um evento alegre, porque nós celebramos a vinda de Deus que se fez homem entre nós. Mas, em solidariedade para com as vítimas dos ataques terroristas e dos dolorosos episódios em Orissa e em outras áreas do país, pedimos que as manifestações exteriores da nossa alegria sejam mais amenas. Recomendamos ainda, que poupem dinheiro, utilizando-o para aliviar os sofrimentos dos nossos irmãos."

O Fórum Cristão Unido para os Direitos Humanos, de Gujarat, recorda, em seguida, que "o Natal exprime a nossa fé em Deus que se fez homem. Por isso, esta festividade nos pede para encontrarmos Deus em cada ser humano, independentemente do nível social, da religião e da raça".

"É uma ocasião _ conclui o texto _ para darmos passos concretos, que promovam a harmonia entre todos."

( Fonte Rádio Vaticano )

BENTO XVI A DIPLOMATAS: O EMBAIXADOR PODE E DEVE SER UM ARTESÃO DA PAZ

Cidade do Vaticano, 18 dez (RV) - Bento XVI recebeu em audiência, na manhã desta quinta-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, onze novos embaixadores junto à Santa Sé, para a apresentação de suas credenciais.

Trata-se de diplomatas provenientes do Malauí, Suécia, Serra Leoa, Islândia, Luxemburgo, Madagascar, Belize, Tunísia, Cazaquistão, Barein e ilhas Fiji.

Na reflexão que fez aos diplomatas, o papa falou sobre os desafios da função que desempenham como mediadores internacionais: "A promoção da paz é a essência da missão de um embaixador" _ ressaltou o Santo Padre em seu discurso.

"O embaixador por e deve ser um construtor de paz. O artesão de paz de que se fala aqui não é apenas a pessoa de temperamento conciliador, que deseja viver bem com todos e, se possível, evitar os conflitos, mas também alguém que se coloca totalmente a serviço da paz e se empenha ativamente para construí-la, às vezes, a ponto de dar a própria vida."

Se, no passado, a humanidade fez a experiência de uma "indigna escravidão" no âmbito de sistemas políticos e econômicos que _ observou o papa _ por muito tempo "buscaram se impor através da demagogia e da violência", hoje existe uma exigência de "paz autêntica", que não pode ser satisfeita _ insistiu Bento XVI _ "senão quando reina a justiça".

"A Santa Sé publicou, às vésperas da Conferência de Doha que se concluiu há poucos dias, uma nota sobre a atual crise financeira e seu impacto na sociedade e nas pessoas. Estes são alguns pontos de reflexão destinados a promover o diálogo acerca de vários aspectos éticos que deveriam nortear as relações entre as finanças e o progresso, e encorajar governos e responsáveis pela economia a buscarem soluções duradouras e a solidariedade, pelo bem de todos, em particular daqueles que são mais vulneráveis às dramáticas conseqüências da crise."

Nos discursos dirigidos aos diplomatas europeus, o Santo Padre manifestou sua preocupação pelo projeto de lei que busca aprovar a eutanásia e o suicídio assistido, em tramitação no Parlamento de Luxemburgo, invocando respeito pela vida e pela dignidade de todo ser humano.

Da mesma forma, exortou a embaixadora da Suécia, a solicitar o próprio Governo a garantir a tutela jurídica da família e dos nascituros. Falando à diplomata, o papa não deixou de manifestar seu apreço, pela abertura da Suécia aos milhares de cristãos em fuga do Iraque, assegurando suas constantes orações pela situação dos cristãos no Oriente Médio.

A promoção da paz, o valor da liberdade religiosa, a necessidade de diálogo entre as culturas, assim como empenho em favor de um crescimento econômico sustentável e solidário foram os temas abordados pelo Santo Padre em seus discursos de boas-vindas aos embaixadores dos quatro países de maioria islâmica, presentes na audiência: da Tunísia, do Cazaquistão, de Bahrein e de Serra Leoa.

A crescente distância entre o Norte e o Sul do mundo, e entre ricos e pobres foi o eixo do discurso de Bento XVI ao embaixador de Madagascar, país que viu piorar consideravelmente a própria situação socioeconômica após a passagem de devastadores ciclones. Essa constatação deu ao pontífice a oportunidade de exortar a comunidade internacional a não reduzir duas ajudas às nações mais pobres, tomando como pretexto a crise financeira mundial.

Ao embaixador de Belize, nação centro-americana, o papa recomendou que exortasse os jovens a colherem a herança de tradições culturais e religiosas que são fruto de uma história de cooperação e respeito mútuo. Valores aos quais hoje se contrapõem _ observou Bento XVI _ modelos culturais importados e alienantes, que alimentam um clima de cinismo e favorecem o abuso do álcool e das drogas, além de enfraquecerem o idealismo, a generosidade e a esperança dos jovens. Diante desses fenômenos _ reiterou o papa _ a família se coloca como baluarte para o futuro da sociedade e para a defesa da dignidade humana.

Ao embaixador de Malauí o papa frisou a necessidade urgente de que os países africanos se unam para enfrentar os desafios do futuro e assegurar um desenvolvimento integral de seus povos. Além disso, o pontífice pediu mais esforços para garantir a segurança alimentar, acabar com a pobreza e combater as doenças, sobretudo o vírus HIV.

O papa se congratulou com o embaixador das ilhas Fiji, pelos progressos realizados a fim de restabelecer um governo democrático no país, após o golpe de Estado de 2006. E finalizando, pediu a cooperação dos países do Pacífico, a fim de enfrentar os desafios das mudanças climáticas e assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável

MENSAGEM DE NATAL DO CONSELHO ECUMÊNICO DAS IGREJAS

17 17UTC dezembro 17UTC 2008

Genebra, 17 dez (RV) - “O Verbo se fez carne e veio habitar entre nós e nós vemos a sua glória”: é o Evangelho de João a inspirar a Mensagem de Natal do Conselho Ecumênico das Igrejas (COE). “A glória é uma palavra, um grito, um canto usado para exprimir a maravilha do ser humano diante da majestade de Deus – lê-se no texto, assinado pelo Secretário-geral do Conselho, reverendo Samuel Kobia – quando Jesus nasceu, os anjos cantavam Glória a Deus no alto dos Céus e no testemunho de vida de Cristo sobre a terra nós vimos a sua glória, cheia de graça e de verdade.”

“Celebrando o Natal – continua a mensagem – nós reconhecemos a vinda de Jesus como ponto de encontro entre Céu e Terra, o meio para reconstruir as nossas relações interrompidas com Deus, de vencer a nossa hostilidade para com os outros e de renovar a nossa determinação em conseguir a paz no mundo.”

Portanto, o Rev. Kobia sublinha que “a reconciliação é uma mensagem magnífica. Esta mensagem oferece a promessa que os pecados do passado serão reparados, que a verdade será atingida em todos os casos, que o perdão será pedido e também os antigos inimigos poderão viver juntos no respeito recíproco.”

“Trata-se – lê-se ainda no texto – de uma mensagem de misericórdia e de esperança que reflete o grande dom do amor de Deus em Jesus Cristo.” Em seguida o Secretário-geral do Conselho recorda que 2009 foi proclamado pela ONU “Ano Internacional da Reconciliação” e que, por isso, as Nações Unidos se apelam a todas as sociedades em conflito a fim de que “coloquem em ato processos de reconciliação para estabelecer uma paz sólida e duradoura.”

E na mesma linha se coloca o Conselho Ecumênico das Igrejas que, conclui o Rev. Kobia, deu início ao projeto decenal “Vencer a violência: as Igrejas em busca da reconciliação e da paz”, que se concluirá em 2010.

CATEQUESE NA AUDIÊNCIA GERAL: NATIVIDADE DE JESUS, FESTA DO “DOM DA VIDA”

Cidade do Vaticano, 17 dez (RV) Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países, para a Audiência Geral.

Em sua catequese semanal, o Papa falou da Novena de Natal, que se inicia hoje, em preparação imediata à festa do nascimento de Jesus. Trata-se de uma festa que enaltece o dom da vida.

A contemplação do Menino Jesus no presépio nos faz pensar nas crianças pobres, naquelas que são concebidas, rejeitadas ou recém-nascidas, que não têm meios para sobreviver.

Por isso, o Santo Padre convidou os fiéis a descobrirem o autêntico valor da Natividade, deixando de lado tudo o que obscurece seu significado genuíno. Nestes dias santos, os cristãos não comemoram apenas o nascimento de um grande personagem ou o início de uma nova temporada. A Natividade recorda um fato fundamental: na escuridão da noite de Belém apareceu uma grande luz: o criador do universo encarnou-se, unindo-se indissoluvelmente à natureza humana, sem deixar de ser realmente Deus de Deus e Luz da Luz e se tornando verdadeiro homem.

O Verbo encarnado, disse o pontífice, é uma pessoa que se interessa por cada pessoa; é o Filho de Deus vivo, que se fez pequeno para vencer a nossa soberba, tornando-nos autenticamente livres, livres para amá-Lo.

No final da Audiência Geral o Papa manteve um breve encontro com os participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, sobre o tema: “Responsabilidade dos líderes religiosos, especialmente em tempos de crise”.

EM MARIA CONTEMPLAMOS O REFLEXO DA BELEZA DE DEUS

8 08UTC dezembro 08UTC 2008

"Em Maria contemplamos o reflexo da beleza de Deus", diz Papa

Da Redação, com Rádio Vaticano

Hoje, 8, Solenidade da Imaculada Conceição, o Santo Padre o Papa Bento XVI, rezou a oração do Ângelus com os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Santo Padre refletiu sobre o pecado original, sobre a grande presença do mal no mundo que interroga cada crente, e finalmente sobre a graça de Cristo que vencerá o mal.

"O mal, aquele que a Igreja chama, ‘pecado original’, é uma evidência esmagadora no mundo e dentro das pessoas, salientou Bento XVI. "A existência de tanto mal", explicou, "vem do drama da liberdade, que Deus, como diz o livro do Gênesis, deixou ao homem. O Papa recordou como Maria, a nova Eva, foi escolhida entre todas as mulheres para criar o caminho para a santidade e a vitória sobre o pecado".

Bento XVI salientou que em Maria Imaculada, "contemplamos o reflexo da Beleza que salva o mundo: a beleza de Deus que resplandece no rosto de Cristo".

"Em Maria esta beleza é totalmente pura, livre de qualquer soberba e presunção. Foi assim que Maria se mostrou a Santa Bernardette, há 150 anos em Lourdes, e assim é venerada em tantos santuários", afirmou o Papa.

O Santo Padre recordou depois, que esta tarde se deslocará à Praça de Espanha para prestar homenagem a Imaculada Conceição junto do monumento erguido em sua honra nesta praça do centro histórico de Roma.

Missa na Basílica de Santa Maria Maior

Milhares de pessoas participaram esta manhã da Missa pela solenidade da Imaculada Conceição, celebrada pelo secretario de estado, Cardeal Tarcisio Bertone, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Na Basílica encontra-se também a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, objeto de devoção e peregrinação, constante.

Na homilia o cardeal Bertone dirigiu-se em particular aos muitos doentes presentes, juntamente com a associação UNITALSI, que organiza as viagens a Lourdes, recordando a viagem recente de Bento XVI à França e a Lourdes em particular, onde renovou o seu convite aos doentes a erguerem o olhar para Maria, no momento do sofrimento.

O Cardeal Bertone concluiu sua homilia com uma invocação à Imaculada Conceição para que "proteja dos assaltos do mal não só os doentes, mas cada pessoa, a Igreja e o mundo inteiro".

PESAR DO PAPA PELA MORTE DO PATRIARCA …………

5 05UTC dezembro 05UTC 2008

PESAR DO PAPA PELA MORTE DO PATRIARCA ORTODOXO RUSSO ALEKSEJ II

Moscou, 05 dez (RV) - Faleceu nesta sexta-feira, aos 79 anos de idade, o patriarca ortodoxo de Moscou e de Todas as Rússias, Aleksej II. O anúncio foi feito por um porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, citado pela agência oficial "Itar-Tass". Durante os últimos anos, Aleksej II, teve graves problemas de saúde.

Bento XVI enviou hoje uma mensagem de pesar ao Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa.

"Recebi com viva comoção a triste notícia da morte de Sua Santidade Aleksej II, e com fraterno afeto desejo expressar ao Santo Sínodo e a todos os membros da Igreja Ortodoxa Russa as minhas mais sinceras condolências, garantindo a minha solidariedade neste momento de grande tristeza."

O papa eleva súplicas ao Senhor para que acolha no seu Reino de paz e de alegria eterna esse "incansável ministro" e doe consolação e conforto aos que choram a morte do patriarca.

"Mêmore do comum empenho no caminho da recíproca compreensão e colaboração entre ortodoxos e católicos, recordo os esforços que o patriarca fez para o renascimento da Igreja, depois da dura opressão ideológica que causou o martírio de muitas testemunhas da fé cristã", acrescentou.

Em especial, o pontífice recordou a batalha pela defesa dos valores humanos e evangélicos que o patriarca conduziu em particular no Continente europeu, auspiciando que o seu empenho produza frutos de paz e de autêntico progresso humano, social e espiritual.

Também o secretário de Estado, Card. Tarcisio Bertone, enviou um telegrama ao Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa. Já o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, emitiu um comunicado no qual reconhece a importância do seu ministério patriarcal "em um período de grandes mudanças".

"Sua liderança permitiu à Igreja enfrentar a transição da era soviética para a era presente com uma renovada vitalidade interior", explicou. Aleksej II, acrescentou o purpurado, "foi um instrumento na promoção do enorme crescimento de dioceses, paróquias, mosteiros e instituições educativas, que deram vida a uma Igreja que sofreu muito durante muito tempo".

A Rádio Vaticano entrevistou o cardeal: "Recebemos a notícia com grande pesar e tristeza. O Patriarca Aleksej II foi certamente um dos maiores líderes religiosos na época difícil de mudança do sistema comunista para a situação atual. Ele tem o grande mérito de ter reconstruído, praticamente do nada, a Igreja. Pessoalmente, encontrei várias vezes o Patriarca Aleksej II, desde a época em que era bispo de Rottenburg-Stuttgart. Sempre fui recebido de modo muito cordial e aberto".

O Cardeal Kasper comentou ainda o "grande empenho" do Patriarca russo para a reaproximação da sua Igreja com a Igreja Católica: "Não tenho a menor dúvida de que ele tinha interesse em uma aproximação entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica, apesar de todas as dificuldades, apesar de todas as tensões ocasionais que se verificaram. Sobretudo nos últimos anos, as relações com Moscou melhoraram sensivelmente e temos boas esperanças de poder melhorá-las ainda mais. Pedimos a Deus que o recompense pelo bem que realizou no seu longo e difícil serviço à Igreja de Jesus Cristo".

Aleksej II nasceu em 23 de fevereiro de 1929 em Tallín, Estônia. Depois da morte do patriarca Pimen I, em 1990, Aleksej foi designado para dirigir a Igreja Ortodoxa Russa.

BENTO XVI: MEDIAÇÃO PONTIFÍCIA É SINAL DE ……..

BENTO XVI: MEDIAÇÃO PONTIFÍCIA É SINAL DE QUE O DESÂNIMO SEMPRE DEVE SER VENCIDO

Cidade do Vaticano, 05 dez (RV) - Bento XVI enviou uma mensagem de felicitações às presidentes de Argentina e Chile, recordando os 30 anos da mediação pontifícia entre os dois países, que na época disputam a soberania da zona austral.

Tendo em vista essa data, no dia 29 de novembro o papa nomeou o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, seu enviado extraordinário em missão especial para as cerimônias desse aniversário, celebrado hoje em Monte Aymond, na Argentina, com a presença das presidentes da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e a do Chile, Michelle Bachelet.

Em sua mensagem, Bento XVI recordou os primeiros dias de 1978, "quando os dirigentes dessas queridas nações chegaram a pensar que havia se esgotado toda possibilidade de se chegar a um acordo que pusesse fim à controvérsia; mais ainda, lhes parecia difícil acolher a sugestão que o pontífice fizera, em uma mensagem na qual insistia em uma análise serena e responsável do problema".

João Paulo II, disse Bento XVI, "impulsionado por sua especial sensibilidade para concretizar a missão recebida pelo Príncipe da Paz, sentiu a necessidade de oferecer uma nova e peculiar intervenção, de caráter mais pessoal".

Para o papa, a decisão de João Paulo II de enviar o Cardeal Antonio Samoré deteve de modo providencial o confronto bélico e levou à assinatura dos Acordos de Montevidéu, em 8 de janeiro de 1979.

"Este êxito, que causou uma agradável e inesperada surpresa no mundo, foi um exemplo de como, diante de qualquer controvérsia, sempre se deve vencer o desânimo, e nunca dar por esgotado o caminho do diálogo paciente e da negociação conduzida com sabedoria e prudência, para alcançar uma solução justa e digna", escreveu Bento XVI.

O pontífice recordou que a história recente está repleta de várias intenções falidas e de soluções drásticas que geraram gravíssimas conseqüências em várias partes do mundo. A mediação pontifica de 30 anos atrás evitou que fossem cometidas atrocidades contra os povos argentino e chileno e a realidade de hoje, marcada pela colaboração, é uma testemunha exemplar e inegável dos frutos da paz.

No Monte Aymond, na fronteira entre Chile e Argentina, foi celebrada a santa missa; abençoada a primeira pedra de um “monumento comemorativo à paz entre os povos”; e foi lida a referida mensagem do papa.

As presidentes Bachelet e Kirchner visitarão ainda a cidade chilena de Punta Arenas, onde será inaugurada uma placa comemorativa dedicada a João Paulo II.

A mensagem do papa “é uma mensagem de felicitações para reforçar as relações de amizade e colaboração” entre os dois países, comentou o arcebispo de São Paulo, Cardeal Scherer, pouco após a sua chegada a Punta Arenas, sul do Chile.

 

SANTA SÉ: TURISMO RELIGIOSO AJUDA OS CRISTÃOS

4 04UTC dezembro 04UTC 2008

Cidade do Vaticano, 04 dez (RV) - O turismo religioso e as peregrinações podem ajudar os cristãos perseguidos. Em síntese, este foi o teor do discurso proferido esta manhã pelo secretário do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, arcebispo Agostino Marchetto. O pronunciamento foi feito por ocasião do encontro organizado pela Universidade romana de Tor Vergata sobre atividades turísticas e culturais.

Falando sobre o tema "A Igreja e o turismo religioso", Dom Marchetto relevou que, infelizmente, em algumas nações existem igrejas, capelas ou afrescos de interesse histórico e artístico que são proibidos ao público por carência de funcionários e de meios ou por ordem das autoridades civis.

Portanto, a "pressão turística" pode revelar-se uma oportunidade para que sejam abertos ao público, beneficiando espiritual e economicamente os habitantes. Em especial, Dom Marchetto se fez porta-voz da invocação feita por muitos irmãos e irmãs que vivem em países onde não podem desempenhar seu serviço pastoral. Eles pedem explicitamente que sejam visitados para que suas comunidades de fé possam sobreviver.

A seguir, Dom Marchetto distinguiu turismo religioso e peregrinação, pedindo aos agentes que evitem a "turistificação" dos locais sagrados. A tarefa da comunidade eclesial, afirmou, é acolher as pessoas que visitam esses locais testemunhando o amor de Deus, mesmo que não professem qualquer religião.

Para o prelado, o turismo religioso é destinado a crescer, independentemente da difícil situação econômica atual.

Segundo a Organização Mundial do Turismo, em 2007, 330 milhões de turistas visitaram locais de fé. Desses, 47% viajam por motivos culturais, não estreitamente religiosos.

Diante desse fato, Dom Marchetto pede que o patrimônio religioso seja promovido com inteligência e coerência. "Há um retorno ao sentido da beleza que pode conduzir a Deus", concluiu o prelado.

SANTA SÉ COMEMORA OS 60 ANOS DA ………………

SANTA SÉ COMEMORA OS 60 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

Cidade do Vaticano, 04 dez (RV) - A Santa Sé promove, mediante o Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e com a participação de Bento XVI, na tarde da próxima quarta-feira, dia 10, uma solene celebração para recordar e honrar o 60º aniversário da Declaração universal dos direitos do homem, proclamada pelas Nações Unidas, no dia 10 de dezembro de 1948, após o fim do segundo desastroso conflito mundial.

Os direitos do homem são expressão da eminente e inviolável dignidade de toda pessoa humana e manifestam a sua vocação única e irrepetível, acima de qualquer diferença e toda possível discriminação.

A Declaração universal de 1948, que sancionou e registrou tais direitos, constitui um marco da civilização humana, reiterando que o progresso da humanidade não se mede somente com o avanço da ciência, da técnica e da economia, mas também e, sobretudo, com o primado dos valores espirituais e com o progresso da vida moral.

O objetivo principal dessa celebração da próxima quarta-feira, no Vaticano, é justamente reafirmar esses princípios e esses valores.

Segundo o que já foi anunciado na coletiva organizada pela Sala de Imprensa da Santa Sé _ no dia 13 de novembro passado _, a celebração se articulará num Ato comemorativo de reflexão e de estudo, com discursos, entre outros, do cardeal secretário de estado, Tarcisio Bertone, e do diretor-geral da Organização Mundial do Trabalho, Juan Samovia, na presença do príncipe Grão-Meste da Soberana Ordem Militar de Malta, Fra Matthew Festing, e também do presidente italiano Giorgio Napolitano.

O ato comemorativo terá seqüência _ com a presença do Santo Padre _ com um Concerto de músicas clássicas executadas pela Brandenburghisches Staatsorchester de Frankfurt, Alemanha, dirigida pela maestra espanhola Inma Shara, primeira mulher a dirigir um complexo sinfônico no Vaticano.

Pouco antes do Concerto terá lugar a entrega dos Prêmios atribuídos para este ano pela Fundação São Mateus em memória do Cardeal François Xavier Nguyên Van Thuân a cinco personalidades e instituições que se distinguiram particularmente no campo do compromisso social e pela paz.

 

PAPA FALA SOBRE JUSTIFICAÇÃO DO HOMEM EM CRISTO !

3 03UTC dezembro 03UTC 2008

Da Redação, com Rádio Vaticano

Prosseguindo o estudo sobre os ensinamentos de São Paulo, o Papa Bento XVI refletiu hoje, 3, sobre a relação que o Apóstolo estabelece entre o primeiro Adão e Cristo, na Carta aos Romanos e também na primeira Epístola aos Coríntios. Cerca de sete mil peregrinos se reuniram na Sala Paulo VI, no Vaticano, para a Audiência Geral com o Papa.

"Quando Paulo recorda a queda da humanidade em Adão, é sempre para sublinhar a superabundância da graça que esta recebeu em Cristo", destacou Bento XVI. "O pecado de Adão nunca pode ser apresentado isolado do horizonte da justificação que a humanidade encontra em Cristo".

"Só Cristo, como novo Adão, libertou a humanidade do pecado e da morte, mediante o dom da graça da justificação. O Batismo não só livra do pecado original, mas também coloca o homem, de novo, no relacionamento com Deus, fazendo-o Seu filho. O batizado é introduzido numa vida totalmente nova, sustentada pelo dom do Espírito Santo".

A "gloriosa liberdade dos filhos de Deus" de que fala Paulo na Carta aos Romanos, dom do Espírito Santo no Batismo e no Crisma, exprime-se no serviço do Senhor através dos nossos irmãos e torna-nos ativamente responsáveis por todos os que ainda não vivem em Cristo, para que também estes possam descobrir a esperança que lhes está reservada, graças ao amor gratuito de Deus. Tudo isto está de algum modo contido numa visão global da doutrina do pecado original, formulada pela Igreja a partir dos ensinamentos de Paulo:

"A doutrina de São Paulo, a partir da qual a Igreja formulou o dogma do pecado original, sintetiza a reflexão judaica do seu tempo sobre o drama do pecado, tal como dele falam os três primeiros capítulos do Gênesis. Ela reconhece ao mesmo tempo as consequências fatais do pecado de Adão em que toda a humanidade ficou envolvida e a responsabilidade pessoal dos homens perante os pecados que cometem".

SANTA SÉ EXPLICA A NÃO RATIFICAÇÃO DA …………

SANTA SÉ EXPLICA A NÃO RATIFICAÇÃO DA CONVENÇÃO DA ONU DEDIDACA AOS PORTADORES DE DEFICIÈNCIA

Cidade do Vaticano, 03 dez (RV) - “A não ratificação por parte da Santa Sé da Convenção da ONU sobre os portadores de deficiência, era já de conhecimento de todos há muito tempo”: foi o que afirmou padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em mérito à difusão da notícia que a Santa Sé não assinou a convenção das Nações Unidas sobre a tutela dos direitos dos portadores de deficiência.

“Não tem absolutamente nada de novo – disse padre Lombardi- , a posição do Vaticano tinha sido já comunicada pelo observador da Santa Sé junto à ONU, arcebispo dom Celestino Migliore”. A Convenção entrou em vigor no último mês de maio. Hoje celebra-se o dia Mundial das Pessoas portadoras de Deficiência.

A não assinatura dessa Convenção por parte da Santa Sé, deve-se ao fato que entre os direitos aos quais se faz referência no texto, encontra-se também o direito ao aborto. A Santa Sé critica, em particular, os artigos 23 e 25 da Convenção nos quais se preservam os direitos dos portadores de deficiência “à educação reprodutiva” e aos “meios necessários para exercitar esse direito”; portanto, entre os serviços sanitários aos quais eles podem aceder estão “incluídos aqueles na área da saúde sexual e reprodutiva”.

Assim, a Santa Sé, mesmo reconhecendo a importância da Convenção no que diz respeito à tutela dos direitos dos portadores de deficiência, achou oportuno opor-se enquanto o texto continha a expressão “saúde sexual e reprodutiva”, pois, “em alguns países – explicou anteriormente o arcebispo Celestino Migliore – os serviços de saúde e reprodutivos compreendem o aborto, negando assim o direito à vida de todo ser humano, direito afirmado por sua vez pelo art. 10 da mesma Convenção”.

 

MÉXICO: CAMPANHA POR UM VERDADEIRO NATAL

2 02UTC dezembro 02UTC 2008

Cidade do México, 02 dez (RV) - A Coalizão pela vida e pela família de Mexicali, no Estado mexicano da Baixa Califórnia, lançou uma campanha com o título “Natal é Jesus, Deus conosco”. A finalidade da iniciativa é a de preservar o justo espírito da festividade natalina. A Campanha, explica Josefina Rojo, uma das coordenadoras da iniciativa, quer afixar nas casas cartazes que apresentem a verdadeira mensagem do Natal, para contrastar a propaganda comercial que muitas vezes faz esquecer o significado do Natal.

“A acolhida da iniciativa foi calorosa – explica a senhora Rojo – e recebemos muitos pedidos. Trata-se de uma idéia que nasceu espontaneamente, depois de ter lido nos jornais que na cidade inglesa de Oxford não se usará mais o termo ‘Christmas’, ou seja, Natal, mas sim ‘Winter Light Fest’, A Festividade da Luz Invernal, com a finalidade de reconhecer a identidade multiétnica e multiconfessional do país”.

NÃO SE RECONHECE VÍNCULO TRABALHISTA ENTRE OS…..

NÃO SE RECONHECE VÍNCULO TRABALHISTA ENTRE OS PADRES E AS DIOCESES

Cidade do Vaticano, 02 dez (RV) - Estamos publicando, a cada dia, comentários explicativos acerca do Acordo Brasil-Santa Sé, com o intuito de esclarecer a opinião pública em geral e os católicos em particular, sobre o significado e a importância desse documento.

Hoje respondemos à seguinte questão: Não se reconhece vínculo trabalhista entre os padres e as Dioceses, assim como entre os religiosos e religiosas e seus respectivos Institutos (artigo 16 do Acordo). Esta previsão não fere a legislação trabalhista do País, abrindo espaço para abusos?
O não reconhecimento de vínculo empregatício entre os ministros ordenados e as suas Dioceses e entre os fiéis consagrados e os Institutos Religiosos a que eles pertencem está clara e unanimemente definido pelo magistério da doutrina jurídica e pela suprema jurisprudência juslaborista, solidamente amparada nos preceitos da Constituição Federal e do ordenamento infraconstitucional do nosso País.

Não é supérfluo citar aqui, à guisa de exemplo dessa consolidada orientação do direito do trabalho brasileiro, algumas passagens fundamentais de um recente Acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, que define que o trabalho realizado por religiosos, segundo a sua vocação, não gera vínculo empregatício (TST-AIRR 3652/2002-900-05-00, em DJ de 09/05/03). Lê-se da sua ementa: «O vínculo que une o pastor à sua Igreja é de natureza religiosa e vocacional. Relacionado à resposta a uma chamada interior e não ao intuito de percepção de remuneração terrena. A subordinação existente é de índole eclesiástica, e não empregatícia, e a retribuição percebida diz respeito exclusivamente ao necessário para a manutenção do religioso. Apenas no caso de desvirtuamento da própria instituição religiosa, buscando lucrar com a palavra de Deus, é que se poderia enquadrar a igreja [...] como empresa e o pastor como empregado». E ainda, lemos no corpus da sua cuidadosa motivação: «Os juslaboristas pátrios, não se distanciando da doutrina estrangeira, são praticamente unânimes em não reconhecer a possibilidade de vínculo empregatício entre os ministros das diversas confissões religiosas (padres, pastores, rabinos, etc) e suas respectivas igrejas ou congregações. [...] Também a jurisprudência tem sido firme na mesma esteira da doutrina, apenas admitindo o vínculo no caso do desvirtuamento da instituição». Tal “desvirtuamento” – previsto também no dispositivo do nosso Acordo como única exceção possível à exclusão do vínculo empregatício – dá-se, conforme a mesma sentença aqui citada, apenas nas hipóteses em que seja provado, em juízo, que se trata de «instituições que aparentam finalidades religiosas e, na verdade, dedicam-se a explorar o sentimento religioso do povo, com fins lucrativos».

O referido Artigo trata também, no inciso II, dos fiéis que realizam na Igreja tarefas da mais variada natureza (“apostólica, pastoral, litúrgica, catequética, assistencial, de promoção humana e semelhantes…”) «a título voluntário», isto é, em força de um regular contrato (“termo de adesão”) de voluntariado, conforme quanto estabelecido pela Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, que disciplina o fascinante e benemérito mundo do voluntariado. A citada previsão do nosso Acordo observa esta valiosa Lei Federal, em perfeita sintonia com seus preceitos e princípios inspiradores

 

GOVERNADOR DE SANTA CATARINA !

30 30UTC novembro 30UTC 2008

O governador de Santa Catarina também pediu aos turistas nacionais e estrangeiros que não deixem de visitar os balneários da região oceânica do Estado nesse verão. Segundo o governador não há registro de danos causados pelas chuvas nesses locais.

"Não temos registro de nenhum problema nas estações balneárias. De modo que a temporada de verão está garantida. Brasileiros e estrangeiros que costumam freqüentar nossas praias podem vir com toda a tranqüilidade. Não há risco", garantiu Silveira.

O governador disse ainda que os turistas não precisam temer as ocorrências de doenças que normalmente aparecem após longos períodos de chuva, como hepatite A e leptospirose (doença causada pela contaminação por urina de rato). "Estamos veiculando campanhas didáticas em jornais, rádios e televisões, orientando a população como proceder a partir de agora".

O governador também falou da solidariedade que Santa Catarina vem recebendo, principalmente dos governos dos Estados próximos e da sociedade brasileira para a recuperação dos municípios mais destruídos pelos temporais. "Isso (a ajuda) vai possibilitar uma reconstrução mais rápida das cidades", disse.

Agência Brasil

DEUS TEM SEMPRE TEMPO PARA NÓS, AFIRMA BENTO XVI !

Da Redação, com Rádio Vaticano

Deus tem sempre tempo para nós, salientou o Papa antes do Angelus deste I Domingo de Advento. Bento XVI manifestou o seu horror pela violência em Mumbai, na India e em Jos na Nigéria. Saudação e bons votos aos fiéis do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla por ocasião da festa de Santo André

"Nós temos sempre pouco tempo, especialmente para o Senhor, não sabemos ou, às vezes, não queremos encontrá-lo. Ora bem, Deus tem sempre tempo para nós", afirmou Bento XVI falando da janela dos seus aposentos antes do Ângelus deste domingo.

"Todos dizemos que nos falta o tempo, porque o ritmo da vida cotidiana se tornou para todos frenético. Também a esse respeito a Igreja tem uma boa noticia para dar: Deus dá-nos o seu tempo".

Segundo Bento XVI esta é a primeira coisa que o início de um novo ano litúrgico nos faz redescobrir com maravilha sempre nova. "Sim: Deus dá-nos o seu tempo, porque entrou na história com a sua Palavra e as suas obras de salvação, para a abrir ao eterno, para a tornar história de aliança".

Nesta perspectiva, explicou aos cerca de 20 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o tempo já é, em si mesmo, um sinal fundamental do amor de Deus: um dom que o homem, como qualquer outra coisa é capaz de valorizar ou, pelo contrário, de estragar; de colher no seu significado, ou desleixar com superficialidade obtusa.

Violência na Índia e Nigéria

Depois da recitação da oração mariana do Ângelus, Bento XVI voltou a manifestar o seu horror pela cruel e insensata violência que atingiu, por motivos e circunstâncias diferentes, Mumbai na India e a Nigéria.

"Peçamos ao Senhor que toque o coração daqueles que se iludem que este é o caminho para resolver os problemas locais ou internacionais e sintamo-nos todos impelidos a dar o exemplo de mansidão e de amor para construir uma sociedade digna de Deus e do homem".

Também depois da recitação do Ângelus, o Papa dirigiu a sua saudação e os bons votos a Bartolomeu I e aos fiéis do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, invocando sobre todos a abundância das bênçãos celestes.

"A 30 de Novembro, recordou aos fiéis, ocorre a festa de Santo André, irmãos de Simão Pedro. Ambos foram, primeiros seguidores de João Batista e, depois do Batismo de Jesus no rio Jordão, tornaram-se seus discípulos, reconhecendo n’Ele o Messias. Santo André é o patrono do Patriarcado de Constantinopla, e é assim que a Igreja de Roma se sente ligada àquela Igreja por um laço de especial fraternidade. Portanto nesta feliz circunstância, concluiu o Papa, segundo a tradição, uma delegação da Santa Sé, chefiada pelo Cardeal Walter Kasper, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos deslocou-se em visita ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I".

BENTO XVI ENVIA MENSAGEM DE…………………..

29 29UTC novembro 29UTC 2008

BENTO XVI ENVIA MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS PELAS VÍTIMAS DE SANTA CATARINA

Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI enviou um telegrama de condolências ao Arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, no qual expressa seu pesar pela tragédia ambiental em Santa Catarina, onde as fortes chuvas e inundações afetaram 1,5 milhão de pessoas e fizeram cerca de 100 mortos.

No telegrama, enviado pelo Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, o Papa afirma que, "com profundo pesar, tomou conhecimento das trágicas consequências das chuvas torrenciais destes últimos dias, que atingiram o Estado de Santa Catarina".

Bento XVI confirma "sua participação espiritual, nesta hora de dor, às famílias das vítimas e aos milhares de desalojados desta enorme tragédia ambiental".

"O Papa implora de Deus misericordioso a assistência e a consolação para toda as vítimas e os que sofrem física e moralmente".

Por fim, o Papa envia a todos a sua "propiciadora bênção apostólica, extensiva ao povo de Santa catarina e aos que se mobilizaram nas campanhas de solidariedade".

O Arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, agradeceu ao Papa o gesto de solidariedade manifestando ser "reconfortante saber que Bento XVI está unido espiritualmente aos que perderam seus entes queridos e aos que sofrem". .

 

 

COMO AJUDAR OS DESABRIAGADOS PELA CHUVA EM SC.

27 27UTC novembro 27UTC 2008

Da Redação

O arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, falou nesta tarde, sobre a Campanha: "Fui atingido pelas enchentes e me socorrestes", lançada hoje por sua Arquidiocese. Trata-se de uma ação de solidariedade em socorro aos desabrigados por ocasião das chuvas que ocorrem em todo estado desde agosto e que se intensificaram no último domingo.

De acordo com a Defesa Civil, até agora, foram registrados 54.039 desalojados e desabrigados, sendo 22.952 desabrigados e 31.087 desalojados. São 79 mortes confirmadas.

"Neste dia, dedicado à Santa Catarina, Padroeira de Nossa Arquidiocese, de nosso estado, iniciamos esta campanha nos baseando no Evangelho do domingo passado. ‘Eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes (…). Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes’. Qualquer ajuda, portanto, será feita a Jesus. Independente de onde mora, da religião ou da raça, devemos ajudar o necessitado porque vemos nele o rosto de Jesus", assinalou Dom Murilo.

Como ajudar

Roupas e alimentos não perecíveis podem ser encaminhados às Paróquias da Arquidiocese. Os organizadores solicitam, apenas, que as roupas estejam limpas já que os desabrigados não tem como lavá-las. Devem, ainda, ser colocadas em sacolas com sua identificação do conteúdo, se é para homem ou para mulher e para qual idade são destinadas.

Doações em dinheiro podem ser feitas através do Banco do Brasil, Agência 3174-7, CC 17611-7 em nome da Ação Social Arquidiocesana/ Flagelados SC 2008.

Ajuda da Igreja

O arcebispo diz que as paróquias, especialmente as próximas às áreas atingidas, abriram suas dependências, seus salões, suas Igrejas, para acolher os desabrigados. "São milhares os acolhidos por nós. Nem sempre temos condições de dar o que os desabrigados necessitam como alimentos e roupa seca. A Defesa Civil não está conseguindo canalizar recursos para estes locais".

"A solidariedade da Igreja, do Governo, de órgãos não governamentais tem ajudado a diminuir os sofrimentos", diz Dom Murilo.

Dom Murilo pede, além da ajuda material, "solidariedade em forma de oração": "Somos membros de uma mesma família", diz. "As águas já começaram a baixar, a esperança começa a renascer", assinala com tom de esperança. ( Fonte Canção Nova )

ROMA ABRIGA ENCONTRO INTERNACIONAL DE JOVENS

24 24UTC novembro 24UTC 2008

Roma, 24 nov (RV) - Realizar-se-á em Roma, de 28 a 30 deste mês, o "Youth Meeting in Rome", um encontro juvenil internacional promovido pela Pontifícia Universidade Regina Apostolorum e pela Universidade Européia de Roma. O objetivo do encontro é fazer com que os jovens se confrontem com temáticas atuais, como o uso dos meios de comunicação, a relação entre ética e economia, bioética e o valor da família, e está aberto aos jovens de 25 a 35 anos de idade do mundo inteiro. "Tudo isso, explicam os organizadores, lembrando o apelo de João Paulo II, em prol da construção de uma civilização do amor"
Fonte Rádio Vaticano.

ENCONTRO DE BENTO XVI………………

ENCONTRO DE BENTO XVI COM CATHOLICÓS ARMÊNIO: PAPA MANIFESTA PREOCUPAÇÃO PELAS PERSEGUIÇÕES ANTICRISTÃS
di Raimundo De Lima
Cidade do Vaticano, 24 nov (RV) - O Santo Padre recebeu em audiência, esta manhã, no Vaticano, o chefe da Igreja armênia apostólica de Cilícia, o Catholicós Aram I, acompanhado de uma delegação de bispos e arcebispos. O diálogo entre as várias confissões cristãs para a paz no mundo, a preocupada denúncia das perseguições que atingem os cristãos no Oriente Médio e em outras partes da terra foram os temas tocados pelo papa na referida audiência. Antes do encontro no Vaticano, a delegação se deteve em oração, na Cripta Vaticana, diante do túmulo de João Paulo II. Uma oração comum, na Capela Redemptoris Mater da residência apostólica, concluiu a audiência. Existe um mundo ao qual os cristãos _ unidos pela oração e pela herança espiritual de fé comum _ podem testemunhar valores de paz. E há um mundo que se volta contra os cristãos justamente por causa de seus valores e de sua fé. Ambos os aspectos foram ressaltados no encontro entre Bento XVI e o Catholicós armênio, Aram I. O encontro teve um forte caráter ecumênico. De fato, o pontífice deu grande ênfase à contribuição dada nestes anos pela Sé de Cilícia e por seus delegados aos “positivos contatos” mantidos entre as Igrejas ortodoxas orientais com a Igreja católica. Nesse sentido, o papa fez os seguintes votos: “Devemos ter confiança que o diálogo continuará seguindo avante, vez que promete esclarecer questões teológicas que nos dividiram no passado, mas que agora parecem abrir-se a um maior consenso. Estou confiante de que o atual trabalho da Comissão Internacional _ dedicada ao tema: ‘A natureza, a Constituição e a missão da Igreja’ _ permitirá a muitas das questões específicas do nosso diálogo teológico encontrar o seu justo contexto e a resolução.” Ademais, Bento XVI afirmou que a “maior compreensão” e “o apreço pela tradição apostólica que nós partilhamos contribuirá a um ainda mais eficaz testemunho comum de valores espirituais e morais, sem os quais uma ordem social verdadeira, justa e humana não pode existir”. Por sua vez, também o chefe da Igreja armênia apostólica de Cilícia observou que não existe outro caminho a não ser o do confronto respeitoso. O Catholicós armênio citou a Declaração comum subscrita junto com João Paulo II em janeiro de 1997: “‘O encontro constituiu uma ocasião privilegiada para orar e refletir juntos, para reiterar o seu compromisso e o seu esforço comum pela unidade dos cristãos’, renovado e reforçado com o poder do Espírito Santo. Nós continuamos a viagem ecumênica dos nossos predecessores. Nós acreditamos que esse é o único caminho _ fortificados pelos mandamentos de amor e unidade de nosso Senhor _ que deverá levar-nos a uma missão comum diante da necessidade que o mundo inteiro tem da mensagem do Evangelho que dá vida.” Em seguida, o pontífice voltou seu olhar para as difíceis realidades vividas pelas populações do Líbano e do Oriente Médio. Bento XVI disse rezar todos os dias pelas referidas populações afirmando que acompanha as respectivas vicissitudes com ”profunda preocupação”, porque _ ressaltou _ o repetir-se constante de “tensões e conflitos” “continua minando todos os esforços voltados a promover a reconciliação e a paz em todos os níveis da sociedade civil e na vida política e na região”: “Recentemente ficamos muito sentidos com o aumento da violência e da perseguição contra os cristãos em algumas partes do Oriente Médio e em outros lugares. Somente quando os países envolvidos forem capazes de determinar o seu próprio destino, as várias etnias e comunidades religiosas aceitarem e respeitarem plenamente as outras, a paz será construída em sólidos fundamentos de solidariedade, justiça e respeito pelos direitos legítimos das pessoas e dos povos.” O respeito por tais direitos, violados em tempos recentes, encontra-se também na base do que o Santo Padre definiu como “indizíveis sofrimentos” vividos pelo povo armênio durante o Séc. XX: sofrimentos iluminados pelo testemunho de mártires e santos que ainda hoje _ afirmou o pontífice _ modelam a cultura dos armênios. Uma ferida que não pode ser silenciada, disse, por sua vez, Aram I: “As Igrejas, as religiões e os Estados devem reconhecer todo genocídio, inclusive o dos armênios, e fazer o possível para evitar novos genocídios, afirmando o direito de todos os povos à dignidade, à liberdade e à autodeterminação.” Precedentemente, as palavras do pontífice e do Catholicós armênio tinham sido unidas em oração, as quais deram início à celebração ecumênica no Vaticano. As palavras dos Salmos e do Evangelho em língua armênia se alternaram até confluírem na bênção final, cuja leitura em duas vozes _ a do papa e do Catholicós de Cilícia _ deu à celebração uma força muito mais que simbólica. Aram I encontrará novamente Bento XVI na próxima quarta-feira, na audiência geral, ao término da qual manterá um colóquio com o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone. A estada em Roma do chefe da Igreja armênia apostólica de Cilícia inclui outros momentos significativos, tais como a visita à Basílica papal de São Paulo Fora dos Muros _ para uma liturgia ecumênica diante do túmulo do Apóstolo dos Gentios no âmbito do Ano Paulino; e a participação na celebração das Vésperas com a Comunidade romana de Santo Egidio, na Basílica de São Bartolomeu, na Ilha Tiberina, marcada também por um momento de oração na Basílica de Santa Maria em Trastevere. Aram I participará também de um Ato acadêmico promovido pela Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o qual pronunciará uma lectio magistralis sobre o tema “Os desafios apresentados no Oriente Médio à Cristandade”. Por fim, na tarde da próxima quarta-feira o Chatolicós de Cilícia concederá, na sede da nossa emissora, uma coletiva de imprensa.
Fonte Rádio Vaticano.

NOVAS ARMAS PARA COMBATER A AIDS ?

17 17UTC novembro 17UTC 2008

Dr. Frei Antônio Moser, Teólogo

 Quando, no decorrer da década de 1980, a epidemia da Aids ganhou proporções assustadoras, um lema foi se impondo como uma espécie de alerta geral: "A Aids mata". E, de fato, ela já matou milhões de pessoas e milhões de outras estão contaminadas pelo terrível vírus do HIV. Houve um período no qual se pensava que ele se expandia mais entre pessoas homossexuais ou entre os mais jovens; mas logo ficou claro que as ameaças pairam sobre todos, homo e heterossexuais, homens e mulheres, jovens e pessoas maduras, ricos e pobres. Tudo isso fez com que, por parte de todos os segmentos da sociedade, fosse se impondo um outro imperativo complementar: "previna-se". Em decorrência disso foram indicados vários expedientes: para uns a prevenção consistia simplesmente em usar preservativo. Pouco a pouco, até mesmo em setores não ligados à Igreja, a tônica passou a ser: "Evite relações promíscuas", como caminho mais seguro. O avanço da medicina foi abrindo novas perspectivas; se não de cura, ao menos de controle da Aids através de medicação cada vez mais apropriada. Foi desta forma que se chegou aos célebres "coquetéis", que, apesar de caríssimos, mostram eficácia, prolongando em muito a vida do paciente e diminuindo seus sofrimentos. Mas todos percebiam que isso ainda era pouco, não bastava. As esperanças passaram a ser colocadas em vacinas ou em procedimentos resultantes dos avanços biogenéticos e biotecnológicos.Os jornais deste 11 de novembro trouxeram grandes manchetes carregadas de esperanças, anunciando que a engenharia genética entrava em ação para produzir uma nova e poderosa arma. Estariam sendo criadas em laboratório supercélulas capazes de exercer eficazmente uma dupla função: a primeira a de detectar as artimanhas do vírus HIV, especialista em esconder seu jogo para fugir dos mecanismos de defesa naturais. A segunda é a de reforçar as defesas naturais, de tal forma que, mesmo que ainda não se consiga eliminar o vírus, ao menos se conseguiria reduzir seu potencial destrutivo. Como estas "células assassinas" podem ser multiplicadas aos milhões, elas se apresentam como um verdadeiro exército para eliminar ou o menos intimidar o inimigo. Embora ainda não tenha ficado muito claro o processo da produção dessas supercélulas, é óbvio que, em princípio, nos encontramos diante de uma boa notícia. Aliás, nisto todos os setores da sociedade concordam: diante destes milhões de seres humanos contaminados, a única atitude adequada é prestar todo tipo de assistência para minorar seus sofrimentos e ajudá-los a se integrarem na sociedade. Ademais, na medida em que forem esclarecidos os processos e confirmados os resultados, esta boa notícia poderá apresentar um alcance maior do que se poderia pressupor à primeira vista: estaria revelando, uma vez mais, que o conflito entre ciência e fé não se localiza nos verdadeiros progressos, resultantes de pesquisas levadas adiante e pautadas pelas conhecidas normas éticas. Contudo, ao mesmo tempo em que se deve saudar tais avanços, como sendo uma boa notícia, convém lembrar que eles terão pouca serventia se não houver avanço de comportamentos sexuais. Caso contrário estaremos procedendo como certas pessoas que tomam "preventivamente" o coquetel pensando estar se imunizando. O vírus do HIV é sabidamente muito esperto para vencer todo tipo de barreiras. Só não consegue nada contra aquelas pessoas que vêem na Aids um sinal dos tempos: todos precisam ser mais responsáveis em seus comportamentos, mormente os sexuais, dom precioso de Deus, mas que deve ser administrado com sabedoria.
( Fonte Canção Nova )

PAPA PEDE NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICOS……………

15 15UTC novembro 15UTC 2008

PAPA  PEDE  NOVA  GERAÇÃO  DE  POLÍTICOS  CATÓLICOS  COERENTES  COM  A  FÉ.
 O Papa Bento XVI pediu hoje,15, mais uma vez a formação de uma nova geração de políticos católicos, coerentes com a fé e servidores do bem comum. Recebendo os participantes da Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, Bento XVI reiterou a necessidade e a urgência da formação evangélica e do acompanhamento pastoral de uma nova geração de católicos, mais engajada na política. Para o Papa, os novos políticos católicos devem ser: "Coerentes com a fé professada, moralmente rigorosos, capazes de um juízo cultural, competentes profissionalmente, e devem também ser apaixonados pelo serviço em prol do bem comum". Por sua vez, disse o Papa, os leigos devem dar testemunho de caridade, especialmente com os pobres, os sofredores, os mais carentes; e devem também assumir o compromisso cristão de construir condições de maior justiça e paz na convivência humana, abrindo novas fronteiras ao Evangelho. "Peço ao Pontifício Conselho para is Leigos,acrescentou, que acompanhe com diligente zelo pastoral a formação, o testemunho e a colaboração dos fiéis leigos em todas as situações que colocam em risco a autêntica qualidade da vida humana na sociedade", acrescentou Bento XVI. A este respeito, o pontífice citou a exortação apostólica ‘Christifideles laici’, de João Paulo II, relevando que "o grande trabalho na vinha do Senhor precisa de fiéis cristãos leigos, que, como a Santíssima Virgem Maria, digam e vivam o seu ’sim’ ao desígnio de Deus, em suas vidas". Em sua saudação ao Papa, o cardeal presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Stanislaw Rylko, havia nomeado o documento de Wojtyla, afirmando que "enquanto o desinteresse sempre foi inaceitável, hoje ele se tornou ainda mais culpado". Entre as questões mais relevantes aos cuidados do Pontifício Conselho para os Leigos, está a questão da mulher, disse o Papa. "Jamais será dito o suficiente para expressar o quanto a Igreja aprecie, reconheça e valorize a participação das mulheres em sua missão de serviço na difusão do Evangelho. Iguais em dignidade, o homem e a mulher são chamados a enriquecer-se mutuamente em comunhão e colaboração, não apenas no matrimônio e na família, mas também na sociedade, em todas as suas dimensões". "Às mulheres cristãs, requer-se consciência e coragem para enfrentar tarefas exigentes, para as quais, todavia, contam com o apoio de uma destacada propensão à santidade, de uma perspicácia no discernimento das correntes culturais de nossos tempos, e da paixão especial ao cuidar do humano que a caracteriza", completou o pontífice. O papel das mulheres na Igreja e na sociedade foi exaltado 20 anos atrás por João Paulo II, com a carta apostólica ‘Mulieris dignitatem’. Esta manhã, Bento XVI exortou cardeais, bispos, sacerdotes e responsáveis de associações e movimentos laicais presentes na audiência a inspirar-se nela, em sua ação.
( Fonte Rádio Vaticano )

ACORDO ENTRE BRASIL E SANTA SÉ !

13 13UTC novembro 13UTC 2008

Por ocasião da visita do presidente Lula, foi assinado o Acordo entre a Santa Sé e o Brasil sobre o status jurídico da Igreja Católica no país. O acordo atribui personalidade jurídica à Igreja e garante a plena realização de sua missão apostólica e pastoral. Sacerdotes e todos os agentes pastorais poderão ter a liberdade de entrar nas estruturas de saúde, nas estruturas penitenciárias, escolares e em todos os locais onde a Igreja pode levar a sua mensagem espiritual. O acordo contempla todos os temas que se referem à evangelização, à missão da Igreja, em relação à sociedade e em relação ao Estado. No Acordo há uma referência aos missionários: prevê-se que o bispo possa garantir a entrada deles. Além disso, fica regulamentado o ensino da religião católica nas escolas.

 Fonte h2onews.

BENTO XVI……….

8 08UTC novembro 08UTC 2008

BENTO XVI: TRÁFICO DE ÓRGÃOS É ABOMINÁVEL. DOAÇÃO É AMOR

Cidade do Vaticano, 07 nov (RV) - Bento XVI recebeu na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, os participantes do Congresso Internacional sobre o tema "Um dom para a vida. Considerações sobre a doação de órgãos", promovido pela Pontifícia Academia para a Vida. O objetivo do encontro é analisar o sistema de transplantes em todo o mundo.

"Os transplantes de órgãos, disse o papa, representam uma grande conquista da ciência médica, além de ser um sinal de esperança para muitas pessoas que se encontram em difíceis situações clínicas".

Segundo o pontífice os transplantes de órgãos devem ser sempre gratuitos e a compra e venda de órgãos são práticas inaceitáveis, atos moralmente ilícitos.

"Somente Aquele que doou a própria vida poderá salvá-la". Lembrando este ensinamento de Cristo, Bento XVI ressalta a responsabilidade de amar que compromete a fazer da própria vida um dom para os outros. "A doação de órgãos é um ato de amor, um testemunho caritativo que sabe olhar além da morte a fim de que vença sempre a vida", sublinha o Santo Padre.

O pontífice disse ainda que "doação de órgãos é uma forma peculiar de testemunho de amor. Num tempo como o nosso, marcado por várias formas de egoísmo, se torna urgente compreender o quanto seja determinante para uma correta concepção da vida, entrar na lógica da gratuidade".

A lógica da gratuidade se contrapõe à lógica do mercado. "Não aconteça, ressalta o papa, que o aumento da demanda de transplantes de órgãos vá a subverter os princípios éticos". O Santo Padre acrescenta ainda que "os abusos nos transplantes de órgãos e também o tráfico, que tem como alvo muitas vezes pessoas inocentes como as crianças, devem encontrar a comunidade científica e médica sempre prontas a repudiar e a considerar tais práticas como inaceitáveis e abomináveis".

O mesmo princípio ético deve ser afirmado em relação à criação e a destruição de embriões humanos destinados ao uso terapêutico. Segundo o pontífice "a simples idéia de considerar o embrião como material terapêutico contradiz as bases culturais, civis e éticas em que se apóia a dignidade da pessoa humana".

O transplante de órgãos deve ter a característica de um dom. O papa sublinha também os ulteriores progressos da ciência a fim de acelerar a morte do paciente. "Os resultados obtidos devem ter o consenso de toda a comunidade científica a fim de favorecer a busca de soluções que dêem segurança a todos", explica o Santo Padre ressaltando que "o corpo não poderá nunca ser considerado um mero objeto. O corpo de cada pessoa, junto com o espírito que é dado a cada um, constitui uma unidade inseparável onde foi impressa a imagem do próprio Deus. Prescindir desta dimensão conduz a perspectivas incapazes de compreender a totalidade do mistério presente em cada pessoa".

A medicina do transplante de órgãos deve corresponder a uma ética da doação e exige que todos invistam na informação, mas sobretudo, na formação de uma cultura de solidariedade que se abra a todos.

SANTA SÉ……………

SANTA SÉ APÓIA A EVOLUÇÃO DO DIÁLOGO CHINA-TAIWAN

Cidade do Vaticano, 08 nov (RV) - O papa recebeu esta manhã o novo embaixador de Taipé junto à Santa Sé, Wang Larry Yu-yuan, a quem garantiu que está seguindo de perto os recentes e positivos progressos no processo de aproximação com a China popular.

“O diálogo franco e construtivo – observou o pontífice – deve ser sempre a chave para resolver os conflitos que ameaçam a estabilidade de nosso mundo. Nesta perspectiva, a Santa Sé se compromete em promover soluções pacíficas para os contenciosos diplomáticos na região”.

O pontífice também destacou a ‘grande vitalidade religiosa dos povos da Ásia, ‘em meio à pluralidade de religiões culturas’, e explicou que neste contexto, o diálogo inter-religioso pode ser incrementado. Justamente a partir desta realidade, Bento XVI ressaltou como é importante, no mundo de hoje, para todos os povos, ser capazes de escutar o próximo numa atmosfera de respeito e dignidade.

Concluindo o encontro, Bento XVI expressou suas felicitações ao recém-eleito presidente de Taiwan, Ying Jeou Ma, primeiro católico na história da república, e reafirmou que embora representem apenas 1% da população, os católicos daquela ilha-Estado desejam participar da construção de uma sociedade humana e justa.

NOTÍCIAS !

OBAMA CONQUISTOU VOTO DO ELEITORADO CATÓLICO

Cidade do Vaticano, 08 nov (RV) - “Barack Obama conquistou o eleitorado católico dos EUA. Os dados das sondagens, divulgados ontem, revelam que o senador afro-americano obteve o voto de 54% dos católicos do país, enquanto seu adversário republicano, John McCain, ficou em 44%.

Comentando os dados, o jornal Osservatore Romano analisa que Obama soube convencer de modo consistente também o eleitorado católico, principalmente entre os hispânicos. Além deles, uma percentagem de cristãos praticantes, tradicionalmente eleitores republicanos, teria se orientado diversamente. Entre os protestantes, Obama recebeu o voto de 45%. Em 2004, o candidato democrata John Kerry alcançou 40%.

Os cristãos são maioria nos EUA: cerca de 82% da população de mais de 300 milhões de habitantes. As Igrejas protestantes tradicionais, (batista, anglicana, luterana e metodista) acolhem mais de 50% dos norte-americanos. Os católicos constituem 25% da população, e continuam a aumentar, graças aos hispânicos. Outros integram comunidades menores, como por exemplo, as Testemunhas de Jeová.

O dato interessante, seja no caso dos protestantes como entre os católicos, é que o senador de origem africana conquistou consensos entre os brancos, embora o avanço mais forte tenha se registrado em meio a outros grupos étnicos. Obama recuperou 5% entre os evangélicos brancos (tradicionalmente republicanos), e 4% entre os brancos católicos.

De acordo com a agência da Conferência Episcopal dos EUA, os eleitores basearam seu voto especialmente em questões como a economia, a assistência sanitária e a guerra no Iraque; e não em temas nos quais tradicionalmente se concentram as preocupações religiosas, como o aborto e a união entre homossexuais. Em estados onde os bispos foram mais incisivos sobre questões éticas, como Missouri ou Pensilvânia, os católicos deram seu voto a McCain.

A Conferência Episcopal, em sua declaração pré-eleitoral ‘Faithful Citizenship’, (Cidadania Leal), havia destacado a importância do aborto entre os critérios decisivos, mas deixou liberdade de consciência aos fiéis.

PAPA NO ANGELUS…..

2 02UTC novembro 02UTC 2008

PAPA NO ANGELUS: "OS CRISTÃOS DEVEM FALAR DA MORTE E EXPLICAR O CONCEITO DE VIDA ETERNA"
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Cidade do Vaticano, 02 nov (RV) - Os cristãos devem falar da morte e explicar o conceito de vida eterna, contra superstições, mitologias, sincretismos. Esse o convite feito por Bento XVI, durante a alocução que precedeu neste domingo a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, no dia em que a Igreja celebra o dia de finados.

Ontem a festa de Todos os Santos nos fez contemplar “a cidade do céu, a Jerusalém celeste que é nossa mãe”, disse o Santo Padre. Hoje, comemoramos todos os fiéis defuntos que “nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz”.

É muito importante – continuou o Papa – que nós cristãos vivamos o relacionamento com os defuntos na verdade da fé, e olhemos para a morte e para o além, segundo a luz da Revelação. Já o Apóstolo Paulo, escrevendo às primeiras comunidades, exortava os fiéis a “não serem tristes como aqueles que não têm esperança”. “Se de fato – escrevia – cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, através de Jesus, reunirá a Ele aqueles que morreram”.

É necessário também hoje evangelizar a realidade da morte e da vida eterna – sublinhou o papa - realidade particularmente sujeita a crenças supersticiosas e a sincretismos, a fim de que a verdade cristã não corra o perigo de misturar-se com mitologias de vários gêneros.

Bento XVI em seguida recordou que já na sua Encíclica sobre a esperança cristã se interrogara sobre o mistério da vida eterna, fazendo perguntas como: a fé cristã é também para os homens de hoje uma esperança que transforma e apóia a sua vida? E mais radicalmente: os homens e as mulheres desta nossa época desejam ainda a vida eterna? Ou talvez a existência terrena tenha se tornado o seu único horizonte? Todos, explicou o papa Ratzinger, citando a sua encíclica Spes Salvi, “desejam uma vida boa, desejam a felicidade; nós não sabemos bem o que seja e como seja essa vida, mas nos sentimos atraídos por ela”. E essa é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e de todos os lugares.

A expressão “vida eterna” – continuou o Pontífice - quer dar nome a esta espera que não pode ser ocultada: não uma sucessão sem fim, mas sim o imergir-se no oceano do infinito amor, no qual o tempo, o antes e o depois já não existem mais; mas sim uma plenitude de vida e de alegria.

Bento XVI em seguida convidou os fiéis a renovarem a esperança na vida eterna baseada na morte e ressurreição de Cristo, acrescentando que a esperança cristã não é jamais individual, mas é também esperança para os demais. Assim a oração de uma alma peregrina no mundo pode ajudar outra alma que está se purificando após a morte. Eis porque hoje a Igreja nos convida a rezar pelos nossos caros defuntos e a nos determos diante de seus túmulos nos cemitérios.

Enfim o Papa invocou Maria, estrela da esperança, a fim de que torne mais forte e autêntica a nossa fé na vida eterna e sustente a nossa oração de sufrágio pelos irmãos defuntos.

Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos, reunidos na Praça São Pedro, Bento XVI saudou os presentes em várias línguas. Falando em italiano desejou a todos um bom domingo e uma boa semana.

Fonte Rádio Vaticano.

ATRAÇÃO PELO CÉU !

1 01UTC novembro 01UTC 2008

O  DIA  DE  HOJE  REAVIVA   EM  NÓS  A  ATRAÇÃO  PELO  CÉU,  DIZ   PAPA !

 

Da Redação, com Rádio Vaticano

Rádio Vaticano"Neste dia sentimos reavivar-se em nós a atração em direção ao Céu"Neste 1º de novembro, Solenidade de Todos os Santos, feriado também na Itália, o Santo Padre o Papa Bento XVI, como é tradição aos domingos e dias santos, apareceu à janela dos seus aposentos, na Praça de São Pedro, ao meio-dia (hora local), para a recitação da oração mariana do Ângelus, como sempre antecedida de uma alocução.

"Como num jardim onde se admira grande variedade de plantas e de flores", observou o Papa, "há um sentimento de maravilhosa surpresa que toma posse de nós quando consideramos o espetáculo da santidade: "O mundo aparece-nos como um jardim onde o Espírito de Deus suscitou com admirável fantasia uma multidão de santos e santas, de todas as idades e condições sociais, de cada língua, povo e cultura. Cada um é diferente do outro, com a singularidade da sua personalidade humana e do carisma espiritual próprio. Mas todos levam impresso o sigilo de Jesus, a marca do seu amor, testemunhado através da Cruz".

Bento XVI observou que "a solenidade de Todos os Santos se foi afirmando no decurso do primeiro milênio cristão, como celebração coletiva dos Mártires". E continuou: "Foi assim que já no ano 609 o Papa Bonifácio IV consagrou o Pantheon de Roma dedicando-o à Virgem Maria e a todos os Mártires. Aliás este martírio, podemos entendê-lo em sentido lato, isto é, como amor por Cristo sem reservas, amor que se exprime no dom total de si a Deus e aos irmãos".

"Trata-se", observou ainda o Papa, "do caminho das bem-aventuranças evangélicas que a liturgia propõe neste dia. É o próprio caminho traçado por Jesus e que os santos e santas se esforçaram por percorrer, embora conscientes dos seus limites humanos. Na sua existência terrena, eles foram pobres em espírito, amargurados em razão dos pecados, mansos, com fome e sede de justiça, misericordiosos, puros de coração, operadores de paz, perseguidos pela justiça".

"E Deus participou-lhes a sua própria felicidade: puderam saboreá-la um pouco já neste mundo, e, no além, gozam-na agora em plenitude. São agora consolados, herdeiros da terra, saciados, perdoados, vêem a Deus. Numa palavra: deles é o Reino dos céus. Neste dia sentimos reavivar-se em nós a atração em direção ao Céu, que nos leva a apressar o passo da nossa peregrinação terrena. Sentimos acender-se nos nossos corações o desejo de nos unirmos para sempre à família dos santos, de que temos desde já a graça de fazer parte", concluiu o Pontífice.

Fonte  Canção  Nova.

VOCAÇÃO SACERDOTAL

30 30UTC outubro 30UTC 2008

VOCAÇÃO SACERDOTAL: AJUDA DA PSICOLOGIA NO DISCERNIMENTO VOCACIONAL

Cidade do Vaticano, 30 out (RV) - Realizou-se esta manhã, no Vaticano, a coletiva de imprensa para a apresentação do novo documento da Congregação para a Educação Católica. O documento é intitulado: "Orientações para a utilização das competências psicológicas na admissão e na formação dos candidatos ao sacerdócio".

A finalidade do documento é disciplinar a aplicação das ciências psicológicas no processo de discernimento dos candidatos ao sacerdócio, para que sejam realmente úteis. Não se trata de confiar ao psicólogo a formação ao sacerdócio, que é e permanece essencialmente de natureza espiritual, mas valorizar o que as ciências humanas, em especial as psicológicas, podem oferecer como contribuição à preparação de sacerdotes com personalidades humanamente equilibradas.

O documento analisa alguns empecilhos para o sacerdócio, como fortes dependências afetivas, excessiva rigidez de caráter, falta de lealdade e identidade sexual incerta. Cada problema requer uma solução diferente, que pode envolver psicólogo, psiquiatra, psicoterapeuta, psicoanalista. As ciências psicológicas devem ajudar no discernimento, integrando-se ao quadro da global formação dos candidatos, mas jamais devem substituir os formadores do seminário.

Para o sacerdote Carlo Bresciani, psicólogo e consultor da Congregação, "os problemas a respeito são muitos e diversificados. Justamente por isso, na hora do discernimento, é importante estar aberto ao transcendente, compreender e compartilhar os valores próprios da antropologia cristã e compartilhar, por exemplo, o sentido e a importância da castidade. Isso pode contribuir a ajudar um caminho vocacional".

Sobre o argumento, o secretário da Congregação, mons. Jean-Louis Brugués, afirmou que "muitas vezes os problemas não aparecem na adolescência, mas se manifestam com a idade. Por isso, o tipo de ajuda deve ser de acordo com o problema que se apresenta".

Fonte Rádio Vaticano.

ARQUIVOS DO VATICANO

ARQUIVOS DO VATICANO: DIRETOR DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ SOBRE ABERTURA DOS DOCUMENTOS DO PERÍODO NAZI-FASCISTA

Cidade do Vaticano, 30 out (RV) - Na audiência pontifícia desta quinta-feira, ao Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas, o Rabino David Rosen voltou a insistir para que os estudiosos tenham acesso _ no âmbito dos Arquivos Secretos Vaticanos _ aos documentos relativos ao período nazi-fascista.

A esse propósito, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, precisou, numa nota:

"A propósito das renovadas solicitações de abertura dos arquivos vaticanos, é útil ter presentes os seguintes elementos: à parte as discussões se essa abertura poderia ou não dar lugar a novidades relevantes nos conhecimentos históricos sobre o pontificado de Pio XII, a solicitação em si, é compreensível e justificada, do ponto de vista da metodologia dos estudos históricos. Todavia, é preciso compreender bem o que tal abertura comporta em termos de trabalhos de preparação. A abertura dos Arquivos Secretos do Vaticano aos estudiosos foi iniciada por Leão XIII, em 1881, e continuada por seus sucessores."

"O princípio seguido é o de abrir aos estudiosos os documentos "pontificado a pontificado", e não com base num determinado limite de tempo _ ex. 50, 70, 90 anos, como acontece com outros arquivos _ porque o próprio Arquivo Secreto do Vaticano não é estruturado segundo um esquema cronológico, mas por pontificados. Até agora, a abertura chegou até o pontificado de Pio XI (portanto, até 1939), cujos documentos se tornaram acessíveis em 2006" _ diz ainda Pe. Lombardi, explicando, a seguir, com detalhes, todo o trabalho que compreende a abertura dos arquivos: descrição dos documentos, numeração das folhas, timbre por razões segurança, encadernação, catalogação e ordenação, entre outras tarefas, o que requer pessoas especializadas, que realizem um trabalho longo e paciente.

Pe. Lombardi revelou que esse trabalho levaria cerca de 6-7 anos, segundo informações recentes do prefeito do Arquivo Secreto, Dom Sergio Pagano. Antes desse prazo _ sublinhou Pe. Lombardi _ não se pode falar de abertura aos estudiosos, dos arquivos desse período solicitado. Além do que _ ressaltou _ a decisão final sobre tal abertura cabe ao próprio Santo Padre.

Fonte Rádio Vaticano.

PAPA A DELEGAÇÃO JUDAICA……………………..

PAPA A DELEGAÇÃO JUDAICA: CRISTÃOS E JUDEUS PARTILHAM MESMO TESTEMUNHO DO AMOR DE DEUS

Cidade do Vaticano, 30 out (RV) – Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração: foi o que afirmou Bento XVI, encontrando-se, na manhã desta quinta-feira, com uma delegação da organização judaica "International Jewish Committee on Interreligious Consultations" (Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas), guiada pelo Rabino David Rosen.

O papa sublinhou a crescente compreensão entre católicos e judeus, reiterando o "empenho da Igreja em favor da atuação dos princípios enunciados na declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II", que "condena firmemente todas as formas de anti-semitismo".

"Os cristãos _ disse Bento XVI _ hoje estão sempre mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo escolhido por Deus, na sua inefável misericórdia, um patrimônio que convida a um maior apreço recíproco, ao respeito e ao amor."

Por outro lado _ precisou o Santo Padre _ "também os judeus são chamados a descobrir o que têm em comum" como todos aqueles que crêem no Senhor, "Deus de Israel", que se revelou através da sua Palavra que, como diz o Salmista, é luz do nosso caminho e nos doa uma nova vida.

"Essa Palavra _ refletiu o pontífice _ nos exorta a dar testemunho da misericórdia, da verdade e do amor de Deus." Trata-se de "um serviço vital do nosso tempo, ameaçado pela perda daqueles valores espirituais e morais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz".

"No nosso mundo inquieto, tão freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração _ acrescentou o Santo Padre _ o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto, sempre mais, como um dever sagrado que grava sobre todos aqueles que estão empenhados na construção de um mundo digno do homem."

"A capacidade de aceitar-se e de respeitar-se mutuamente, e de dizer a verdade na caridade, é essencial para superar as diferenças, para prevenir as incompreensões e evitar conflitos inúteis" _ disse Bento XVI.

O pontífice recordou os encontros mantidos, nos últimos meses, com comunidades judaicas, em New York, em Paris e no Vaticano, referindo-se a eles como encontros que refletem "os progressos das relações católico-judaicas".

Enfim, encorajou o Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas a prosseguir no seu "importante trabalho, com paciência e empenho renovado", até mesmo em vista do encontro, no próximo mês, em Budapeste, Hungria, com uma delegação da Comissão vaticana para as Relações Religiosas com o Judaísmo, com o objetivo de discutir sobre o tema "Religiões e sociedade civil hoje".

Por sua vez, na saudação que dirigiu ao pontífice, o Rabino David Rosen, presidente do comitê, agradeceu à Santa Sé por seu empenho contra toda e qualquer forma de anti-semitismo. A seguir, manifestou sua satisfação pelos esclarecimentos relativos à modificação da oração pelos judeus, na liturgia da sexta-feira santa.

O rabino reiterou sua solicitação para que os estudiosos possam ter acesso _ nos arquivos vaticanos _ aos documentos relativos ao período nazi-fascista. E enfim, manifestou sua solidariedade aos cristãos da Índia, Iraque e sudeste asiático, pelas violências que têm sofrido nos últimos meses.

Fonte Rádio Vaticano.

MÁRTIRES VIVOS DO IRAQUE !

27 27UTC outubro 27UTC 2008

“Viver a Palavra de Deus significa para nós testemunhá-la pagando o preço com as nossas vidas”. Foi o que disse o cardeal Emmanuel III Delly, patriarca de Babilônia dos Caldeus, no seu discurso durante o Sínodo, expressando a dor e o sofrimento dos iraquianos.

Os iraquianos são obrigados a deixar as suas casas e a emigrar. Nos últimos dias, especialmente, muitas famílias abandonaram Mossul para escapar da morte, das ameaças e das bombas.

Numa entrevista concedida em Roma a H2onews, o cardeal Delly reafirmou o seu apelo:

Sobre o diálogo inter-religioso no Iraque, o patriarca afirmou:

“Somos 7/8 famílias de Mossul. Chegamos aqui após um deplorável ataque na área de al-Sediq, no qual foram mortos um pai e seu filho. O que nós fizemos? Qual é a posição do governo diante deste episódio? Durante um mês foram assassinados cristãos e foram bombardeadas a suas casas. O que fizeram aquelas famílias? Tornaram-se pessoas sem-teto, sem alimento, água, roupas, sem dinheiro. O que nós fizemos? Para onde iremos? Queremos retornar às nossas casas”.

“Peço que cuidem do Iraque, e de não deixá-lo de lado. Até hoje, muitos países jamais mencionaram o Iraque ou mostrado qualquer interesse por ele. Se o Iraque fosse um estado pobre, teriam feito, mas já que é rico em recursos olham somente aos seus próprios interesses. Como uma autoridade no Iraque, e como iraquiano, peço aos responsáveis que se ocupem do Iraque, e dos direitos dos iraquianos, e de se colocarem a serviço de toda a humanidade, de progredir na justiça e na santidade, assim que todos possam olhar para os iraquianos como irmãos e que os iraquianos possam reconquistar a sua dignidade”.

“Por muito tempo, vivemos uns com os outros no amor e na fraternidade. O diálogo não é feito de palavras. Nós o vivemos através da vida em comum, através de nossos compromissos e interesses recíprocos juntos com os irmãos muçulmanos nos últimos 14 séculos. É este o significado do diálogo: eu respeito a fé muçulmana e o islã respeita a minha fé. A religião é para Deus e a nação é para todos”.

Fonte h2onews.

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PAPA DESTACA SÍNODO………………………….

19 19UTC outubro 19UTC 2008

Papa destaca Sínodo, Missões, e beatificação do casal Martin

Rádio Vaticano


No final da celebração eucarística, já depois da recitação da Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, antes da bênção conclusiva, o Papa pronunciou uma alocução introdutória ao Ângelus dominical.

Bento XVI quis confiar à intercessão de Maria "as grandes intenções da Igreja e da humanidade", em particular a Assembléia do Sínodo dos Bispos, "para que possa dar frutos de renovação autêntica, em cada comunidade cristã".

O Papa recordou ainda a celebração, neste domingo, do Dia Mundial das Missões, sugerindo a recitação do Terço, neste mês de Outubro, "pelos missionários e pela evangelização". "É antes de mais nada rezando que se prepara a via para o Evangelho. É rezando que se abrem os corações ao mistério de Deus e se dispõem os espíritos para acolher a sua Palavra de salvação".

Bento XVI recordou também "outra feliz coincidência": a beatificação, neste domingo, em Lisieux, de Luís Martin e Zélia Guérin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus, que Pio XI declarou padroeira das missões. "Com a oração e o testemunho evangélico, estes novos bem-aventurados acompanharam e partilharam o caminho da filha chamada pelo Senhor a consagrar-se a Ele sem reservas, entre os muros do Carmelo. E foi ali, no escondimento da clausura, que santa Teresinha realizou a sua vocação: No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor".

Ainda a propósito da beatificação do casal Martin, o Papa quis evocar outra intenção: "a família, cujo papel é fundamental na educação dos filhos num espírito universal, aberto e responsável em relação ao mundo e seus problemas, como também na formação das vocações para a vida missionária".

Fonte Canção Nova.

FILOSOFO COMENTA ……………………………

18 18UTC outubro 18UTC 2008

FILOSOFO COMENTA DISCURSO DE BENTO XVI SOBRE FÉ E CIÊNCIA

Roma, 18 out (RV) - A fé “não teme o progresso da ciência” se as suas conquistas têm como finalidade o bem do homem. Essa é uma das passagens fortes do discurso que o Papa dirigiu na última quinta-feira aos participantes no Encontro por ocasião do décimo aniversário da Encíclica Fides et Ratio de João Paulo II.

Participaram do encontro, promovido pela Pontifícia Universidade Lateranense, entre outros, o filosofo Michael Konrad e o físico Antonino Zichichi, ambos convencidos de que a fé e a razão sãos dons de Deus.

Por sua vez, Bento XVI recordou na quinta-feira que filosofia e teologia são “ajudas indispensáveis” a fim de que a ciência não “proceda sozinha por um caminho tortuoso, repleto de imprevistos e perigos”. Uma reflexão sobre a qual se detém um dos participantes no encontro, o filósofo Vittorio Possenti, entrevistado pela Rádio Vaticano.

“O cientista é um ser humano como todos nós e, portanto tem necessidade de analisar as ações e as pesquisas que realiza. Há ações boas e ações que não são boas. Portanto, - destaca o filósofo Possenti - já que o uso da ciência irá recair depois sobre todos nós, a ética é indispensável para cada ser humano, também para o cientista e para as pesquisas científicas. E nisso, indiscutivelmente, filosofia e teologia podem dar uma grande ajuda, porque a busca de uma vida melhor, da ação bem realizada é tarefa da reflexão filosófica e teológica. Neste sentido, o diálogo entre filosofia, teologia e ciência me parece hoje, talvez ainda mais importante do que no passado”.

Falando em seguida sobre a exortação do Papa aos cientistas a fim de que evitem o perigo da arrogância que deriva do querer se substituir ao Criador, o filosofo Possenti disse que “em muitos casos, pode-se verificar este perigo pois é arrogância quando a ciência se considera o saber supremo, ao qual todos devem se inclinar. Na realidade, já que a ciência está inserida com as suas pesquisas no conjunto da vida humana, a vida humana deve fazer as contras com um elemento ulterior, que é o do bom uso das coisas que são descobertas e por isso a sabedoria é algo indispensável. A sabedoria significa ir também na direção, não só do conhecimento, mas também do amor, porque nós conhecemos melhor as coisas quando também nós amamos essas coisas”, destacou.

A igreja – disse o papa – defende a força da razão e a sua capacidade de chegar até a verdade. Mas de qual razão fala Bento XVI? Segundo o filosofo Vittorio Possenti “é evidente que o discurso de Fides et Ratio e também o discurso de quinta-feira de Bento XVI são dirigidos a uma razão humana íntegra, que tem os seus parâmetros a partir de toda a realidade, não somente de uma parte da realidade”. Agora, no discurso de Bento XVI há um chamamento explícito a este aspecto quando destaca que a razão moderna, habituada no campo dos parâmetros das ciências experimentais, em alguns casos, age como se ali estivesse a totalidade da razão. Na realidade, a razão humana tem uma tarefa bem mais ampla daquela das ciências experimentais, como a física, a genética, a biologia. É necessário ter muita estima pela ciência, para que a ciência e a razão humana não se limitem somente a este campo”, concluiu. (SP)

Fonte Rádio Vaticano.

BENTO XVI VISITA NESTE DOMINGO ……………….

BENTO XVI VISITA NESTE DOMINGO O SANTUÁRIO MARIANO DE POMPÉIA

Cidade do Vaticano, 18 out (RV) - Bento XVI visitará, neste domingo, o santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia: será sua 12ª viagem apostólica em território italiano. O papa deixará o Vaticano às 9h (hora local) e, de helicóptero, irá até o santuário de Pompéia, nas proximidades de Nápoles, aonde deverá chegar uma hora mais tarde. Ali, presidirá à celebração eucarística, na praça diante do santuário mariano.
Logo depois da santa missa, o Santo Padre fará a tradicional súplica a Nossa Senhora e lhe oferecerá uma "Rosa de ouro". Após a oração mariana do Angelus, o Papa almoçará com os bispos da região italiana de Campania, entre os quais o cardeal-arcebispo de Nápoles, Crescenzio Sepe.
À tarde, o pontífice retornará à praça do santuário de Pompéia, para a oração do Terço, durante a qual fará uma reflexão, finda a qual, se despedirá dos fiéis presentes, e retornará ao Vaticano, sempre de helicóptero, aonde deverá chegar por volta das 19h.
A última visita de um pontífice ao santuário de Pompéia foi no dia 7 de outubro de 2003, quando João Paulo II participou dos 125 anos de consagração do santuário.
A Rádio Vaticano transmitirá ao vivo a celebração da santa missa presidida pelo Santo Padre no santuário de Pompéia, a partir das 10h20 (hora local) 6h20 (hora de Brasília), com comentários em português. (SP/AF)

Fonte Rádio Vaticano.

UM POUCO DE SAMBA NO CORAÇÃO !

17 17UTC outubro 17UTC 2008

São os jovens que devem ir à Igreja ou a Igreja que deve buscá-los nas ruas? Alguns jovens, durante a missão cidadã de Roma, responderam assim:

Sottopancia: Maria Valentin, Comunidade Shalom – Brasil;

“Nós fazemos espetáculos, organizamos um festival internacional, e depois estamos no meio da rua para falar com os brasileiros, com espanhóis, com todas as pessoas”.

“Em um primeiro momento eles têm um pouco de medo, mas penso que no coração do homem existe sempre a vontade de Deus, e depois quando nos vêem brasileiros, que temos um pouco de samba no coração, se abrem”.

Sabrina Fusco, Congregação missionária das Filhas de Jesus Crucificado - Roma
“Há, ao invés, o jovem que te acolhe e te faz perguntas também; muitos me perguntam porquê escolhi o convento, sobretudo no meu setor – o cinema – é uma coisa um pouco diferente escolher um caminho assim, enfim… a vida consagrada é uma vida diferente, porém me dou na conta de que os talentos que Deus me deu posso colocá-los à disposição da Igreja de uma bela maneira”.

“É belo poder levar Jesus ao outro, mas sobretudo aquilo que Jesus fez em mim”.

ENTRE NO SITE E VEJA VÍDEO DESTA NOTÍCIA.

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ORTODOXOS CELEBRAM…………………………..

10 10UTC outubro 10UTC 2008

Ortodoxos celebram dois mil anos do Apóstolo Paulo

Da Redação, com Ecclesia


Os patriarcas ortodoxos reúnem-se a partir de hoje, 10, em Istambul, para celebrar os dois mil anos do nascimento de São Paulo Apóstolo.

O encontro acontece na sede do Patriarcado ecumênico de Constantinopla e vai reunir as autoridades ortodoxas, uma vez que foi anunciada a presença do patriarca de Moscovo e de todas as Rússias, Aleksej II, que se vai reunir com seus pares, entre os quais o patriarca do Egipto, Teodoro de Alexandria, o patriarca da Síria, Inácio de Antioquia, o de Israel, Teófilo de Jerusalém e o patriarca ecumênico, Bartolomeu I.

A reunião terá duração de dois dias e prevê que, no domingo, aconteça celebração ecumênica.

Por ocasião da celebração do Ano Paulino, o prefeito de Colônia, na Alemanha, Fritz Schramm, enviou uma carta ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, para recordar-lhe o empenho assumido a favor da construção de um centro cristão na localidade de Tarso, cidade natal do apóstolo Paulo.

Em Tarso, hoje, não há, oficialmente, igrejas nem cristãos. Em 1884, foi aberta uma igreja, uma obra do capuchinho italiano, Padre Giuseppe de Gênova, mas no período entre as duas grandes guerras mundiais, ela foi fechada, por falta de pessoal e de cristãos. A única presença cristã declar

CNBB PROMOVE SEMINÁRIO……………………….

CNBB promove seminário sobre tráfico de seres humanos

Da RedaçãoCNBB, com Redação


Neste final de semana, nos dias 10 e 11, A CNBB realiza, em Brasília, o "Seminário Nacional sobre Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: Rede de Atendimento e Acolhimento". O encontro é organizado pelo Setor Pastorais da Mobilidade Humana, da CNBB, com apoio financeiro do Fundo Nacional de Solidariedade (Caritas-CNBB) e do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Justiça.

O foco do Seminário será o tráfico de pessoas no Brasil. O evento será desenvolvido por meio de momentos de partilha, reflexão e fortalecimento de alianças para o enfrentamento do tráfico de pessoas. Participarão religiosos, pessoas ligadas às organizações não-governamentais, oriundas de vários pontos do país e, segundo os organizadores, "todas as pessoas dispostas a construir caminhos articulados de atuação pastoral nessa área e apoioadores".

Entre os temas abordados, estão: prevenção do tráfico de pessoas, atenção às vítimas de tráfico, repressão ao tráfico de pessoas e enfrentamento ao tráfico de pessoas, desafios e perspectivas pastorais. "Os painéis serão intercalados por momentos de debate e interação dos participantes com os painelistas", lembram os organizadores.

No segundo dia, os participantes trabalharão por meio da dinâmica de oficinas, com o objetivo de construir fluxos coletivos de tráfico de pessoas, atendimento e acolhida às pessoas vítimas do tráfico.

NÚMEROS DE FAMÍLIAS CHEFIADAS POR MULHERES.

7 07UTC outubro 07UTC 2008

Número de famílias chefiadas por mulheres está crescendo

Ipea
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O número de famílias formadas por casais com filhos e chefiadas por mulheres está crescendo. Entre 1997 e 2007, esse tipo de administração familiar aumentou de pouco mais de 600 mil para quase 3,3 milhões em 10 anos. Segundo a coordenadora da área de Igualdade de Gênero do Ipea, Natália Fontoura, "em 1997, entre as famílias formadas por casais com filhos - que correspondiam a 57,5% do total de famílias brasileiras - somente 2,4% eram chefiadas por mulheres. Em 2007, esta proporção sobe para 11,2%".

Apesar do aumento do número de mulheres chefes de família, Fontoura explica que o tempo que as mulheres dedicam aos afazeres domésticos é significativamente maior do que aquele dedicado pelos homens, independentemente da condição na família (chefe ou cônjuge), da escolaridade, da renda ou da condição de ocupação (ocupado, desocupado ou inativo). "Os dados do IBGE revelam que, em 2007, 50,5% dos homens ocupados responderam que cuidavam de afazeres domésticos, contrapostos a 89,6% das mulheres ocupadas", ressaltou a pesquisadora.

O Ipea lançou hoje, 7, o terceiro volume da série "Pnad - 2007: Primeiras análises". Além de gênero, o tema demografia também foi tratado.

Fonte Canção Nova.

MCCE AVALIA COMO POSITIVO…………………….

MCCE avalia como positivo resultado da fiscalização nas eleições.

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CNBB

Os comitês 9840 do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) espalhados pelo país atuaram no domingo, 5, na fiscalização das eleições municipais, com o objetivo de amparar a Lei 9840. Segundo o MCCE, o resultado foi positivo. Inúmeras denúncias foram recebidas dos comitês.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que, até as 16 horas do domingo, cerca de 2.511 ocorrências de irregularidades no país, sendo 295 casos de corrupção eleitoral e compra de votos. No mesmo período foram presos 101 candidatos, 12 deles por corrupção eleitoral e compra de votos.

Em Guarulhos (SP) a população participou ativamente da fiscalização. "A população entendeu sua missão. As pessoas atenderam ao chamado do MCCE, ligaram e denunciaram as irregularidades", disse o integrante do Comitê, Marlon Lelis. Em Guarulhos, o Comitê teve o apoio da diocese da cidade, que promoveu a coleta de assinaturas nas paróquias.

Diversos municípios participaram das fiscalizações dos comitês 9840. Em Itabira (MG) a atuação aconteceu durante todo o domingo de eleições. Um grupo de voluntários realizou o "Mutirão Contra a Corrupção Eleitoral", que se empenhou em acompanhar o processo pelas ruas da cidade, bem como na conscientização dos eleitores sobre a importância do voto livre.

Da mesma forma ocorreu em Volta Redonda (RJ) onde o comitê 9840, com a ajuda de uma equipe de voluntários do Movimento Ética na Política (MEP) atuou como colaboradora na ação fiscalizadora.

Já em Goiânia (GO) a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/GO) disponibilizou o Disque Denúncia para atuar de plantão durante as eleições. A população contou com dois canais de denúncia na capital: um número de telefone e um endereço de e-mail, cujo funcionamento aconteceu entre 8 e 17 horas. Desde que foi criado, em 19 de agosto, o Disque Denúncia de Goiânia recebeu cem ligações denunciando crimes eleitorais.

Fonte Canção Nova.

TEVE INÍCIO NO VATICANO O SÍNODO DOS BISPOS

6 06UTC outubro 06UTC 2008

Cidade do Vaticano, 06 out (RV) - Os trabalhos do Sínodo tiveram início na manhã de hoje às 9 horas locais, na presença do Santo Padre, com a 1ª Congregação Geral. Após a saudação do Presidente Delegado, Cardeal Willian Joseph Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tomou a palavra o Secretário Geral, o arcebispo Dom Nikola Eterovic. Em seguida foi a vez do relator-geral, cardeal-arcebispo de Wuébec, Marc Ouellet.

Na parte da tarde após a 2ª Congregação Geral, da qual também participará Bento XVI, e durante a qual serão apresentados relatórios das igrejas em nível continental, tomará a palavra o rabino-chefe de Haifa Cohen. O rabino Cohen será o primeiro não-cristão a falar num sínodo de Bispos católicos.
O rabino declarou nos dias passados que aceitou o convite com certa trepidação. “Tal convite, disse ele, representa uma mensagem de amor, coexistência e paz para as gerações futuras; é uma espécie de declaração que revela a intenção da Igreja em prosseguir as doutrinas de João XXIII e João Paulo II”.

Shear-Yashuv Cohen é descendente de 18 gerações de rabinos e estudantes de Sagrada Escritura. É capaz de recitar de cór a Torah, ou seja os primeiros cinco livros da Bíblia, desde os oito anos. Por vezes recebe em sua casa, em Jerusalém, grupos católicos que se interrogam sobre as Escrituras.
Na manhã desta terça-feira será realizada a eleição da Comissão para a Mensagem final do Sínodo, e terão início os discursos dos padres sinodais.

252 MIL PESSOAS ESTIVERAM NA………………….

29 29UTC setembro 29UTC 2008

Precisamos evangelizar o mundo inteiro”. Foi assim que, incansável, o administrador da Fundação João Paulo II, Wellington Jardim, ou Eto, como é chamado, comemorou o novo recorde de público em um evento. Mais de 252 mil pessoas passaram pela sede da comunidade, em Cachoeira Paulista (SP), neste final de semana. O acampamento de Cura e Liberação contou com a presença do indiano, Padre Rufus Pereira.

Com este número, a Canção Nova superou seu recorde de público, que havia sido atingido no Acampamento para Jovens PHN, em julho deste ano. Na ocasião passaram pela Canção Nova 137 mil pessoas.

O próprio pregador do evento se impressionou com a quantidade de pessoas: "Estou surpreso".

Para Eto é uma alegria trabalhar pela evangelização e é necessário não ter medo, mas, sim, ter audácia na Palavra de Deus. "O mundo está carente de Deus. Temos que ter esta ousadia de crescer. Não temos que esperar acontecer, e sim fazer acontecer. Este é o grande segredo que a Canção Nova tem", disse.

De acordo com o superintendente da Infra-estrutura, Paulo Eleutério, 21.998 mil pessoas passaram pela chácara na sexta-feira; 92.421, no sábado e 138.241, no domingo. O departamento divulgou, ainda, a quantidade de veículos que passou pela chácara: 6.448 veículos entre ônibus, microônibus, carros de passeio e motos.

O número de famílias neste acampamento chamou a atenção do superintendente. “Foi o maior camping que tivemos até hoje, mas o que chamou a atenção é que o camping familiar foi o mais utilizado. Percebemos que as famílias estão resgatando aquilo que é essência, que é o amor de Deus”. A Canção Nova possui área de camping masculino, feminino e familiar.

A superintendente do departamento de Eventos da Canção Nova, Gilliana Duarte, explicou que em todos os acampamentos são feitas pesquisas com os visitantes que vêm à Canção Nova. "Concluímos que as pessoas querem ter um encontro pessoal com Deus".

E é este, de acordo com Paulo Eleutério o centro da pregação de Padre Rufus. “Padre Rufus fala do amor de Deus. É do que famílias, jovens, crianças e idosos estão sedentos. O povo veio porque confia no amor de Deus que tudo pode mudar”, assinalou. Gilliana concorda: "Padre Rufus é um grande instrumento de Deus para que a cura e a libertação aconteçam na vida das pessoas através da pregação da Palavra de Deus".

Padre Rufus veio a Canção Nova pela primeira vez em 1999. Ele deve voltar no segundo semestre de 2009. A data será confirmada.

 
CANÇÃO NOVA NOTÍCIAS.

http://www.rainhadapazviagens.com

RESPEITAR O AMBIENTE…………………………

27 27UTC setembro 27UTC 2008

Sábado, 27 de setembro de 2008, 10h35

Respeitar o ambiente é respeitar também aos outros, diz Papa

Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI recebeu, esta manhã, na Residência Apostólica de Castel Gandolfo, cerca de 400 participantes no Encontro promovido pelo "Centro Turístico Juvenil" e pelo Departamento Internacional do Turismo Social.

Entre os numerosos presentes, o Papa cumprimentou o Cardeal Renato Raffaele Martino, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, acompanhado pelo Secretário do mesmo organismo, Dom Agostino Marchetto.

A audiência realizou-se no âmbito do Dia Mundial do Turismo, promovido pela Organização Mundial do Turismo, que tem, em 2008, o tema: "O turismo enfrenta o desafio da mudança climática". Para a ocasião, o Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes publicou uma mensagem.

Em seu discurso aos presentes, o Santo Padre partiu do tema central do Dia Mundial do Turismo sobre as mudanças climáticas, que representam uma problemática de grande atualidade, em relação ao estado do planeta e do bem-estar da humanidade.

Discurso do Papa

"As suas duas Instituições já estão comprometidas com um turismo atento à promoção integral da pessoa, numa visão de sustentabilidade e solidariedade, que as tornam atores qualificados na obra de custódia e de valorização responsável dos recursos da criação, imenso dom de Deus à humanidade".

Por sua vez, disse o Papa, a humanidade tem o dever de proteger este tesouro e de lutar contra um uso indiscriminado dos bens da terra. Sem um adequado limite ético e moral, o comportamento humano pode, de fato, transformar-se em ameaça e desafio. A experiência ensina que a gestão responsável da criação faz parte, ou pelo menos assim deveria ser, de uma economia saudável e sustentável do turismo.

Pelo contrário, frisou o Pontífice, o uso impróprio da natureza e o abuso da cultura das populações locais causam prejuízo também ao próprio turismo. Respeitar o ambiente quer dizer também respeitar a si mesmo e aos outros.

O Santo Padre recordou que, em 1991, seu predecessor JPII denunciava o consumo excessivo e arbitrário dos recursos, na sua Encíclica “Centesimus Annus”, afirmando que o homem é o colaborador de Deus na obra da Criação e não pode substituí-Lo. Ele colocava ainda em realce que a humanidade de hoje deve estar ciente de seus direitos e deveres para com as gerações futuras.

Partindo de tais afirmações do Papa Wojtyla, Bento XVI chamou a atenção para a necessidade, sobretudo no âmbito do turismo, grande desfrutador da natureza, de que todos saibam usar, com equilíbrio, o nosso habitat, que é a nossa casa comum e das futuras gerações. E o Papa advertiu:

"A degradação ambiental pode ser detida somente mediante a difusão de uma cultura comportamental apropriada, que compreenda estilos de vida mais sóbrios. Daqui a importância de educar a uma ética de responsabilidade e de proceder com propostas mais construtivas para assegurar o bem das gerações futuras".

Enfim, o Pontífice recordou que a Igreja compartilha, com as Instituições e Organizações, do compromisso por uma maior propagação do turismo social, que promove a participação das camadas mais frágeis e pode ser um válido instrumento de luta contra a pobreza e tantas necessidades, defendendo os recursos e promovendo a igualdade.

Este tipo de turismo, acrescentou Bento XVI, representa um motivo de esperança para um mundo, dividido por um abismo entre aqueles poucos que vivem na abundância e os que sofrem pela fome, escassez e seca.

Por fim, o Santo Padre fez um convite aos jovens, para que, através das devidas Instituições de Turismo, sejam sustentadores e fautores de um maior apreço e defesa da natureza, numa correta perspectiva ecológica. E concluiu com a exortação:

"Cabe também às novas gerações a tarefa de promover um turismo saudável e benéfico, que se oponha ao consumismo e ao esbanjamento dos recursos da terra, a fim de deixar espaço a gestos de solidariedade e amizade, de conhecimento e compreensão. Desta forma, o turismo pode tornar-se instrumento privilegiado de educação à pacífica convivência".

Por ocasião do Dia Mundial do Turismo, o Centro Turístico Juvenil promove, hoje à tarde, em Rocca di Papa, nas imediações de Roma, uma Mesa Redonda, sobre o tema: "O turismo reage aos desafios da mudança climática". A abertura do encontro será feita pelo arcebispo Agostino Marchetto, Secretário do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e os Itinerantes.

VEJAM VÍDEOS DA VISITA DO PAPA EM LOURDES !

14 14UTC setembro 14UTC 2008

Entre no site da Rainha da Paz Viagens e vejam os vídeos no h2onews.

http://www.rainhadapazviagens.com/page5.html  clique aqui.

BENTO XVI CELEBRA MISSA………………………

Bento XVI celebra Missa do Jubileu das Aparições de Nossa Senhora

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Hoje, 14, é o penúltimo dia da X Viagem Apostólica do Papa Bento XVI. Às 10 horas (hora local), o Santo Padre celebrou a Missa dos 150 anos das Aparições de Nossa Senhora a Santa Bernadete, em Lourdes, ponto alto e central da sua visita à França, em frente a Gruta, na Esplanada, Lourdes. A Liturgia de hoje recorda a festa da Exaltação da Santa Cruz.
Bento XVI deixou, esta manhã, a Casa de Retiros São José e se dirigiu, de papa-móvel, ao Prado do Santuário Mariano de Lourdes, vivamente aplaudido pela multidão entusiasta, para a celebração Eucarística.

O bispo de Tarbes-Lourdes, Dom Jacques Pérrier, fez uma saudação ao Papa, em nome de todos os presentes. Participaram da celebração os bispos da França e de outros países, numerosos sacerdotes, religiosos, religiosas e cerca de 150 mil pessoas.

Do monumental e sugestivo palco, montado no Prado do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, Bento XVI pronunciou sua homilia, partindo da mensagem que a "Bela Senhora" dirigiu a Santa Bernadete, em 2 de março de 1858: "Vá dizer aos sacerdotes que se venha aqui em procissão e que seja construída uma Capela". Após agradecer a calorosa hospitalidade das autoridades civis e religiosas, dos habitantes de Lourdes e de todos os peregrinos e fiéis presentes, o Papa recordou:

"Há 150 anos, os peregrinos jamais cessaram de vir à Gruta de Massabielle para ouvir a mensagem de conversão e de esperança de Nossa Senhora. Nós também, hoje, estamos aqui, aos pés da Virgem Imaculada, para aprender a lição da pequena Bernadete".

Exaltação da Santa Cruz

A seguir, o Pontífice meditou sobre a liturgia de hoje, ressaltando o significado profundo do mistério da Exaltação da Santa Cruz: "Deus amou de tal forma o mundo a ponto de dar seu Filho Unigênito para a salvação dos homens".

"Com efeito, fomos salvos pela Santa Cruz. Este instrumento de suplício tornou-se fonte de vida, de perdão, de misericórdia; tornou-se sinal de reconciliação e de paz. Olhando o crucifixo, adoramos Aquele que tomou sobre si os pecados do mundo e deu-nos a vida eterna. A Igreja nos convida a erguer com orgulho a Cruz gloriosa, para que o mundo possa ver a que ponto chegou o amor do Crucificado pelos homens. Ela nos convida a dar graças a Deus porque, através do madeiro, instrumento de morte, brotou novamente a vida. Através deste meio, Jesus revelou a sua soberana majestade", explicou o Papa.

"Este grande mistério da Cruz também nos é confiado, hoje, por Maria", frisou o Pontífice. "Essa celebração nos convida a voltar-nos para o seu Filho. Mais que um simples sinal, a Cruz é, de qualquer modo, a síntese da nossa fé, porque demonstra a imensidade do amor de Deus por nós. O Sinal da Cruz é a iniciação dos mistérios da fé e nos diz que o amor é mais forte que a morte; é mais forte que as nossas fraquezas e pecados; é mais forte que o mal, que nos ameaça", acrescentou.

Este é o mistério da universalidade do amor de Deus para com os homens, que Maria veio revelar aqui, em Lourdes. Ela convida todos os homens de boa vontade, todos aqueles que sofrem na alma e no corpo, a elevar seus olhos à Cruz de Jesus a fim de encontrar a fonte da vida e da salvação.

"Com a Cruz - explicou o Papa - Jesus carregou todos os sofrimentos e injustiças da humanidade; carregou as humilhações e as discriminações, as torturas que os irmãos recebem em tantas regiões da terra, por amor a Cristo".

Jubileu das Aparições

Depois, falando da celebração do Jubileu das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes, o Papa afirmou que se trata de um tempo que nos faz empreender um caminho de fé e de conversão. Maria nos indica, hoje, os caminhos de uma renovação de vida das nossas comunidades e de cada um de nós. A Igreja, por sua vez, recebe a missão de proclamar este mistério da nossa redenção, mediante uma autêntica conversão do coração. Neste sentido, o Papa destacou a importância deste Santuário mariano da Fraça:

"A vocação principal deste Santuário de Lourdes é ser lugar de encontro com Deus, na oração; é um lugar de serviço aos irmãos, sobretudo de acolhida dos enfermos, dos pobres e de todas as pessoas que sofrem. Neste lugar, Maria se apresenta como mãe, sempre disponível nas necessidades dos seus filhos. Ela nos recorda que a oração é indispensável para recebermos a força de Cristo".

"A oração do Terço, tão querida por Santa Bernadete e pelos peregrinos, acrescentou Bento XVI, concentra em si a profundidade da mensagem evangélica e nos introduz à contemplação da Face de Cristo. Esta oração concede graças abundantes!

Jovens

"A presença dos jovens, na Liturgia de hoje - constatou o Papa - reveste-se de grande importância. Com toda uma noite de vigília de oração, eles, dão testemunho da sua confiança em Maria, que os convida a uma vida feliz e repleta de sentido, apesar das dificuldades". Por isso, o Santo Padre os exortou a não desanimarem, mas a aceitarem o convite do Senhor a segui-lo, a servir os necessitados, sofredores e enfermos.

Bento XVI concluiu sua homilia destacando, mais uma vez, que a mensagem de Maria, que é uma mensagem de esperança para todos os homens e mulheres do nosso tempo, sobretudo neste ano Jubilar das suas Aparições.

( Rádio Vaticano e Canção Nova )

VISITA A LOURDES AO VIVO NA INTERNET

12 12UTC setembro 12UTC 2008

Lourdes, 12 set (RV) - O Santuário, a gruta de Massabielle, a Basílica do Rosário e a praça das procissões, em Lourdes, terão um sistema de webcams para transmitir as imagens ao vivo pela Internet.

Como explicou Laurent Jarneau, webmaster do Santuário, a decisão de instalá-las foi tomada para atender os contínuos pedidos de pessoas que não podiam viajar a Lourdes mas que desejavam participar da peregrinação do papa.

As câmeras foram colocadas na entrada dos principais locais de peregrinação e as imagens podem ser vistas no site oficial do Santuário de Lourdes: www.lourdes-france.org.

Desde o ano 2000, o Santuário possui câmeras de vídeo que transmitem imagens da Basílica do Rosário, da Virgem coroada e da gruta de Massabielle, mas não ao vivo.

X VIAGEM APOSTÓLICA: PAPA EM PARIS

Castel Gandolfo, 12 set (RV) - Bento XVI partiu, esta manhã, para a X Viagem Apostólica de seu Pontificado, que o levou à França. O Papa visitará Paris e Lourdes de 12 a 15 do corrente, por ocasião dos 150 anos das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes.

O Santo Padre deixou, de helicóptero, a Residência Pontifícia de Castel Galdolfo, esta manhã, às 8h30, hora local, e se dirigiu ao aeroporto internacional de Fiumicino, em Roma. O avião papal, um Airbus A-321 da Alitalia, decolou às 9h23, com destino a Paris, onde chegou às 11h15 hs locais.

No aeroporto romano de Fiumicino, o Bispo de Roma se despediu das autoridades civis e religiosas, entre as quais o Núncio Apostólico na Itália, Dom Giuseppe Bertello, o embaixador da Itália, junto à Santa Sé, Antonio Zanardi Landi, o bispo de Porto e Santa Rufina, onde se encontra Fiumicino, Dom Gino Reali, o Prefeito local, Mario Canapini, e o vice-Premiê, Gianni Letta.

Antes de partir, Bento XVI se entreve, brevemente, com as autoridades presentes, das quais se despediu. A delegação vaticano, que acompanha o Papa nesta viagem à França, é composta de três Cardeais franceses: Dom Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso; Dom Paul-Poupard, Presidente emérito do Pontifício Conselho da Cultura; e Dom Roger Etchegaray, vice-Decano do Colégio Cardinalício. Acompanha a delegação também o arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.

Como de costume, o Papa enviou um telegrama ao Presidente da Itália, país onde sobrevoou o avião papal, antes de chegar à França. No telegrama a Giorgio Napolitano, o Bispo de Roma lhe apresentou suas sinceras saudações, como também a todo o povo italiano, enviando a todos, sobretudo aos que sofrem no corpo e no espírito, a sua Bênção Apostólica.

Durante o vôo, que o levou a Paris, Bento XVI respondeu a algumas perguntas dos jornalistas credenciados, falando, entre outras coisas, sobre a “laicidade, que, segundo o Papa, não está em contraposição com a fé; pelo contrário é fruto da fé. Isto vale seja para os franceses, seja para os cristãos de hoje” disse o Pontífice, que acrescentou: “É importante viver com alegria a liberdade da nossa fé; é necessário dar verdadeiro testemunho cristão para a sociedade de hoje”.

“A religião, afirmou depois o Bispo de Roma, não deve ser identificada com o Estado; ela não é política e a política não é religião. Neste sentido, os cristãos devem contribuir para confirmar os valores que são fundamentais para a construção da sociedade”.

Respondendo a outro jornalista, que lhe perguntou sobre o motu proprio, que permite celebrar a Missa em latim, como um passo atrás ao Concílio, o Santo Padre respondeu: “É claro que a Liturgia conciliar renovada é aquela ordinária para a Igreja. O motu proprio é simplesmente um ato de tolerância pastoral para com as pessoas que receberam formação no período pré-conciliar. Portanto, é absolutamente infundado – concluiu – o fato de a liturgia em latim ser um retrocesso na Igreja”.

Enfim, após cerca de duas horas de vôo, o avião papal pousou no aeroporto internacional Orly de Paris, precisamente às 11h06, onde se deu a cerimônia de boas-vindas, sem discursos oficiais.

O Papa foi recebido no aeroporto de Paris por algumas autoridades civis, religiosas e políticas, entre as quais o Presidente da França, Nicolas Sarkozy e sua esposa Carla Bruni, o Primeiro Ministro da França, François Fillon, o cardeal-arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois, com seus auxiliares, e a Presidência da Conferência Episcopal da França.

Após uma breve saudação aos presentes, o Pontífice se dirigiu, automóvel, à Nunciatura Apostólica de Paris, que dista 25 km. Dali, às 12h15, o Papa deslocou-se ao Palácio do Eliseu, a Residência oficial do Presidente da República francesa, para uma visita de cortesia a Nicolas Sarkozy e para a cerimônia oficial de boas-vindas.

COMUNICAÇÃO CATÓLICA NUM AMBIENTE BUDISTA !

7 07UTC setembro 07UTC 2008

Ter uma faculdade de comunicação num país minoritariamente cristão é uma grande ferramenta para os cristãos, tal é o caso da Tailândia, país maioritariamente budista no qual o número de católicos é inferior a 0,5 %.

O professor Chainarong Monthienvchie da Universidade Tailandesa Chulalongkorn explica:

“Temos a oportunidade de trabalhar nesta faculdade de comunicação a fim de transmitir ao mundo o amor de Deus através dos membros da faculdade e oxalá através dos nossos estudantes.”

O respeito e a compreensão mútuos são a base para apresentar os valores e a ética cristã aos outros.

“Devemos entender e respeitar os nossos amigos budistas. E para poder apresentar os nossos valores éticos e a boa notícia temos de ser muito cautelosos. Mas quando expressamos o que entendemos por amor, paz e justiça eles compreendem. E é isto que temos de ensinar aos nossos estudantes de comunicação a fim de que sejam capazes de o fazer o mesmo.” ( Fonte h2onews )

Veja vídeo

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