RAINHA DA PAZ VIAGENS [SANTA JULIANA-MG/BRASIL]

MENSAGENS, ORAÇÕES, HISTÓRIAS, VIAGENS, TEXTOS BÍBLICOS, E MUITO MAIS.

MUDANÇA DE ENDEREÇO DO MEU BLOG

16 16UTC fevereiro 16UTC 2009

MEU BLOG MUDOU PARA

http://rainhadapazsantajuliana.blogspot.com

OLHAR !

13 13UTC janeiro 13UTC 2009

 

Encontrar pelo caminho uma amendoeira em flor, parar para sentir a sua beleza, acolhê-la em nós mesmos…
Assim como uma árvore pede para ser notada por aqueles que passam, o seu esplendor iluminará o olhar daquele que a percebe.
Nós somos filhos da felicidade ou da desventura que encontramos em nosso caminho.

Olhar é deixar-se invadir por aquilo que cerca você, sem demonstrar medo ou angústia.
Será como um lago tranqüilo, onde docemente repousará uma montanha
desfrutando ver e rever a própria imagem, sem ser julgada…
Olhar será fechar os olhos e deixar que o outro repouse dentro de você, sem aquele gesto de defesa ou de repulsa que seria natural.
Olhar convida-o a uma atitude de confiança, que espera encontrar antes de se separar,
de receber antes de discernir.

Mas o olhar é também o primeiro passo para o amor.
Porque será exatamente nesse instante que os seus olhos falarão do significado mais belo para o qual foram feitos, o de privilegiar.
Diferentemente do ouvido que, sinfonicamente, capta tudo aquilo que o circunda, o seu olhar repousará sobre um objeto ou sobre um rosto, por muito tempo, porque escolheu fazê-lo.

Ao contrário, o olhar que não ama manterá as distâncias para, longe, poder julgar.
Demonstrará domínio sobre a realidade da qual se aproxima para dominá-la, mas não será, certamente, o olhar de um médico que cura, com amor, o mal que encontra…

Olhar: uma relação abre-se, uma relatividade transforma-se em experiência concreta.
Tudo existe, mas não por meio de você, de um ponto de vista particular como o seu,
diferente do de qualquer outra criatura humana.

Porque você olhará, mas será a sua história,
serão a sensibilidade e as expectativas escondidas em você mesmo a distinguir uma parte da realidade.
Ou somente uma parte da verdade, que, por ser tão grande, um só homem não pode contê-la.
E serão os olhos do coração e da inteligência que repousarão em volta de você e saberão se abrir e, talvez, contemplar…

Contemplar é tornar grande o que já é imenso. Sem palavras, é dizer da bondade de um ser, afirmar-lhe o imenso valor que tem para você.
É alegrar-se por aquilo que foi criado, como Deus ao término de sua obra, e saborear o sentido de fazer parte do conjunto.
O olhar, no fundo, é uma janela aberta em sua direção e na do próximo, para dizer de uma relação que pode nascer e, com ela, uma vida a dois.

Então a tolerância existirá na qualidade de um olhar.

Renato Zílio

Do livro: Elogio da tolerância - Paulinas

NATAL DE PAZ !

27 27UTC dezembro 27UTC 2008

Que estes votos ecoem sonoros,
em todos os lares do nosso planeta globalizado
acordando o autor de um novo tempo de muita paz, fraternidade e harmonia.

Que nossas vozes se unam em coro para dizer a todas as pessoas que um outro Natal chegou carregado de mensagens de amor, esperança, justiça e solidariedade.

Que este Natal interligue as famílias, povos, raças, línguas e nações da terra para entoarmos em tom harmonioso o hino da compreensão e do perdão:
"Glória a Deus nas alturas e paz na terra a todas as pessoas que têm boa vontade".

É Natal! Festa da vida, da alegria e da família,
por isso lhe desejo, com toda ternura, um Natal de paz e amor!


Celina Helena ( Paulinas )

EVANGELHO ( Lucas 1, 26-38 )

21 21UTC dezembro 21UTC 2008

 

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”
35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



 

 

 

NATAL

20 20UTC dezembro 20UTC 2008

Enquanto o silêncio envolvia a terra e a noite seguia seu percurso, tu desceste, ó Verbo de Deus…

É Natal! Tempo de esperança, de alegria, de ternura, de paz. Tempo de realização da grande promessa de Deus: Eis, vem o Emanuel, o Senhor, Deus conosco. Exulta de alegria, renova o teu amor, alegra-te, como nos dias de festa. O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz. Desataram-se as correntes dos prisioneiros; os coxos puseram-se a correr, os doentes recuperaram a saúde, e aqueles que se encontravam longe de casa puderam abraçar os seus entes queridos. Todos viram a salvação de nosso Deus. E, finalmente, nosso coração encontrou a serenidade, porque as promessas de Deus se realizaram.

Caminhamos na esperança do "já e do ainda não". A noite prossegue. Ainda há escuridão sobre a Terra. Em cada canto dos continentes os ventos de guerra continuam a soprar, a violência espalha, por toda parte, nuvens de medo e faz vítimas fatais, a fome e a pobreza se alastram, ceifando novas vítimas. Também a Igreja sente forte o peso da provação e do mistério da iniqüidade. No coração das pessoas de boa vontade nasce a dúvida: Será que o Deus, justo e misericordioso, cansou-se de nós? Teria o Deus do amor e da ternura abandonado seu povo?

Todavia, do íntimo do coração dos que crêem renasce a esperança: O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa, resplandeceu uma luz… pois, um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Sobre seus ombros está o sinal da soberania e é chamado: Conselheiro admirável, Deus poderoso, Pai para sempre, Príncipe da paz. Grande será seu domínio e a paz não terá fim.

Este menino é Jesus, o Filho de Maria, o Deus conosco. Na pobreza da manjedoura, na escuridão do mundo, no silêncio de nosso coração, na alegria de estarmos juntos, no encontro com o povo, saboreamos em Jesus o amor e a alegria da salvação. Confirmamos a certeza de que todas as promessas de Deus tornaram-se "sim" em Jesus Cristo que se fez um de nós, nosso companheiro de caminhada, amigo sempre fiel, único Salvador.

Depois de ter percorrido no silêncio, na oração, na serena fraternidade o caminho do Advento, detenhamo-nos agora diante do presépio. Em Jesus menino contemplemos o amor do Pai que nos convida a sermos suas filhas, seus filhos, irmãs e irmãos entre nós, comunicadores da boa notícia, anunciadores de esperança, testemunhas do Verbo feito carne que vive no meio de nós. Então, será verdadeiro Natal para cada um, para os povos, para as nações. E poderemos, de coração livre e alegre, dizer a todos e a cada um: BOM NATAL!

Maria Antonieta Bruscato ( Paulinas )

MENSAGEM DE NATAL DO CONSELHO ECUMÊNICO DAS IGREJAS

17 17UTC dezembro 17UTC 2008

Genebra, 17 dez (RV) - “O Verbo se fez carne e veio habitar entre nós e nós vemos a sua glória”: é o Evangelho de João a inspirar a Mensagem de Natal do Conselho Ecumênico das Igrejas (COE). “A glória é uma palavra, um grito, um canto usado para exprimir a maravilha do ser humano diante da majestade de Deus – lê-se no texto, assinado pelo Secretário-geral do Conselho, reverendo Samuel Kobia – quando Jesus nasceu, os anjos cantavam Glória a Deus no alto dos Céus e no testemunho de vida de Cristo sobre a terra nós vimos a sua glória, cheia de graça e de verdade.”

“Celebrando o Natal – continua a mensagem – nós reconhecemos a vinda de Jesus como ponto de encontro entre Céu e Terra, o meio para reconstruir as nossas relações interrompidas com Deus, de vencer a nossa hostilidade para com os outros e de renovar a nossa determinação em conseguir a paz no mundo.”

Portanto, o Rev. Kobia sublinha que “a reconciliação é uma mensagem magnífica. Esta mensagem oferece a promessa que os pecados do passado serão reparados, que a verdade será atingida em todos os casos, que o perdão será pedido e também os antigos inimigos poderão viver juntos no respeito recíproco.”

“Trata-se – lê-se ainda no texto – de uma mensagem de misericórdia e de esperança que reflete o grande dom do amor de Deus em Jesus Cristo.” Em seguida o Secretário-geral do Conselho recorda que 2009 foi proclamado pela ONU “Ano Internacional da Reconciliação” e que, por isso, as Nações Unidos se apelam a todas as sociedades em conflito a fim de que “coloquem em ato processos de reconciliação para estabelecer uma paz sólida e duradoura.”

E na mesma linha se coloca o Conselho Ecumênico das Igrejas que, conclui o Rev. Kobia, deu início ao projeto decenal “Vencer a violência: as Igrejas em busca da reconciliação e da paz”, que se concluirá em 2010.

MENSAGEM DO DIA !

14 14UTC dezembro 14UTC 2008

A noite avançou e o dia se aproxima.
Portanto, deixemos as obras das trevas
e vistamos a armadura da luz.
Rm 13,12

MENSAGENS !

12 12UTC dezembro 12UTC 2008

Antes  perder  a  vida  que  a  esperança.

( Quintiliano)

 

Os homens, quando  ensinam,  aprendem.

( Sêneca )

UMA HISTÓRIA DE NATAL !

1 01UTC dezembro 01UTC 2008

Foi um incidente "de cabeça para baixo" que ficou flutuando em minha memória quando comecei a escrever esta história. A lembrança era de uma noite de Natal. Foi um encontro perfeitamente natural, nada de milagroso.

E foi um encontro bom, que fez a missa de Natal um pouco mais jubilosa e as meditações que se seguiram um pouco mais profundas.

Quando já estava saindo e, tinha me virado, depois de trancar a porta, fui confrontada com um negro muito bonito, de meia idade e uma mulher pequena e mais jovem. Evidentemente, era sua esposa e ela segurava uma criança em seus braços. Não podia ver o rosto do bebê. Estava tão embrulhado contra o vento, úmido e forte, que soprava em Nova York.

Educadamente, o homem levantou seu chapéu e, com o doce sotaque do sul, disse-me que ele e sua esposa estavam perdidos na cidade. Tinham acabado de sair do trem. Ele era carpinteiro, esperando encontrar um emprego melhor do que o da pequena vila de onde vieram. Mas, com uma coisa e outra, tinham-se perdido. Não tinham dinheiro, quer dizer, não o suficiente para um pernoite. Talvez eu pudesse dizer-lhes onde ir, o que fazer e a quem poderiam pedir ajuda.

Dito isto ficou aliviado, educada e silenciosamente, esperando por minha resposta. Sua esposa, que não havia dito uma palavra, somente sorriu uma ou duas vezes para mim. Ela estava tão confiante e tranqüila quanto ele, certos de que eu era a pessoa certa para ajudá-los.

Diante de minha visão apareceu um telefone. Quase voltei e abri a porta para contatar alguma agência social que pudessem atendê-los em suas necessidades. Então olhei para o meu relógio. Eram quase onze horas e véspera de Natal! Quem poderia encontrar a esta hora? E onde? E se encontrassem, esta pobre família teria que encontrar caminhos estranhos. Poderia, naturalmente, mandá-los de táxi. Tinha um dinheiro extra em minha bolsa, milagre dos milagres. Mas o abrigo de famílias de Nova York separava as famílias, as vezes, por falta de lugar.

Falta de lugar! Noite de Natal! Homem, mulher, criança! tudo de repente ficou claro para mim. Naturalmente, sabia que era só uma coincidência. Bom, de certa forma. Mas, tantas pessoas vinham na Casa da Amizade para este tipo de ajuda ou informação. Não, não era hora de mandar tal família para lugar algum. Era hora de oferecer-lhes hospitalidade pessoal, mesmo que por nenhuma outra razão que expiar a hospitalidade que não foi dada há quase dois mil anos atrás.

Naturalmente! Porque não havia pensado nisto antes! Havia o que o pessoal da Casa da Amizade chamava de "Eremitério", quer dizer, meu quarto. Era tantas coisas em uma. Tinha uma escrivaninha, uma cama, um fogão completo, com forno, uma espécie de geladeira, doada pela administração; às vezes até funcionava. O quarto tinha uma pia e uma lavanderia, uma banheira completa. Sim, era um lugar aconchegante, especialmente à noite. Ganhei uma árvore de Natal enfeitada, de mais ou menos 10 centímetros. Estava longe dos pinheiros imponentes, nativos da Rússia, tão dignos em sua beleza majestosa.

Ainda assim, a pequena árvore era bonita, muito bonita. Coloquei em baixo dela uma miniatura de manjedoura. Quando voltasse da missa, pretendia colocar o Menino lá. Sim, o quarto era limpinho e muito, muito aconchegante. Porque não convidar o casal para passar a noite lá? Amanhã poderia contatar as agências.

Pensamento mais rápido não poderia ter ocorrido. Meu casal estranho estava ainda em silêncio, cortesmente, esperando por minha resposta que certamente parecia demorar. Mas não mostravam sinais de impaciência.

Devagar, e por alguma razão inexplicável, timidamente, convidei-os para entrar no eremitério, pedindo desculpas pela simplicidade do lugar. A mulher endireitou-se e parecia mais alta quando apertava a criança mais perto de si. O homem agradeceu e começaram a me seguir.

Andamos os três longos blocos que separam a porta de meu quarto. Ninguém disse uma palavra. Ainda assim, o silêncio era companheiro.

Uma vez no quarto, os deixei o mais confortável possível. O bebê, finalmente fora de seus embrulhos, era amável. Não o ouvi chorar. O homem disse que era um menino, o primogênito. Fiz café, fritei alguns ovos, arrumei a mesa e então disse a eles que viria vê-los depois da missa.

Foi uma das missas mais bonitas de que já participei. O pensamento dos meus três peregrinos, abrigados no quarto aconchegante, provavelmente, ajudou. Hospitalidade pessoal a estranhos, para Cristo, aquece quem a dá tanto quanto uma bênção propriamente dita.

Terminada a missa, voltei logo para meu quarto. Para meu espanto, encontrei a porta da frente aberta! Isto nunca acontece no Harlem, onde usamos várias trancas, por segurança. Empurrei a porta aberta. A sala estava vazia.

As louças haviam sido lavadas e colocadas em seus devidos lugares. Nenhum sinal de ocupação. O Menino que pretendia colocar na pequena manjedoura, embaixo da árvore, já estava lá e uma vela estava acesa na minha janela!

Catherine de Hueck Doherty

MENSAGEM DO DIA !

30 30UTC outubro 30UTC 2008

Lembro-me da fé sincera que há em você..
por esse motivo, convido-o a reavivar
o dom de Deus que está em você.
2Tm 1,5-6

SANTA TERESA D’ÁVILA !

15 15UTC outubro 15UTC 2008

 

Com grande alegria lembramos, hoje, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada, em 1970, pelo Papa Paulo VI, "Doutora da Igreja", como Mestra de espiritualidade: "Santa Teresa D’Ávila". Como chegou até lá? Teresa nasceu em Ávila, Espanha em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim, que quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires, que combinou fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu, graças à vigilância dos pais.

Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico. Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo.

Em 1562, Teresa deu início à reforma dos Carmelos, tão numerosos na Espanha. Obra gigantesca que exigiu de sua vocação amor e doação total à ação. Como fruto de muitas lutas e experiências místicas, ela produziu obras imortais, como o "Caminho da perfeição", "As moradas" e a autobiografia que são, ainda hoje, fontes de perene vida e seta que aponta a finalidade da via carmelita: União absoluta com Deus até se formar uma espécie de matrimônio espiritual entre a alma e Ele.

O seu segredo é o amor. Santa Teresa conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: "Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer".

Santa Teresa D’Ávila, rogai por nós!

ARTE DE EDUCAR !

14 14UTC outubro 14UTC 2008

 

Mestre, professor ou educador:
Sua missão é estar ao lado das pessoas,
para que iniciem e prossigam com esperança na arte de sempre querer recomeçar.

Sua jornada é compromisso de educar
com métodos adequados, em lugares longínquos, não tendo hora para nada,
no despertar da aurora, na calada da noite,
sob a luz das estrelas.

Educador, professor, mestre:
eis a sua obra de arte: formar.
Despertar o fascínio da primeira palavra,
a emoção da primeira leitura até a formação de opinião conscientizadora.

Parabéns, professor(a), mestre(a), educador(a)!
Que seus dias se revistam de luz, para um radiante horizonte de comunicação da verdade e da sabedoria!


Luizinho Bastos

Referência: Mensagens para o ano todo - Vol 02
Fonte Paulinas.

CRIANÇA !

12 12UTC outubro 12UTC 2008

Tudo pode acontecer,
se é feito pra você ou por você.

Tudo pode aparecer numa folha de papel,
no chão ou lá no céu.

Se você acreditar, brincar, criar,
inventar e puder ver.

Nada tem tamanho,
espaço ou tempo definido.
Tudo pode existir.
Tudo pode ser.
Se é você quem crê.

Você é fantasticamente.
Você é completamente.
E, por isso, tudo é possível pra você e em você.

Você é mágica.
E o todo e tudo podem caber em você.

Você é música, é dança.
E assim, criança, faz tudo lindo parecer.

Admiro você, criança,
pelo que consegue ser,
por ser tão transparente,
por ser tão evidente
sua vontade de viver.

Invejo você, criança,
porque não há limites
na sua dimensão de ser.

Amo você, criança,
porque não há limites
na sua dimensão de ser.

Amo tanto você, criança,
porque é concretamente
o amor que a gente sente
e não sabe mais dizer.

Acredito no mundo, criança,
porque acredito em você.

Luciana Brito Izzo

PROCURA-SE UMA ALMA DE CRIANÇA !

9 09UTC outubro 09UTC 2008

Procura-se uma alma de criança que foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos…
Ela pulava, ria e ficava feliz com seus brinquedos velhos…
Exultava quando ganhava brinquedos novos, dando vida a latinhas, barbantes, tampinhas de refrigerantes, bonecas, soldadinhos de chumbo e figurinhas…

Batia palmas quando ia ao circo, quando ouvia músicas de roda, quando seus pais compravam sorvete: "chikabon, tombon, eskibon"… tudo danado de bom!

Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava quando ia visitá-la…

Chorava quando arranhavam seus brinquedos, aquele aparelho de chá cheio de xícaras com que servia as bonecas ou os carrinhos de guindaste, tratores e furgões.

Fazia beiço quando a professora a colocava de castigo, mas era feliz com seus amigos, sua pureza, sua inocência, sua esperança, sua enorme vontade de ser uma grande figura humana, que não somente sonhasse, mas que realizasse coisas importantes em um futuro que lhe parecia ainda tão longínquo.

Onde ela está? Para que lado ela foi?

Quem a vir, que venha nos falar…
Ainda é tempo de fazermos com que ela reviva, retomando um pouco da alegria da nossa infância e deixando a alma dar gargalhadas, pois, afinal, "ainda que as uvas se transformem em passas, o coração é sempre uma criança disposta a pular corda".

Para não deixar morrer a criança que todos temos dentro de nós…
deixe-a sair, brincar e sonhar…

Uma das poucas coisas que ainda podemos fazer sem ter de pagar impostos!

O tempo é muito lento para quem espera.
Muito longo para quem sofre.
Muito rápido para quem aproveita.
Mas para quem ama o tempo não existe.


Autor Desconhecido

A AMIZADE INOCENTE !

8 08UTC outubro 08UTC 2008

 

Um velho cão acompanhava o dono quando escorregou e caiu em um poço abandonado.

O homem olhou para baixo e concluiu: "Não vale a pena retira-lo daí. Já não me serve mais para nada".
E foi-se embora.
O cão, por sua vez, pensou: "O meu dono foi procurar algo que o ajude a me tirar daqui".

Horas depois o homem veio com uma carroça de terra e pensou: "Esse cão vai uivar por muito tempo antes de morrer.
É melhor já deixa-lo enterrado".

De costas, retirava a terra da carroça e a jogada no poço, sem olhar.
Enquanto isso, o cão pensou: "Que bom!
O meu dono veio aterrar o poço para eu sair".

Esquivava-se de cada pá de terra que caía, e lutava para subir no monte que ia se formando.
De repente, o homem ouviu, atrás de si, um gemido feliz: soltou a pá, virou-se e lá estava o velho companheiro, fora do poço, abanano o rabo, com gratidão.

Conto popular brasileiro

ANEL DA PUREZA !

25 25UTC setembro 25UTC 2008

Circula na internet uma matéria com o titulo acima, publicado na imprensa (Dolores Orosco, G1, São Paulo). Ídolos pop levantam a bandeira da virgindade e fãs adotam ‘anel da pureza’, como símbolo da abstinência sexual até o casamento. Os Rapazes do Jonas Brothers, Miley Cyrus, atriz de ‘Hannah Montana’, o trio Jonas Brothers, usam o anel.

Por exemplo, o estudante paulistano Paulo Sérgio dos Santos, de 18 anos, fã dos irmãos americanos Kevin, Joe e Nick - os Jonas Brothers - resolveu adotar a idéia e afirma: ”O anel é discreto, mas tem um significado especial. Sempre planejei me guardar para a mulher certa”.O “anel da pureza” surgiu nos Estados Unidos, em 1994, na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, com o programa “True Love Waits” (Quem ama, espera!) , que prega a abstinência sexual até o casamento.

O projeto percorre escolas e instituições ligadas à juventude; começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países. Segundo Jimmy Hester, coordenador do TLW, cerca de 3 milhões de jovens fazem parte do programa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, diz. No início, a organização lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a filosofia. Depois o acessório foi trocado por um pingente de prata, mas só ganhou popularidade com o “anel da pureza” - acessório que pode ser usado por meninas e meninos. “Não fabricamos mais a jóia. Atualmente há inúmeras instituições que as vendem e alguns jovens preferem desenvolver seu próprio anel”, diz Hester.

O pacto que assumem diz o seguinte: “Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a ser sexualmente pura até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).Nos Estados Unidos, o TLW é alvo de críticas, o que não é de se espantar num mundo onde o que tem valor é o “politicamente correto”, muitas vezes imoral.

Alguns especialistas acreditam que estes jovens ainda não têm maturidade para optar pela abstinência. Mas o coordenador discorda. “Acredito que os críticos não dão crédito suficiente para a nossa juventude. Quando os moços são conscientizados sobre as conseqüências físicas, emocionais e espirituais que uma vida sexual ativa engloba, eles se tornam capazes de tomar a decisão correta”.

É lamentável que alguns “especialistas” pensem que a juventude só é capaz de aderir ao vício e ao pecado, e não à virtude. A ginecologista Albertina Duarte Takeuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considera a opção pela virgindade “válida” e acha positivo que o tema venha à tona graças aos ídolos do pop. “Todo adolescente acha que suas verdades são absolutas. O importante é respeitá-lo em seus valores e manter um canal de diálogo aberto”, defende.O coordenador do TLW diz “celebrar” o fato de que artistas famosos preguem a castidade. “Ficamos satisfeitos com a postura dos Jonas Brothers. Mas ela é tão importante quanto a do garoto que vive numa comunidade rural e passa a idéia adiante”, compara Hester.

Certamente alguns jovens poderão usar o anel mais como moda que para eles pode ser passageira, mas é certo que muitos o usarão com convicção e poderão estimular muitos outros a viverem a beleza da virtude da castidade. A lei de Deus manda não pecar contra a castidade. Este exemplo do TLW não é único, e mostra o renascer da castidade. Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da missa que ele celebrou em Manilha; nesta ocasião um grupo de 50.000 jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a viver a castidade. Ela é a virtude que mais forma homens e mulheres de verdade, de acordo com o desejo de Deus, e os prepara para constituir famílias sólidas, indissolúveis e férteis.

É preciso, portanto, que nós cristãos, tenhamos coerência e coragem para transmitir aos jovens esses valores, que são divinos e eternos. O remédio principal que a nossa sociedade doente precisa é de uma escala de valores condizente com a dignidade humana, sob pena de nos igualarmos aos animais. O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais.

Já é hora de voltarmos a falar aos jovens, corajosamente, sobre a importância da castidade e da virgindade. Também nós católicos estivemos muito tempo “encolhidos” de medo de um mundo neo-pagão que ri da castidade e da pureza da alma. Não há, sem dúvida, melhor preparação para o casamento e para o futuro, do que viver a castidade na juventude.

Precisamos mostrar aos jovens que para haver a castidade de atos, é necessário haver antes a castidade de pensamentos, palavras e desejos. É preciso, corajosamente, desafiá-los a dizer não a toda prostituição, pornografia, filmes eróticos, moda excitante, etc. É preciso mostrar-lhes que cada corpo humano é templo do Deus vivo que ali habita pelo seu Santo Espírito (1Cor 3,16; 6,19).

Infelizmente a pregação da Igreja, com poucas exceções, arrefeceu diante do avanço da imoralidade, e, por isso, ela grassou rapidamente. Muitos e muitos jovens se separam com poucos anos de casamento, porque não exercitaram a sua vontade na luta árdua da vivência da castidade.

Quanto às críticas, paciência! O Senhor disse: “Felizes sereis quando vos caluniarem; quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus…” (Mt 5,11-12).

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

VIVA COMO AS FLORES !

 

Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas e ainda sofro com as que caluniam.

Pois viva como as flores, advertiu o mestre.

Como é viver como as flores?
Perguntou o discípulo.

Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.

Autor Desconhecido

CASAS AO SOL !

11 11UTC setembro 11UTC 2008

 

Certa vez ouvi alguém dizer que o ser humano poderia ser comparado a uma casa. Então me vi a imaginar essa "morada" que é cada um de nós…

Pensei em uma casa com alicerce, vários cômodos - alguns mais abertos para as pessoas, outros mais íntimos e reservados - e até mesmo com um porão. Casa com janelas que podem abrir-se ou fechar-se,
revelando ou escondendo o que há dentro.
Casa com portas que permitem ou impedem a passagem.

Casa construída sobre terreno que não é comprado nem escolhido, mas herdado.
Às vezes é terreno plano, amplo, com boa água e bonita vista.Às vezes é íngreme, cheio de pedras, isolado, pequeno. Mas é o nosso terreno, é ali que precisamos fazer morada.

Vamos construindo aos poucos, durante a vida inteira: um tijolo aqui, um remendo ali, uma parede a mais, uma varanda a menos,
um terraço que dá para o céu…

Queremos sempre os mais belos materiais.
Pode ocorrer, porém, só termos papelão e zinco, não as "pedrinhas de brilhante"
que tínhamos desejado…

Vamos cimentando certezas, mas às vezes precisamos equilibrar-nos sobre escadas ainda inseguras. Cultivamos com cuidado, anos a fio, um jardim de sonhos e alegrias.
De repente vem a tempestade, que, de nossas flores, deixa só pétalas no chão…

De dentro da nossa morada, observamos os que passam. Alguns nem olham e seguem em frente, outros entram e mexem em tudo. Uns, ainda, fazem dali verdadeiro lar… Todas essas visitas, as passageiras e as definitivas, vão deixando suas marcas na casa: um risco na parede, um lindo enfeite, um cigarro apagado, uma grande reforma…

E assim vamos nos fazendo: belas ou bizarras, amplas ou acanhadas,
arejadas ou cheias de mofo, abertas ou fechadas, acolhedoras ou inóspitas:
misteriosas casas humanas…

Sim, misteriosas: porque a morada humana pode abrigar muitos segredos!
Tesouros secretos… Quinquilharias inúteis… Coisas estragadas, perdidas, que precisam ser jogadas fora: até mesmo rosas vermelhas, que antes enfeitavam a sala, e agora, já murchas, apodrecem nos vasos…

Pode haver riquezas inesperadas, álbuns de recordação, troféus e medalhas das competições de infância…
Venenos podem estar se espalhando e contaminando todo o ambiente.
Talvez haja antigas coleções de figurinhas, cartas do primeiro amor…

Lembranças… esperanças… frustações… sonhos…


Tânia Resende

Referência: Casas ao sol

O IRMÃO QUE PECA !

7 07UTC setembro 07UTC 2008

HOMILIA DO EVANGELHO DESDE DOMINGO 07/ SETEMBRO DE 2008

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
September 7th, 2008


Para entendermos melhor o trecho de hoje temos de ter em mente a figura do pastor que vai procurar a ovelha que se perdeu, deixando as noventa e nove nas montanhas. Só assim chegamos ao caso concreto: alguém da comunidade cometeu falta grave contra seu irmão. Como reagir: fazendo-se de vítima? “Pondo a boca no mundo” e denunciando o erro? A primeira atitude – talvez a mais difícil – é perdoar e ir à procura de quem errou na qualidade de quem já perdoou, a fim de mostrar ao outro o erro e convidá-lo novamente a se reintegrar na comunidade: Se o seu irmão pecar, vá e mostre o seu erro, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele lhe der ouvidos, você ganhou o seu irmão. Quero, porém recordar-te que não ganharás o irmão para ti. Mas para a comunidade. Porque quem ofendeu um membro da comunidade rompeu, de certa forma, com a comunidade como um todo.
Como o pastor que procura a ovelha perdida, a justiça do Reino não se cansa e tenta outra forma de aproximar quem errou: Se ele não lhe der ouvidos, tome consigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. À primeira vista, tem-se a impressão de que estaríamos fazendo um cerco em torno de quem errou. Mas essa atitude pode ser vista sob a ótica da justiça do Reino, que tem como princípio fazer de tudo para que o irmão não se perca. E se isso não der certo, toda a comunidade é chamada a se pronunciar: Caso não dê ouvidos, comunique à Igreja. E se, depois de esgotados todos os recursos, depois de ter dado a quem errou a oportunidade de ouvir o parecer de toda a comunidade é que a pessoa, por decisão de todos, é excluída: Se nem mesmo à Igreja ele der ouvidos, seja tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de impostos. Mesmo nesse caso a comunidade deve manter-se em atitude prudente, dando uma chance em longo prazo a fim de que a pessoa se arrependa e volte a ela. Antes de condenar ou excluir alguém, é preciso aprender a justiça do Reino. E ter consciência de que os passos aconselhados por Jesus não são normas rígidas, e sim um modo de agir que tempera com justiça as relações entre pessoas. Em outras palavras, é preciso ser criativos no esforço de recuperar quem erra e se afasta da comunidade. E o espírito que anima essa tarefa não é o da exclusão, mas o da busca para reintegrar.
Se no capitulo 16 Jesus confia a Pedro a tarefa de ligar e desligar. No texto de hoje, essa missão é confiada à comunidade como um todo . Pois Pedro é sinal, é figura representativa de toda a comunidade dos seguidores de Jesus. Ligar e desligar são termos jurídicos e atribuições da comunidade inteira: Tudo o que vocês ligarem na terra será ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra será desligado no céu. Mateus nos mostra que o mais importante para a comunidade não é excluir alguém, mas sim a capacidade de integrá-las. Na oração do Pai Nosso nós rezamos: perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos.
Tomar decisão de incluir ou excluir pessoas da comunidade não é tarefa fácil, como pretendiam e faziam os chefes de sinagoga daquele tempo. É necessário que tenhamos sempre em conta advertência de Jesus: Se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no reino do céu. Para tanto, Ele dá algumas indicações, que passam pela necessidade de as pessoas se reunirem em nome dele, a fim de, mediante a oração, chegarem a um consenso: Se dois de vocês estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa (isto é, sobre qualquer tipo de litígio) que queiram pedir, isto lhes será concedido por meu Pai que está no céu. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.
É urgente que a comunidade esteja sempre ligada à Cristo pelo fato de na comunidade existem tensões entre os diversos grupos e problemas de convivência: há irmãos que se julgam superiores aos outros e que querem ocupar os primeiros lugares; há irmãos que tomam atitudes prepotentes e que escandalizam os pobres e os débeis; há irmãos que magoam e ofendem outros membros da comunidade; há irmãos que têm dificuldade em perdoar as falhas e os erros dos outros. Somente estando em permanente sintonia com Jesus que nos convida à simplicidade e humildade, ao acolhimento dos pequenos, dos pobres e dos excluídos, ao perdão e ao amor que conseguiremos vencer. Alías, com Jesus e pela força da oração tudo pode ser mudado. Só assim seremos uma comunidade verdadeiramente família de irmãos, que vive em harmonia, que dá atenção aos pequenos e aos débeis, que escuta os apelos e os conselhos do Pai e que vive no amor do Filho, animada pelo Espírito Santo.

NO AMOR EU TE GEREI !

1 01UTC agosto 01UTC 2008

Meu filho, minha filha.
No amor eu te gerei.
Tu és a maravilha.
Que eternamente amei.

Na eternidade pelo nome te chamei
Com meu carinho te escolhi e te criei
Para meus filhos eu serei um pai de amor.
Eles serão minha alegria e meu louvor.

Junto a meus filhos vou viver e caminhar.
As suas mãos na minha mão vou segurar.

José Acácio Santana

59-O QUE DEUS CRIOU?

24 24UTC julho 24UTC 2008

A  Sagrada  Escritura diz:  " Deus  criou  o  céu  e  a  terra " ( Gn  1,1 ). A  Igreja,  na  sua  profissão  de  fé,  proclama  que  Deus  é  o  criador  de  todas  as  coisas  visíveis  e  invisíveis,  de  todos  os  seres  espirituais  e  materiais,  ou  seja,  dos  anjos  e  do mundo  visível  e,  de modo  particular, do  homem.

( CIC= 325-327 )

GAIVOTA O VÔO DA VIDA !

6 06UTC julho 06UTC 2008

 

Uma gaivota chegando!
Olhem todos para o mar!
Olhem todos pro mar
Olhem todos pro mar
Olhem todos pro mar…
Uma gaivota a voar, a voar

Uma gaivota, voando suavemente por cima do mar.
É a paz chegando assim tão de repente querendo pousar.
Voa, gaivota, voa do teu alto mar.
Pousa na minha praia, me ensina a voar.

Assim como uma gaivota, eu posso também voar.
Os sonhos são minhas asas a vida meu alto mar.

Da praia da minha vida, agora quero voar, fazer de cada partida promessa de libertar.
Voa, gaivota voa me ensina a voar!

José Acácio Santana

EVANGELHO DE MATEUS ( 16, 13-19 )

29 29UTC junho 29UTC 2008

Domingo, 29 de Junho de 2008
São Pedro e São Paulo

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".
15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".

Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

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A  AFIRMAÇÃO DE  PEDRO ( MATEUS 16, 13-19 )

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
Junho 29th, 2008


Estamos diante da questão da Identidade de Jesus. Perante isto, dois títulos se confrontam: Filho do Homem e Cristo. Jesus, com freqüência, identifica-se como o “Filho do Homem”. Por outro lado, os discípulos originários do judaísmo identificam Jesus como o “Cristo”. O “Filho do Homem” é uma expressão que aparece quase uma centena de vezes no profeta Ezequiel, exprimindo a condição humana comum e frágil de alguém que coloca toda sua confiança em Deus. “Cristo”, que é sinônimo de messias ou ungido, é um título aplicado abundantemente a Davi, ou a um seu descendente, no Primeiro Testamento, estando associado à idéia de um chefe poderoso e dominador.

O texto é tão claro que leva nossa interpretação no versículo 18: A igreja é imortal, e seu fundamento deve perdurar sempre.

Nós, católicos, temos a certeza e o orgulho de sermos a única Igreja cristã, edificada sobre fundamento rochoso, sobre Pedro (ver Mt 7,24). Daí que nos simples e humildemente nos orgulhamos em afirmar: Onde está Pedro aí esta a Igreja.

Deixemos a primeira pergunta – quem dizem os homens que sou eu? Respondamos, à segunda pergunta: E vós? Hoje não é suficiente a resposta de Pedro: O Messias, o esperado de Israel. A nossa deveria ser: O filho de Deus encarnado, que se entregou e morreu por mim (Gl 2, 20). Por isso, vivemos a vida presente pela fé no Filho de Deus.

Na verdade, essa imagem de Cristo que todos nós levamos dentro, desde o batismo, está, ou destroçada, ou escurecida. Como poderemos ser apóstolos se não sentimos sua presença dentro de nós? Como vender um produto do qual não estamos nós, os vendedores, convencidos?

A resposta de Jesus dada a Simão indica que a nossa resposta, admitindo seu senhorio total como Messias e como Filho de Deus, é também um dom do céu e que ela merece um makarismo especial. Não seremos os chefes, como Pedro, mas a Igreja estará fundada em nós e nas nossas famílias.

Além de Cristo, como figura central, temos Pedro, como figura destacada, por duas razões: por sua fé em Jesus e por sua lista de serviços como chefe da comunidade. A revelação de confessar Jesus como Messias Filho de Deus, é um dom do Pai e isso serve para todos nós. A chefia da comunidade eclesial é própria dele e continua em seus sucessores através dos séculos. A eles pertence o poder das chaves, jurídico e doutrinal, como o entende a Igreja Católica. Não foi dado este poder aos outros discípulos e, portanto, devemos distingui-lo do poder evangelizador e de governo dado ao resto dos apóstolos, do qual todos nós participamos como discípulos e missionários de Jesus Cristo com uma missão específica.

Que os dois pilares da Igreja PEDRO e PAULO, intercedam por cada um de nós a fim de que sejamos verdadeiramente exercendo as nossas tarefas diárias professemos a nossa fé em Cristo, Filho do Deus Vivo!

( CANÇÃO NOVA )

ESTRADA OU CORRENTE

22 22UTC junho 22UTC 2008

O que somos o que cremos que os outros são
O que cremos que nós somos
Os outros serão
Que fazemos, parecemos
O que os outros vêm
O que nosso coração e a nossa alma tem

Se sabemos o que somos, por que parecer?
Insistimos tantas vezes no nosso "não ser" se vestimos ou falamos uma ilusão
Afinal, o que seremos para o nosso irmão?

Se o Pai concede a vida, sei que posso ser um caminho, uma alegria para quem vier.
Mas se olho só o espelho, hei de ser então o fracasso e a tristeza para a multidão.

Ó, meu Deus, me dá teu dia pra poder tentar e também sabedoria pra poder falar o que sinto quando falas ao meu coração, mesmo quando ele se perde.

Pai, quem sou eu sinceramente?
Sou estrada ou sou corrente?
Sou abismo ou conversão?
Pai, quem sou eu sinceramente?
Se meu coração de gente
Erra e pede teu perdão?

Sou palavra de consolo ou sou escravidão?
Sou fraqueza necessária ou dissimulação?
Sou degrau que servirá para qualquer irmão ou sou pedra de tropeço
Que derruba ao chão?

Sou abraço do encontro, lágrima emoção ou o riso de deboche atrás do ancião?
Incompleto que acredita: Deus completa o ser ou metade da metade do que eu possa ser.

Sou suor e sacrifício com o que Deus me deu ou voz no alto do mundo: tudo será seu!
Sou a cruz de cada dia para se tomar
Ou mais um que escarnece ao ver Jesus passar?

Rodrigo Grecco

VIDA

Os fluxos contínuos da vida que, dia e noite,
correm de veia em veia em meu corpo,
correm velozes à conquista do universo:
esta vida, em ritmo maravilhoso,
em tempo de dança com o mundo;

esta vida, caladinha,
de minúsculas partículas,
neste mundo de argila,
em miríades de fios de relva,
no movimento e na alegria,
manifesta-se na folhas e nas flores;

de século a século
as universais revoluções
de vida e morte no oceano brincam
nas altas e baixas marés.
Sinto esta vida infinita que me faz glorioso
em todos os membros.
Este imenso palpitar de séculos infinitos, hoje,
pulsa em minhas veias.

Tagore

FLORES DE INVERNO

21 21UTC junho 21UTC 2008

Quando a primavera chegar;
Que chegue com ela as flores,
o canto dos pássaros, novos amores.

Se o inverno demorar a passar,
nele também se encontram flores
próprias do seu tempo.

Todas as flores têm seu tempo pra abrir,
todo sofrimento tem seu tempo pra passar
todo amor a eternidade pra durar.

As folhas caíram,
outras nascerão no seu lugar,
assim a vida se renova e o tempo se vai.

Se a primavera chegar
e a sombra do inverno estiver no coração
não poderei vê-la.

O pássaro não cantará em vão,
o sol não deixará de brilhar, nem a flor de desabrochar se eu não abrir as janelas do coração.

Diante da luz tudo se mostra,
com o coração aberto, tudo se vê: trilhas na escuridão, flores próprias de seu tempo.


Rosa Maria Ramalho

COMO UM SONHO.

18 18UTC junho 18UTC 2008

Como um sonho, que eu mesmo não sonhei,
acordei para o mundo, há muitos anos.

Caminhei a estrada do tempo e fiz do coração o relógio da vida, marcando o renascer em cada pulsação.

Olhei as flores e nelas me encontrei,
pois a vida é luz desabrochando.

Olhei as estrelas e nelas eu estava,
pois a vida é luz iluminando.

Olhei para meus pais, meus irmãos,
minhas irmãs, meus filhos e meus netos e neles eu me vi.
Família é a vida no plural.

Olhei para meu Deus e nele me encontrei,
como um momento e uma imagem
da sua própria vida.

Estou chegando com o desabrochar das flores, com o iluminar das estrelas, com a pluralidade da família e com a fisionomia do meu Deus, para celebrar a vida.

Venha celebrar comigo!
Empreste-me seus olhos, seu sorriso e seu coração, para que, juntos, possamos entender melhor que a felicidade,
o amor e a vida só se realizam no plural.


José Acácio Santana

MEU BEM !

13 13UTC junho 13UTC 2008

A luz dos teus olhos me encanta
A voz do teu corpo me chama
Tu és a mensagem mais santa
Do amor que tua boca proclama

Cada instante é relíquia
De um tempo que vai
Uma folha de outono
Que ao sol murcha e cai
Mas também é promessa
De um tempo que vem
Folha de primavera
Que o novo contém

Cada dia é promessa que vem
Primavera que o novo contém
Porque és minha luz
Minha paz
Meu bem!

Poema de luz do poeta
E som que se fez melodia
Tu és a ternura secreta
Do amor que teu ser irradia

Eu te busco nas flores
De cada jardim
E te encontro nos sonhos
Que moram em mim
Os meus olhos te vestem
De santo esplendor
Te ilumino e te aqueço
Na chama do amor

Eu te visto de santo esplendor
Te ilumino na chama do amor
Porque és minha luz, minha paz
Meu bem!

José Acácio Santana

AMOR PERFEITO.

Eu venho da vida, todo repartido
Vaso dividido, muitos estilhaços
A tua acolhida nem
Sequer pergunta
Novamente junta
Todos os pedaços

E se eu quero o corpo
Dás também a luz
Se desejo a boca
Dás também a fala
Se te quero toda
Dás a plenitude
Do querer que é muito
Mais que a finitude
Pois contém o jeito
E toda a juventude
Do amor perfeito
A maior virtude

Quando chega a noite
Sou uma criança
É a brisa mansa
A me acalentar
No teu doce abraço
E no teu sorriso
Vivo o paraiso
De quem pode amar

José Acácio Santana

TESTEMUNHO DE NEIL VELEZ

11 11UTC junho 11UTC 2008

Conheça a história de conversão e fé de Neil Velez, pregador que estará presente no ‘I Encontro Latino-americano de Cura e Libertação’, que vai ser realizado de 25 a 27 de julho, na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP).

Testemunho

Eu estava morrendo na cama de um hospital. Especialistas do Texas e da Califórnia viajaram à cidade de Nova York para me dizer que não podiam fazer mais nada por mim e que eu teria somente três meses de vida.

As válvulas do meu coração não estavam funcionando corretamente e surgiram tumores em minha cabeça, os quais faziam com que eu tivesse convulsões. Além do mais, um desses tumores oprimiu o nervo óptico deixando-me cego. Eu tinha hemorragias internas, vomitava sangue e caía banhado naquele líquido vermelho. Também padecia de meningite.

Enquanto me encontrava prostrado naquele quarto, debatia dia e noite com Deus. Minha discussão com o Senhor se centrava basicamente na seguinte passagem bíblica: 1 Pd 2,24, que dizia: "Por Suas chagas eu havia sido curado". Eu tentava esquecer esse versículo mas não conseguia. A cada segundo que passava me sentia mais irritado com o Senhor. Por que eu estava tão irritado? Porque esse versículo me falava em um tempo passado. Não dizia que eu ia receber a cura ou que esperava ser curado, mas que eu já estava curado, há pouco mais de dois mil anos em uma cruz. Enquanto aquele versículo atestava que eu tinha saúde, o meu corpo me mostrava exatamente o contrário. Nasci enfermo e minha condição foi piorando até perder a vista e ficar prostrado em uma cama. Toda essa situação chegou a tal ponto que começei a gritar e a brigar com Deus, dizendo-lhe textualmente essas palavras: "Duas coisas estão acontecendo aqui: Tudo isso é mentira ou eu não te conheço". Nesse momento, escutei uma voz muito clara que me respondeu : "Meu filho, verdadeiramente tu não me conheces".

Eu passei minha vida inteira dentro da igreja. Pertenço à segunda geração de um ministério, meus pais e meus tios me levavam desde pequeno com eles a retiros e vigílias. Em outras palavras, não conheço outra vida que não seja de igreja em igreja. Dediquei toda minha vida ao Senhor, me formei e me preparei na Igreja, passando inclusive por um seminário. Com 12 anos eu já estava ministrando. E Ele dizia que eu não o conhecia.

A verdade é que eu acreditava conhecê-lo. E aí está a confusão de muitos que estão convecidos da mesma coisa que eu pensava naquela ocasião. Alguns consideram que – por não faltarem nunca à Missa, receberem a Eucaristia diária e serem constantes na oração do rosário – conhecem o Senhor profundamente. Outros estão convencidos de que por estudarem Filosofia, Teologia ou Psicologia o conhecem. Assim como há aqueles que até pregam sobre Jesus Cristo e ainda não sabem sobre quem estão falando. E eu era um destes! Acreditava saber sobre Ele, não só pela minha preparação como também pela minha educação e experiência, mas eu estava equivocado. Naquela noite descobri que eu estava longe de Deus. Representava o personagem bíblico, que fala de coisas sobre as quais não entendia, conhecia-nas somente de ouvir falar (cf. Jó 42, 1-6).

Quando o Senhor voltou a me falar eu compreendi a razão das palavras d’Ele. Como pude, desci da cama, me ajoelhei e começei a chorar como uma criança. Entre gemidos lhe disse as seguintes palavras: "É verdade, meu Deus. Eu não te conheço! Mas hoje quero te conhecer". Foi o dia em que fiz a oração mais importante da minha vida. Naquele momento, humildemente, abri mão de tudo o que eu pensava ser e ter, incluindo estudos, talentos, dons e formação. Naquele dia morri para mim mesmo e para tudo que eu tinha convicção de conhecer. Assim pude permitir que Deus nascesse em mim. Momentos antes de concluir a manifestação daquelas palavras, algo aconteceu comigo. Era uma dor tão forte que dava a sensação de que minha cabeça iria explodir. Quando senti que não podia mais resistir àquele tremendo sofrimento, começei a gritar como um louco naquele quarto. Gritei tanto que os médicos vieram correndo e entraram no quarto. Logo, de repente, aquela dor desapareceu e reinou a calma. Quando parei de chorar e sequei minhas lágrimas, abri meus olhos e notei que minha visão havia voltado. Estava contemplando o rosto daqueles médicos que me olhavam atônitos. Eu lhes dizia, cheio de emoção e alegria, que podia ver. Eles estavam maravilhados e em seguida começaram a fazer vários exames em mim e descobriram que os tumores e a meningite também haviam desaparecido.

Os médicos diziam não compreender o que havia ocorrido comigo. Diziam que era conveniente que eu não tivesse ilusão, já que, em muitas outras ocasiões, ocorreram alívios passageiros. Insistiam em me recordar que só me restavam três meses de vida e que esse fato era irreversível. Recordo-me de que, logo depois de escutar o que os médicos me informaram, ter lhes dito: "Obrigado por tudo o que vocês fizeram por mim. Mas eu não vou morrer!" Eles continuavam insistindo que eram especialistas em casos como esse e que não tinham a menor dúvida de que meu fim estava próximo. Por curiosidade, igualmente, me perguntaram: "Quem te disse que isso não ia ocorrer?" E eu lhes respondi: "Deus. Por Suas chagas eu fui curado". Então, eles me proibiram de fazer atividades e eu decidi pregar incansavelmente. Recordo-me de que, na minha debilitada condição, tomava a Bíblia, começava a pregar e ensinava o que Jesus Cristo nos deu através de sua Cruz. Pregava sobre essa passagem (1Pd 2,24) e até dava testemunho da minha cura. Muitos dos que caminhavam comigo diziam que eu estava mentindo, porque a verdade era que meus dias estavam contados.

Ao final da pregação, eles me levavam para um local reservado, pois, por conta das tonturas, eu desmaiava e caía no chão banhado em sangue. Meus irmãos tinham que sair correndo comigo para o hospital. Outras vezes, permanecia inconsciente por alguns minutos caído no chão. Depois de algum tempo, eu me levantava com algum esforço, pegava o meu lenço e tentava me limpar daquele sangue como podia.

Podem me chamar de louco ou fanático, ou seja, uma pessoa que cegamente crê em algo. Hoje eu estou em pé aqui, porque cegamente acreditei em Deus. Porque caminhava crendo em meu Deus. Porque quando eu desmaiava e caía no chão, logo em seguida me levantava novamente.

Deus não respeita homens, não faz distinção entre uns e outros, porque todos somos iguais diante d’Ele. Não olhe para mim como um super-homem. Você é filho de Deus! E o que Cristo fez na cruz – o fez por você também. Por Suas chagas, as chagas do Crucificado, você também foi curado! A você basta acreditar nesse sacrifício que Ele fez por todos nós e confiar plenamente n’Ele. Jesus Cristo hoje diz a você: "Toma teu leito, vai para casa, porque já estás curado."

A OUTRA METADE

10 10UTC junho 10UTC 2008

Tu és a chuva mansa
No final do dia
Água que descansa
Fonte de harmonia

Tu és a minha prece
Minha liturgia
Bênção que enriquece
Que protege e guia

Tu és a outra metade
Da felicidade
De agora e depois
Tu és este amor tão lindo
Que vai permitindo
Cada um ser dois

Tu és a companhia
De qualquer momento
Seja de alegria
Ou de sofrimento
Tu és a noite amante
És a minha aurora
Clara e radiante
Paz de toda hora.


José Acácio Santana

A NUVEM E A DUNA

8 08UTC junho 08UTC 2008

Uma jovem nuvem fazia sua primeira viagem nos céus, junto com um bando de outras nuvens enormes e fantásticas.
Quando sobrevoavam o imenso deserto do Saara, as outras nuvens, mais experientes, disseram:"Ande, corra! Se parar aí estará perdida!".
A nuvem, porém, curiosa como todos os jovens, deslizou para o fundo do bando de nuvens, que mais pareciam uma manada de búfalos em corrida."O que está fazendo?
Mexa-se!", sibilou o vento atrás dela, tentando empurrá-la.

Mas a nuvenzinha avistara as dunas de areia dourada: um espetáculo fascinante.
Planou leve e suavemente sobre elas.
Uma delas sorriu-lhe: "Oi", cumprimentou.
Era uma duna muito graciosa, recentemente formada pelo vento, que desarrumava sua reluzente cabeleira.
"Oi, meu nome é Ola", apresentou-se a nuvem."E o meu, Una", completou a duna.
"Como vai indo aí embaixo?", perguntou a nuvem curiosa.
"Muito sol e vento; faz calor, mas dá pra levar. E aí em cima?". "Sol e vento, grandes corridas no céu." "Minha vida é muito breve", disse a duna.
"Quando vier o vento forte, talvez eu desapareça!" "Isso a entristece?"
"Um pouco. É como se eu não servisse para nada." "Eu também logo vou virar chuva e cair. É meu destino."

A duna hesitou um segundo, depois disse:
"Sabia que a gente chama a chuva de ‘paraíso’ "? "Não sabia que era tão importante!", riu a nuvem.
"Já ouvi velhas dunas contarem como a chuva é bonita", disse a pequena duna.
"Com a chuva a gente se cobre de coisinhas maravilhosas chamadas flores."
"Ah, é verdade, já vi."
"Mas acho que nunca as verei… " concluiu melancolicamente a duna.

A nuvem refletiu por um instante, depois acrescentou: "Eu posso chover em você! Mas aí você morre!
Mas também vai florir", disse a nuvem.
Então, deixou-se cair, transformando-se em chuva cintilante.

No dia seguinte, a pequena duna estava florida.

Giuliana Martirani

TU ÉS LUZ.

7 07UTC junho 07UTC 2008

Quero ter os olhos abertos para te ver!
Quero mantê-los fechados para te sentir!
Todas as minhas fibras se abrem para receber tua luz!
Desdobram-se para Te acolher!
Gritam para Te atrair!
Chamam por tua Luz!

Meu coração Te busca ansioso
Para perceber o dom precioso da Tua Luz!
Quero abraçá-la, nas mãos em cruz tomá-la,
E vê-la sair radiosa por entre os dedos!

Ela veste cada célula do meu ser
Impossível seu horizonte perceber.
Ela pertence aos teus segredos.
Experimente assim Tua ternura,
Teu amor por toda a criatura
Que saiu do teu coração.
Que sensação poderosa
Tua presença luminosa poder gozar!

Tua Luz dá vida à semente na terra ainda latente
Na espera de nascer!
Tua Luz dá luz a todas as cores,
Cria o matiz de milhões de flores
Que alegram o viver!
Dá cor à água dos mares,
Aos céus, aos pássaros nos ares dá vida a todo ser.

Tua Luz me faz ver a beleza,
Dos seres toda a riqueza,
Como não Te enaltecer?
Que direi de Tua Luz interior
Que tantas vezes me mostrou o Teu amor
Por mim, Tua criatura!
Que luzes inesperadas iluminaram encruzilhadas do meu viver.
Quantas vezes, sem saber o que pensar,
Como sair do túnel, como caminhar,
Tua Luz me fez ver!

Luz, energia, vida expandir, esperança, alegria repartir.

Gertrude Marques

ESPERANÇA

" Esperança é o que precisamos para que nossa alegria seja completa. "( T.de Chardin )

" As grandes esperanças fazem os grandes homens. " ( Thomas Fuller )

" O primeiro estágio da esperança é crer que possa acontecer algo, diverso da infelicidade, que, na véspera, parecia inevitável. " ( F. Mauriac )

A esperança é a paixão pelo possível. Ela traz o sol às sombras de nossas vidas. É o vínculo com um amanhã melhor: quando a esperança se vai, também se vai nossa força vital. Enquanto a esperança permanece viva, persiste nossa determinação de prosseguir.

Os anos trazem rugas à pele, mas a perda da esperança deixa rugas na alma. Você precisa ter sonhos para que possa levantar-se todas as vezes que cair. Acreditar que acontecerão coisas boas para mudar a sua vida. Grandes e pequenos sonhos.

Os pequenos são as felicidades mais rápidas; os grandes são as forças para suportar os fracassos dos pequenos sonhos. Você  tem que regar seus sonhos todos os dias assim como se rega uma planta. É preciso dizer sempre: vou conseguir, vou tornar meu sonho realidade. Fazendo isso, estará cultivando a esperança, pois ela é o empréstimo que a felicidade nos dá.

EU, ….

Eu, a água. Deus, a fonte.

Eu, o barco. Deus, o porto.

Eu, a sede. Deus, a taça.

Eu, inquieto. Deus, a paz.

Eu, a pergunta. Deus, a resposta.

Eu, a flecha. Deus, o arco.

Eu, o grito. Deus, o eco.

Eu, o abismo. Deus, a cumeada.

Eu, o som. Deus, o sino.

Eu, o prefácio. Deus, o livro.

Meu passado e meu presente, em suas mãos.

Meu futuro, todo dele.

Eu, a procura. Deus, o endereço.

Obrigado, Senhor,

meu Cristo da Eucaristia,

meu Cristo da Redenção.

Feliz, radiante, gratificado,

celebro meu presente, meu futuro, meu passado,

na liturgia da fé, do louvor, da gratidão.

PÁSSAROS, IRMÃOS PÁSSAROS !

5 05UTC junho 05UTC 2008

Avaliais a beleza de vossas plumas, a magia do vosso cântico, o encanto do vosso vôo?

Estais livres de orgulho e vaidade, ou também precisais defender-vos dessas fraquezas
que tanto nos humilham?

Que alegria deveis sentir com os primeiros volteios dos vossos filhotes, e como deve ser inesquecível o ensaio de seus primeiros cantos!

Já experimentastes, certamente, no ar, em busca do horizonte,
- voar, voar, voar! - até tombares de cansaço e de emoção!

Que sentis quando vos prendem em gaiolas, e como conseguis cantar quando vossas asas provam que nascestes para a liberdade?

Que pensais de belas vozes humanas?
Chegam a aproximar-se dos vossos cânticos?
Quando um de vós morre, há tristeza!
Ou acreditais que também vós ressuscitareis?

Senhor, em nome dos que não tem voz para cantar, vos ofereço os mais belos cânticos dos vossos pássaros!
E vos peço que os homens se envergonhem de lhes criar prisões.

Prisões para quem recebeu de vós a missão de voar!
Que os homens se envergonhem de ouvir cânticos de pássaros prisioneiros, quando o canto precisa mais da liberdade que as próprias asas!


Dom Helder Câmara

GENEROSIDADE: UMA CELEBRAÇÃO!

4 04UTC junho 04UTC 2008

Não espere ter muito para ofertar; comece por um gesto afetuoso

 

Nos dias atuais, encontrar quem se disponha à partilha, verdadeiramente, é um desafio! São tantos os compromissos, as despesas e as correrias que até se tem o enorme desejo de realizá-la, mas, para muitos, isso fica só no desejo…

Como nos diz São Paulo em I Coríntios 9,6: “Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará”. Quem já não teve o impulso de dar algo? No entanto, muitos até ficam constrangidos por não poder dar nada, ou poder dar menos que gostariam…

Nos tempos em que vivemos, poucos param para pensar que exercer toda espécie de generosidade será ocasião de agradecer a Deus. Sim, de agradecimento, pois Ele provê nossas necessidades. Além disso, por meio da oferta, celebramos a própria vocação de poder imitar a generosidade de Deus Criador e de Jesus, como está escrito no Evangelho de São Mateus, capítulo 10, versículo 8: “Recebestes de graça, de graça daí”.

É uma graça poder dar; poder partilhar! Dar a Deus o que é de Deus!

Quando contribuímos materialmente com as obras de Deus nesta terra, estamos não tão-somente contribuindo materialmente. Pois ao prover as necessidades materiais dessas instituições também estamos levando os irmãos a Deus, a conhecê-Lo e a amá-Lo. Dessa forma, estamos contribuindo para que eles tenham um coração agradecido. Estendendo a mão para que se eleve o coração. É isso que acontece quando estendemos nossa mão ao necessitado ou o fazemos por meio de uma obra de caridade. Não só contribuímos para as necessidades dele, mas também abrimos as portas para que daquele coração surja uma fonte de ações de graças ao Senhor. Visto que aquele que recebe, reconhecendo tal virtude, glorifica a Deus pela generosidade da oferta. E, além disso, dedica a mais terna afeição, bem como sua gratidão e oração à pessoa que o ajudou e a Deus Pai.

Portanto, não perca as oportunidades de exercer tão maravilhosa virtude! Não espere ter muito para ofertar; comece a fazer isso – de um gesto afetuoso até a oferta material. Nunca pense que é pouco o que você tem para dar! O importante é acreditar que no seu “pouco”, Deus aí está para fazê-lo valer muito mais, multiplicando seu gesto a ponto de tocar outros corações, mobilizando-os a entrar nesta linda aventura de dar sem nada esperar em troca.

Assuma e celebre sua vocação de imitar a generosidade do Pai do Céu!

Gleiciane de Castro

Missão CN - S. Jose dos Campos (SP)

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Gleiciane de Castro é apresentadora do programa “Clube do Ouvinte” das 9h30 às 11h.

Acesse Rádio Canção Nova do Grande Vale 1250 AM e participe da programação Ao Vivo através do MSN : radiocngrandevale@hotmail.com ou telefone: (12) 3922-0459

Blog da missão: http://blog.cancaonova.com/saojosedoscampos

O AMOR DE DEUS

3 03UTC junho 03UTC 2008

Justificados,  pois,  pela  fé  temos  a  paz   com  Deus,  por  meio   de  nosso  Senhor  Jesus  Cristo.  Por  ele  é  que  tivemos  acesso  a  essa  graça,  na  qual  estamos  firmes,  e  nos  gloriamos  na  esperança  de  possuir   um   dia  a  glória  de   Deus.  Não  só  isso,  mas  nos  gloriamos  até  das  tribulações.  Pois  sabemos  que  a  tribulação  produz  a  paciência,  a  paciência  prova  a  fidelidade,  e  a  fidelidade,  comprovada,  produz  a  esperança.  E  a  esperança  não  engana.  Porque  o  amor  de  Deus  foi  derramado  em  nossos  corações  pelo  Espírito  Santo  que  nos  foi  dado.

( Romanos  5, 1- 5 )

O SONHO DA LIBERDADE

          SER  LIVRE  É  SER  ALEGRE.

AS  DUAS  COISAS  MAIS  LINDAS  DO   MUNDO.

          E  AS  MAIS  DIFÍCEIS  TAMBÉM.

      Segundo  algumas  estatísticas,  mais  da  metade  dos  habitantes  do  globo  perdeu  o  encanto  de  sorrir,  de  viver,  pelos  caminhos  e  descaminhos  do  cotidiano.  Ecoando  sua   angústia,  Manuel  Bandeira  chorou:

      Em  que  esquina  do  passado  perdi  meu  coração  de  criança?

      Quem  perdeu  a  alegria  de  viver  está  enfermo,  debilitado,  precisando  de  médico,  urgentemente.  O  sorriso  é  fundamental, insubstituível  atributo  humano.

      Os  céticos  e  pessimistas  são  criaturas  mutiladas,  seres  amargos,  trapos  de  gente.

Liberdade

é  o  nosso  grande  sonho,

o  anseio  maior  de  toda  a  humanidade.

O  homem  quer  ser  livre,  a  todo  custo, a  qualquer  preço,

mas  como somos  ilógicos,  incoerentes,  meu  Deus!

Queremos  ser  livres,  aves  aladas,

cortando  o  espaço,  a  imensidão,

e  nas  oficinas  acanhadas

de  nosso  egoísmo  malsão

confeccionamos,  noite  e  dia,

as  grades  de  nossa  própria  prisão.

Como  somos   incoerentes,  meu  Deus!

Reis  da  criação,  donos  do  mundo,

dominamos  a  natureza,

mas  caímos  tão  fundo

nos  abismos  da  solidão.

Senhor,  não  quero  ser  prisioneiro

e  não  sei  viver  no  porão.

Ajuda-me  a  desmantelar,  por  inteiro,

as  grades  da  minha  prisão.

Quero  respirar,  sobranceiro,

as  montanhas  da  coerência

no  país  da  libertação.

(  Pe. Roque  Schneider )

 

UM HOMEM QUE SABIA REZAR

2 02UTC junho 02UTC 2008

      Certo  dia,  o  diabo  deu  um  giro  pelo  mundo.  Queria  ver  como  os  homens  rezavam.  Foi  rápido  seu  passeio  de  investigação,  porque  a  maioria  já  se  desacostumara  de  rezar,  de  relacionar-se  com  Deus.  E  os  poucos  que  ainda  oravam,  faziam-no  tão  mal  que  arrancavam  bocejos  do  Pai  eterno.

      Já  regressando  para  casa  viu  um  camponês,  que  gesticulava  furiosamente  em  seu  pequeno  roçado.  Curioso,  intrigado,  o  demônio  escondeu-se  atrás  de  um  arbusto  e  ficou  observando.  O  camponês  brigava  com  Deus,  aos  gritos,  fazendo  censuras,  dizendo  injúrias,  soltando  afrontas…  O  demônio  esfregava  as  mãos  de  contentamento.

      Subitamente,  um   padre  surgiu  na  estrada,  apavorado  com  a  cena  do  camponês  gritando  com  Deus.  Lá  veio  o  sermão:

      Bom  dia,  meu  filho.  Que  modos  são  esses?  Você   não  sabe,  por  acaso,  que  é  pecado  insultar  a  bondade  do  Criador?  Curioso  e  estranho  esse  seu  modo  de  comunicar-se  com  Deus,  nosso  Pai…

      A  resposta  brotou  de  imediato,  muito  diáfana  e  despojada:

      Caro  padre,  se  brigo  com  Deus  é  porque  creio  nele.  Se  o  censuro,  é  porque  lhe  quero  bem.  Se  grito,  é  porque  ele  me  escuta.

      Deve  estar  delirando!  -repetiu  consigo  mesmo  o  padre,  enquanto  se  afastava.

      O  demônio,  por  sua  vez,  ficou  muito  alarmado  e  se  arrancou  como  um  foguete  de  fogo:  descobrira  um  homem  que  sabia  rezar.

      " Aqueles   que  mais  procuram  negar  a  Deus  são   os  que  mais  necessitam  da  sua  presença  e  luz ". ( J. Moran )

 

PAPA:EUCARISTIA E CONFISSÃO

Papa: Eucaristia e confissão são fundamentos da vida espiritual

Da Redação
O Papa Bento XVI recebeu em audiência esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, os fiéis italianos da arquidiocese de Turim. O Santo Padre sublinhou ainda que os fiéis são os protagonistas da ação apostólica e missionária no caminho eclesial da arquidiocese de Turim e que tal compromisso deve ser alimentado por uma intensa vida espiritual fundamentada na Eucaristia dominical, na adoração eucarística semanal e na redescoberta da importância do Sacramento da Reconciliação.

O Papa saudou todos os presentes e manifestou, de maneira especial, sua solidariedade espiritual à população de Piemonte, região do norte da Itália, afetada por uma onda de mau tempo.

O Pontífice lembrou aos peregrinos que eles renovaram esta manhã, no Túmulo do Apóstolo Pedro, sua solene profissão de fé. "A Basílica Vaticana é o lugar onde os católicos do mundo inteiro, pertencentes a culturas e línguas diferentes, professam a mesma fé e fazem parte da única Igreja de Cristo", disse o Papa.

"Vocês também se imergiram neste clima de santidade e de universalidade e antes de voltarem às suas casas e comunidades, esperam do Papa uma palavra de encorajamento a fim de que possam ser testemunhas coerentes do Evangelho neste nosso tempo", ressaltou o Pontífice.

"Animados pelo sincero anseio de uma renovada evangelização, vocês se preocuparam em reaproximar os distantes da Igreja, ampliando os confins do zelo pastoral a toda comunidade paroquial", ressaltou Bento XVI que acrescentou: "Este compromisso missionário se tornou mais forte neste ano pastoral, ano da Redditio fidei (Redenção da Fé) que atingiu seu ápice na solene profissão de fé proclamada hoje por vocês diante do Túmulo do Apóstolo Pedro".

O Papa exortou os peregrinos a não terem medo e a se abandonarem em Cristo. "Se Jesus for o centro da vida de suas famílias, suas paróquias e de toda comunidade, vocês sentirão sua presença viva e crescerão na unidade e na comunhão. Estejam unidos com o Senhor e se alimentem constantemente da oração e dos sacramentos, sobretudo, da Eucaristia e da Confissão", disse o Pontífice.

Bento XVI finalizou seu discurso aos fiéis invocando Maria, Mãe de Deus, para que proteja os sacerdotes e os agentes pastorais da arquidiocese de Turim e desperte numerosas e santas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada.

 

SE EU FOSSE INTELIGENTE, SENHOR

1 01UTC junho 01UTC 2008

" Não  julgueis  e  não  sereis  julgados " ( MT 7,1 )

Se  eu  fosse  inteligente,  Senhor,

não  julgaria  ninguém;

seria  capaz  de  perceber

que  cada  homem  é  um  mistério.

Se  eu  fosse  inteligente  Senhor,

não  julgaria  ninguém,

seria  capaz  de  compreender

que  ninguém  está  acabado,

que  ninguém  está  petrificado;

seria  capaz  de  sentir

que  a  tua  criação  continua

no  mais  profundo  de  cada  ser.

Se  eu  fosse  inteligente,  Senhor,

nem  a  mim  mesmo  eu  julgaria:

por  acaso  sou  eu  capaz,

De  desvendar  meu  próprio  enigma?

Se  eu  fosse  inteligente, Senhor,

não  julgaria  ninguém;

seria  capaz  de  respeitar

o  mistério  que  é  o  outro,

o mistério  que  sou  eu.

Saberia  que  só  tu

Vês  o  que  ninguém  vê,

que  só  Tu  podes  julgar

e,  ao  mesmo  tempo  amar

o  mistério  que  sou  eu,

Saberia  que  só  Tu 

Vês  o  que  ninguém  vê,

que  só  Tu  podes  julgar

e,  ao  mesmo  tempo,  amar.

SABEDORIA

      Conta  a  lenda  que  um  velho  sábio,  tido  como  mestre  da  paciência,  era  capaz  de  derrotar  qualquer  adversário.

      Certa  tarde,  um  homem  conhecido  por  sua  total  falta  de  escrúpulos  apareceu  com  a  intenção  de  desafiar  o  mestre  da   paciência.

      O  velho  aceitou  o  desafio  e  o  homem  começou  a  insultá-lo.  Jogou  pedras  em  sua  direção,  cuspiu  e  gritou  todos  os  insultos.  Durante  horas  fez  tudo  para  provocá-lo, mas  o  velho  permaneceu  impassível.

      No  final  da  tarde,  sentindo-se  já  exausto  e  humilhado,  o  homem  se  deu  por  vencido  e  retirou-se.

      Impressionados,  os  alunos  perguntaram  ao  mestre  como  ele  pudera  suportar  tanta  indignidade.

      O  mestre   perguntou:

      –Se  alguém  chega  até  você  com  um  presente,  e  você  não  o  aceita,  a  quem  pertence  o  presente?

      –A  quem  tentou  entregá-lo,  respondeu  um  dos  discípulos.

      –O  mesmo  vale  para  a  inveja,  a  raiva  e  os  insultos.  Quando  não  são  aceitos,  continuam  pertencendo  a  quem  os  carregava  consigo.

      A  sua  paz  interior  depende  exclusivamente  de  você.  As  pessoas  não  podem  lhe  tirar  a  calma.  Só  se  você  permitir…

PAPA RECORDA DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Domingo, 01 de junho de 2008, 10h02

Da Redação, com Rádio Vaticano
Nesta manhã o Papa Bento XVI, da janela de seu gabinete de trabalho na Residência Apostólica, na Praça São Pedro, recitou a oração do Ângelus. Estavam presentes milhares de peregrinos, fiéis e turistas. Antes da oração mariana, o Papa recordou que o mês de junho, que iniciamos hoje, é dedicado, tradicionalmente, ao Coração de Jesus, símbolo da fé cristã, muito querido pelo povo como também pelos místicos e teólogos.

O Coração de Jesus exprime, de modo simples e autêntico, a "boa nova" do amor e resume o mistério da Encarnação e da Redenção.

"De fato - recordou o Pontífice - na última sexta-feira celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, terceira e última das festas do Tempo Pascal, depois da Santíssima Trindade e de Corpus Christi. Esta sucessão de acontecimentos destaca um movimento rumo ao centro: um movimento do Espírito, que é o próprio Deus, que nos guia".

"Do horizonte infinito do seu amor, de fato, Deus quis entrar no âmbito nas limitações da história e da condição humana, através de um corpo e de um coração. Assim, podemos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus Nazareno", disse o Papa.

E o Santo Padre afirmou que "toda pessoa precisa de um centro da própria vida, de uma fonte de verdade e de bondade, na qual beber nas diversas situações e no cansaço do dia-a-dia".

"Cada um de nós, quando pára e silencia, precisa ouvir a pulsação do coração e, ainda mais, a pulsação de uma presença confiável, perceptível pelos sentidos da fé, e bem mais real: a presença de Cristo, coração do mundo", afirmou.

O Santo Padre concluiu a sua alocução dominical com o seguinte convite: "Portanto, convido cada um a renovar, no mês de junho, a própria devoção ao Coração de Cristo, valorizando a tradicional oração de ‘oferecimento do dia’ e acolhendo as intenções propostas por mim a toda a Igreja".

Antes de se despedir dos fiéis, presentes na Praça São Pedro, Bento XVI exortou, junto com a Liturgia, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, mas também a veneração ao Imaculado Coração de Maria, que deve ser invocado com grande confiança.

O Pontífice fez uma premente exortação aos fiéis presentes na oração do Ângelus: "Gostaria de invocar, mais uma vez, a materna intercessão da Virgem pelas populações da China e de Mianmar, atingidas pelas calamidades naturais, e pelos que passam por tantas situações de dor, de doença e de misericórdia material e espiritual, que marcam o caminho da humanidade".

VOU CONTAR PARA TUA MÃE

      Foi  em  1926,  na cidade Santuário  de  Lourdes,  na  França.

      É  a hora  da  bênção  dos  doentes.  Na esplanada  estão  centenas  de  doentes,  deitados  em  padiolas  ou  reclinados  em  cadeiras  de  rodas,  sob  a  assistência  vigilante  dos  enfermeiros.

      Entre  eles está  um  moço,  passando  muito  mal.  Seu  desenlace  é  esperado  a  qualquer  momento.  Momentos  antes  havia  recebido  a  Unção  dos  Enfermos.

      O  celebrante  começou  a  percorrer  as  fileiras  de  doentes.  Segurando  nas  mãos  o  ostensório  com  a   Hóstia  Consagrada,  ele  passa  de  um  em  um,  traçando  sobre  eles  uma  grande  cruz.

      Chegou  a  vez  daquele  rapaz.  Recebe  a  bênção  com  uma  grande  esperança.  Mas  parece  que  sua  esperança  fou  frustada.  Não  sentiu  melhora  nenhuma.  Reunindo  todas  as  suas  forças,  disse  num  tom  de  sentida  queixa:

      - Jesus,  tu   não  me  curaste.  Vou  contar  para  tua  mãe.

      Comovido  com  esta  prece,  o  celebrante  se  volta  para  o  enfermo  e  pela  segunda  vez  abençoa-o  com  o  Santíssimo  Sacramento.

      Eis  que  uma  virtude  sai  do  Filho  de  Deus.  Aconteceu  o  milagre.

O  moço,  sentindo-se  curado,  saiu  do  leito  gritando  jubiloso:

     -Jesus,  Filho  de  Maria,  tu  me  curaste. Vou  contar  à  tua  mãe  para  que  me  ajude  a  agradecer-te….

PROBLEMA E SOLUÇÃO

A  GRANDE  ARTE  DA  VIDA  É  FAZER  DA  PRÓPRIA  VIDA   UMA  OBRA  DE  ARTE.

Mesmo  sem  nenhum  livro  escrito,  publicado,

você   é  o  escritor  de  sua  existência.

Mesmo  não  sendo  Michelangelo  ou  Beethoven,

você  pode  fazer  de  sua  vida  uma  obra-prima,  uma  sinfonia  imortal.

Mesmo  que  você  jamais  tenha  alinhado  um  verso,  um  soneto,

sua  vida  pode  tornar-se  um  poema  com  ressonâncias  de  eternidade.

Mesmo  sem  curso  superior  ou  grande  cultura  intelectual,

você  pode  cultivar  a  sabedoria  da  caridade,  da  partilha  generosa.

Mesmo  executando  tarefas  humildes,  trabalhos  anônimos,

você  pode  converter  seu  dia-a-dia  em  ofertório,  oração.

Mesmo  que  as  rugas  da  idade  já  marquem  seu  rosto, sua  fronte,

mais  vale  sua  beleza  interior,  que  Deus  conhece.

Mesmo  arqueado  ao  peso  da  cruz,  dos  obstáculos  e  sofrimentos,

seu  rosto  pode  sorrir  e cantar,  num  hino  à  vida.

Mesmo  que  lágrimas  amargas  rolem  de seu  rosto,

você  tem  um  coração  para  amar.

Mesmo  que  você  não  seja  santo,  nem  anjo  de  perfeição,

no  céu  há  um  lugar  reservado  para  você,  com  certeza.

Sorria,  cante  e  agradeça,  minha  irmã,  meu  irmão,

mesmo  que  a  vida,  às  vezes,  lhe  diga  "não".

Você  não  faz  parte  dos  problemas,

você  é  a  solução.

( Pe. Roque  schneider )

RETORNO ÀS FONTES

31 31UTC maio 31UTC 2008

Coloquei-me  a  caminho,  Senhor,

na  romaria  das  recordações,

perscrutando  os  trajetos  já  palmilhados

nos  milhares  de  passos  andados

em  dias  de  vento,  de  chuva  e  de  calor.

Senhor,  nos  retalhos  de  meu  viver  diário

tenho  tanto  a  pedir,  e  tanto,  tanto  a  agradecer.

Voltei  aos  tempos  de  outrora

e  uma  grande   certeza  iluminou  todo  o  meu  ser:

Ès  o  mesmo,  Senhor.

Não  ficaste  diferente,  comigo,

ao  longo  dos  anos  de  Calvário  ou  de  Tabor.

Tive  altos  e  baixos,  avanços  e   recuos  na  caminhada.

Conflitos  internos,  horas  de  bonanças  e  tempestade, 

momentos  de  graça  e  de  vacilação.

Às  vezes  parecias  tão  longe  e  distante…

Meus  braços  se  alongavam  em  tua  direção,

e eu  me  sentia  desamparado,

gesticulando  num  grande  vazio  existencial.

Minha  voz  te  buscava  e  eu  só  sentia  o  silêncio  glacial.

Era  noite,  uma  noite  imensa  dentro  de  mim.

Mas  hoje  constato,  Deus  seja  louvado,

a  mais  consoladora  verdade:

jamais  saíste  de  minha  proximidade,

revelando  presença,  ternura,  compreensão.

E   eu  rezo,  agradecendo,  feliz,  emocionado,

embebendo  meu  olhar

nos  teus  olhos,  Senhor,

naquela  paz  e  confiança  filial

de  quem  oferta  presente  e  passado,

no  tempo  e  altar

da  fé,  da  esperança,  do  amor.

(  Pe.  Roque  Schneider )

FOI UMA MULHER

        Ano  de  451. A  cidade  de  Paris  está  em  pânico.  A  população  se  agita.  Todos  procuram  fugir  pelo  rio ou  pelas  estradas.

        Os  soldados  do  rei  Átila  vêm  vindo  aí,  invadindo  cidades,  destruindo  e  matando,  saqueando  e  roubando.

        Eis  que  surge  uma  figura  de  mulher  junto  ao  rio  Sena.  Tem  um  véu  escuro  na  cabeça  e  pede  tranqüilamente:  " Calma,  meu  povo!   Deus  está  conosco ".

        É  Genoveva,  gritam  todos.  Com  firmeza  pede  que  voltem  para  seus  lares.  Vão  rezar  nas  igrejas.  Nada  acontecerá  para  a  cidade.

        Não  foi  fácil  acalmar  aquela  massa  em  pânico.  " Ela  está  louca!  Onde  se  viu  ficarmos  aqui? "  Mas  ela  repetia  firme:

        "Voltem  já  para  suas  casas!  Tenham  confiança  em  Deus! "

        E   o  milagre  aconteceu.  Embora  os  bárbaros  ameaçassem  invadir  várias  vezes  a  cidade  de  Paris,  uma  força  invisível  os  obrigava  a  recuar  e  a  desviar  a  rota.

        Por  isso  Santa  Genoveva  é,  até  hoje,  a  padroeira  de  Paris.

(  Livro:  365  DIAS, 365 HISTÓRIAS )

       

OUVI MINHA INSTRUÇÃO

30 30UTC maio 30UTC 2008

E  agora,  meus  filhos,  escuta-me:

felizes  aqueles  que  guardam  os  meus  caminhos.

Ouvi  minha  instrução  para  serdes  sábios,  não  a  rejeiteis.

Feliz  o  homem  que  me  ouve,

e  que  vela  todos  os  dias  à   minha  porta

e  guarda  os  umbrais  de  minha  casa!

Pois  quem  me  acha  encontra  a  vida 

e  alcança  o  favor  do  Senhor.

Mas  quem  me  ofende,  prejudica-se  a  si  mesmo;

quem  me  odeia,  ama  a  morte.

( Provérbio  8,  32-36 )

DA JANELA DO MEU QUARTO

Da  janela  do  meu  quarto  eu  olhava  meu  jardim,  tinha  tudo,  era  farto,  desde  o  cravo  até  o  jasmim.

Rosas  de  cores  variadas  tendo  as  falhas  como  leito,  hortências  já  carregadas,  miríades  de  amor  perfeito.

Com  alegria  eu  fitava  meu  jardim  maravilhoso,  beija-flores,  borboletas,  num  ballet  leve  e  gracioso.

Quisera  a  humanidade  vivesse  assim  algum  dia,  fraterna  cumplicidade  na mais  perfeita  harmonia.

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